terça-feira, 7 de setembro de 2010

Surplus


Surplus (Surplus, Suécia, 2003) – Nota 5
Direção – Erik Gandini

Este documentário com cara de videoclip tenta fazer uma crítica ao consumismo, mas no geral é apenas uma amontoado de frases e imagens. 

No início o diretor mostra a posição do escritor meio maluco John Zorzan, autor de um livro que defende a idéia de que o homem deveria voltar à Idade da Pedra e todas as indústrias deveriam ser destruídas. Em seguida é mostrado um protesto onde os participantes procuram destruir propriedades das grandes corporações, utilizando a idéia de Zorzan. 

Numa outra sequência temos Fidel Castro discursando contra o consumismo, mas em contra-partida são entrevistados populares em Cuba que mostram uma carteira de racionamento, onde dia a dia é anotado o que cada um pode retirar na”bodega” do governo, sendo basicamente arroz, feijão, óleo e pão. Já uma jovem cubana diz ter visitado Londres e ficado maravilhada com a quantidade de produtos no supermecado, tendo experimentado de tudo. 

Resumindo, o documentário crítica o consumismo desenfreado, a desigualdade social e ao mesmo tempo mostra que o socialismo cubano (há muito tempo uma ditadura) também não funciona. 

Infelizmente o resultado não chega perto do que promete o tema.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sexta-Feira 13 (1980 e 2009)



Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Sean S. Cunningham
Elenco – Betsy Palmer, Adrienne King, Harry Crosby, Kevin Bacon, Jeannine Taylor, Robbi Morgan.

Um grupo de jovens monitores resolvem reabrir o acampamento no local chamado Crystal Lake, onde no passado vários assassinatos brutais ocorreram e que muitos acreditam ser obra do espírito de um garoto chamado Jason que morreu afogado no local. Não acreditando na história, os jovens aproveitam o acampamento, até que os assassinatos recomeçam e o desespero toma conta do grupo. 

Este clássico do cinema de terror sangrento foi uma idéia do diretor e produtor Sean S. Cunnigham, que criou a história pensando seguir o sucesso de “Halloween”, outro clássico produzido dois anos antes. O filme tem duas curiosidades, a primeira é a participação de Kevin Bacon ainda bem jovem como um dos monitores e a outra é sobre o personagem Jason, que aparecerá somente no segundo filme (neste longa a responsabilidade dos assassinatos é de outra pessoa). O sucesso do filme gerou diversas sequências e inúmeras cópias, transformando Jason em ícone do gênero, com um detalhe, a famosa máscara de hóquei do personagem é utilizada pela primeira vez apenas no terceiro filme.

Sexta-Feira 13: Bem-Vindo a Crystal Lake (Friday the 13th, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Marcus Nispel
Elenco – Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Aaron Yoo, Derek Mears, Jonathan Sadowski, Julianna Guill, Richard Burgi.

Um grupo de jovens procura uma plantação de drogas para revender o produto na cidade, sendo esta busca na região do abandonado acampamento em Crystal Lake, local onde há vários anos ocorrem diversos assassinatos. Após encontrar a plantação, o grupo de jovens se depara com o assassino Jason que mata um a um. Pouco tempo depois, um jovem (Jared Padalecki) vasculha a região em busca da irmã que desapareceu e ao mesmo tempo um grupo de universitários se instala num chalé para beber e festejar. Novamente Jason aparecerá no caminho dos jovens e dará início a outro banho de sangue. 

A história desta volta do personagem Jason ao cinema começa após o final do original de 1980 e cria uma nova história utilizando os clichês clássicos da série. Assim como fez na refilmagem de “O Massacre da Serra Elétrica”, o diretor Marcus Nispel entrega um longa que agrada ao público jovem, com muitas cenas de violência e uma produção muito bem cuidada, mas na comparação com original acaba sendo inferior.  

domingo, 5 de setembro de 2010

O Enviado


O Enviado (Godsend, EUA, 2004) – Nota 6
Direção – Nick Hamm
Elenco – Greg Kinnear, Rebecca Romijn Stamos, Robert De Niro, Cameron Bright.

O casal Paul (Greg Kinnear) e Jessie (Rebecca Romijn Stamos) perde o filho Adam (Cameron Bright) em uma tragédia e em seguida são procurados pelo Dr. Richard Well (Robert De Niro) que diz poder ajudar o casal a gerar um filho idêntico ao garoto falecido. A princípio a idéia é rechaçada com veemência, mas com o decorrer do tempo e a depressão do casal, eles resolvem procurar o médico. O casal aceita a proposta do doutor e este cumpre o que promete, ajudando o casal a gerar um novo filho idêntico a Adam. A vida continua feliz até que o garoto chega a idade em que seu “irmão” faleceu e a partir daí começa a ter atitudes estranhas, dando início ao pesadelo do casal. 

O roteiro usa o suspense e o terror psicológico como um instrumento para criticar a possibilidade da clonagem humana, mas no geral o resultado é apenas razoável. 

Os destaques do elenco são o garoto Cameron Bright que até chega a assustar e De Niro que cria um médico que parece querer brincar de deus, mas que tem outro motivo por trás da experiência.

sábado, 4 de setembro de 2010

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio


Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (The Fast and the Furious: Tokyo Drift, EUA / Alemanha, 2006) – Nota 5,5
Direção – Justin Lin
Elenco – Lucas Black, Bow Wow, Nathalie Kelley, Brian Goodman, Sung Kang, Brian Tee, Sonny Chiba, Vin Diesel.

O jovem Sean Boswell (Lucas Black) adora corridas de carro clandestinas e em umas delas acaba participando de um grande acidente. Para não ser preso, a mãe envia o jovem para morar com o pai no Japão. Mesmo do outro lado do planeta, ela rapidamente se envolve novamente com carros tunados e corridas clandestinas, se misturando com mafiosos japoneses e se aproximando da namorada de um deles, a bela mestiça Neela (Nathalie Kelley). 

Esta terceira parte não tem ligação alguma com os outros filmes da série, exceto pela pequena participação de Vin Diesel. O que continua igual são os carros envenenados e as perseguições cada vez mais rápidas e com cara de videogame. O primeiro longa tinha uma boa história por trás das cenas de ação, mas a sequência e este terceiro filme se apóiam apenas  nas cenas de perseguição, em roteiros fracos e cheios de furos. Um diferencial aqui é a locação em Tóquio e as corridas onde os carros devem deslizar nas curvas, estilo bem diferente das corridas ocidentais. Fora isso, vale apenas para os apreciadores de carros. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Homem que Fazia Chover

O Homem que Fazia Chover (The Rainmaker, EUA, 1996) – Nota 7
Direção – Francis Ford Coppola
Elenco – Matt Damon, Danny DeVito, Claire Danes, Jon Voight, Mary Kay Place, Danny Glover, Dean Stockwell, Teresa Wright, Virginia Madsen, Mickey Rourke, Andrew Shue, Red West, Johnny Whitworth, Roy Scheider.

O jovem advogado Rudy Baylor (Matt Damon) consegue um emprego no suspeito escritório de Bruiser Stone (Mickey Rourke) e recebe como companheiro de trabalho Deck Shifflet (Danny DeVito), um sujeito que repetiu por cinco vezes o exame e não conseguiu se tornar advogado. Com dois casos na manga, o primeiro de uma jovem (Claire Danes) espancada pelo marido e o outro de um jovem (Johnny Whitworth) com uma doença grave que teve seu pedido de tratamento negado por oito vezes por uma seguradora, Rudy e seu parceiro escolhem o segundo e resolvem processar a empresa, sendo obrigados a enfrentar um grupo de advogados liderados pelo veterano e mal caráter Leo F. Drummond (Jon Voight). 

Baseado em um livro de John Grisham, especialista em obras sobre o mundo dos advogados, o filme é irregular e nem de longe lembra as grandes obras de Coppola, com o roteiro forçando a barra principalmente na história da jovem que apanha do marido e acaba resolvendo o problema de modo no mínimo suspeito. 

O filme vale pela denúncia das empresas de seguro-saúde, que hoje já é de conhecimento geral a dificuldade que elas criam para cumprir os contratos com os pacientes e como a maioria delas visa apenas o lucro. 

O resultado final é apenas razoável, como por sinal são todas as adpatações dos livros de John Grisham e para quem se interessa pelo tema, vale mais a pena a assistir ao documentário S.O.S. Saúde de Michael Moore.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estamos Todos Bem


Estamos Todos Bem (Stanno Tutti Bene, Itália / França / EUA, 1990) – Nota 7,5
Direção – Giuseppe Tornatore
Elenco – Marcello Mastroianni, Michele Morgan, Valeria Cavalli, Marino Cenna, Norma Martelli, Roberto Nobile, Salvatore Cascio.

O idoso Matteo Scuro (Marcello Mastroianni) vive na Sicília, região sul da Itália e não vê os filhos há quatro anos. Matteo é um sujeito feliz e falante, mas sentindo falta dos filhos resolve viajar por toda a Itália para visitá-los. No início do longa quando Matteo pega o trem em sua pequena cidade, rapidamente tenta mostrar aos outros passageiros da cabine onde viaja todo o orgulho que sente pelos filhos, mas como bem acontece na vida real, a pessoas não tem interesse algum em saber do próximo. Em sua viagem ele passará por Napoles, Roma e Milão, atravessando o país do sul ao norte e descobrindo que a vida de seus filhos não é tão feliz e realizada como ele imagina, ou melhor, como eles tentam mostrar ao velho homem. 

O ótimo roteiro é enriquecido pela maravilhosa interpretação de Mastroianni, que encarna com talento e perfeição o típico siciliano. O personagem de Mastroianni  fala demais e criou os filhos para eles serem alguém importante, chegarem onde ele não chegou, mas sua boa intenção acabou se transformando numa grande pressão, o que faz com que os filhos escondam a real situação de cada um.

Para quem não sabe, a região sul da Itália é a parte pobre do país, podendo ser comparada ao nordeste brasileiro, sendo discriminada pelo rico norte, onde ficam cidades como Milão e Turim. Este preconceito é mostrado em algumas cenas do longa.

O diretor Tornatore vinha do sucesso mundial de “Cinema Paradiso” e aqui utilizou até o menino Salvatore Cascio que ficou famoso naquele filme, como um dos filhos do personagem de Mastroianni quando este relembra o passado. 

Um filme simples, simpático e extremamente verdadeiro ao retratar temas como frustração e terceira idade.

Em 2009 Hollywood refilmou o longa, com Robert De Niro, Drew Barrymore e Sam Rockwell nos papéis principais.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Frankenstein


Frankenstein (Frankenstein, EUA, 1931) – Nota 7,5
Direção – James Whale
Elenco – Colin Clive, Mae Clark, John Boles, Boris Karloff, Edward Von Sloan, Frederick Kerr, Dwight Frye.

Numa vila na Alemanha, o jovem Dr. Henry Frankenstein (Colin Clive) junto com seu estranho ajudante Fritz (Dwight Frye), rouba corpos do cemitério para tentar ressuscitá-los com suas experiências. Ao montar um novo homem com os pedaços de vários corpos, inclusive utilizando o cérebro de um assassino, ele dá vida a um monstro (Boris Karloff), porém não consegue controlar sua criação, que foge deixando um rastro de mortes. 

Clássico filme de terror dirigido pelo especialista do gênero James Wahle (“O Homem Invisível”), a obra não segue a risca o livro de Mary Shelley, mas é extremamente competente ao criar um clima de suspense e terror com cenários simples e a clássica interpretação de Karloff como o monstro. 

Como curiosidade, os atores Edward Von Sloan e Dwight Frye no mesmo ano trabalharam em outro clássico do terror, “Drácula” ao lado de Bela Lugosi. 

O longa ainda gerou uma continuação chamada "A Noiva de Frankenstein".