domingo, 15 de novembro de 2009

Viagem Maldita

Viagem Maldita (The Hills Have Eyes, EUA, 2006) – Nota 7
Direção – Alexandre Aja
Elenco – Aaron Stanford, Dan Byrd, Emilie de Ravin, Ted Levine, Kathleen Quinlan, Vinessa Shaw, Tom Bower, Billy Drago, Robert Joy, Desmond Askew.

Uma família viaja com seu trailer para a Califórnia e numa estrada deserta o veículo tem um problema e eles são obrigados a parar. O pai e o genro resolvem buscar ajuda na estrada, enquanto um volta em direção a um decadente posto de gasolina, o outro segue em frente para tentar encontrar algum local habitado mais próximo. O isolamento no deserto parece ser o grande problema, porém as coisas ficam muito pior quando eles começam a ser atacados por uma família de canibais deformados que vive nas colinas à beira da estrada.

Esta refilmagem de “Quadrilha de Sádicos”, clássico do terror de baixo orçamento dirigido por Wes Craven em 1977, reinventa a história e não faz vergonha ao original. Craven tinha pouco dinheiro e atores desconhecidos, mas usou toda a sua criatividade para criar um clima de terror e medo, bebendo na fonte de outro clássico, “O Massacre da Serra Elétrica” de Tobe Hooper.

Aqui Alexandre Aja tem a seu favor um bom elenco, com caras conhecidas como Aaron Stanford de “X-Men – O Confronto Final”, a bela Emilie de Ravin de “Lost”, além da experiência de Kathleen Quinlan e Ted Levine como um casal. Outro ponto positivo é estender um pouco a história, como as cenas no cemitério de carros e mostrar claramente que aquela família era fruto da radiação solta no local, que era usado para testes nucleares pelo governo, o que no original era apenas sugerido, além de manter o nível de terror e suspense e mostrar muito sangue, é claro.

Assim como o filme de Craven, este originou uma sequência, “O Retorno dos Malditos”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Código das Ruas

Código das Ruas (Sucker Free City, EUA, 2004) – Nota 6,5
Direção – Spike Lee
Elenco – Ben Crowley, Ken Leung, Anthony Mackie, Darris Love, Laura Allen, T. V. Carpio, Kathy Baker, John Savage, James Hong, Jim Brown.

Este drama que mistura crítica social, racial e capitalismo, foi dirigido por Spike Lee para o canal de TV Showtime e tem como local a cidade de São Francisco.

O filme cruza a vida de três jovens, o filho de uma família de classe média Nick Wade (Ben Crowley), que por problemas financeiros e especulação imobiliária no bairro em que vive com os pais (Kathy Baker e John Savage), mais a irmã (Laura Allen), são obrigados a se mudar para um bairro pobre de maioria negra, onde serão vizinhos de uma gangue, os V-Dubs, que tem em K-Luv (Anthony Mackie) a voz da consciência, que tenta apaziguar a violência dos outros membros, mas ao mesmo tempo sabe que dificilmente conseguirá mudar sua vida. O terceiro elo da história é Lincoln (Ken Leung de “Lost”), que trabalha como cobrador da máfia chinesa e é apaixonado pela filha do chefão, que namora um estudante de medicina para agradar ao pai. O destino dos três jovens se cruza quando resolvem disputar o mercado de pirataria de DVDs e cada um a seu modo tenta conseguir seus objetivos.

Não é dos melhores filmes de Lee, mais suas marcas registradas estão aqui, a questão racial e os conflitos envolvendo este fator e o dinheiro, além de ambientar o filme num local que é quase um limbo, onde a lei dificilmente aparece.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eu, Robô

Eu, Robô (I, Robot, EUA, 2004) – Nota 8
Direção – Alex Proyas
Elenco – Will Smith, Bridget Moynahan, Alan Tudyk, Bruce Greenwood, James Cromwell, Chi McBride.

No futuro onde um grande corporação comercializa robôs domésticos e eles são programados para obedecer os humanos, um policial (Will Smith) que não gosta dos robôs é encarregado de investigar o provável suicídio do inventor desta tecnologia (James Cromwell), um pouco antes do lançamento de uma nova versão de robôs. Durante a investigação o policial suspeita que um dos robôs possa ter assassinado o inventor e recebe a ajuda de uma dra. (Bridget Moynahan) para descobrir a verdade.

Drama de ação futurista, com bons efeitos especiais e uma história interessante livremente baseada em livro de Isaac Asimov, sendo quase uma parábola sobre revolução e tendo os robôs como os rebeldes no lugar dos humanos.

Como curiosidade, o diretor Alex Proyas é o mesmo do trágico (em virtude da morte do ator Brandon Lee) e também ótimo longa de ficção “O Corvo”.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Hulk

Hulk (Hulk, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Ang Lee
Elenco – Eric Bana, Jennifer Connelly, Nick Nolte, Sam Elliott, Josh Lucas, Cara Buono, Paul Kersey, Celia Weston.

O cientista Bruce Banner (Eric Bana) trabalha num projeto de reconstituição de tecidos humanos com sua ex-namorada Betty Ross (Jennifer Connelly), que é filha de um oficial do exército (Sam Elliott) ligado ao passado de Bruce, que ainda garoto, após a morte dos país foi adotado e procurou levar uma vida normal. As coisas se complicam quando após um acidente com radiação no laboratório, Bruce que deveria ter morrido, sobrevive e descobre que existe algo de diferente dentro dele, principalmente após o aparecimento de um estranho sujeito (Nick Nolte), que parece saber tudo sobre o seu passado.

Analisando friamente como cinema apenas, o resultado é um longa razoável, onde o ótimo diretor Ang Lee tenta misturar drama com ação e consegue ir bem até certo ponto, na questão do acerto de contas com o passado dos personagens, mas escorrega na fraca atuação de Eric Bana e no monstro criado em computador, que deixa as cenas de ação com cara de videogame. Os fãs odiaram a adaptação, o que contribuiu para a nova versão produzida com outro diretor e elenco, tendo Edward Norton no papel título.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Kramer vs. Kramer

Kramer vs. Kramer (Kramer vs. Kramer, EUA, 1979) – Nota 8,5
Direção – Robert Benton
Elenco – Dustin Hoffman, Justin Henry, Meryl Streep, Jane Alexander, Howard Duff, George Coe, Jobeth Williams.

Ted Kramer (Dustin Hoffman) sempre coloca o trabalho a frente de sua família, até que sua esposa Joanna (Meryl Streep) o abandona e deixa o filho do casal, o pequeno Billy (Justin Henry) aos cuidados do pai. Obrigado a trabalhar, cuidar do filho e das tarefas domésticas, Ted a princípio parece enlouquecer, mas aos poucos cria um laço a qual antes não existia com seu filho. Quando as coisas parecem ser acertar, Joanna reaparece e exige a guarda do filho, o que os levará a uma dolorosa batalha nos tribunais.

Este drama que arrancou lágrimas do público venceu cinco prêmios Oscar, de Filme, Roteiro, Direção, Ator (Hoffman) e Atriz Coadjuvante (Meryl Streep) e deu início a uma onda de filmes que tentavam pegar o espectador pela emoção, longas como “O Campeão”, “Amor Sem Fim” e “A Lagoa Azul” utilizaram histórias diferentes com o mesmo objetivo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Laços de Sangue

Laços de Sangue (At Mother’s Request, EUA, 1987) – Nota 6
Direção – Michael Tuchner
Elenco – Stefanie Powers, Doug McKeon, Frances Sternhagen, Corey Parker, E. H. Marshall, Jenna von Oy, John Wood, Ray Baker, Martin Donovan, Dan Lauria, Chris Noth, Terry O’Quinn.

A frustrada e manipuladora Frances Schreuder (Stefanie Powes) vive com seus três filhos na casa dos país (E. G. Marshall e Frances Sternhagen). Sendo um família rica, Frances vive as custas do dinheiro da família, em virtude de estar separada após dois casamentos, mas mesmo assim odeia principalmente o pai e este será o alvo de sua fúria quando ela irá manipular um dos filhos para assassinar o avô.

Baseado numa história real acontecida numa família Mórmon em Sal Lake City nos anos setenta, esta minissérie foi um veículo para a famosa estrela de tv na época Stephanie Powers interpretar uma mulher complicada e quase psicopata, para tentar se afastar de seu conhecido papel de mulher requintada na série “Casal 20”, que ela estrelou ao lado de Robert Wagner.

A história é cruel, principalmente na descrição do relacionamento da mãe com os filhos, sendo o mais velho (Corey Parker) o rebelde, o do meio (Doug McKeon) o submisso e a caçula (Jenna von Oy) muitas vezes o alvo da fúria da mãe.

Esta minissérie passou na tv aberta por aqui no final dos anos oitenta e fez algum sucesso, por sinal na época estas minisséries eram apresentadas como grandes espetáculos e passavam em horário nobre.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Wall-E

Wall-E (Wall-E, EUA, 2008) – Nota 8
Direção – Andrew Stanton
Elenco e Vozes – Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Kathy Najimy, Sigourney Weaver.

Uma da minhas falhas com cinéfilo é assistir poucas animações em longa metragem, talvez por ter crescido nos anos oitenta e ter se acostumado com desenhos curtos e clássicos. Estou tentando melhorar e comecei assistindo esta simples e deliciosa animação.

A história se passa no futuro quando a Terra está desabitada e tomada por montanhas de entulho e lixo. Neste local o pequeno robô Wall-E passa seus dias organizando o lixo e recolhendo pequenos objetos que ele considera úteis para sua vida. Num certo dia as coisas mudam quando uma gigantesca nave pousa na Terra e um robô fêmea mais moderno que ele desce no local para fazer uma espécie de pesquisa e deixa o robozinho catador de lixo completamente apaixonado. Este começa a segui-la e acaba pegando carona na nave que volta para o espaço e aterrissa numa colônia de seres humanos que vivem como se fossem robôs.

O grande acerto do filme é conseguir fazer com o pequeno robô demonstre sentimentos através de seus gestos e seja muito mais humano que as pessoas que vivem na colônia espacial, retratadas todas como obesas e preguiçosas.

As cenas de ação são competentes e prendem atenção, com destaque para pequenos personagens, como uma minúscula barata que vive na Terra desvatada pelo homem e o robô limpador, que acaba tendo papel importante na parte final do longa.

Quantos as vozes, apesar da pequena participação de Sigourney Weaver fazendo o computador, o destaque é o comediante Jeff Garlin (o empresário de Larry David na série “Curb Your Entusiasm”) que faz a voz do capitão da nave na colônia espacial.