quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Youth

Youth (Youth, Itália / França / Inglaterra / Suiça, 2015) – Nota 7,5
Direção – Paolo Sorrentino
Elenco – Michael Caine, Harvey Keitel, Rachel Weisz, Paul Dano, Madalina Diana Ghenea, Jane Fonda, Emilia Jones.

Fred Ballinger (Michael Caine) é um maestro aposentado que está passando as férias de verão em um hotel de campo na Suíça, local para onde viajava todo ano com a esposa. Sem ter muito o que fazer, Fred passa os dias jogando conversa fora com o amigo e cineasta Mick Boyle (Harvey Keitel), que prepara um elenco para dirigir um filme que seria seu grande trabalho. 

Fred também troca ideias com um famoso ator (Paul Dano) que se prepara para um papel em um novo filme, além de conviver com a filha (Rachel Weisz) que acabou de ser abandonada pelo marido. 

Ainda não assisti outros trabalhos do diretor e roteirista italiano Paolo Sorrentino para comparar, mas aqui fica claro a sensibilidade do sujeito para contar histórias sobre a vida e principalmente a simpatia pelos personagens. 

A “Juventude” do título é o passado cheio de realizações, alegrias e tristezas dos veteranos protagonistas, que intercalam diálogos sobre esta época com os problemas atuais da velhice. O interessante é o contraste de pensamento entre os dois sujeitos. 

O maestro se mostra acomodado, querendo se manter longe do trabalho, inclusive recusando um convite da Rainha da Inglaterra para reger uma orquestra, enquanto o cineasta ainda pretende realizar sua obra-prima. 

O roteiro de Sorrentino resolve estas situações de modo inusitado, mostrando que desejo e realidade são bem diferentes e que muitas vezes o destino decide nosso caminho. 

Vale destacar também a cena na piscina que se tornou o cartaz do filme e que coloca os dois veteranos de boca aberta frente a beleza nua de Madalina Diana Ghenea, que interpreta a Miss Universo. 

Uma divertida surpresa é um personagem extremamente conhecido mundialmente, que surge com uma enorme barriga, sendo auxiliado por uma jovem que carrega um tambor de oxigênio. O personagem é uma homenagem ao sujeito e ao mesmo tempo uma triste constatação sobre sua vida.

Finalizando, o veterano Michael Caine continua interpretando grandes papéis aos oitenta e três anos de idade e cada vez mais enriquecendo sua belíssima carreira. 

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Um filme muito bonito, de sensibilidade claramente europeia.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - É um belo velho filme vida e terceira idade.

Abraço

Liliane de Paula disse...

Por onde anda Harvey Keitel? Nunca mais vi nessa fase da vida.
O filme parece muito bom e muito atual.

Hugo, não sei porque vc não responde ao comentário no blog de quem lhe visitou.
Penso que sua respostas serve de aprendizado para quem ler o blog.
Se vc responde por email, é pior ainda(mais pior-risos)

Hugo disse...

Liliane - Como citei para você outro dia, infelizmente falta tempo para visitar os blogs amigos diariamente. Nesta semana comentei duas vezes no seu blog sobre assuntos que você postou. Quem comenta no meu blog, eu respondo na própria postagem. Fica estranho eu ir até o blog de um amigo e escrever sobre um assunto que eu postei no meu blog.

Abraço.