sexta-feira, 30 de novembro de 2018

The Tunnel

The Tunnel (The Tunnel, Inglaterra / França, 2013 a 2018)
Elenco – Stephen Dillane, Clémence Poésy, Thibault de Montalembert, Angel Coulby, Cédric Vieira, William Ash.

Um corpo é encontrado no Eurotúnel, exatamente na divisa entre Inglaterra e França. Logo, os policiais descobrem que na verdade são duas pessoas mortas. A parte de cima do corpo é de uma pessoa e a debaixo pertence a outra. 

Para investigar o caso, as polícias inglesa e francesa montam uma equipe mista. O investigador inglês Karl Roebuck (Stephen Dillane) e a detetive francesa Elise Wassermann (Clémence Poésy) são os responsáveis por seguir as pistas em busca do criminoso. 

Esta competente série policial dividida em três temporadas (dez episódios na primeira, oito na segunda e seis na terceira) tem como pontos principais as tramas extremamente complexas e a ótima química entre a dupla principal. É praticamente impossível detalhar algo mais específico sobre as tramas das temporadas, que se dividem em vários arcos com coadjuvantes que de uma forma ou de outra se tornam importantes no contexto. 

O desenvolvimento dos personagens principais é detalhado na esferas profissional e pessoal, com várias situações cruzando este limite. O policial inglês de Stephen Dillane enfrenta problemas no casamento, tem vários filhos, inclusive um adolescente fruto de um casamento anterior. A francesa interpretada por Clémence Poésy é uma pessoa direta, que fala o que pensa e que tem dificuldades para mostrar sentimentos ou empatia. Estas diferenças entre os personagens é muito bem explorada. 

Vale citar que a série tem várias cenas de violência, mortes e até mesmo um final na terceira temporada que foge totalmente do lugar comum. 

É uma série indicada para quem gosta de tramas policiais complexas.  

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Infiltrado na Klan

Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Spike Lee
Elenco – John David Washington, Adam Driver, Topher Grace, Laura Harrier, Corey Hawkins, Michael Buscemi, Frederick Weller, Ryan Eggold, Robert John Burke, Isiah Whitlock Jr, Alec Baldwin, Nicholas Turturro, Harry Belafonte.

Colorado Springs, 1978. Ron Stallworth (John David Washington) é o primeiro policial negro da cidade. Mesmo sendo um novato, Ron decide responder um anúncio de jornal feito pela Ku Klux Klan. Ele entra em contato pelo telefone e se faz passar por um branco racista que deseja participar do grupo. 

Não tendo como mostrar sua verdadeira face, Ron consegue convencer o chefe de polícia a abrir uma investigação e enviar em seu lugar o policial Flip Zimmerman (Adam Driver) para se infiltrar no grupo. Enquanto Ron continua conversando com os membros da Klan pelo telefone, Flip se torna amigo dos sujeitos, passando a vigiá-los de perto. 

O diretor Spike Lee escolheu uma bizarra história real registrada em livro pelo verdadeiro Ron Stallworth para criar um longa sarcástico e panfletário. A decisão de desenvolver uma narrativa beirando a comédia funciona ao transformar os “soldados” da Klan em idiotas e fazendo de bobo até mesmo o famoso líder do grupo chamado David Duke (Topher Grace). 

Os problemas surgem por causa da ideologia defendida por Spike Lee, que ameniza as atitudes do grupo de jovens negros ligados aos “Panteras Negras”, além de criar um romance forçado entre o protagonista e a líder dos estudantes (Laura Harrier). 

A coisa desanda na parte final quando Spike Lee insere algumas cenas reais para manipular o público. Estas cenas são realmente terríveis e abomináveis, porém o objetivo do diretor é político. De uma forma panfletária e em defesa de sua ideologia, ele explora os atos de alguns malucos para atacar o atual governo americano. 

Finalizando, o polêmico tema do racismo foi levada às telas de forma muito mais realista e verdadeira em obras como o recente “Detroit em Rebelião” e os clássicos “Mississippi em Chamas” e “No Calor do Noite”.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Rota Irlandesa

Rota Irlandesa (Route Irish, Inglaterra / França / Itália / Bélgica / Espanha, 2010) – Nota 6,5
Direção – Ken Loach
Elenco – Mark Womack, Andrea Lowe, John Bishop, Geoff Bell, Jack Fortune.

Liverpool, 2007. Fergus (Mark Womack) volta para a cidade por causa do funeral do amigo Frankie (John Bishop), que morreu aparentemente em uma emboscada no Iraque. 

Fergus e Frankie trabalharam juntos para uma corporação que prestava serviços naquele país. Basicamente eles eram mercenários caçando terroristas. Não acreditando na história contada pelos representantes da empresa, Fergus utiliza seus contatos no Iraque para descobrir o que realmente aconteceu com o amigo. 

Especialista em filmes com temas políticos e sociais, neste trabalho o diretor Ken Loach não consegue desenvolver a história a contento. O roteiro faz uma crítica severa a terceirização da guerra para empresas particulares que ganham milhões em contratos e agem praticamente sem respeitar a lei. O protagonista sabendo como isso funciona, utiliza dos mesmos métodos sujos para desmascarar a empresa. 

Infelizmente o ritmo irregular e a narrativa fria que perde tempo inclusive com um romance entre o protagonista e a viúva do amigo fazem o filme perder pontos. O final que à primeira vista seria impactante, na verdade se mostra vazio numa análise mais profunda. 

Como curiosidade, a “Rota Irlandesa” do título é o perigoso caminho entre o quartel dos britânicos e o aeroporto de Bagdá.

O resultado é um drama apenas mediano

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O Funeral do Nosso Melhor Amigo

O Funeral do Nosso Melhor Amigo (Best Man Down, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Ted Koland
Elenco – Justin Long, Jess Weixler, Tyler Labine, Addison Timlin, Shelley Long, Frances O’Connor, Evan Jones, Michael Landes.

Após a festa de casamento de Scott (Justin Long) e Kristin (Jess Weixler), o padrinho Lumpy (Tyler Labine), que havia tomada todas e mais algumas, sofre um acidente e morre. Sujeito falastrão e exagerado, Lumpy tinha muitos conhecidos e poucos amigos. 

Scott decide adiar a lua de mel com Kristin para preparar o funeral. Entre os contatos que eles encontram no telefone de Lumpy, está o nome da desconhecida Ramsey (Addison Timlyn). Sem conseguir conversar pelo telefone, o casal resolve viajar até uma pequena cidade para avisar a garota, sem saber que descobrirão um lado oculto da vida do falecido amigo. 

O título nacional passa a impressão de que o filme é uma comédia rasgada, quando na verdade a história está mais voltada para um drama sobre família e amizade. O roteiro escrito pelo diretor Ted Koland foca em personagens que sofrem por causa de frustrações profissionais e pessoais e que buscam novos caminhos na vida. 

O destaque do elenco fica para o pouco conhecido Tyler Labine, que consegue intercalar muito bem os momentos de euforia por causa da bebida e as sequências dramáticas quase todas mostradas em flashback. Em alguns momentos o filme chega a emocionar. 

Considero o longa uma boa surpresa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Ordinary Person

Ordinary Person (Botongsaram, Coreia do Sul, 2017) – Nota 7
Direção – Kim Bong Han
Elenco – Son Hyun Jo, Hyuk Jang, Park Dong Gyu, Sang Ho Kim, Dal Hwan Jo.

Coreia do Sul, anos oitenta. Ao investigar um caso de assassinato que pode estar ligado a um serial killer, o detetive Sung (Son Hyun Jo) chega a um suspeito chamado Kim Tae Sang (Dal Hwan Jo). 

Em seguida, Sung é procurado por um dos chefes do serviço secreto, o jovem arrogante Choi (Hyuk Jang), que oferece vantagens em troca da confirmação do suspeito como sendo o serial killer. 

Precisando de dinheiro para pagar a cirurgia do filho e pensando em ter uma vida melhor com a esposa, Sung aceita a proposta e decide forjar provas para condenar o pobre Kim Tae Sang. 

A trama tem uma premissa interessante ao enfocar os métodos ilegais utilizados pela polícia sul-coreana e pelo serviço secreto durante a época em que uma ditadura dominava o país. O protagonista se torna um peão na mão do burocrata que acredita estar defendendo o país, mesmo acusando um inocente. 

Por outro lado, a narrativa é irregular e até fria em alguns momentos. A parte final também deixa um pouco a desejar ao apelar para o sentimentalismo. O tema se mostra mais interessante do que o filme, que resulta numa obra mediana.

domingo, 25 de novembro de 2018

Tempestade: Planeta em Fúria

Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm, EUA, 2017) – Nota 5,5
Direção – Dean Devlin
Elenco – Gerard Butler, Jim Sturgess, Abbie Cornish, Alexandra Maria Lara, Andy Garcia, Ed Harris, Daniel Wu, Eugenio Derbez, Amr Waked, Adepero Oduye, Richard Schiff, Mare Winningham, Talitha Eliana Bateman.

As mudanças climáticas levam o planeta quase ao colapso. O cientista Jake Lawson (Gerard Butler) lidera com sucesso o projeto de uma estação espacial que consegue equilibrar o clima. Seu temperamento explosivo faz com que ele perca o emprego após o planeta aparentemente estar seguro. 

Três anos depois, uma falha na estação espacial faz com que seu irmão Max (Jim Sturgess), que tem um cargo no governo, o convença a voltar ao trabalho para resolver o problema no espaço. Logo, Jake percebe que a falha pode estar ligada a uma sabotagem. 

O diretor, produtor e roteirista Dean Devlin é parceiro do diretor Roland Emmerich, especialista em filmes sobre catástrofe. Devlin segue o mesmo o estilo do colega nesta sua incursão solo, inclusive demonstrando os mesmos defeitos.

Personagens mal desenvolvidos, diálogos repletos de clichês e sentimentalismo, além das grandiosas cenas de destruição. O roteiro tenta esconder o vilão, mas o cinéfilo experiente descobrirá rapidamente quem é o culpado. 

O resultado é mais um blockbuster vazio.

sábado, 24 de novembro de 2018

Hollow in the Land

Hollow in the Land (Hollow in the Land, Canadá, 2017) – Nota 6,5
Direção – Scooter Corkle
Elenco – Dianna Agron, Shawn Ashmore, Rachelle Lefevre, Michael Rogers, Jared Abrahamson, Brent Stait, Jessica McLeod.

Numa pequena cidade na divisa do Canadá com os EUA, os irmãos Alison (Dianna Agron) e Brandon (Jared Abrahamson) são vistos com ódio por algumas pessoas por causa do pai que está preso por ter atropelado um garoto após fugir da polícia. 

Uma briga resulta na morte do pai da namorada de Brandon, que desaparece. Sem saber se o irmão cometeu o crime ou apenas fugiu com medo de ser preso por causa do passado do pai, Alison decide investigar o caso, entrando em conflito com o chefe de polícia e com outros moradores. 

Este doloroso drama policial explora uma história de preconceito e ódio ao transformar os filhos de um assassino em cúmplices aos olhos da população. A protagonista enfrenta uma verdadeira saga de sofrimento para descobrir o paradeiro do irmão e a verdade sobre o crime. 

O filme vai muito bem até a parte final, quando é revelada a verdadeira motivação do crime, situação a meu ver um pouco exagerada. Esta solução faz o filme perder alguns pontos. O resultado é apenas mediano.