terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

No Rastro da Bala

No Rastro da Bala (Running Scared, EUA, 2006) – Nota 8
Direção – Wayne Kramer
Elenco – Paul Walker, Cameron Bright, Vera Farmiga, Chazz Palminteri, Karel Roden, Johnny Messner, Ivana Milicevic, Alex Neuberger, Michael Cudlitz, Bruce Altman, Elizabeth Mitchell, Arthur J. Nascarella, John Noble.

Durante uma negociação de drogas entre mafiosos italianos e um bando de jamaicanos, um grupo mascarado invade o local dando início a um tiroteiro, onde diversos homens morrem, inclusive dois dos ladrões, que na realidade eram policiais corruptos. O líder dos mafiosos entrega a arma usada para matar os policiais ao capanga Joey (Paul Walker) dando a ordem para sumir com o objeto, porém Joey esconde a arma em sua casa que é encontrada pelo enteado do vizinho (Cameron Bright), um garoto amigo do filho de Joey que usa arma para tentar matar o violento padastro russo (Karel Roden) e fugindo em seguida. Isto dá início a uma caçada, onde Joey, os mafiosos italianos e um policial corrupto (Chazz Palminteri) perseguem o garoto, todos querendo reaver a arma, a prova do crime.

Este é um daqueles filmes que parece ser apenas outro longa policial cheio de tiros, porém tive uma surpresa, a história é muito bem elaborada e o clima é de crescente tensão principalmente na primeira hora de exibição, com uma perseguição bem legal, onde diversos personagens marginais vão surgindo pelo caminho.

Outro ponto alto são as cenas muito bem filmadas, com enquadramentos diferentes e bem bolados, culminando com um pequeno final surpresa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um Lugar Chamado Notting Hill

Um Lugar Chamado Notting Hill (EUA / Inglaterra, 1999) – Nota 7,5
Direção – Roger Michell
Elenco – Julia Roberts, Hugh Grant, Rhys Ifans, James Dreyfus, Emma Chambers, Hugh Bonneville, Alec Baldwin, Mischa Barton, Emily Mortimer.

O tímido William Thacker (Hugh Grant) é dono de uma pequena livraria em Londres e tem sua vida modificada quando a estrela de cinema Anna Scott (Julia Roberts) entra em sua loja e logo nasce uma atração entre eles. Como a maioria dos filmes românticos, aqui a história segue a trama comum, primeiro o encontro entre os dois personagens, seguido pelos flertes, o início do namoro, a crise e a volta para o final feliz.

Os pontos interessantes deste filme são vários: A química entre Hugh Grant e Julia Roberts é perfeita, os coadjuvantes ingleses são simpáticos, inclusive o estranho colega de Grant vivido por Rhys Ifans e a trama em si, que tenta mostrar como a vida amorosa de um pessoa famosa é tão ou até mais complicada que de uma pessoa comum.

A escolha de Juliar Roberts é perfeita e passa a impressão de que muito da personagem é semelhante a vida real da atriz, que por muito tempo foi alvo da imprensa pelos casos amorosos.

Com certeza a beleza e o sorriso de Juliar Roberts e a simpatia de Hugh Grant valem o filme.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo

Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (Master and Commander: The Far Side of the World, EUA, 2003) – Nota 7,5
Direção – Peter Weir
Elenco – Russell Crowe, Paul Bettany, James D’Arcy, Edward Woodall, Chris Larkin, Max Pirkis, Billy Boyd, Robert Pugh.

Durante as “Guerras Napoleônicas” um navio britânico comandado por Jack Aubrey (Russell Crowe), tem como missão afundar o navio francês Acheron que está indo em direção ao mares do Sul, porém no caminho ele é surpreendido pelo franceses e tem o navio avariado. Mesmo com a tripulação com a moral baixa, o capitão Aubrey resolve perseguir o inimigo entrando em conflito com o médico e amigo Stephen Maturin (Paul Bettany), mas nada o impedirá de concluir a missão.

A história baseada no décimo livro das aventuras de Jack Aubrey escrito por Patrick O’Brian tem todos os elementos essenciais para o gênero, aventura, drama e boa cenas de batalha, porém o resultado final apesar de bom deixa a impressão de que faltou algo e que a história poderia render mais. Com certeza o filme foi feito com a intenção de virar uma franquia, mas por algum motivo ela não vingou.

Vale como destaque a ótima direção do talentoso e veterano Peter Weir, que fez poucos filmes no últimos anos, mas tem grandes obras na carreira como “A Testemunha”, “O Show de Truman” e “Sociedade dos Poetas Mortos”.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os Chefões

Os Chefões (The Funeral, EUA, 1996) – Nota 7
Direção – Abel Ferrara
Elenco – Christopher Walken, Chris Penn, Annabella Sciorra, Isabella Rossellini, Vincent Gallo, Benício Del Toro, Gretchen Mol, John Ventimiglia, Paul Hipp, Victor Argo.

O diretor Abel Ferrara lembra um pouco Scorsese, seus filmes quase sempre usam como locação Nova Iorque e os personagens são mafiosos, drogados ou que vivem a beira da marginalidade.

Este filme se passa nos anos trinta, durante a Depressão e conta a vida de três irmãos mafiosos, o frio Ray (Christopher Walken), o atormentado Chez (o falecido Chris Penn, irmão de Sean) e o jovem comunista Johnny (Vincent Gallo) e o que acontece após o assassinato deste. O maior destaque do longa é o elenco, que além dos três irmãos tem ainda Benício DelToro e as belas Annabella Sciorra e Isabella Rossellini.

Abel Ferrara usa muito o recursos de flahsbacks para explicar as atitudes dos personagens e o porquê da morte do personagem de Vincent Gallo. Como já citei, lembra Scorsese, neste caso o longa é bem parecido, apesar de inferior é claro, com um de seus primeiror filmes chamado “Caminhos Perigosos”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Terminal

O Terminal (The Terminal, EUA, 2004) – Nota 7,5
Direção – Steven Spielberg
Elenco – Tom Hanks, Catherine Zeta Jones, Stanley Tucci, Chi McBride, Diego Luna, Barry Shabaka Henley, Kumar Pallana, Zoe Saldana, Jude Ciccolella, Guillermo Diaz, Michael Nouri.

Viktor Navosrki (Tom Hanks) está em pleno vôo entre seus país natal, a fictícia Krakhozia e os EUA, quando um golpe de estado derruba o presidente de seu país e os EUA não mais o reconhecem como nação. O problema toma proporções estúpidas, pois Viktor não pode voltar para seu país que está fechado e não pode entrar nos EUA em virtude de seu passaporte não poder ser aceito. Sem falar inglês e detido no aeroporto, ele utiliza sua inteligência e habilidade para tranformar o aeroporto em sua casa, enquanto o diretor do local (Stanley Tucci) tenta fazer de tudo para que ele quebre alguma lei e dê motivos para ser preso.

Não é dos melhores filmes de Spielberg, mas é uma comédia leve que mexe num tema político e na burocracia de modo engraçado e irônico, com Tom Hanks se divertindo e fazendo um estranho sotaque que lembra alguma língua do leste europeu.

O filme é levemente baseado na história de um sujeito que morou por vários meses no aeroporto de Paris em virtude de não ter como pagar a passagem de volta para seu país.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

As Duas Faces de um Crime

As Duas Faces de um Crime (Primal Fear, EUA, 1996) – Nota 7,5
Direção – Gregory Hoblit
Elenco – Richard Gere, Laura Linney, Edward Norton, John Mahoney, Alfre Woodard, Frances McDormand, Terry O’Quinn, Andre Braugher, Maura Tierney, Steven Bauer, Joe Spano, Tony Plana, Stanley Anderson, Jon Seda.

O esperto advogado de defesa Martin Vail (Richard Gere) vê no assassinato do Bispo Rushman (Stanley Anderson) a chance de vencer novamente a promotoria, onde ele trabalhou anteriormente e teve um romance com a promotora designada para o caso (Laura Linney). Com isso resolve defender gratuitamente o suspeito Aaron Stanpler (Edward Norton).

Dizendo não se importar se seus clientes são culpados ou inocentes, Martin acaba se apegando a Aaron e acredita na sua história, que irá resvalar em negociatas de poderosos, entre outras sujeiras, além de uma interessante reviravolta final.

Bom suspense sobre justiça e poder, que trás uma grande interpretação de Edward Norton, que lhe valeu a indicação ao Oscar de Coadjuvante mesmo sendo apenas sua estréia no cinema.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Volta ao Mundo em 80 dias (1956 e 2004)

Desta vez estou escrevendo sobre duas adaptações para o cinema do clássico de Jules Verne. A primeira e original é um clássico vencedor do Oscar e recente refilmagem é um longa com a cara do astro Jackie Chan. Diversões diferentes, para públicos diferentes.

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days, EUA, 1956) – Nota 8
Direção – Michael Anderson
Elenco – David Niven, Cantinflas, Shirley MacLaine, Robert Newton, Joe E. Brown, Noel Coward, John Gielgud, Cedric Hardwicke, John Carradine, Marine Carol, Marlene Dietrich, Cesar Romero, Ava Gardner, Charles Boyer, Peter Lorre, Trevor
Howard, Frank Sinatra.

O milionário Phileas Fogg (David Niven) é um sujeito extremamente pontual e freqüentador de um clube da elite inglesa. Durante uma discussão, ele afirma que poderá dar a volta ao mundo em oitenta dias com os meios de transporte da época, o que é rechaçado pelos companheiros de clube e daí surge uma aposta. Phileas começa a viagem e leva consigo seu criado Passespartout (Cantinflas) e juntos viajarão por Espanha, Indía, China e EUA, enfrentandos os perigos destes países e ainda a perseguição do Inspetor Fix (Robert Newton), que suspeita que Fogg foi o responsável pelo roubo ao Banco da Inglaterra.

Este bom filme de aventura foi a surpresa do Oscar na época, ao vencer cinco prêmios, entre eles de Melhor Filme derrotando clássicos como “Os Dez Mandamentos” e “Assim Caminha a Humanidade”. O interesse da história está em mostrar diversas partes do mundo e fazer a dupla principal participar de situações sobre a cultura do país, como as touradas na Espanha ou velho oeste nos EUA.

Um ótima adaptação do livro Jules Verne e com boas atuações do inglês David Niven e do grande astro mexicano Cantinflas.

A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days, EUA, 2004) – Nota 7
Direção – Frank Coraci
Elenco – Jackie Chan, Steve Coogan, Cécile de France, Jim Broadbent, Ian McNeice, Karen Mok, Ewen Bremmer, Arnold Schwarzenegger, Maggie Q, Sammo Hung, Rob Schneider, Frank Coraci, Luke Wilson, Owen Wilson, Mark Addy, John Cleese, Will Forte, Kathy Bates.

O inventor inglês Phileas Fogg (Steve Coogan) é desafiado pelo Ministro da Ciência (Jim Broadbent) a dar a volta ao mundo em 80 dias e aceita, levando consigo Passepartout (Jackie Chan), um chinês que roubou um objeto do Banco da Inglaterra e se passa por francês para fugir da polícia e de um grupo de vilões que querem o objeto de volta. Este é o início de uma viagem que passará por Paris, onde a bela Monique La Roche (Cécile de France) se junta dupla e segue pela Turquia, Índia, China e EUA, até voltar ao Reino Unido.

Baseado livremente no livro de Jules Verne, a história foi remontada para ter o personagem de Chan como principal, criando um gancho para trocar a nacionalidade e diferente da versão de Michael Anderson, aqui o ponto principal é a ação ao estilo Jackie Chan, como muitas lutas e coreografias extremamente bem feitas, mas que foge ao espírito do livro.

Outros destaques são as participações especiais de vários astros, como Schwarzenegger no papel de um rei, os irmãos Wilson no papel dos Irmãos Wright (inventores do avião) e outros como Sammo Hung, Rob Schneider e John Cleese.

O filme perde em relação ao original no roteiro remendado, na direção de Frank Coraci (sujeito que dirigiu os piores filmes de Adam Sandler) e no perdido e apagado Steve Coogan como Phileas Fogg, que não chega aos pés do grande David Niven.

No geral, é um filme legal para quem gosta de Jackie Chan, mas sem maiores pretensões.