quinta-feira, 2 de maio de 2019

Agora Estamos Sozinhos, Os Domésticos & O Último Suspiro


Agora Estamos Sozinhos (I Think We're Alone Now, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Reed Morano
Elenco – Peter Dinklage, Elle Fanning, Paul Giamatti, Charlotte Gainsbourg.

Na sequência inicial, um sujeito (Peter Dinklage) anda pelas ruas vazias de uma típica cidade americana de subúrbio. Ele entra nas casas, arruma o local e leva para enterrar os corpos das pessoas mortas. Logo, percebemos que ele pode ser o único sobrevivente de uma espécie de apocalipse. Quando uma jovem (Elle Fanning) bate o automóvel numa rua da cidade, o homem ajuda a garota, mas fica desconfiado de que podem existir outros sobreviventes.

Apesar do ritmo lento, a primeira meia-hora do longa é instigante ao deixar o espectador curioso sobre o que realmente ocorreu e também sobre o passado do protagonista, que é um sujeito calado e que gosta da solidão.

Mesmo explorando a relação entre os dois personagens, o problema é que o roteiro parece não ter muito o que dizer além disso, criando uma nova situação na parte final que é mais estranha do que o próprio apocalipse.

O sempre ótimo Peter Dinklage acerta ao criar um personagem solitário e melancólico, mas infelizmente não consegue salvar o filme sozinho. É mais um caso de um boa premissa que acaba desperdiçada.

Os Domésticos (The Domestics, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Mike P. Nelson
Elenco – Kate Bosworth, Tyler Hoechlin, Sonoya Mizuno, Lance Reddick, Kaden Washington Lewis, Jacinte Blankenship.

Uma epidemia dizimou grande parte da população da Terra. Os sobreviventes precisam viver escondidos em suas casas com medo das gangues que surgiram após a tragédia. Nesta terra sem lei, um casal (Kate Bosworth e Tyler Hoechlin) decide atravessar o país para tentar encontrar os pais dela. 

Desta vez saem de cena os zumbis como vilões e entram os próprios humanos prontos para destruir o próximo. O roteiro não tem grandes surpresas e até algumas falhas, porém o filme ganha pontos pelas competentes cenas de violência e pelos sinistros coadjuvantes que cruzam o caminho do casal de protagonistas. 

É basicamente uma ficção B indicada para quem curte o gênero.

O Último Suspiro (Dans la Brume, França / Canadá, 2018) – Nota 6,5
Direção – Daniel Roby
Elenco – Romain Duris, Olga Kurylenko, Fantine Harduin, Michel Robin, Anna Gaylor.

Em um dia qualquer, Paris é tomada por uma gigantesca névoa. Todos que respiram a névoa morrem sufocados. Mathieu (Romain Duris) e Anna (Olga Kurylenko) estão em processo de separação, mas moram em edifícios na mesma rua, tudo porque a filha adolescente Sarah (Fantine Harduin) sofre de uma doença rara e vive dentro de uma espécie de cúpula construída no apartamento da mãe. 

O casal consegue escapar da névoa ao chegar no último andar do edifício no apartamento de um casal de idosos (Michel Robin e Anna Gaylor), porém a filha fica presa na cúpula andares abaixo. Fica o dilema de como manter a filha viva e eles mesmos sobreviverem. 

O roteiro copia a premissa de “O Nevoeiro” de Frank Darabont, porém é criativo ao inserir a questão da garota doente presa na “bolha”, criando ainda uma atmosfera assustadora permeada por algumas boas cenas de suspense e um final surpreendente. O filme perde pontos por ser um pouco irregular na narrativa e por uma ou outra solução exagerada. 

É um filme mediano indicado para quem gosta do tema.

2 comentários:

Luli Ap. disse...

Gosto de pós-apocalípticos, levo as três indicações, mesmo o primeiro sendo uma boa premissa desperdiçada fiquei curiosa com as 3 películas.
Ótimo fds pra ti e todos aí
Bjs Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

Hugo disse...

Luli - Eu também gosto bastante do tema.

Bjs