sábado, 19 de setembro de 2009

Ivanhoé, o Vingador do Rei

Ivanhoé, o Vingador do Rei (Ivanhoe, EUA, 1952) – Nota 7
Direção – Richard Thorpe
Elenco – Robert Taylor, Joan Fontaine, Elizabeth Taylor, Joan Fontaine, George Sanders, Norman Wolland.

Épico que nos anos oitenta passou dezenas de vezes na sessão da tarde, tem o galã da época e hoje esquecido Robert Taylor como o herói Ivanhoé, que durante as cruzadas precisa resgatar o rei Ricardo Coração de Leão (Norman Wolland) que está preso, para não deixar o Príncipe John tomar o poder na Inglaterra. Além disso ele está dividido entre duas mulheres, uma nobre (Joan Fontaine) e uma judia (Elizabeth Taylor muito jovem ainda).

Este drama de ação estilo capa e espada fez muito sucesso na época e hoje vale como registro de um gênero que as vezes é revisitado pelo cinema.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Silêncio do Lago (1988 e 1993)









O Silêncio do Lago (Spoorloos, Holanda / França, 1988) – Nota 9
Direção – George Sluizer
Elenco – Bernard Pierre Donadieu, Gene Bervoets, Johanna Ter Steege, Gwen Eckhaus.

O Silêncio do Lago (The Vanishing, EUA, 1993) – Nota 7
Direção – George Sluizer
Elenco – Jeff Bridges, Kiefer Sutherland, Nancy Travis, Sandra Bullock, Park Overall, Lisa Eichhorn, Maggie Linderman.

Hollywood sempre gostou de copiar sucessos de outros países e na maioria das vezes com perda de qualidade. Estes filmes que estou postando são um exemplo claro disso, que apesar de não ser um desastre, a refilmagem americana é inferior, mesmo tendo sido dirigida pelo diretor do original. Por sinal, o original eu recomendo a todos que gostam de um bom suspense e tenham nervos fortes para o aterrador final.

O longa original começa num final de semana quando um casal alemão (Gene Bervoets e Johanna Ter Steege) em viagem pela Europa, param num posto de gasolina e enquanto o namorado entra na loja de conveniências para fazer compras, a namorada some sem deixar pistas. O desespero do rapaz faz com continue procurando a jovem por três anos, até que as pistas o levam a um homem (Bernard Pierre Donadieu) que pode ser o raptor, dando início a um intrincado jogo que levará a um final surpreendente e assustador.

O personagem de Donadieu é um dos vilões mais sinistros que já apareceram no cinema, ao mesmo tempo que leva uma vida comum com sua família e um emprego estável, podendo se nosso vizinho, esconde um terrível lado psicopata.

A refilmagem foi dirigida pelo próprio francês Sluizer, sendo interessante porém perdendo a força para quem assistiu ao original, principalmente pela mudança no final da história. O restante da trama é idêntica ao original, com um casal (Kiefer Sutherland e Sandra Bullock) parando num posto de gasolina e enquanto ele faz compras a namorada some. Obcecado, ele continua procurando a namorada por três anos, até que encontra um sinistro sujeito (Jeff Bridges) que pode ser o sequestrador da garota.

Com certeza Sluizer foi obrigado a mudar o final para agradar o público americano, o que resultou em um bom suspense mas longe do clima assustador do original.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pânico no Lago

Pânico no Lago (Lake Placid, EUA, 1999) – Nota 6,5
Direção – Steve Miner
Elenco – Bill Pullman, Bridget Fonda, Oliver Platt, Brendan Gleeson, Betty White, Meredith Salenger, Adam Arkin, Mariska Hargitay.

Num lago de águas calmas em uma pequena cidade do Estado do Maine, um mergulhador é devorado por um animal indefinido, com isso o xerife Hank (Brendan Gleeson) resolve pedir ajuda e recebe apoio do policial ambiental Jack Wells (Bill Pullman), além de receber a visita indesejada da paleontóloga Kelly Scott (Bridget Fonda) e do excêntrico especialista em crocodilos Hector Cir (Oliver Platt), que acredita ser o predador um crocodilo gigante.

Esta história tem toda a cara de um produção B, inclusive tendo no comando o diretor Steve Miner que fez “Sexta-Feira 13 partes II e II” e “A Casa do Espanto”, mas se revela um bom divertimento sem compromisso, com cenas legais de ação e um crocodilo que parece de verdade, criado pelo falecido mestre dos efeitos especiais Stan Winston. O roteiro é cheio de furos e com alguns diálogos que chegam a ser engraçados, além disso o elenco parece estar se divertindo nesta brincadeira.

Como curiosidade, o roteiro foi escrito por David E. Kelley que criou séries de sucesso como “Picket Fences”, “Ally McBeal” e “Chicago Hope”.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Matador de Aluguel - O Adeus a Patrick Swayze

Matador de Aluguel (Road House, EUA, 1989) – Nota 7
Direção – Rowdy Herrington
Elenco – Patrick Swayze, Ben Gazzara, Kelly Lynch, Sam Elliott, Marshall Teague, Kevin Tighe.

Pensei muito em que filme postar para homenagear Patrick Swayze e queria fugir dos básicos "Ghost" e "Dirty Dancing", este que por sinal ainda não assisti. Pensei em "Donnie Darko" onde ele faz um pequeno mas importante papel, porém já postei sobre este filme. Então vasculhando no restante do que assisti do ator, me lembrei deste filme de ação menor, mas extremamente divertido com diversas cenas de brigas e onde Swayze bota para quebrar.

A história tem no papel principal James Dalton (Patrick Swayze), sujeito formado em filosofia, porém ao invés de lecionar se tornou um famoso segurança. Em virtude de sua fama, ele é contratado para trabalhar em uma pequena cidade pelo dono de uma boate (Kevin Tighe) que tem o objetivo de acabar com as brigas no local e o transformar num ambiente melhor.

Logo na chegada Dalton precisa enfrentar arruaceiros e acaba ferido. Sendo tratado por uma bela médica (Kelly Lynch), com quem logo se envolve e desperta a ira do sujeito rico que se acha o dono da cidade (o veterano Ben Gazzara) e que deseja ficar com a médica a qualquer custo, com a ajuda de seus capangas. Este é um início de um incrível festival de pancadaria.

O filme tem a cara dos anos oitenta, com o herói solitário lutando contra um dezena de bandidos e aqui tendo a seu favor o roteiro que não se leva a sério, como por exemplo o herói carregando um mapa de seu corpo com todos os locais que ele já fraturou marcados e incluindo ainda cenas quentes entre Swayze e Kelly Lynch, além do outrora famoso Ben Gazzara fazendo um vilão extremamente canastrão.

Típica diversão sem compromisso que serve como homenagem de despedida para Patrick Swayze.

domingo, 13 de setembro de 2009

A Trégua

A Trégua (The Truce ou La Tregua, Itália / França / Rússia / Suiça, 1997) – Nota 6,5
Direção – Francesco Rosi
Elenco – John Turturro, Rade Sherbedgia, Massimo Ghini, Stefano Dionisi, Teco Celio, Andy Luotto.

Este drama ambientado na 2º Guerra Mundial tem como tema uma questão pouco explorada pelo cinema, mostra a difícil volta para casa dos sobreviventes do Holocausto, mas não a readaptação e sim a distância a percorrer por aquelas pessoas destruídas física e emocionalmente.

O longa é baseado na obra do italiano de origem judaica Primo Levi, que sobreviveu a Auschwitz e escreveu suas memórias sobre como conseguiu voltar para a Itália.

O filme começa quando os nazistas estão fugindo de Auschwitz em virtude da derrota que está próxima e em seguida os sobreviventes são libertados pelos soldados russos. Entre os sobreviventes está Primo (John Turturro) que a príncipio resolve tentar voltar a Itália junto com um grego esperto (Rade Sherbedgia), mas pelo caminho Primo acaba sendo levado pelo soldados russos para um campo de refugiados de diversos etnias e a partir daí inicia uma epopéia por quase toda a Europa até chegar em casa.

O roteiro não se aprofunda no sofrimento vivido pelo protagonista antes da libertação, mostrando apenas a dificuldade da volta pra casa como sendo um alívio e a descoberta de uma nova vida para ele e o grupo que o acompanha na viagem.

Apesar do bom desempenho de Turturro, como o sujeito de grande força interior e poucas palavras, quem rouba o filme é o croata Rade Sherbedgia no papel do grego que se mostra extremamente inteligente e quem tem como grande objetivo de vida, a liberdade.

Provavelmente por causa do mercado americano e de Turturro no papel principal, todos os personagens falam a língua de seu país de origem, exceto os italianos que falam em inglês.

Outro detalhe é o croata Sherbedgia que aqui e em outros filmes feitos na Europa assina com seu sobrenome de batismo, Serbedzija.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Primeiro Dia

O Primeiro Dia (Brasil, 1998) – Nota 7
Direção – Walter Salles & Daniela Thomas
Elenco – Fernanda Torres, Luiz Carlos Vasconcelos, Matheus Nachtergaele, Nelson Sargento, Tonico Pereira, Carlos Vereza, Nelson Dantas, José Dumont.

Na virada do milênio alguns personagens desesperados se cruzam na cidade do Rio de Janeiro. Em um presídio, João (Luiz Carlos Vasconcelos) tem a fuga planejada pelos carcereiros para em troca assassinar o dedo-duro Francisco (Matheus Nachtergaele), que tenta se aproximar da ex-mulher e do filho pequeno e usar o dinheiro ganho da polícia para fazer um agrado à criança. Ao mesmo tempo a jovem Maria (Fernanda Torres) acorda desesperada quando seu companheiro Pedro (Carlos Vereza) desaparece e deixa um bilhete dizendo que estava mudando sua vida. A busca de Maria e a fuga de João os farão se cruzar na noite da virada do milênio, num clima de desespero e esperança em uma nova vida.

Este interessante drama de Walter Salles utiliza o clima de renovação normal em qualquer final de ano, mas que estava exarcebado na virada do milênio, para contar estas pequenas histórias de pessoas que são obrigadas a mudar de vida.

Destaque para os personagens todos com nomes bíblicos e a participação do sambista Nelson Sargento como um presidiário que amaldiçoa a virada do milênio.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Rainha

A Rainha (The Queen, Inglaterra, 2006) – Nota 7,5
Direção – Stpehen Frears
Elenco – Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell, Alex Jennings, Sylvia Syms, Helen McCrory, Roger Allam.

O competente diretor Stephen Frears nos apresenta a sua versão a respeito das atitudes da família real inglesa logo após o acidente que vitimou a Princesa Diana em Paris.

O filme começa na semana em que o progressista Tony Blair (Michael Sheen) é eleito para ser o Primeiro-Ministro da Inglaterra e em seguida precisa se encontrar com a Rainha Elizabeth (Helen Mirren), conforme manda a tradição do país, para pedir uma espécie de benção e ali já percebemos as diferenças entre os dois e principalmente a clara posição da esposa de Blair (Helen McCrory) contra a monarquia.

A história pula algumas meses até o acidente com a Princesa e aí começam os problemas para a família real. Eles estão de férias em sua casa de campo quando são avisados do acontecido e percebemos que o Príncipe Charles (Alex Jennings) é o único que demonstra algum sentimento, já que a Rainha parece perdida e principalmente seu marido, o Príncipe Philip (James Cromwell) mostra indiferença com a morte da ex-nora e resolve levar os netos para caçar, dizendo ser um boa terapia para eles. Ficando sem se manifestar por vários dias, a família real vira alvo de críticas dos jornais e da população, fazendo com que o Primeiro-Ministro Blair tente apaziguar a situação em um contato direto com o povo e acabe sendo aclamado pela população.

É interessante ver a reação da família real diante da tragédia e perceber que apesar de viveram em um mundo fora da realidade, eles são humanos, com defeitos e qualidades que vem a tona naturalmente.

Um bom drama que apesar de apenas pouco mais de dez anos do acidente, hoje já pode ser considerado um registro histórico.