terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Crime que o Mundo Esqueceu

Filme Assistido nº 129
O Crime que o Mundo Esqueceu (Everybody Wins, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – Karel Reisz
Elenco – Nick Nolte, Debra Winger, Will Patton, Judith Ivey, Kathleen Wilhoite, Jack Warden, Frank Converse, Frank Military.

Um detetive (Nick Nolte) é contratado por um prostituta de luxo (Debra Winger) que tem caso com vários homens influentes, para investigar um assassinato que levou um jovem (Frank Military) a cadeia, mas que ela diz ser inocente. O detetive acaba se envolvendo com a prostituta que tem um distúrbio de múltipla personalidade e se meterá numa teia de mentiras.

Apesar do bom elenco e da história baseada em um conto de Arthur Miller, o falecido diretor theco Karel Reisz não consegue dar vida a trama, que parece nunca engrenar, um dos motivos talvez seja a falta de química entre o casal Nolte/Winger. O resultado final frustra em virtude de ser uma história com potencial para render um filme bem mais interessante.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As Criaturas Atrás das Paredes

Filme Assistido nº 128
As Criaturas Atrás das Paredes (The People Under the Stairs, EUA, 1991) – Nota 6
Direção – Wes Craven
Elenco – Brandon Adams, Everett McGill, Wendy Robie, A. J. Langer, Ving Rhames, Bill Cobbs, Kelly Jo Minter.

O garoto Fool (Brandon Adams) entra na casa de um estranho casal (Everett McGill e Wendy Robie) e se vê preso em virtude da casa ter várias armadilhas. Tentando fugir ele encontra uma garota (A J. Langer) que também está presa e assustada, afirmando que além das armadilhas a casa também tem outros segredos assustadores.

Este terror com cara de filme B dirigido pelo especialista Wes Craven é interessante, tem bom sustos e uma história macabra, apesar de algumas interpretações exageradas, principalmente a do casal de sádicos. Como curiosidade, o filme tem uma pequena participação do bom ator Ving Rhames em começo de carreira.

domingo, 28 de setembro de 2008

Cortina Rasgada

Filme Assistido nº 127
Cortina Rasgada (Torn Curtain, EUA, 1966) – Nota 7
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Paul Newman, Julie Andrews, Lila Kedrova, David Opatoshu.

Provavelmente este é um filme de Hitchcock menos celebrado, porém não é ruim, mas comparado com seus outros trabalhos fica um degrau abaixo, mesmo tendo a dupla Paul Newman e Julie Andrews nos papéis principais.

Aqui Paul Newman é um cientista americano que leva a noiva Julie Andrews que também é sua assistente, para um Congresso em Copenhague e lá suas atitudes deixam a noiva confusa, até que ela descobre que ele pretende desertar para a Alemanha Oriental em virtude do governo americano ter cortado sua verba para pesquisa.

Este tema atualíssimo na época, bem no meio da Guerra Fria, sem trocadilho, acabou tendo um resultado frio, apesar de algumas boas seqüências como a do assassinato cometido pelo personagem de Newman, fica a impressão de que faltou algo.

Uma curiosidade, durante as filmagens Hitchcock se desentendeu com o maestro Bernard Hermann que havia feito a música de quase todos os seus filmes (quem não conhece a música de Psicose por exemplo?) e os dois cortaram relações para sempre.

sábado, 27 de setembro de 2008

Paul Newman

O cinema perdeu ontem um dos maiores astros da história do cinema, o grande Paul Newman. Nascido em 1925 ele teve seu primeiro papel de destaque no cinema apenas em 1954 como coadjuvante no bíblico "O Cálice Sagrado", mas ficou famoso dois anos depois quando interpretou o lutador Rocky Graziano no clássico "Marcado pela Sarjeta" e a partir daí fez grandes filmes como "Gata em Teta de Zinco Quente", "Desafio à Corrupção", duas parceiras inesquecíveis com Robert Redford em "Butch Cassidy" e "Golpe de Mestre", estrelou com Steve McQueen o filme catástrofe "Inferno na Torre" e com Tom Hanks fez "Estrada Para Perdição". Seu último trabalho na frente das câmeras foi na mini-série "Empire Falls" com Ed Harris, mas fez ainda um papel como dublador na animação "Carros".

Newman concorreu ao Oscar dez vezes, tendo sido agraciado com um Oscar honorário pela carreira em 1986, quando já havia concorrido sete vezes e nunca vencido. Porém no ano seguinte ganhou o Oscar de Melhor Ator pelo papel do jogador de sinuca Eddie Felson em "A Cor do Dinheiro", onde contracenou com um jovem Tom Cruise sob a direção de Martin Scorsese, repetindo 25 anos depois o papel que havia feito em "Desafio à Corrupção" de 1961. Paul Newman voltaria a ganhar um Oscar em 2002, de Ator Coadjuvante por seu papel em "Estrada para Perdição".

Na vida pessoal, Paul Newman foi casado com a atriz Joanne Woodward desde 1958, sendo sua companheira até a morte. Este foi o seu segundo casamento, ele teve um filho no primeiro que acabou falecendo em 1978 e este foi o motivo para ele criar um Fundação voltada para a caridade que funciona até hoje. Além disso ele foi sócio da equipe Newman-Haas de Fórmula Indy por muitos anos, sendo um apaixonado por carros.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ano 2000 - Corrida da Morte

Filme Assistido nº 126
Ano 2000 – Corrida da Morte (Death Race 2000, EUA, 1975) – Nota 6
Direção – Paul Bartel
Elenco – David Carradine, Simone Griffeth, Sylvester Stallone, Mary Woronov, Roberta Collins, Martin Kove, John Landis.

Este filme de produzido pelo mestre do baixo orçamento Roger Corman, tem na direção o falecido Paul Bartel que ficaria mais conhecido nos anos oitenta com a comédias de humor negro “Tudo Por Dinheiro” e “Luta de Classes em Beverly Hills”.

A trama deste filme se passa no ano 2000 e gira em torno de um corrida pelos EUA onde o vencedor não será apenas o carro que chegar em primeiro, mas aquele que também marcar mais pontos pelo caminho, com um detalhe, os pontos são marcados para cada atropelamento feito pelo piloto, com maior valor para idosos e crianças.

Esta ficcção com história mórbida e de humor negro fez algum sucesso na época, tendo como astros David Carradine que era famoso pela série de tv “Kung Fu” e um Stallone antes da fama de “Rocky”, além da bela mais fraca atriz Simone Griffeth e da parceira de Bartel em vários filmes, Mary Woronov.

Duas curiosidades, a triste é que Bartel faleceu em 2000, o mesmo ano em que se passa a história deste filme e a outra é que o diretor Paul W. S. Anderson (“Mortal Kombat”) refilmou este ano a história com Jason Statham no papel principal.

Correntes Alucinantes

Filme Assistido nº 125
Correntes Alucinantes (Chains of Gold, EUA, 1991) – Nota 6
Direção – Rod Holcomb
Elenco – John Travolta, Joey Lawrence, Marilu Henner, Benjamin Bratt, Hector Elizondo, Joey Lawrence, Bernie Casey, Ramon Franco, Conchata Ferrell, Tammy Lauren.

Longa-metragem feito para a tv onde John Travolta é o assistente social Scott Barnes, que trabalha com jovens infratores em Miami e percebendo a dificuldade em ajuda-los resolve se infiltrar em uma gangue de traficantes.

Este razoável misto de drama com filme policial foi feito numa época em que Travolta estava em baixa, ele vinha de uma péssima segunda metade dos anos oitenta, onde seu único sucesso foi a comédia bobinha “Olha Quem Está Falando”. Depois deste filme para tv ele continuou esquecido até 1994 quando Quentin Tarantino o convidou para fazer Vincent Vega em “Pulp Fiction”, a partir daí todos conhecem a sua história.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Corpos Ardentes

Filme Assistido nº 124
Corpos Ardentes (Body Heat, EUA, 1981) – Nota 8
Direção – Lawrence Kasdan
Elenco – William Hurt, Kathleen Turner, Richard Crenna, Mickey Rourke, Ted Danson, J. A. Preston.

O diretor e roteirista Lawrence Kasdan tem dez filmes no seu currículo e o último feito em 2003, uma pena que alguém tão talentoso fique muito tempo sem filmar. Ele fez o roteiro de grandes filmes como “O Império Contra-Ataca” e “Os Caçadores da Arca Perdida”, mas este “Corpos Ardentes” foi sua estréia como diretor e seria impossível ser melhor.

A trama inspirada nos filme noir dos anos quarenta se passa numa pequena cidade da Flórida, onde o péssimo advogado Ned Racine (William Hurt) se envolve com a bela e sensual Matty Walker (Kathleen Turner) e entre as várias cenas quentes de sexo eles resolverm armar um plano para assassinar o empresário ricaço marido de Matty, Edmund (Richard Crenna) para ficar com a herança da vítima. O que parece ser uma trama simples é apenas metade da história, onde as aparências enganam e o que parece estar certo acaba dando errado, numa seqüência de acontecimentos que confundem a cabeça do advogado.

Podemos destacar o ótimo elenco, hoje todos rostos conhecidos, mas na época este foi o segundo filme de William Hurt que havia feito apenas “Viagens Alucinantes”, foi a estréia de Kathleen Turner no cinema, além de Mickey Rourke e Ted Danson ainda em início de carreira.

O filme é baseado no clássico “Pacto de Sangue” que Billy Wilder dirigiu em 1944, não deixando nada a desejar ao original, chegando a ser considerado uma das melhores estréias de um diretor no cinema.