sexta-feira, 7 de abril de 2017

Férias Frustradas de Verão

Férias Frustradas de Verão (Adventureland, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Greg Mottola
Elenco – Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Martin Starr, Ryan Reynolds, Bill Hader, Kristen Wiig, Jack Gilpin, Wendy Malick, Margarita Levieva, Josh Pais, Mary Birdsong, Matt Bush.

No verão de 1987, James Brennan (Jesse Eisenberg) se prepara para passar as férias como mochileiro na Europa antes de entrar para universidade. Seus planos são abortados quando seu pai é rebaixado na empresa e perde parte do salário. 

Para conseguir algum dinheiro, James aceita um emprego em um parque de diversões chamado “Adventureland”. Logo, ele se apaixona por Emily (Kristen Stewart), sem saber que a garota tem um affair com Connell (Ryan Reynolds), sujeito mais velho que também é casado. 

O título nacional tenta levar o público a acreditar que se trata de uma comédia rasgada, também por ter na direção Greg Mottola, que dois anos antes ficou famoso pelo divertido e politicamente incorreto “Superbad – É Hoje”. 

Na verdade, o longa é mais um drama romântico com pitadas de comédia e piadas até certo ponto suaves. A trama acaba sendo previsível. 

Vale destacar alguns personagens estranhos como o casal vivido por Bill Hader e Kristen Wiig e a ótima trilha sonora recheada de músicas pop dos anos oitenta. 

É basicamente uma sessão da tarde. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Não Olhe Para Trás

Não Olhe Para Trás (Danny Collins, EUA, 2015) – Nota 7
Direção – Dan Fogelman
Elenco – Al Pacino, Annnette Bening, Jennifer Garner, Bobby Cannavale, Christopher Plummer, Katarina Cas, Giselle Eisenberg, Melissa Benoist, Josh Peck.

Danny Collins (Al Pacino) é um veterano cantor de estilo pop que há décadas não lança uma música nova. 

Quando seu empresário (Christopher Plummer) o presenteia com uma carta escrita por John Lennon em 1971 em que ele elogiava o então cantor novato, Danny decide mudar o rumo de sua vida. 

Ele se anima em criar novas músicas e também procurar o filho que não conhece (Bobby Cannavale), fruto de uma relação de uma noite com uma fã. 

Ao mesmo tempo em que o roteiro é esquemático, explorando clichês comuns aos dramas familiares com toques de comédia, o filme ganha pontos pela simpáticas interpretações de Al Pacino e Annette Bening. 

Em meio a vários filmes e papéis ruins nos últimos anos, aqui Pacino consegue divertir o público e também se divertir como o astro pop irreverente e decadente que sobrevive cantando as mesmas músicas durante a vida inteira. 

Annette Bening também entrega uma boa interpretação como a gerente do hotel em que o personagem de Pacino se hospeda. As cenas com Pacino cantando também são destaque. 

O filme é uma diversão simples que não ofende a inteligência do espectador. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Paterson

Paterson (Paterson, EUA, 2016) – Nota 7
Direção – Jim Jarmusch
Elenco – Adam Driver, Golshifteh Farahani, Barry Shabaka Henley, William Jackson Harper, Rizwan Manji, Chaster Harmon, Cliff Smith “Method Man”, Kara Hayward, Jared Gilman, Masatoshi Nagase.

Paterson (Adam Driver) trabalha como motorista de ônibus na cidade de Paterson em New Jersey. Ele vive uma rotina aparentemente monótona. Acorda ao lado da esposa Laura (Golshifteh Farahani), segue para o trabalho, volta no final da tarde para jantar com a esposa e por fim passeia com o cachorro e dá uma parada no bar de um amigo. Nos intervalos do dia, Paterson escreve poesias em um pequeno caderno. 

O cinema do diretor Jim Jarmusch não pretende atingir grandes bilheterias ou sucesso, seus filmes retratam a vida com simplicidade, sempre através de personagens que fogem do lugar comum. Em um filme “normal”, o protagonista vivido por Adam Driver com certeza destilaria melancolia e carregaria traumas, porém na visão de Jarmusch, a rotina e a vida simples podem ser uma escolha e não uma consequência. 

O roteiro também foca no amor entre o protagonista e a esposa. Paterson é um sujeito tranquilo, que mesmo quando percebe que a impulsiva esposa tomou uma atitude estranha como pintar as paredes, comprar um violão ou fazer uma torta maluca, aceita a situação e a trata com um nível de compreensão incomum. 

Um dos objetivos do roteiro de Jarmusch é mostrar que ao entendermos as atitudes de quem está ao nosso lado, fazemos com que nossa vida seja mais simples e com menos conflitos. 

Vale destacar também alguns pequenos detalhes. Vemos uma foto do protagonista com uniforme militar, mas em momento algum é citado o fato. A participação do cachorro Marvin, que na verdade era uma fêmea chamada Nellie, é outro ponto importante da trama. 

Entre os coadjuvantes que passam pela tela, vale citar os adolescentes Kara Hayward e Jared Gilman, que ainda crianças foram protagonistas do ótimo “Moonrise Kingdom" e que aqui tem um divertido diálogo sobre anarquismo durante uma viagem de ônibus.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Straight Outta Compton

Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton, EUA, 2015) – Nota 8
Direção – F. Gary Gray
Elenco – O’Shea Jackson Jr, Corey Hawkins, Jason Mitchell, Paul Giamatti, Neil Brown Jr, Aldis Hodge, Carra Patterson, Alexandra Shipp.

Em 1986, no violento bairro de Compton em Los Angeles, o jovem Dr Dre (Corey Hawkins) sonha em fazer carreira como DJ. Sem dinheiro, ele decide propor ao traficante Eazy-E (Jason Mitchell) para financiar um selo musical voltado para o Rap. Mesmo sem experiência, Eazy-E gosta de ideia, que o tiraria também da carreira de traficante. 

Os dois se unem a Ice Cube (O’Shea Jackson Jr), que fica responsável pelas letras das músicas ao lado de MC Ren (Aldis Hodge). O quinto elemento do grupo é o DJ Yella (Neill Brown Jr). O grupo fica famoso em Compton por causa das letras cheias de palavrões que falam sobre drogas, sexo, violência e polícia. Vendo a chance de lucrar, o empresário Jerry Heller (Paul Giamatti) se torna responsável pelo grupo, que se transforma em sucesso no país inteiro. 

Com mais de duras horas e meia de duração, o diretor F. Gary Gray detalha a carreira da banda N.W.A. e a vida de seus integrantes por quase uma década. Hoje, o chamado “Gangsta Rap” é comum, porém lá nos anos oitenta as músicas eram consideradas ofensivas e a banda chegou a ser perseguida pela polícia e até pelo FBI. Por outro lado, mesmo que as letras falassem verdades sobre o dia a dia na periferia de Los Angeles, os integrantes da banda também beiravam a marginalidade. 

O roteiro mostra a ascensão da banda através de várias cenas de shows e gravações, das festas exageradas regadas a bebidas, drogas e mulheres, além das complicadas relações entre eles mesmos e com seu empresário vivido por Paul Giamatti. 

O elenco recheado de jovens desconhecidos dá conta do recado, inclusive nas apresentações e nas músicas. Vale citar que o jovem O’Shea Jackson interpreta seu pai Ice Cube, que hoje é ator famoso, cantor e produtor musical. A semelhança entre pai e filho é enorme. 

É um filme que agradará mais quem gosta de Rap ou tem curiosidade em saber mais sobre um grupo que marcou época e abriu caminho para um sem números de cantores como Tupac, 50 Cent e Snoopy Dogg.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ônibus Espacial Challenger

Ônibus Espacial Challenger (The Challenger, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – James Hawes
Elenco – Wiliam Hurt, Bruce Greenwood, Joanne Whalley, Kevin McNally, Brian Dennehy.

Em 28 de Janeiro de 1986, o ônibus espacial Challenger foi lançado com sete tripulantes e explodiu ao vivo pela televisão após pouco menos de um minuto e meio no ar. 

Para investigar as causas do acidente, o governo americano montou uma comissão comandada por um político (Brian Dennehy). Todos os participantes da comissão estavam ligados de alguma forma ao governo, com exceção do físico Richard Feynman (William Hurt). 

Feynman era uma vencedor do Prêmio Nobel e conhecido também por ter participado do Projeto Manhattan que desenvolveu a bomba atômica. Sujeito contestador, Feynman percebe rapidamente que poucos desejavam descobrir a verdade, fato que poderia ser fatal para a Nasa e o projeto americano de conquista do espaço. 

O ponto principal deste filme produzido para tv é mostrar como a questão econômica influenciou na tragédia da Challenger. É curioso notar que a relação entre governo através da Nasa e a empresa que produzia as peças é semelhante ao caso das empresas petrolíferas e de armamentos que se alinharam ao governo americano nas invasões ao Iraque e ao Afeganistão. Em todas estas situações o lucro era o grande objetivo, o fator humano se tornava apenas um detalhe em meio a ganância. 

O filme é apenas correto, com uma narrativa didática e sem grandes surpresas. O destaque fica para a boa interpretação de William Hurt e a curiosidade de conhecer uma figura extremamente complexa como o falecido físico Richard Feynman.   

domingo, 2 de abril de 2017

Cidade Nua & Império do Crime


Cidade Nua (Naked City, EUA, 1948) – Nota 7,5
Direção – Jules Dassin
Elenco – Barry Fitzgerald, Howard Duff, Dorothy Hart, Don Taylor, Frank Conroy, Ted de Corsia.

Em Nova York, dois sujeitos assassinam uma jovem modelo dentro do seu apartamento. Na mesma madrugada, um dos assassinos mata seu comparsa e joga o corpo no rio. O tenente Muldoon (Barry Fitzgerald) e o detetive Halloran (Don Taylor) são encarregados das investigações. Ele chegam até um sujeito chamado Frank Niles (Howard Duff), que tem ligação com a jovem vítima e que tenta esconder algo através de algumas mentiras. É o início de uma intrincada trama. 

Por mais que o filme tenha envelhecido em alguns aspectos, como as interpretações de alguns personagens, ainda hoje o complexo roteiro, a narrativa e a forma como o diretor Jules Dassin explora a cidade de Nova York são pontos positivos. 

Utilizando um narrador que transforma a cidade quase como em um personagem e com muitas sequências nas ruas, o longa lembra o cinema verdade, como se fosse um embrião dos filmes policiais dos anos setenta. 

Vale citar que dois anos depois, Dassin faria outra grande filme policial rodado em Londres, o clássico “Sombras do Mal” com Richard Widmark.

Império do Crime (The Big Combo, EUA, 1955) – Nota 7
Direção – Joseph H. Lewis
Elenco – Cornel Wilde, Richard Conte, Brian Donlevy, Jean Wallace, Robert Middleton, Lee Van Cleef, Earl Holliman, Helen Walker.

O policial Diamond (Cornel Wilde) é pressionado por seu superior (Robert Middleton) para abandonar a investigação contra o chefão do crime Mr. Brown (Richard Conte) por ter gasto muito dinheiro e não ter conseguido prova alguma contra o criminoso. Obcecado e interessado na bela Susan (Jean Wallace), que é namorada de Mr. Brown, Diamond transforma a caçada em um caso pessoal. 

Muitos críticos consideram este noir uma obra-prima. Confesso que fiquei um pouco decepcionado ao assistir. Por mais que o roteiro seja bem elaborado, até com uma surpresa na parte final, o resultado é basicamente um drama policial B, que explora com competência as cenas noturnas e personagens marginais. 

O protagonista Cornel Wilde teve algum destaque nos anos cinquenta, mas sempre foi visto como um canastrão. O melhor do elenco é o vilão interpretado pelo esquecido Richard Conte, personagem arrogante que se considera intocável. Vale citar ainda as participações de Lee Van Cleef e Earl Holliman, atores que ficariam famosos anos depois e que aqui interpretam capangas do vilão.

sábado, 1 de abril de 2017

Pompeia

Pompeia (Pompeii, Canadá / Alemanha / EUA, 2014) – Nota 5,5
Direção – Paul W. S. Anderson
Elenco – Kit Harington, Emily Browning, Kiefer Sutherland, Adewale Akinnuoye Agbaje, Carrie Anne Moss, Jared Harris, Jessica Lucas, Joe Pingue, Currie Graham.

Poucos dias antes do vulcão Vesúvio entrar em erupção e destruir a cidade de Pompeia, o escravo Milo (Kit Harington) é levado pelos romanos da antiga Londres para o local.

Ele será utilizado como adversário do escravo que é campeão nos duelos na arena da cidade. Atticus (Adewale Akinnuoye Agbaje) sonha em vencer esta que seria sua última luta antes de ganhar a liberdade. 

Neste meio tempo, Milo cruza o caminho da bela Cassia (Emily Browning), que é filha do administrador da cidade e que é desejada por um violento senador romano (Kiefer Sutherland). 

Um festival de clichês e uma explosão de efeitos especiais ao estilo game. Essa pode ser a definição para este filme totalmente descartável. As cenas de lutas bem produzidas são uma das poucas coisas que se salvam ao lado da reconstituição da cidade na primeira parte do filme. 

O protagonista Kit Harington, apesar de ser famoso pela série “Game of Thrones”, aqui se mostra totalmente inexpressivo, assim como a mocinha Emily Browning. Kiefer Sutherland repete pela enésima vez o vilão. 

É um filme para o espectador passar longe.