segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dupla Fatal

Filme Assistido nº 162
Dupla Fatal (Slaughter of the Innocents, EUA, 1994) – Nota 5
Direção – James Glickenhaus
Elenco ­­– Scott Glenn, Jesse Cameron Glickenhaus, Sheila Tousey, Zitto Kazann, Darlanne Fluegel, Zakes Mokae, Kevin Sorbo.

O agente do FBI Stephen Broderick (Scott Glenn) é encarregado de investigar o assassinato de duas crianças e acaba contando com a ajuda do filho Jesse (Jesse Cameron Glickenhaus, filho do diretor James), um pequeno gênio da informática que acaba ligando estes assassinatos com um estranha seita religiosa.

Neste policial B dirigido pelo especialista Glickenhaus, apesar do bom ator Scott Glenn no papel principal, o resultado é fraco e o diretor ainda tenta lançar seu filho como um pequeno astro, assim como no seu filme seguinte chamado “Viajantes do Futuro” (“Time Master”), mas não conseguiu sucesso e acabou desistindo.

O diretor Glickenhaus fez ainda nos anos oitenta o cult trash “O Exterminador”, sobre um veterano do Vietnã que após um tragédia se transforma num vigilante urbano e passar a assassinar bandidos e “A Fúria do Protetor”, o primeiro filme de ação que Jackie Chan fez nos EUA, onde teve com Danny Aiello como parceiro, mas que acabou fracassando.

domingo, 9 de novembro de 2008

Duelo ao Sol

Filme Assistido nº 161
Duelo ao Sol (Duel in the Sun, EUA, 1946) – Nota 8
Direção – King Vidor
Elenco – Jennifer Jones, Gregory Peck, Joseph Cotten, Lionel Barrymore, Lillian Gish, Herbert Marshall, Walter Huston, Butterfly McQueen, Charles Bickford, Harry Carey, Otto Kruger, Sidney Blackmer.

Faoreste dramático dirigido por King Vidor (“Guerra e Paz”) que conta a história da mestiça Pearl Chavez (Jennifer Jones) que após o pai ter matado a mãe adúltera e ser condenado a morte, vai morar em um rancho no Texas onde vive a ex-noiva de seu pai, Laura (Lílian Gish) hoje casada com o Senador Jackson (Lionel Barrymore) e seus dois filhos, o advogado Jesse (Joseph Cotten) e o rebelde Lewt (Gregory Peck). A chegada da mestiça dá início há um disputa pelo seu amor entre os irmãos, gerando brigas, traições e uma tragédia.

Diferente da maioria dos faorestes que tem a ação como tema principal, aqui temos no centro das atenções uma drama sobre família, amor e desejo que é levado as últimas conseqüências.

sábado, 8 de novembro de 2008

Os Duelistas

Filme Assistido nº 160
Os Duelistas (The Duellists, Inglaterra, 1977) – Nota 7,5
Direção – Ridley Scott
Elenco – Keith Carradine, Harvey Keitel, Edward Fox, Cristina Raines, Tom Conti, Albert Finney.

Este filme é a estréia na direção de Ridley Scott que se baseou no livro de Jospeh Conrad, autor de “O Coração das Trevas” que deu origem a “Apocalipse Now”. A história se passa na França durante o reinado de Napoleão, quando os oficiais D’Hubert (Keith Carradine) e Feraud (Harvey Keitel) se desentendem por uma situação insignificante e iniciam uma série de duelos cada vez mais violentos, que se estenderão por mais de quinze anos em meio as Guerras Napoleônicas.

O filme mostra uma mistura de obsessão e honra que são levadas ao extremo por dois homens que acabam vivendo carregados de ódio, achando que apenas com a morte do oponente sua vida terá sentido e sua honra será mantida.

Uma ótima reconsituição de época com competente direção de Ridley Scott, que ganhou o prêmio de Melhor Diretor Estreante em Cannes e já mostra aqui parte do talento que comprovaria posteriormente em filmes como “Blade Runner” e “Gladiador”.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Segredo de Brokeback Mountain

O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, EUA, 2005) – Nota 8,5
Direção – Ang Lee
Elenco – Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Randy Quaid, Michelle Williams, Anne Hathaway, Scott Michael Campbell, Linda Cardellini, Anna Faris, Kate Mara.

Este belo drama vencedor de três prêmios Oscar, inclusive de melhor diretor para Ang Lee, é uma grande história de amor entre dois caubóis, o introvertido Ennis Del Mar (Heath Ledger) e o inquieto Jack Twist (Jake Gyllenhaal), romance que se inicia quando os dois no início da década de sessenta são contratados para trabalhar cuidando de um rebanho de ovelhas na montanha que dá título ao filme e nesse local são dominados por uma forte atração. Após serem demitidos e cada um tendo que cuidar da própria vida, eles acabam seguindo caminhos distintos, mas anos depois se reencontram e mesmo casados retomam o romance proibido.

O filme fala de temas como amor, amizade, casamento e principalmente o preconceito que faz com os dois tenham que viver uma vida de mentiras em um local onde os homens tem de ser homens, o oeste americano e como isto os atormentará durante toda a vida.

Sem dúvida é um drama de coragem, tanto na história contada por Ang Lee, como nas interpretações de Ledger e Gyllenhaal que se entregam a papéis que poucos atores aceitariam e acertam em cheio, principalmente Ledger que consegue passar toda a angústia de seu personagem em poucas palavras e pequenos gestos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dragão Vermelho 1986 e 2002

Dragão Vermelho (Manhunter, EUA, 1986) – Nota 7,5
Direção – Michael Mann
Elenco – William Petersen, Kim Greist, Dennis Farina, Joan Allen, Brian Cox, Tom Noonan, Stephen Lang, Michael Talbott, Dan Butler, Paul Perri, Patricia Charbonneau.

Desconhecida do grande público, esta é a primeira adaptação do livro “Red Dragon” de Thomas Harris para o cinema e também a primeira aparição do personagem Hannibal Lecter, aqui interpretado por Brian Cox.

A história tem como personagem principal o agente do FBI Will Graham (William Petersen de “C.S.I”) que precisa da ajuda do Dr. Hannibal Lecter (Brian Cox) que está preso para tentar a captura do serial killer chamado “A Fada dos Dentes”, na realidade Francis Dolarhyde (Tom Noonan).

A diferença para melhor em relação a versão de 2002 dirigida por Brett Ratner está basicamente na direção de Michael Mann, que acentua a questão psicológica, mostrando como as idéias do Dr. Hannibal influenciam o personagem Will Graham, inclusive na sua relação com a esposa (Kim Greist). Já este filme perde na composição do Dr. Hannibal, mesmo Brian Cox tendo um ar sinistro, Anthony Hopkins é incomparável na sua composição do assassino canibal.

Dragão Vermelho (Red Dragon, EUA, 2002) – Nota 7
Direção – Brett Ratner
Elenco – Anthony Hopkins, Edward Norton, Ralph Fiennes, Harvey Keitel, Emily Watson, Mary Louise Parker, Philip Seymour Hoffman, Anthony Heald, Ken Leung, Frankie Faison, Frank Whaley, John Rubinstein.

Esta versão da mesma história do filme de Michael Mann de 1986 saiu do papel para tentar levantar a série, pois o filme “Hannibal” feito um ano antes por Ridley Scott acabou exagerando na dose da violência, deixando de lado o suspense psicológico do clássico “O Silêncio dos Inocentes”.

Apesar de Ratner não ser especialista em suspense, ele consegue bom resultado mostrando o agente do FBI Willl Graham (Edward Norton) sendo chamado de volta pelo seu antigo chefe (Harvey Keitel) para tentar fazer com que o Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) coopere na busca do assassino tatuado “Fada dos Dentes” (Ralph Fiennes), o que ele aceita em troca de algumas regalias.

O filme mostra ainda uma estranha relação entre o Dr. Hannibal e um cega vivida por Emily Watson.

Os eventos deste filme acontecem antes do ocorrido em “O Silêncio dos Inocentes”.

Um bom filme, mas pessoalmente prefiro a versão de Michael Mann.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Conflitos Internos

Conflitos Internos (Mou Gaan Dou, Hong Kong, 2002) – Nota 9
Direção – Andrew Lau
Elenco – Andy Lau, Tony Leung, Anthony Wong, Eric Tsang, Kelly Chen, Sammi Cheng.

O vencedor do Oscar de Melhor Filme “Os Infiltrados” é uma refilmagem deste ótimo policial chinês, que por sinal não perde em nada para o filme de Scorsese. 

A trama é a mesma, enquanto a polícia utiliza o jovem Yan (Tony Leung) para se infiltrar na Tríade Chinesa, o mafioso Sam (Eric Tsang) matricula alguns jovens na academia de polícia, entre eles Lau (Andy Lau). Depois de algum tempo, tanto a chefia de polícia quanto o mafioso sabem que existe um espião em suas organizações, dando início a um intrincado jogo de xadrez onde cada lado move suas peças na tentativa de descobrir primeiro quem é o traidor.

Boas cenas de ação com ótimo ritmo, bom elenco e um roteiro inteligente são as virtudes deste filme que tem como diferença em relação a refilmagem de Scorsese o final,  sendo que aqui o diretor Andrew Lau não tenta buscar justiça ou vingança, deixando apenas a frieza no pior sentido da palavra triunfar. Um filme imperdível.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Ilusionista

O Ilusionista (The Illusionist, EUA/República Tcheca, 2006) – Nota 7,5
Direção – Neil Burger
Elenco – Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell, Eddie Marsan.

No início do século XX em Viena, o garoto Eduard Abramovich inicia seu aprendizado nos segredos da mágica e isso faz a pequena Sophia se aproximar e eles se apaixonarem, porém a diferença de classes faz com que a família dela a proíba de ver o garoto e este acaba deixando a cidade.

Anos mais tarde ele volta para Viena como o conhecido ilusionista Eisenheim (Edward Norton) e encanta a todos com seu espetáculo, chamando a atenção do príncipe Leopold (Rufus Sewell) que tenta de qualquer forma descobrir seus truques, para isso utilizando o chefe de polícia Uhl (Paul Giamatti). A relação entre o mágico e o princípe piora quando Eisenheim encontra sua antiga amada (Jessica Biel) que está prometida para o príncipe e eles acabam reiniciando o romance.

Com boa produção de época e bons atores como Norton e Giamatti, o filme tem uma história bem contada com algumas reviravoltas, tendo um tema semelhante ao “O Grande Truque” de Christopher Nolan que é um pouco superior a este.