quarta-feira, 14 de abril de 2010

Leões e Cordeiros

Leões e Cordeiros (Lions for Lambs, EUA, 2007) – Nota 7,5
Direção – Robert Redford
Elenco – Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise, Michael Peña, Andrew Garfield, Peter Berg, Kevin Dunn, Derek Luke.

O filme é dividido em três pequenas histórias com personagens que não se cruzam, mas estão ligados.

O primeiro cenário mostra uma veterana jornalista (Meryl Streep) que se acha independente, sendo convidada a entrevistar um jovem e carismático senador republicano (Tom Cruise), que pretende presentea-la com um furo de reportagem sobre uma nova tática de guerra que estaria sendo usada naquele momento no Afeganistão pelos soldados americanos. O comandante responsável pela ação (Peter Berg), mesmo com dúvidas, envia um pequeno pelotão para tomar uma montanha cheia de rebeldes talibãs e entre os soldados está uma dupla de jovens (o latino Michael Peña e o negro Derek Luke) que entraram para o exército como voluntários, pensando que estariam fazendo a sua parte para mudar o mundo. Ao mesmo tempo em uma universidade, um veterano professor (Robert Redford) que lecionou para os dois soldados, tenta persuadir outro estudante (Andrew Garfield) que ele considera ter grande potencial a voltar a assistir suas aulas e se interessar pelos estudos.

Os ótimos diálogos levam o espectador a analisar sobre como a mídia manipula as notícias, em virtude de ter o famoso “rabo preso” com políticos e poderosos e as consequências destas notícias distorcidas na cabeça de quem ouve, no caso do filmes dos estudantes, além de mostrar ainda aquele tipo jornalista que tenta manter a integridade mas é obrigado a aceitar as regras ou ser excluído do processo.

O elenco é otimo, com destaque principalmente para o embate de idéias entre a jornalista Meryl Streep e o polícito ambicioso e sem escrúpulos vivido por Tom Cruise.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Velocidade Máxima




Velocidade Máxima (Speed, EUA, 1994) – Nota 8
Direção – Jan de Bont
Elenco – Keanu Reeves, Dennis Hopper, Sandra Bullock, Jeff Daniels, Joe Morton, Alan Ruck, Glenn Plummer, Richard Lineback, Beth Grant.

Um psicopata (Dennis Hopper) coloca uma bomba em um ônibus que circula por Los Angeles e avisa a polícia que se o veículo trafegar a menos de 80 km/h a bomba explodirá. O policial Jack Traven (Keanu Reeves) é encarregado do caso e consegue entrar no veículo em movimento, porém após uma uma confusão, o motorista acaba ferido e Jack coloca a passageira Annie (Sandra Bullock) para dirigir o ônibus em meio ao tráfego carregado da cidade e sem diminuir a velocidade.

A trama é original e dá margem a cenas de ação competentes pelas ruas e auto-estradas de Los Angeles, onde o personagem de Reeves precisa ao mesmo tempo manter o ônibus circulando e tentar desarmar a bomba. O longa é ótimo como filme de ação e deixava a impressão de que o diretor holandês Jan de Bont era um craque no gênero, o que acabou não se cumprindo. Ele fez ainda o ótimo “Twister” e os fracos “A Casa Amaldiçoada” e “Tomb Raider – A Origem da Vida”.

Velocidade Máxima 2 (Speed 2 – Cruise Control, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Jan de Bont
Elenco – Sandra Bullock, Jason Patric, Willem Dafoe, Temuera Morrison, Brian McCardie, Joe Morton, Glenn Plummer, Michael G. Hagerty, Colleen Camp, Lois Chiles, Enrique Murciano.

A atrapalhada Annie (Sandra Bullock) agora namora o policial Alex Shaw (Jason Patric). Depois de uma perseguição confusa que acabou em briga entre o casal, eles resolvem viajar em um cruzeiro para o Caribe com o intuito de melhorarem a relação. O que seria alegria se transforma em perigo quando um sujeito, John Geiger (Willem Dafoe totalmente canastrão), toma o controle do navio e ameaça afundar o transatlântico.

O que o longa original tinha de ação e emoção pelas auto-estradas de Los Angeles, aqui se torna exagerado na maioria das cenas, principalmente no final extremamente forçado, além do péssimo roteiro com diálogos ridículos. O resultado do longa deixou claro porque Keanu Reeves pulou fora do projeto e acredito que Sandra Bullock aceitou o papel apenas pelo cachê. Jason Patric até tenta segurar a trama nas cenas de ação, mas acaba sendo pouco para este longa desnecessário e equivocado.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Mansão da Meia-Noite

A Mansão da Meia-Noite (House of the Long Shadows, EUA, 1983) – Nota 6
Direção – Pete Walker
Elenco – Vincent Price, Christopher Lee, Peter Cushing, John Carradine, Desi Arnaz Jr, Sheila Keith, Richard Todd, Julie Peasgood.

O escritor Kenneth Magee (Desi Arnaz Jr) faz uma aposta com seu editor (Richard Todd) de que conseguirá escrever uma história de terror ao estilo clássico e para isso diz que precisa apenas de um local para usar como inspiração. O editor então indica uma mansão que se diz amaldiçoada. O escritor aceita o desafio e logo que chega a mansão é recebido por Mary Norton (Julie Peasgood), que parece estar morta e aos poucos vai encontrando vários personagens que se apresentam como da família Grisbane. O que começa estranho, fica ainda pior quando mortes começam a acontecer no local.

Apesar do filme ter sido feito na década de oitenta, a história e o clima é totalmente clássico, copiando as obras de terror dirigidas por Roger Corman nos anos sessenta. Além do estilo, o outro grande destaque do longa é o elenco, que reuniu quatro atores que foram ícones do gênero terror, todos de uma mesma geração.

O único que ainda está vivo e continua na ativa com quase noventa anos é Christopher Lee. Após este longa, Vincent Price ainda fez alguns bons filmes como “Edward Mãos de Tesoura” e “As Baleias de Agosto”, já Peter Cushing e John Carradine trabalharam apenas em alguns filmes pequenos apenas antes de falecer. Todos deixaram um legado e tanto para o gênero terror.

domingo, 11 de abril de 2010

Tigerland - A Caminho da Guerra

Tigerland – A Caminho da Guerra (Tigerland, EUA, 2000) – Nota 7
Direção – Joel Schumacher
Elenco – Colin Farrell, Matthew Davis, Clifton Collins Jr, Cole Hauser, Thomas Guiry, Shea Whigham, Russell Richardson, Nick Searcy, James MacDonald, Afemo Omilani, Michael Shannon.

Em 1971 um grupo de recrutas é enviado para um pesado e desumano treinamento em Fort Polk, Louisiana. A história tem como protagonistas o idealista Jim Paxton (Matthew Davis), que acredita que a experiência na guerra será válida até para escrever um livro e o rebelde Roland Bozz (Colin Farrell), que tem a idéia de ser expulso do exército para não ir ao Vietnã, inclusive ajudando outros recrutas que querem ser dispensados. O duro treinamento e o pensamento dos oficiais que vêem os soldados apenas como armas faz os dois jovens lutarem contra o sistema.

Apesar de bem feito, com bom elenco, interessantes conflitos entre os recrutas e da parte do cruel treinamento lembrar o superior “Nascido Para Matar”, o longa acaba não trazendo nada de novo para o tema.

No final fica a impressão de que é um registro tardio de um tema explorado a exaustão pelo cinema.

sábado, 10 de abril de 2010

O Signo da Cidade

O Signo da Cidade (Brasil, 2007) – Nota 6
Direção – Carlos Alberto Riccelli
Elenco – Bruna Lombardi, Malvino Salvador, Juca de Oliveira, Graziela Moretto, Luís Miranda, Denise Fraga, Eva Wilma, Fernando Alves Pinto, Sidney Santiago, Kim Riccelli, Thiago Pinheiro, Ana Rosa, Christina Mutarelli, Irene Stefânia, Zé Carlos Machado, Selma Egrei, Wandy Doratiotto.

Em São Paulo a astróloga Teca (Bruna Lombardi) atende clientes em seu apartamento para ler o futuro e ainda tem um programa de rádio onde recebe ligações de ouvintes que contam seus problemas procurando um conselho. Ela é a personagem principal deste longa que tenta copiar a fórmula de sucessos como “Crash”, onde diversos personagens interagem muitas vezes sem se conhecer mas influenciado para o bem ou para o mal na vida do próximo.

Apesar da premissa interessante, eu gosto muito deste tipo de história, o roteiro não ajuda. Escrita pela estrela Bruna Lombardi, fica a impressão de que faltou experiência para desenvolver melhor os personagens, principalmente os mais jovens. Como o depressivo Luís (Thiago Pinheiro), sua namorada drogada (Sidney Santiago) e Gabriel (Kim Riccelli) que perde o rumo quando sua mãe morre. Até mesmo o romance entre Bruna Lombardi e Malvino Salvador tem toda a cara de clichê. Como destaque temos os personagens do enfermeiro Sombra (Luís Miranda de “Jean Charles”) e o moribundo pai da atriz principal vivido por Juca de Oliveira, com certeza os dois mais realistas da trama.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quarteto Fantástico de Roger Corman

Quarteto Fantástico (The Fantastic Four, EUA, 1994) – Nota 5
Direção – Oley Sassone
Elenco – Alex Hyde White, Rebecca Staab, Jay Underwood, Michael Bailey Smith, Ian Trigger, Joseph Culp, George Gaynes, Kat Green.

O sucesso do “Batman” de Tim Burton em 1989 abriu as portas para que os produtores começassem a pensar nas adaptações de quadrinhos para o cinema, porém durante os anos noventa a maioria das produções do gênero fracassaram.

Um dos casos mais curiosos é esta produção de Roger Corman que nunca chegou aos cinemas. Diz a lenda que uma produtora alemã comprou os direitos da Marvel para a adaptação do Quarteto Fantástico mas não conseguiu levar o projeto adiante, porém havia um cláusula onde a produtora deveria pagar cinco milhões de dólares para Marvel caso o filme não fosse feito. Desesperada, ela procurou o produtor Roger Corman e liberou um milhão e meio de dólares (um fortuna para Corman) para que ele fizesse o filme o mais rápido possível. Resultado, o filme foi feito em um mês.

Para quem não sabe, Corman é o Papa dos filmes B, tendo produzido quase quatrocentos longas praticamente todos com custos baixíssimos. Ele ainda é o responsável por dar chance no cinema para gente como Jack Nicholson, Joe Dante, Jonathan Demme, entre tantos outros diretores e atores, além de ter feito diversos filmes de terror, clássicos do cinema B nos anos sessenta, quase sempre com Vincent Price no papel principal.

Mas voltando ao filme, Corman passou a direção a um dos seus tantos pupilos, um sujeito chamado Oley Sassone, que hoje dirige episódios de seriados, para comandar o longa. Assim que o filme terminou e foi mostrado para a Marvel, a empresa percebeu a bomba que estaria ligada ao seus personagens e usou seu poder de veto para destruir todas as cópias e não deixar que o filme fosse lançado nos cinemas, mas como sempre existe alguém mais esperto, esta pessoa desconhecida guardou uma cópia do filme em VHS e com a explosão da internet colocou o filme na rede. E graças a este desconhecido muitas pessoas conheceram esta obra que tem a cara de Corman, repleta de efeitos especiais toscos, elenco canastrão e até pitadas de comédia.

A história começa quando Reed Richards (Alex Hyde White) e Victor Von Doom (Joseph Culp) esperam a passagem do cometa Colossus pela Terra para captar sua energia, porém algo dá errado e Victor aparentemente morre. Dez anos depois, Reed tem nova chance com a volta do cometa e desta vez ele convoca o astronauta Ben Grimm (Michael Bailey Smith) e os irmãos Johnny e Susan Storm (Jay Underwood e Rebecca Staab) para viajarem num foguete com o intuito de alcançar o cometa, porém a viagem é sabotada pelo Joalheiro (Ian Trigger) e quando a nave volta para a Terra todos os quatro desenvolveram um dom especial. Além disso eles terão de enfrentar o Dr. Doom, na realidade Victor Von Doom que não morreu e pretende destruir Nova Iorque.

Fiquei indeciso quanto a nota, mas acredito que merece um cinco pela inacreditável história por trás do longa e pela curiosidade de comparar esta produção paupérrima com as milionárias adaptações atuais da Marvel.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Espelhos do Medo

Espelhos do Medo (Mirrors, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – Alexandre Aja
Elenco – Kiefer Sutherland, Paula Patton, Amy Smart, Mary Beth Peil, John Shrapnel, Jason Flemyng, Julian Glover, Cameron Boyce, Erica Gluck.

O ex-policial Ben Carson (Kiefer Sutherland) começa a trabalhar num prédio que abrigava um enorme loja de departamentos e que foi destruída num incêndio. Ele tenta se recuperar do vício na bebida após ter sido afastado da policial em virtude de ter matado outro policial por acidente. Logo no primeiro dia ele percebe que existe algo estranho com os espelhos do local e começa a ter visões, que em seguida irão também aterrorizar sua família, formada por um casal de filhos e sua esposa Amy (Paula Patton).

O ponto de partida é curioso ao mostrar que existe algum mal escondido atrás dos espelhos, porém o desenrolar da trama é confuso e o roteiro cheio de furos, com personagens mal aproveitados e que desaparecem no meio da trama, como o do policial vivido por Jason Flemyng.

A história acaba bebendo na fonte de filmes como “O Chamado” e “Água Negra”, tendo alguns momentos de sustos, mas no geral deixando a desejar.

O diretor Alexandre Aja fez um trabalho bem melhor em “Viagem Maldita”, que era uma refilmagem de “Quadrilha de Sádicos”, clássico do terror B de Wes Craven.