terça-feira, 3 de abril de 2018

A Vida em Espera

A Vida em Espera (Wakefield, EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Robin Swicord
Elenco – Bryan Cranston, Jennifer Garner, Jason O’Mara, Beverly D’Angelo, Ian Anthony Dale, Victoria Bruno, Ellery Sprayberry, Tracey Walter.

Após uma queda de energia que o obriga a descer do trem longe de sua bela casa no subúrbio de Nova York, o advogado Howard Wakefield (Bryan Cranston) começa a refletir sobre sua vida durante a caminhada. 

Na porta de casa ele vê um guaxinim e decide expulsar o pequeno animal que corre para a garagem que fica ao lado da residência. Howard segue a criatura e ao chegar no sótão vê pela janela sua esposa (Jennifer Garner) irritada por ele não ter atendido o celular e as filhas gêmeas terminando o jantar. A esposa pega o jantar do marido e joga na lata do lixo. Algo faz com que Howard decida sentar numa poltrona e observar as reações de sua família em relação a sua ausência. 

Baseado em um conto de E.L. Doctorow, este longa apresenta uma premissa interessantíssima. Vemos o protagonista de meia-idade, bem sucedido no trabalho e com uma família aparentemente perfeita, mas que sofre internamente pelo desgaste no casamento e pelo desprezo das filhas adolescentes. 

Howard não é um coitado, pelo contrário, na sua narração em off e nos flashbacks conhecemos um sujeito inteligente e até manipulador, mas que se sente vencido pela rotina da vida. Como ele mesmo diz em uma sequência, sua decisão não foi abandonar a família, mas sim “abandonar a si mesmo”. 

Por mais que seja curiosa e fora da comum a história, o filme perde alguns pontos por alongar demais a situação e também pelo final em aberto. Mesmo entendendo que a escolha do escritor tenha sido deixar a resposta a cargo do leitor (aqui espectador), fica uma sensação de algo inacabado.

4 comentários:

Luli Ap disse...

Olá Hugo
Não conhecia o conto nem o filme.
Interessante esse plot.
Imagine ficar olhando as pessoas que amamos como reagiriam a nossa ausência?
E será que gostaríamos de tudo o que veríamos?
Cruz credo abandonar a si mesmo né non?????
Não existe rotina "ruim", a gente ganha em disciplina e controle nos tornando melhores versões de nós mesmos e tb pode se reinventar, mas desistir não é opção :p
Apesar do final em aberto, coisa que não gosto, fiquei curiosa com o enredo e vai para a lista dos desejados.
Bjs Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

Hugo disse...

Luli - A premissa é ótimo e com certeza nem tudo que veríamos num caso semelhante seria de nosso agrado.

Pena que o filme é um pouco cansativo, mas mesmo assim vale como curiosidade.

Bjos

Liliane de Paula disse...

Muito, muito interessante.
Não entendi porque deixar, ou achar o final o final em aberto.
O casal principal de atores são bons.
Bryan Cranston sempre vai me lembrar o seriado Breaking Bad

Hugo disse...

Liliane - O final deixa o espectador imaginando o que aconteceria com os personagens.