segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cold Case

Cold Case (EUA, 2003)
Criação: Meredith Stiehm
Produção: Jerry Bruckheimer
Elenco – Kathryn Morris, Danny Pino, John Finn, Jeremy Ratchford, Thom Barry, Tracie Thoms.

Produzida por Jerry Bruckheimer, esta série é um drama policial que está na sexta temporada e tem Lily Rush (Kathryn Morris) no papel principal, se passando na Divisão de Casos Encerrados sem Solução (o “Cold Case” do título). Lily tem como parceiro Scott Valens (Danny Pino, o Armadillo Quintero de “The Shield”), além de trabalhar junto com os detetives Vera (Jeremy Ratchford) e Jeffreys (Thom Barry), a detetive Miller (Tracie Thoms) e o Capitão John Stillman (John Finn).

Os episódios seguem sempre o mesmo esquema, um assassinato antigo não resolvido volta a tona através de alguma nova pista que abre um leque de suspeitos e dá inicio a investigação, sempre com várias entrevistas onde algum suspeito conta sua versão e esta é mostrada em flashbasck aparentando indicar o culpado, mas que na verdade é descoberto apenas na reviravolta final.

Os roteiristas tentam enxertar dramas na vida pessoal de cada personagem para reforçar o contexto, porém os pontos altos são a produção impecável e os personagens que muitas vezes são interpretados por duas pessoas diferentes, uma na época do crime e outra nos dias atuais, sempre utilizando atores/atrizes extremamente parecidos, que passam realismo e ajudam a dar consistência as tramas.

domingo, 7 de junho de 2009

O que Você Faria?

O que Você Faria? (El Metodo, Argentina / Espanha / Itália, 2005) – Nota 7,5
Direção – Marcelo Piñeyro
Elenco – Eduardo Noriega, Najwa Nimri, Eduard Fernandez, Pablo Echarri, Ernesto Alterio, Natalia Verbeke, Adriana Ozores, Carmelo Gomez.

Em Madrid no mesmo dia em que uma multidão protesta contra o FMI e a globalização, um grupo de sete pessoas participa de uma seleção para contratação de um executivo em um grande empresa. Confinados em uma sala, com um computador a sua frente, eles preenchem um formulário onde assinam um documento aceitando participar do processo através do “Método Gronhom”, o que ninguém sabe a que se refere. Aos poucos eles começam a receber informações pelo computador sobre os candidatos e qual a próxima tarefa, que irá eliminando um a um, numa espécie de Big Brother Corporativo.

O tema é interessante e atual, por exemplo quem nunca participou de um processo seletivo? Praticamente todo mundo pelo menos uma vez na vida e sabemos como este tipo de processo é estressante, na maioria das vezes injusto e tem a cara do mundo em que vivemos, onde todos defendem o seu lado e quase sempre sem se preocupar com as consequências para o próximo.

O filme em si é o retrato bruto do mundo corporativo atual, onde as pessoas lutam pelo “sucesso” (quer dizer, dinheiro, poder e status) e mostra como estas pessoas vão sendo levadas ao limite neste processo de seleção tão selvagem quanto uma caçada.

Os personagens são esteriótipos, mas muito bem delineados, temos o jovem motivado, a moça que age como homem para passar respeito, o cara inseguro que tenta agradar a todos, o veterano canalha, a mulher na casa dos quarenta anos que tenta esconder a idade e o executivo desempregado que é visto como queimado pelo mercado.

Resumindo, é um bom filme que mostra toda a hipocrisia das grandes empresas e das pessoas que se sujeitam a criar um personagem para tentar se adequar a este mundo.

sábado, 6 de junho de 2009

Homem de Ferro

Homem de Ferro (Iron Man, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jon Favreau
Elenco – Robert Downey Jr, Terence Howard, Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow, Leslie Bibb, Shaun Toub, Faran Tahir, Clark Gregg, Bill Smitrovich, Sayed Badreya, Peter Billinsgley, Tim Guinee, Jon Favreau.

O cientista Tony Stark (Robert Downey Jr) está sendo escoltado por soldados americanos no Afeganistão após apresentar um novo míssil que a suas industrias produziram para o exército, quando seu comboio é atacado e ele acaba refém de terroristas. Preso em uma espécie de laboratório dentro de um caverna, junto com outro cientista também refém (Shaun Toub), ele é obrigado a montar o míssil para os bandidos, porém acaba usando os aparatos do local para criar uma armadura e fugir. Depois de conseguir ao voltar para América, ele resolve mudar o foco da empresa, mesmo desgradando seu amigo oficial do exército Rhodey (Terence Howard) e seu quase sócio Obadiah Stane (Jeff Bridges), porém isso acabará se tornando um grande ainda maior.

O filme segue a linha das adaptações de quadrinhos, com uma primeira parte mostrando como “nasce” o herói e daí partindo para a porrada e o inevitável duelo final com o vilão. Apesar da estrutura esquemática, o filme tem boas cenas de ação e o grande talento de Robert Downey Jr no papel principal, que cria um Tony Stark cínico e carismático. O filme tem ainda Gwyneth Paltrow no papel da assistente apaixonada por Tony. O resultado é uma boa diversão e com certeza melhor ainda para os fãs de quadrinhos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Kung Fu - O Adeus a David Carradine

Kung Fu (Kung Fu: The Movie, EUA, 1986) – Nota 6,5
Direção – Richard Lang
Elenco – David Carradine, Brandon Lee, Kerrie Keane, Mako, Luke Askew, William Lucking, Martin Landau, Paul Michael Chan.

Ontem em Bangkok, capital da Tailândia, morreu o veterano ator David Carradine aos 72 anos de modo mal explicado, porém vou me concentrar em sua carreira

Filho do ator John Carradine, que fez mais de cem filmes e trabalhou dos anos trinta até a segunda metade dos oitenta, David foi o primogênito de uma famíla de artistas, que seguiram os irmãos Keith e Robert Carradine, o meio-irmão Michael Bowen e a sobrinha Martha Plimpton, filha de Keith com a também atriz Blythe Danner. Além disso David que foi casado cinco vezes, viveu e teve um filho com a atriz Barbara Hershey.

Começando a carreira com pequenos papéis nos anos sessenta, ele alcançou o sucesso quando conseguiu o papel principal do seriado "Kung Fu" (papel que Bruce Lee queria mas acabou preterido) que durou de 1972 a 1975 e o transformou em astro, onde vivia um jovem lutador de Kung Fu que após ver seu mestre Po (Keye Luke) ser assassinado, se vinga do culpado e foge para os EUA com a cabeça a prêmio, porém continuará tendo o apoio agora do espírito do mestre morto, que o apelidará de "Gafanhoto".

Aproveitando o sucesso, ele teve a melhor fase de sua carreira, protagonizando filmes como "Esta Terra é Minha Terra" de Hal Ashby, provavelmente seu melhor papel no cinema, onde interpretou o cantor Woody Guthrie, personagem real que viveu durante a depressão americana nos anos trinta, fez ainda "Ano 2000: Corrida da Morte" e "O Ovo da Serpente" de Ingmar Bergman, além de um papel de coadjuvante em "Caminhos Perigosos" de Scorsese.

Sua carreira declinou nos anos oitenta e noventa, quando protagonizou vários filmes de ação de baixo orçamento, intercalando com papéis de vilão em produções maiores como "Alta Tensão" com Mel Gibson e "McQuade - O Lobo Solitário" com Chuck Norris. As coisa mudaram no início do século XXI quando apareceu Quentin Tarantino em sua vida e deu a ele o papel do assassino Bill em "Kill Bill", o que o fez renascer e voltar a ter sucesso, pena que por pouco tempo.

Este filme que citei no início produzido para a TV em 1986 dá continuação a série "Kung Fu", marcando a volta de Kwai Chan Caine (David Carradine) a América e o destino (com a ajuda de um vilão, é claro) acaba fazendo com que ele lute contra seu próprio filho, vivido pelo até então desconhecido Brandon Lee (que também teve uma morte trágica) e abre o caminho para uma nova série que foi ao ar de 1993 a 1997 chamada “Kung Fu: The Legend Continues”, onde o papel do filho passou a ser interpretado por Chris Potter.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mar Aberto

Mar Aberto (Open Water, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Chris Kentis
Elenco – Blanchard Ryan, Daniel Travis, Saul Stein, Michael Williamson.

Este longa é baseado numa história real ocorrida na Austrália em 1998, sendo um tipo de filme que o grande público ama ou odeia, porém ficarei no meio termo.

Um casal (Blanchard Ryan e Daniel Travis) saem de férias e chegando a um paraíso tropical, ondem pegam um barco com mais 20 pessoas para megulhar em alto mar. Tudo corre bem, até que por um erro na contagem das pessoas que mergulharam, o responsável pelo barco acredita que todos já subiram a bordo e resolve voltar para terra firme, porém esquece o casal no fundo do mar. Assim que os dois sobem a tona percebem que foram deixados para trás e aí começa o desespero.

O diretor Chris Kentis e sua esposa Laura Lau bancaram o projeto do próprio bolso e conseguiram vender o longa para um grande estúdio, o Lions Gate, que com uma grande campanha de marketing alardeando sobre o pequeno orçamento, transformou o filme em sucesso.

O longa em si é interessante, porém é um fiapo de história e mesmo nos poucos 79 minutos de exibição acaba se tornando cansativo em alguns momentos, ficando claro que o diretor enxertou várias cenas para aumentar o tempo. Pode parecer estranho, mas acredito que 60 minutos seria o suficiente para mostrar o desespero do casal abandonado no meio do oceano, a mercê de diversas ameaças, entre elas os tubarões.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um Homem Fora de Série

Um Homem Fora de Série (The Natural, EUA, 1984) – Nota 7,5
Direção – Barry Levinson
Elenco – Robert Redford, Robert Duvall, Glenn Close, Kim Basinger, Wilford Brimley, Barbara Hershey, Robert Prosky, Richard Farnsworth, Joe Don Baker, Michael Madsen, Darren McGavin.

O promissor jogador de beisebol Roy Hobbs (Robert Redford) leva um tiro e é obrigado a abandonar o esporte. Dezesseis anos depois surge a oportunidade de jogar por um pequeno time e ele não desperdiça a segunda chance, porém até onde chegará aquele homem que ainda sente dores desde o ocorrido quando era jovem?

Esta pergunta é respondida neste bom drama sobre superação e que usa o esporte nacional americano, o beisebol, como ponto principal em uma fábula que é contada de modo épico pelo diretor Barry Levinson e que concorreu a quatro prêmios Oscar, inclusive de Atriz Coadjuvante para Glenn Close.

Levinson teve o mérito de fazer um dos primeiros filme sobre beisebol que fez sucesso em muito tempo e abriu caminho para outras obras como “O Campo dos Sonhos”, “Fora da Jogada” e “Uma Equipe Muito Especial”.

O ótimo elenco de apoio (Robert Duval, Kim Basinger, Barbara Hershey e Glenn Close) ajuda a elevar a qualidade do filme, junto com o ótimo desempenho de Redford.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Homem do Sapato Vermelho

O Homem do Sapato Vermelho (The Man With One Red Shoe, EUA, 1985) – Nota 6
Direção – Stan Dragoti
Elenco – Tom Hanks, Lori Singer, Dabney Coleman, Charles Durning, James Belushi, Carrie Fisher, Edward Herrmann, Gerrit Graham, David Ogden Stiers, Tom Noonan, Art LaFleur.

Nos anos oitenta Tom Hanks ficou famoso estrelando várias comédias, inclusive concorrendo ao Oscar de Melhor Ator por “Quero Ser Grande” e este “O Homem do Sapato Vermelho” é uma destas obras.

Aqui Hanks é um violinista da Filarmônica de Washington que no aeroporto é confundido com um agente secreto, pois um amigo (um jovem James Belushi) fez uma brincadeira e ele teve de usar dois sapatos diferentes, sendo um pé vermelho, o que seria uma código para que o FBI descobrisse quem era o agente disfarçado. Esse é o início de várias confusões e desencontros, com agentes do bem e do mal tentando se aproximar do violinista.

O filme vale pelo bom elenco de apoio, que tem a bela e hoje sumida Lori Singer como par romântico de Hanks, a eterna Princesa Leia de “Guerras nas Estrelas” Carrie Fisher e James Belushi.

O diretor Stan Dragoti fez poucos filmes na carreira, mas somente comédias razoáveis, como “Amor a Primeira Mordida”, uma sátira aos filmes de Drácula e “Dona de Casa por Acaso” com Michael Keaton.

O longa é um refilmagem de um sucesso do cinema francês, por sinal um moda na época, pois Três Solteiros e um Bebê” e “Os Três Fugitivos” também foram refilmagens de comédias francesas.