quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem Quer Ser um Milionário?

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, EUA / Inglaterra, 2008) – Nota 9
Direção – Danny Boyle
Elenco – Dev Patel, Freida Pinto, Madhur Mittal, Irrfan Khan, Anil Kapoor.

O grande vencedor do Oscar de 2009 tem todos os ingredientes para agradar ao público. Esta mistura de aventura, drama, violência e denúncia social, tem na verdade como tema principal, uma bela história de amor.

Logo no início somos apresentados ao jovem Jamil Malik (Dev Patel) que está sendo torturado por policiais e acusado de ter trapaceado no famoso programa “Quem Quer Ser um Milionário?”, porém em seguida saberemos como aquele garoto conseguiu sair das ruas onde passou toda a infância e chegou para participar do programa, pois ele contará toda a sua vida para o duro inspetor de polícia (Irrfan Khan de “O Preço da Coragem”).

A trajetória do garoto Jamil, de seu irmão Salim (Madhur Mittal) e da garota Latika (Freida Pinto) se inicia ainda criança, quando eles que tem origem muçulmana testemunham sua mãe ser assassinada por hindus e passam a viver na rua, onde enfrentarão uma verdadeira saga para sobreviver, sendo que cada um trilhará um caminho diferente mas que se cruzarão anos depois, sempre pela fé e a obstinação de Jamil.

O filme é muito bom tecnicamente e tem grande força no roteiro bem amarrado, que mostra a triste vida de grande parte da população indiana que é pobre e toda a transformação do país nos últimos anos, que apesar do crescimento econômico, continua a ser um local de desigualdades e injustiças.

É obrigatório destacar a atuação de todo o elenco, principalmente do ator principal Dev Patel, que passa toda a força de vontade que o personagem precisa ter e a esperteza de quem cresceu nas ruas, mas preferiu ser o caminho correto, além disso os três personagens principais são interpretados cada um por três atores/atrizes diferentes nas três fases do filme e sempre com qualidade. Não podemos esquecer também do ator Anil Kapoor, que interpreta o canastrão apresentador do programa que dá título ao filme e mostra toda a inveja e preconceito para com o humilde jovem.

Este é um daqueles filmes que prendem nossa atenção por duas horas e deixam um sentimento de otimismo no coração, apesar do mundo maluco e injusto em que vivemos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Havana

Filme Assistido nº 232
Havana (Havana, EUA, 1990) – Nota 5,5
Direção – Sydney Pollack
Elenco – Robert Redford, Lena Olin, Alan Arkin, Raul Julia, Besty Brantley, Tomas Millian, Mark Rydell, Daniel Davis, Richard Farnsworth, Tony Plana, Lise Cutter, Richard Portnow.

Pouco antes da Revolução Cubana o jogador de poquer Jack Weil (Robert Redford) vive em Havana do dinheiro ganho nas mesas dos cassinos, até que conhece a bela Bobby Duran (Lena Olin) por quem se apaixona. Entretando ela é casada com um revolucionário (Raul Julia), o que complica muito a situação.

Para quem não sabe, a Revolução Cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara derrubou em 1959 o corrupto ditador Fulgêncio Batista, que era aliado do goveno americano e deixava as portas abertas de Cuba para os ricos e poderosos americanos que tinham mansões na ilha e aproveitavam a vida nos cassinos, enquanto a população passava fome. Todos sabem que Fidel acabou se tornando outro ditador e deixou de lado parte dos ideais socialistas por que lutou, mas aí é outra história.

Quanto ao filme, o que poderia ser um drama intenso misturando política e romance, acaba tendo um resultado morno e decepcionante, ficando com a cara dos dramas do ano cinquenta, porém sem conseguir passar emoção e ainda sendo muito lento. Infelizmente é o mais fraco filme da parceira entre Pollack e Refdord.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Última Loucura de Mel Brooks

A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, EUA, 1976) – Nota 7,5
Direção – Mel Brooks
Elenco – Mel Brooks, Marty Feldman, Dom DeLuise, Bernadette Peters, Sid Caesar, Burt Reynolds, James Caan, Liza Minelli, Paul Newman, Anne Bancroft, Marcel Marceau, Barry Levinson, Howard Hesseman, Harold Gould, Valerie Curtin.

Hoje o cinema perdeu o ator Dom DeLuise, grande comediante e que se preferiu participar dos filmes de seus amigos. Foi da turma de Mel Brooks nas grandes comédias dos anos setenta, atuando ao lado de Marty Feldman, Gene Wilder e Madeline Kahn. Ainda nos anos setenta e depois até meados dos oitenta foi coadjuvante em vários filmes de Burt Reynolds, como "Desta Vez te Agarro" e "Quem Não Corra, Voa".

Nesta hilariante comédia, Mel Brooks faz o papel de um diretor de cinema que tem a brilhante idéia de fazer um filme mudo nos dias atuais para tentar salvar o estúdio da falência. Contando com a ajuda dos amigos (o estranho e engraçado Marty Feldman e o gorducho Dom DeLuise), ele sai a caça de astros para participarem de seu filme e conseguir financiamento, porém arruma muita confusão ao encontrar astros como Burt Reynolds, James Caan e Paul Newman, com um detalhe o filme é realmente mudo.

Esta ótima homenagem ao cinema mudo está recheada de gags e fica ainda mais engraçada com os astros convidados interpretando eles mesmos, não falando uma palavra sequer e ainda sendo alvos das desastradas sequências.

O final dos anos sessenta e os anos setenta foram da carreira auge de Mel Brooks, que fez diversas comédias engraçadas, além de ser o co-criador da série “Agente 86”.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hatari

Filme Assistido nº 231
Hatari (Hatari, EUA, 1962) – Nota 8
Direção – Howard Hawks
Elenco – John Wayne, Hardy Kruger, Elsa Martinelli, Red Buttons, Bruce Cabot, Gerard Blain, Valeltin de Vargas, Eduard Franz.

Este bom drama de ação se passa na África onde o caçador Sam Mercer (John Wayne) lidera um grupo que tem como objetivo capturar animais selvagens e vende-los para os zoológicos do mundo inteiro e ainda precisa se preocupar com a fotógrafa italiana Dallas (Elsa Martinelli) que resolve acolher filhotes de elefante que acabam fazendo uma grande bagunça no acampamento.

Com cenas de caça muito bem filmadas, onde na maioria delas são usados veículos como jipes para perseguir animais selvagens e capturá-los, cenas estas todas feitas em locação na Tanzania, em uma fazenda de propriedade do ator alemão Hardy Kruger, que é o segundo nome do elenco e substituiu Clark Gable que faleceu um ano antes e era o nome que o grande diretor Howard Hawks tinha em mente para o papel.

Por sinal, Hawks mostra todo o seu talento e nos entrega um filme diferente e interessante e que ainda tem as belas paisagens da África como destaque.

Como curiosidade, a palavra Hatari, significa “perigo” no dialeto africano Swahili.

domingo, 3 de maio de 2009

Cavalgada com o Diabo

Cavalgada com o Diabo (Ride with the Devil, EUA, 1999) – Nota 6,5
Direção – Ang Lee
Elenco – Tobey Maguire, Skeet Ulrich, Jewell, Jeffrey Wright, Simon Baker, Jonathan Rhys Meyers, James Caviezel, Jonathan Brandis, Tim Guiry, Matthew Faber, Mark Ruffalo, Zach Grenier, Tom Wilkinson, Margo Martindale, Celia Weston.

Durante a Guerra Civil Americana dois jovens amigos, Jake Roedel (Tobey Maguire) e Jack Bull Chiles (Skeet Ulrich) se aliam a uma mílicia sulista na luta contra o exército abolicionista do norte do país, após Jack Bull ter seu pai assassinado. Neste grupo de rebeldes eles ficarão amigos de George Clyde (Simon Baker) e do negro livre Daniel Holt (Jeffrey Wright) e terão de participar de batalhas sangrentas em uma guerra que se anunciava perdida. No meio da jornada eles cruzarão com a viúva Sheryl Lee (a cantora Jewell) que chamará a atenção dos dois amigos.

A boa história tem um desenrolar irregular, com o diretor Ang Lee alternando bons momentos nas cenas de batalhas e nos conflitos ideológicos entre os rebeldes, com outros sonolentos, principalmente na meia hora final que se dá após o climax da história e acaba sendo um complemento sem graça e com pouca emoção.

Outros pontos negativos são a participação da bela cantora Jewell, que se mostra uma atriz fraca e de Tobey Maguire, que com sua cara e jeito de bom moço não convence como alguém que participaria voluntariamente de um conflito como este.

O destaque fica por conta do sempre competente Jeffrey Wright (“Basquiat”), que novamente interpreta com talento e sutileza o personagem do ex-escravo que oferece toda sua leadade aos amigos.

sábado, 2 de maio de 2009

Juno

Juno (Juno, EUA, 2007) – Nota 8,5
Direção – Jason Reitman
Elenco – Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J. K. Simmons, Olivia Thirlby, Rainn Wilson.

Este inesperado sucesso conta a história de Juno MacGuff (a ótima Ellen Page) que aos 16 anos fica grávida do amigo imaturo Pauli Bleeker (Michael Cera de “Superbad”) e resolve por conta própria entregar o filho para um rico casal (Jennifer Garner e Jason Bateman), contando com todo o apoio do pai (J. K. Simmons) e da madrasta (Allison Janney).

A história que poderia ser um melodrama ou cair na vulgaridade é retratada com sensibilidade pelo diretor Jason Reitman e também pelo roteiro da ex-dançarina de boate Diablo Cody, que tem como grande destaque a bela atuação de Ellen Page.

Sua personagem adolescente demonstra mais maturidade do que o casal que deseja adotar seu filho. A esposa vivida por Jennifer Garner é uma pessoa séria e um pouco fria, que está desesperada para ter um filho, enquanto o marido interpretado por Jason Bateman ainda tenta viver uma adolescência tardia e está relutante em ser pai.

O filme explora vários temas interessantes como amor, amizade e maternidade de uma forma realista e extremamente simpática. É uma das aquelas histórias sem grandes exageros e que nos deixa com uma boa sensação ao final da sessão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tron & O Último Guerreiro das Estrelas

Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Tron, EUA, 1982) – Nota 7
Direção – Steve Lisberger
Elenco – Jeff Bridges, Bruce Boxleitner, David Warner, Cindy Morgan, Barnard Hughes.

O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Nick Castle
Elenco – Lance Guest, Robert Preston, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stuart, Barbara Bosson.

Hoje a computação gráfico e os efeitos digitais são fatos comuns na maioria dos filmes de ação e ficção, sendo até mesmo usado exageradamente por alguns diretores que vêem neste recurso algo mais importante que a história ou mesmo os atores. No início dos anos a computação gráfica ainda engatinhava, mas estes dois filmes que estou citando estão entre os primeiros que tiveram sequências inteiras feitas com este recurso, sendo principalmente em "Tron" usada com trunfo principal para o filme.

E começando por "Tron", aqui o programador de computadores Kevin Flynn (Jeff Bridges) vai procurar indícios de corrupção no computador de seu chefe e acaba sendo sugado para dentro de um programa onde seres virtuais são obrigados a participar de desafios perigosos criados pelo Controle Mestre (David Warner) e precisam lutar para sobreviver. Dentro do jogo ele cruzará com Tron, o alter ego do criador do jogo Alan Bradley (Bruce Boxleitner).

Este foi o primeiro filme que usou computação gráfica em grande parte de suas sequências e apesar de parecer primitivo em relação à tecnologia de hoje, ainda tem uma boa história e vale como curiosidade. Uma continuação está planejada para ser lançada em 2011 e por enquanto apenas Jeff Bridges confirmou o retorno ao personagem Kevin Flynn.

Já em "O Último Guerreiro das Estrelas", o garoto Alex Rogan (Lance Guest) é um craque no fliperama e consegue chegar ao final do jogo “Starfighter”, mas o que ele não imaginava é que em seguida seria procurado por uma nave alienígena e levado como a grande esperança desta raça em vencer uma guerra espacial, descobrindo que o jogo de fliperama era um teste e ele foi o escolhido. A príncipio o garoto reage com medo ao desafio, mas acaba ficando amigo dos alienígenas que deixam um clone do rapaz na Terra para enganar a namorada (Catherine Mary Stuart) e mãe (Barbara Bosson).

Este é mais um filme que bebe na fonte do sucesso de “Guerra nas Estrelas” e com um enredo e personagens simpáticos gera uma boa diversão e ainda tem como destaque ser um dos primeiros filmes a usar a computação gráfica em algumas cenas. A dupla Lance Guest e Catherine Mary Stuart não conseguiu se firmar na carreira e tem no currículo apenas participações em produções e séries de tv.