sábado, 30 de junho de 2018

O Relutante Fundamentalista

O Relutante Fundamentalista (The Reluctant Fundamentalist, EUA / Inglaterra / Catar, 2012) – Nota 7,5
Direção – Mira Nair
Elenco – Riz Ahmed, Liev Schreiber, Kate Hudson, Kiefer Sutherland, Om Puri, Shabana Azmi, Martin Donovan, Nelsan Ellis.

Duas narrativas detalham o amadurecimento do paquistanês Changez (Riz Ahmed). No final dos anos noventa, Changez é um jovem de classe alta no Paquistão que vai cursar a universidade nos Estados Unidos. Sua inteligência unida a ambição o levam a conseguir um emprego em Wall Street. 

A segunda narrativa avança em torno de dez anos e mostra Changez agora trabalhando como professor em uma universidade no seu país natal e sendo monitorado pela CIA como suspeito de participar do sequestro de outro professor. 

Um agente disfarçado de jornalista (Liev Schreiber) entrevista o então o professor para tentar descobrir a verdade. Changez utiliza a entrevista para contar como sua vida e seus conceitos mudaram desde que era estudante. 

A diretora indiana Mira Nair exagera um pouco na trilha sonora recheada de músicas árabes na tentativa de aumentar a emoção na narrativa, porém isso não chega a atrapalhar a boa história que é baseada em um livro. 

A saga do protagonista é uma espécie de aprendizado de vida. Sua paixão pelo poder e pela vida ocidental é destruída aos poucos após os atentados de 11 de Setembro. O roteiro deixa o espectador em dúvida até próximo ao final sobre qual a posição do protagonista em relação ao fundamentalismo islâmico. A narrativa é muito bem construída até o explosivo clímax. 

É um filme que merece ser mais conhecido.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Operação Chromite

Operação Chromite (In-Cheon Sang-Ryuk Jak-Jeon, Coreia do Sul, 2016) – Nota 7
Direção – John H. Lee
Elenco – Liam Neesom, Jung Jae Lee, Beom Su Lee, Jon Gries.

Em meados de 1950, a Coreia está em guerra. O exército do norte apoiado pela China e pela União Soviética avança pelo país. 

Para evitar que o país seja dominado pelos comunistas, os EUA entram na guerra, mas precisam desembarcar suas tropas. O General Douglas MacArthur (Liam Neesom) coloca em ação um arriscado plano batizado como “Operação Chromite”. 

Uma equipe de espiões liderada por Jang Hajk Soo (Jung Jae Lee) é enviada para se infiltrar no exército comunista e descobrir os locais exatos em que minas marinhas foram colocadas para impedir que navios cheguem próximos da terra firme. 

Inspirado na história real que mudou os rumos da Guerra da Coreia, esta produção sul-coreana segue o estilo dos blockbusters americanos. Diferente de outras produções daquele país que carregam traços dos costumes locais, este longa foca totalmente na ação, com heróis patriotas e um vilão quase psicopata. A produção caprichada é outro ponto positivo. 

Por outro lado, a história é repleta de clichês, com cortes rápidos e música grandiosa que lembram os filmes de Michael Bay, mas numa proporção menor. 

É basicamente um filme pipoca baseado numa história real.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Terapia Intensiva

Terapia Intensiva (Jimmy P., EUA / França, 2013) – Nota 6,5
Direção – Arnaud Desplechin
Elenco – Benicio Del Toro, Mathieu Amalric, Larry Pine, Michelle Trush, Gina McKee, Gary Farmer, Joseph Cross, Elya Baskin.

Em 1948, o veterano da Segunda Guerra Jimmy Picard (Benicio Del Toro) sofre com terríveis dores de cabeça, falta de ar e pesadelos. Descendente de índios, Picard é levado por sua irmã (Michelle Trush) para uma hospital militar psiquiátrico em Topeka no Kansas. 

Após diversos exames, os médicos acreditam que ele sofra de esquizofrenia, mas para um diagnóstico correto, o diretor do local convida o antropólogo Georges Devereux (Mathieu Amalric) para examinar Picard. 

Especialista em costumes indígenas, Devereux vê a chance de ajudar o paciente e também de se aprofundar nos seus estudos ligando antropologia e psiquiatria. 

Baseado na história real que rendeu um famoso livro de Georges Devereux, este filme é uma longa sessão de terapia. A narrativa foca nas crises do protagonista vivido por Benicio Del Toro e nas conversas com o psiquiatra que aos poucos desvenda as causas por trás do sofrimento do paciente. 

A história não tem vilões ou reviravoltas, a proposta é detalhar a troca de informações e de conhecimentos entre médico e paciente. É um longa indicado para quem tem curiosidade sobre psicologia e psiquiatra. Para quem não gosta do tema, o filme com certeza será cansativo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Escobar: Paraíso Perdido

Escobar: Paraíso Perdido (Escobar: Paradise Lost, França / Espanha / Bélgica / Panamá, 2014) – Nota 7
Direção – Andrea Di Stefano
Elenco – Benicio Del Toro, Josh Hutcherson, Brady Corbet, Carlos Bardem, Claudia Traisac, Ana Girardot.

Final dos anos oitenta, os irmãos canadenses Nick (Josh Hutcherson) e Dylan (Brady Corbet) chegam a Colômbia com o sonho de morar na beira da praia. Algum tempo depois, Nick começa a namorar com a jovem Maria (Claudia Traisac), que é sobrinha de Pablo Escobar (Benicio Del Toro). 

Com a relação ficando cada vez mais séria, Nick aceita a proposta de trabalhar e morar na fazenda de Escobar. Aos poucos, ele acaba sendo envolvido nos problemas de Escobar e percebe que sua vida pode correr perigo. 

O italiano Andrea Di Stefano estreou aqui como diretor levando às telas seu próprio roteiro que explora uma trama de ficção em meio a história real de Pablo Escobar. 

Se por um lado Benicio Del Toro está assustador como Pablo Escobar, o personagem quase juvenil de Josh Hutcherson é um completo estranho no ninho em meio aos sicários do traficante. 

O roteiro é um pouco confuso na passagem do tempo, além do diretor praticamente deixar de lado por quase toda a trama o personagem do irmão do protagonista. 

O longa acaba ganhando vários pontos pelas locações no interior da Colômbia e pelas boas cenas de ação e suspense.

terça-feira, 26 de junho de 2018

O Caso de Fritz Bauer

O Caso de Fritz Bauer (Der Staat Gegen Fritz Bauer, Alemanha, 2015) – Nota 7
Direção – Lars Kraume
Elenco – Burghart Klaussner, Ronald Zehrfeld, Gotz Schubert, Sebastian Blomberg, Michael Schenk.

Alemanha, final dos anos cinquenta. O judeu Fritz Bauer (Burghart Klaussner) é o procurador geral do país que luta para levar criminosos nazistas a julgamento. Bauer tem enormes dificuldades em conseguir apoio, pois muitos pessoas que estão em cargos de poder tem ligações com o passado nazista. 

Quando Bauer recebe a informação de que Adolf Eichmann estaria vivendo na Argentina com uma identidade falsa, ele tenta sem sucesso que o governo interceda para tentar repatriar o criminoso nazista. Sem medo de represálias, ele decide viajar a Israel e passar as informações para o Mossad, o serviço secreto daquele país que também estava caçando nazistas pelo mundo. 

Baseado na história real de pouco lembrado Fritz Bauer, este interessante longa detalha como foi extremamente complicada a transição que a Alemanha enfrentou após a Segunda Guerra para eliminar o nazismo das entranhas do país. Muitos apoiadores de Hitler e até oficiais do exército retomaram suas vidas no pós-guerra, mas não deixaram de acreditar nos absurdos pregados pelo Fuhrer. 

O roteiro foca ainda na questão da perseguição aos homossexuais na Alemanha daquele período e como isso afetou a vida de um promotor que era braço-direito de Bauer (Ronald Zehrfeld). 

É um filme que não chega a empolgar, se mostrando até frio em vários momentos, mas que vale como curiosidade para quem gosta de conhecer os bastidores de fatos históricos, no caso a captura de Eichmann.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Chumbo Grosso & Paul: O Alien Fugitivo


Chumbo Grosso (Hot Fuzz, Inglaterra / França, 2007) – Nota 7
Direção – Edgar Wright
Elenco – Simon Pegg, Nick Frost, Timothy Dalton, Jim Broadbent, Paddy Considine, Rafe Spall, Olivia Collman, Edward Woodward, Kenneth Cranham, David Bradley, Stuart Wilson, Martin Freeman, Bill Nighy, Steve Coogan, Cate Blanchett.

O policial Nicholas Angel (Simon Pegg) é transferido de Londres para a pequena cidade de Sandford. Mesmo com o local sendo aparentemente tranquilo, Nicholas está sempre alerta e desconfiado, principalmente com as atitudes de um empresário (Timothy Dalton). Ele ganha como parceiro o falador Danny Butterman (Nick Frost).

Quando mortes suspeitas começam a ocorrer, Nicholas é ridicularizado pelos colegas que acreditam em acidentes, sendo obrigado a investigar sozinho os possíveis crimes. 

O diretor Edgar Wright e os atores Simon Pegg e Nick Frost ficaram conhecidos pela paródia “Todo Mundo Quase Morto”. Aqui eles exploram o mesmo estilo, desta vez brincando com os clichês dos filmes policiais.

Apesar de ter uma legião de fãs, considero que a proposta do trio funciona em parte. Os dois primeiros terços do filme são mornos, com poucas piadas engraçadas. O ponto alto está nos alucinantes trinta minutos finais repletos de ação absurda e muito sangue. 

O resultado é positivo e agrada aos fãs de comédias malucas.

Paul: O Alien Fugitivo (Paul, EUA / Inglaterra, 2011) – Nota 7
Direção – Greg Mottola
Elenco – Simon Pegg, Nick Frost, Seth Rogen, Kristen Wiig, Jason Bateman, Jeffrey Tambor, John Carroll Lynch, Jane Lynch, Bill Hader, Joe Lo Truglio, David Koechner, Jesse Plemons, Sigourney Weaver, Blythe Danner.

Os ingleses Graeme (Simon Pegg) e Clive (Nick Frost) visitam a Comic Com em San Diego para tentar entregar a um famoso escritor de ficção científica uma cópia de uma revista em quadrinhos criada por eles. 

Após o evento, eles partem para realizar outro sonho, atravessar o deserto passando por locais famosos ligados a aparições de UFOs. Um pequeno acidente no início da viagem faz a dupla parar na estrada e dar de cara com o alienígena Paul (voz de Seth Rogen). 

O susto inicial se transforma em aventura quando Paul diz que fugiu da Área 51 e que precisa chegar a um determinado local. A dupla de nerds decide ajudar Paul, que está sendo perseguido por agentes do FBI (Jason Bateman, Bill Hader e Joe Lo Truglio). 

A reunião do diretor de “Superbad” com os astros ingleses de “Chumbo Grosso” e “Todo Mundo Quase em Pânico” já vale a sessão. O filme não chega a ser tão engraçado como poderia, mas por outro lado é impagável a atuação do alienígena com a voz de Seth Rogen. O personagem lembra o  Alf do antigo seriado, porém desbocado e beberrão. Vale destacar também a jovem religiosa vivida por Kristen Wigg e a química entre Simon Pegg e Nick Frost, além de algumas piadas sobre cultura pop. 

É basicamente um besteirol divertido.

domingo, 24 de junho de 2018

Caso 39

Caso 39 (Case 39, EUA / Canadá, 2009) – Nota 6
Direção – Christian Alvart
Elenco – Renée Zellweger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Bradley Cooper, Callum Keith Rennie, Adrian Lester, Kerry O’Malley, Cynthia Stevenson.

Emily (Renée Zellweger) é uma assistência social que dedica sua vida ao trabalho. Ao receber um novo caso, o de número de 39 de sua lista, ela decide visitar a família. 

A escola avisou o serviço social da dificuldade demonstrada pela garota Lilith (Jodelle Ferland) em se relacionar com outras crianças. Emily é mal recebida pelos pais (Callum Keith Rennie e Kerry O’Malley), que demonstram algo estranho em relação a filha, que parece assustada. 

Obcecada em descobrir o que ocorre naquela casa, Emily procura ajuda de um policial (Ian McShane), porém nem tudo é o que parece. 

É um filme que segue a cartilha dos suspenses que utilizam crianças como vítimas ou portadores de algo fora do comum. 

Por mais que algumas cenas de suspense sejam tensas, isso é pouco para salvar a história repleta de clichês. Praticamente tudo que ocorre é esperado pelo cinéfilo que acompanha o gênero. 

O filme prende a atenção, mas não apresenta nada de novo.

sábado, 23 de junho de 2018

Fora de Rumo

Fora de Rumo (Derailed, EUA / Inglaterra, 2005) – Nota 7
Direção – Mikael Hafstrom
Elenco – Clive Owen, Jennifer Aniston, Vincent Casssel, Melissa George, RZA, Xzibit, Tom Conti, Addison Timlin, David Morrissey, Denis O’Hare, Giancarlo Esposito, David Oyelowo.

Morando em um bela casa no subúrbio, Charles Schine (Clive Owen) é um executivo com uma aparente vida perfeita ao lado da esposa Deanna (Melissa George) e da filha Amy (Addison Timlin). 

Um certo dia indo para o trabalho de trem, Charlie cruza o caminho da bela Lucinda Harris (Jennifer Aniston). Um flerte inicial, um reencontro no trem dias depois, uma troca de telefones e uma forte atração os levam a um jantar. O que seria o início de um affair, se transforma em pesadelo por causa de um fato totalmente inesperado. 

Os melhores trabalhos do diretor sueco Mikael Hafstrom são “Raízes do Mal” e “A Maldição do Lago” que ele comandou em seu país natal. Seus filmes posteriores nos Estados Unidos não chegam a empolgar. Este “Fora de Rumo” marcou sua estreia no cinema americano de forma mediana. 

Até a primeira surpresa que ocorre no encontro entre os protagonistas o longa passa a impressão de que a história seria algo como “Atração Fatal”, porém o roteiro toma um rumo diferente levando até uma reviravolta no final. Esta surpresa não é difícil de ser descoberta pelo espectador acostumado com o gênero. 

O filme ganha pontos por deixar o espectador incomodado com a pressão sofrida pelo personagem de Clive Owen, por algumas sequências de violência e pela forte presença de Vincent Cassel. 

Não é um filme que fica marcado na mente do espectador, mas pelo menos prende a atenção.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Crimes Ocultos

Crimes Ocultos (Child 44, República Tcheca / Inglaterra / EUA / Rússia, 2015) – Nota 6,5
Direção – Daniel Espinosa
Elenco – Tom Hardy, Gary Oldman, Noomi Rapace, Joel Kinnaman, Fares Fares, Paddy Considine, Vincent Cassel, Nikolaj Lie Kaas, Agnieszka Grochowska, Jason Clarke, Ned Dennehy.

Moscou, 1953. Leo Demidov (Tom Hardy) é um oficial do exército soviético considerado herói nacional por sua participação na Segunda Guerra. 

Casado com a professora Raisa (Noomi Rapace), Demidov é invejado por outro oficial, o covarde Vasili (Joel Kinnaman). Uma acusação de traição contra sua mulher e um série de assassinatos de crianças obrigam Demidov a enfrentar o terrível regime comunista. 

Baseado no primeiro livro de um trilogia escrita por Tom Rob Smith, este longa foca em diversos temas ligados a antiga União Soviética de forma rasa. O personagem principal é um sobrevivente da tragédia de Holodomor na Ucrânia, fato citado rapidamente no início. 

O assassino das crianças é inspirado no psicopata real chamado Andrei Chikatilo, que matou mais de cinquenta pessoas entre 1978 e 1990 e que teve sua história contada em dois filmes, o razoável “Evilenko” e o ótimo “Cidadão X”

Para o governo soviético no comunismo não existiam criminosos violentos ou psicopatas. Este tipo de crime era acobertado e resolvido de uma forma em que a população jamais soubesse a verdade, situação que é bem detalhada neste “Crimes Ocultos” e nos dois filmes que citei. 

O roteiro explora também o medo das pessoas em serem denunciadas por traição, pois existiam espiões do governo infiltrados entre a população. 

É uma pena que o filme não se aprofunde nos temas. O resultado é apenas razoável.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A Torre Negra

A Torre Negra (The Dark Tower, EUA, 2017) – Nota 5,5
Direção – Nikolaj Arcel
Elenco – Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor, Dennis Haysbert, Claudia Kim, Jackie Earle Haley, Ben Gavin, Fran Kranz, Abbey Lee, Katheryn Winnick, Nicholas Pauling.

Em Nova York, o garoto Jake (Tom Taylor) sofre pela morte do pai e toda noite tem pesadelos com um estranho homem vestido de negro, um pistoleiro, uma torre e criaturas estranhas. 

O que Jake não sabe é que ele tem o poder de ver um mundo paralelo, onde um feiticeiro (Matthew McConaughey) utiliza o poder de crianças especiais para tentar derrubar a Torre Negra e assim levar vários mundos ao apocalipse. O último pistoleiro ainda vivo (Idris Elba) tem como único objetivo assassinar o feiticeiro para vingar a morte do pai (Dennis Haysbert). 

Os fãs da obra Stephen King tem toda a razão de ficarem decepcionados com esta adaptação. Os roteiristas condensaram oito livros em um filme com menos de uma hora e meia de duração. Até mesmo para quem não leu a coleção, fica claro que a história tinha potencial para alguém bem maior, talvez uma minissérie ou pelo menos dois filmes. 

O ritmo agitado e os efeitos especiais de primeira escondem uma história picotada. Não existe explicação para como surgiram os poderes do personagem de McConaughey, sobre a guerra no mundo paralelo e nem para as criaturas que se disfarçam de humanos. 

O resultado é um filme de ficção e ação genérico e totalmente esquecível.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A Grande Jogada

A Grande Jogada (Molly’s Game, China / EUA / Canadá, 2017) – Nota 7,5
Direção – Aaron Sorkin
Elenco – Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner, Michael Cera, Jeremy Strong, Chris O’Dowd, Brian Darcy James, Bill Camp, Graham Greene, J. C. Mackenzie, Justin Kirk.

Após sofrer um acidente durante um salto e perder a chance de disputar a prova de esqui em uma olimpíada, Molly Bloom (Jessica Chastain) decide ir para Los Angeles para curtir um ano sabático antes de entrar na universidade. 

Trabalhando como garçonete em um famoso clube noturno, Molly recebe a proposta de Dean Keith (Jeremy Strong), o dono do clube, para ser sua secretária e ajudá-lo a organizar um jogo de pôquer semanal entre celebridades. Molly descobre um novo mundo ao ver famosos apostando fortunas na mesa de carteado. 

Sendo maltratada por Dean, Molly decide utilizar os contatos do patrão para criar seu próprio jogo, mudando o local do porão da casa noturna para a suíte de um hotel de luxo. O empreendimento se torna um sucesso rapidamente, porém aos poucos vão surgindo problemas que a levam a enfrentar a justiça. 

A história real de Molly Bloom é praticamente desconhecida no Brasil, apesar da grande repercussão do caso nos EUA. O filme se alterna em duas narrativas. Uma mostra as negociações da protagonista e de seu advogado (Idris Elba) com o governo e entre eles mesmo sobre como enfrentar a acusação de participação nos negócios da Máfia Russa. 

A outra narrativa detalha “a carreira” de Molly através de sua forma de agir com os jogadores e de negociar dívidas. O roteiro que é baseado no livro escrito pela personagem real foca ainda na difícil relação com o pai (Kevin Costner). 

No filme não são citados os nomes das celebridades que participavam dos jogos, porém é de conhecimento geral que o patrão inicial da protagonista era o dono da famosa boate Viper Room em Los Angeles, local frequentando por artistas e que tem como marca trágica a morte do ator River Phoenix por overdose em 1993.

Outro nome conhecido é do ator Tobey Maguire, que no filme é batizado de “Ator X” e vivido por Michael Cera. Com certeza Maguire não deve ter gostado nada da forma como foi retratado.

terça-feira, 19 de junho de 2018

O Incidente

O Incidente (El Incidente, México, 2014) – Nota 7,5
Direção – Isaac Ezban
Elenco – Raul Mendez, Fernando Alvarez Rebeil, Humberto Busto, Hernan Mendoza, Nailea Norvind, Gabriel Santoyo, Paulina Montemayor.

Um policial (Raul Mendez) persegue dois irmãos (Fernando Alvarez Rebeil e Humberto Busto) dentro de um edifício até perceberem que estão presos nas escadas. As portas de saída estão seladas e não importa subir ou descer, as escadas são intermináveis. 

Uma segunda narrativa segue uma família viajando de carro por uma estrada que parece não ter fim. Padastro (Hernan Mendoza), mãe (Nailea Norvind) e o casal de filhos (Gabriel Santoyo e Paulina Montemayor) se desesperam ao descobrirem que estão presos em um loop infinito. 

Esta produção mexicana totalmente fora do comum marcou a estreia do diretor e roteirista Isaac Ezban em um longa metragem. Ezban explora a temática dos universos paralelos e das fendas no tempo para criar uma história que vai além da ficção científica. 

Apesar das interpretações serem fracas, o desenvolvimento dos personagens em relação a história é muito interessante. O roteiro mostra como os jovens se adaptam com mais facilidade as situações extremas, sempre procurando soluções, enquanto os mais velhos tendem a se acomodar diante da dificuldade. Tudo isso é detalhado na tela de forma criativa e bizarra. 

Mesmo com o diretor oferecendo uma explicação didática no final, este é um daqueles filmes obrigatórios para o cinéfilo que curte obras diferentes.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Honra ao Mérito

Honra ao Mérito (Thank You for Your Service, EUA / Índia / Canadá, 2017) – Nota 7
Direção – Jason Hall
Elenco – Miles Teller, Beulah Koale, Joe Cole, Scott Haze, Haley Bennett, Amy Schumer, Omar J. Dorsey, Keisha Castle Hughes, Brad Beyer, David Morse.

Três amigos retornam para a cidade de Topeka no Kansas após servirem ao exército no Iraque. O alivio pelo retorno para casa dura pouco, logo eles precisam enfrentar os problemas do dia a dia de uma pessoa normal e conviver com os traumas das lembranças dos confrontos no Iraque. 

Adam (Miles Telles) aparentemente tem uma vida feliz com a esposa (Haley Bennett) e o casal de filhos pequenos, porém não consegue expressar sua dor pelas tragédias que vivenciou. Solo (Beulah Koale) é bem recebido pela esposa (Keisha Castle Hughes), mas sofre com uma terrível perda de memória. O terceiro amigo é Billie (Joe Cole), que se desespera ao descobrir que a noiva o abandonou e o deixou sem dinheiro. 

A primeira vez que o cinema americano tratou dos traumas de guerra de forma realista foi com o drama “Amargo Regresso” de 1978. A partir daí, este tipo de tema se tornou praticamente um subgênero que vez por outra explora também a violência ou uma trama policial. Este longa que comento é um drama baseado numa história real. 

A reinserção de um ex-combatente na sociedade é algo extremamente complicado. A maioria tem experiência apenas militar e muitos vão carregar traumas pela vida inteira. O filme não apresenta surpresas, a questão principal é relatar esta situação através da difícil volta ao “mundo real” e o desprezo de como eles são tratados pelo governo. 

A tradução do título original seria “Obrigado Pelo Seu Serviço” e o complemento implícito seria “Agora o Problema é Seu”.

domingo, 17 de junho de 2018

Conan, o Bárbaro & Conan, o Destruidor


Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, EUA, 1982) – Nota 8
Direção – John Milius
Elenco – Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Max Von Sydow, Sandahl Bergman, Ben Davidson, Mako, Gerry Lopez, Valerie Quennessen, William Smith.

O personagem Conan foi criado na década de trinta como uma história em quadrinhos por Robert E. Howard e quase cinqüenta anos depois foi adaptado ao cinema pelo diretor John Milius (“Amanhecer Violento”, “O Vento e o Leão”), tendo sido o primeiro papel principal de Arnold Schwarzenegger. 

A história se passa há milhares de anos em uma época indefinida e começa com Conan ainda criança testemunhando sua vila sendo invadida pelo bando do feiticeiro Thulsa Doom (James Earl Jones) e seus pais acabando assassinados. 

Já adulto, agora vivido por Schwarzenegger, Conan se une a Valeria (Sandahl Berman) e Subotai (Gerry Lopez), dois ladrões que desejam receber uma recompensa para resgatar a filha do rei (Max Von Sydow) que foi seqüestrada por Thulsa Doom. O desejo maior de Conar é vingar a morte de seus pais. 

É um ótimo filme com cenas de ação competentes e muito sangue, além de bons coadjuvantes como James Earl Jones e Max Von Sydow. Até mesmo Schwarzenegger não compromete, em virtude de fazer seu melhor tipo de personagem, o do sujeito calado e violento. 

A história foi refilmada sem sucesso em 2011 com Jason Momoa no papel principal.

Conan, o Destruidor (Conan the Destroyer, EUA, 1984) – Nota 7
Direção - Richard Fleischer
Elenco - Arnold Schwarzenegger, Grace Jones, Wilt Chamberlain, Mako, Tracey Walter, Olivia D'Abo, Sarah Douglas, Sven Ole Thorsen.

O guerreiro Conan (Arnold Schwarzenegger) aceita um desafio da rainha Taramis (Sarah Douglas) acreditando que ela possa ressuscitar sua amada. A missão de Conan é roubar um artefato mágico que somente pode ser tocado por uma virgem, no caso a princesa Jehnna (Olivia D’Abo). 

Ao lado de Conan e da princesa seguem seu escudeiro Malak (Tracey Walter) e o grandalhão Bombaata (Wilt Chamberlain). Ao enfrentar os perigos do caminho, se unem ao grupo o feiticeiro Akiro (Mako) e a selvagem Zula (Grace Jones). 

Mesmo sem o impacto e a qualidade do primeiro filme, além de inserir algumas pitadas de comédia, esta sequência ainda é um bom filme de aventura. As cenas de ação continuam violentas e bem filmadas, com destaque para a agilidade de Grace Jones e o carisma de Schwarzenegger. O falecido astro de basquete Wilt Chamberlaind teve aqui seu único trabalho no cinema e até se saiu bem nas cenas de ação. 

sábado, 16 de junho de 2018

Kalinka

Kalinka (Au Nom de Ma Fille, França / Alemanha, 2016) – Nota 7
Direção – Vincent Garenq
Elenco – Daniel Auteuil, Sebastian Koch, Marie Josée Croze, Christelle Cornil.

Marrocos, 1974. André Bamberski (Daniel Auteuil) e sua esposa Dany (Marie Josée Croze) levam uma vida tranquila ao lado do casal de filhos pequenos. 

Quando André descobre que Dany está tendo um caso com um amigo do casal, o médico alemão Dieter Krombach (Sebastian Koch), a crise se inicia. André e Danny voltam para a França, mas ele descobre tempos depois que a esposa continua se encontrando com Krombach. O casal termina se separando. 

Em 1982, André vive com outra mulher (Christelle Cornil), enquanto a ex-esposa e o amante moram na Alemanha. No verão daquele ano, os filhos já adolescentes viajam para passar as férias com a mãe. De forma estranha, a filha Kalinka morre durante uma noite. Desesperado em descobrir o que ocorreu, André inicia uma investigação acreditando que Krombach matou sua filha. A luta para provar a culpa do médico seguirá até 2009. 

Baseado numa história real, este longa foca na obsessão do pai que dedicou sua vida para buscar justiça para a filha. Do crime até a resolução do caso foram 27 anos, porém se contar desde o início da crise em 1974 seriam 35 anos de uma inacreditável história. 

Pela história ser extremamente longa, o diretor preferiu dividir a narrativa em tópicos referentes as situações mais importantes. Todo este período é condensado em menos de uma hora e meia. Isso não chega a atrapalhar o entendimento dos acontecimentos, mas termina pode deixar de lado alguns detalhes como a crise de relacionamento de André com seu filho na fase adulta e as informações sobre qual o trabalho do protagonista, que com certeza gastou uma fortuna para manter o caso vivo na justiça. 

É uma história que poderia render até uma minissérie, mas que mesmo de forma resumida merece ser conhecida pela tragédia e pelo absurdo das situações.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

De Encontro com a Vida

De Encontro com a Vida (Mein Blind Date Mit Dem Leben, Alemanha, 2017) – Nota 6,5
Direção – Marc Rothemund
Elenco – Kostja Ullmann, Jacob Matschenz, Anna Maria Muhe, Johann von Bullow, Alexandre Held.

Ainda no colégio, Saliya (Kostja Ullman) descobre que tem uma séria doença nos olhos. Após uma cirurgia, ele fica apenas com cinco por cento da visão. Mesmo com uma incrível dificuldade, Saliya termina os estudos em um colégio normal e sonha em conseguir trabalhar em algum hotel. 

Após várias negativas de hotéis, ele decide esconder seu problema e se candidatar a uma vaga em um hotel de luxo em Munique. Ele consegue um chance para trabalhar no local, mas tem de lutar diariamente para esconder sua deficiência e assim ser efetivado. 

Baseado em uma história real, este é o tipo de longa produzido para fazer o espectador se sentir bem, o que termina escondendo as falhas no roteiro e abusando um pouco do exagero. O filme tem algumas sacadas divertidas no estilo das comédias românticas americanas, como as cenas com o amigo descolado (Jacob Matschenz). O relacionamento com Laura (Anna Maria Muhe) também segue os clichês do gênero. 

Por mais que o espectador aceite a “liberdade artística”, fica complicado acreditar que poucas pessoas percebiam o problema visual do protagonista, além de algumas tarefas que seriam praticamente impossíveis dele fazer serem desempenhadas com naturalidade. 

A crise enfrentada pelo protagonista na parte final e a mudança drástica de atitude de um coadjuvante são outros pontos que incomodam bastante. 

Quem procura emoção fácil e algumas cenas engraçadinhas vai ser divertir com o longa, porém se o objetivo é ver algo mais próximo da realidade, o filme será uma decepção.

Finalizando, o protagonista é quase um sósia do ator Gael Garcia Bernal.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Era Uma Vez em Nova York

Era Uma Vez em Nova York (The Immigrant, EUA, 2013) – Nota 6,5
Direção – James Gray
Elenco – Marion Cotillard, Joaquin Phoenix, Jeremy Renner, Dagmara Dominczyk, Jicky Schnee.

Nova York, 1921. As irmãs polonesas Ewa (Marion Cotillard) e Clara (Jicky Schnee) chegam à cidade de navio e são barradas na imigração. Clara está com tuberculose e por isso é levada para um hospital onde terá de ficar pelo menos por seis meses, enquanto Ewa será deportada porque seus tios que deveriam estar esperando não apareceram no local. 

Desesperada, Ewa consegue ajuda de um sujeito chamado Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que aparentemente tem algum tipo de contato dentro da imigração. Bruno consegue libertar Ewa e promete ajudar sua irmã Clara, mas em troca a garota terá de trabalhar como prostituta. Mesmo relutante, ela acaba aceitando a proposta. Quando entra em cena o mágico Emil (Jeremy Renner), que é primo de Bruno, cria-se um complicado triângulo amoroso. 

Por mais que a reconstituição de época seja sensacional, a história é basicamente um dramalhão novelesco. A questão da exploração sexual é abordada de forma até light demais, com o personagem de Joaquin Phoenix estando mais para uma paizão manipulador do que um cafetão violento. 

Os problemas do filme continuam nas interpretações teatrais e exageradas de Marion Cotillard e Joaquim Phoenix, principalmente na segunda parte quando entra em cena o personagem de Jeremy Renner. 

É um filme que não empolga. No meu caso faltou também empatia pelos personagens.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Lembranças de um Verão

Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, EUA, 2001) – Nota 8
Direção – Scott Hicks
Elenco – Anthony Hopkins, Anton Yelchin, Hope Davis, Mika Boorem, David Morse, Alan Tudyk, Tom Bower, Celia Weston, Adam LeFevre, Will Rothhaar.

Após ser avisado da morte de um amigo de infância, o fotógrafo Bobby Garfield (David Morse) segue para acompanhar o funeral em sua cidade natal. A volta para a pequena cidade desperta lembranças do último verão que ele passou no local quando tinha onze anos de idade. 

A partir daí, a narrativa volta para os anos sessenta, quando Bobby (Anton Yelchin) aproveitava a infância ao lado de Sully (Will Rothhaar) e Carol (Mika Boreem). Neste último verão, a mãe de Bobby (Hope Davis) que era viúva, sonhava em conseguir uma promoção no emprego e também um novo companheiro. 

Precisando de dinheiro, ela aluga o andar de cima da casa para o Ted Brautigan (Anthony Hopkins), um homem misterioso que chegou a cidade e que termina por criar um estreito laço de amizade com Bobby. 

O ar de nostalgia que permeia a narrativa é um dos grandes acertos deste sensível longa sobre um tipo de infância e também um mundo que não existe mais. Por sinal, o filme é baseado em um conto de Stephen King e tem algumas semelhanças com o hoje clássico “Conta Comigo”. 

O roteiro explora também o amadurecimento do protagonista vivido pelo ótimo Anton Yelchin, que infelizmente faleceu de forma trágica em um acidente em 2016, quando tinha apenas vinte e sete anos e uma carreira consolidada. A química de seu personagem com o veterano Anthony Hopkins é sensacional, resultando em momentos emocionantes. 

É um filme marcante, que merece ser mais conhecido.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Quebra de Conduta

Quebra de Conduta (Mobius, França / Bélgica / Luxemburgo, 2013) – Nota 6
Direção – Eric Rochant
Elenco – Jean Dujardin, Cécile de France, Tim Roth, Emilie Dequenne, John Lynch, Wendell Pierce, Vladimir Menshov.

Em Paris, a bela Alice (Cécile de France) é uma especialista em finanças que está proibida de trabalhar nos Estados Unidos. A chance de voltar ao país surge quando a CIA a contrata para se aproximar do corrupto magnata russo Ivan Rostovsky (Tim Roth). 

Ela aceita a proposta, mas não sabe que o serviço secreto russo também está investigando Rostovsky. Um grupo liderado pelo agente Moise (Jean Dujardin) tem o objetivo de encontrar provas contra o magnata. A situação fica ainda mais complicada quando Moise se envolve com Alice sem revelar sua verdadeira identidade. 

A complexa trama de espionagem envolvendo dois governos e um corrupto milionário em momento algum engrena. O longa tem apenas uma cena de ação envolvendo uma briga dentro de um antigo elevador. O restante da história tem foco principal no relacionamento amoroso entre os protagonistas, transformando o que seria um suspense em um drama romântico. 

É uma pena, a premissa de espionagem tinha tudo para render um filme muito melhor.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Segurança em Risco & Assassinos Múltiplos


Segurança em Risco (Security, EUA, 2017) – Nota 6,5
Direção – Alain Desrochers
Elenco – Antonio Banderas, Ben Kingsley, Liam McIntyre, Cung Le, Chad Lindberg, Katherine Mary de la Rocha.

Eddie Deacon (Antonio Banderas) é um veterano do exército que estava desempregado há mais de um ano e que consegue um emprego de segurança noturno em um shopping. Na primeira noite de trabalho junto com uma equipe de quatro outros seguranças, Eddie encontra uma adolescente (Katherine Mary de la Rocha) pedindo socorro na porta do shopping. Ele dá abrigo a garota que está sendo perseguida por uma quadrilha de assassinos por ser testemunha de um crime. É o início de uma noite terror dentro do shopping.

Por mais que o roteiro explore uma típica história de policial B repleta de clichês, este longa resulta num interessante passatempo para quem gosta de ação. Não espere boas interpretações ou realidade, a proposta é prender a atenção através das boas cenas de ação recheadas de tiros e violência.

Os astros Antonio Banderas e Ben Kingsley parecem se divertir como herói e vilão respectivamente. 

Assassinos Múltiplos (Acts of Vengeance, Bulgária, 2017) – Nota 5,5
Direção – Isaac Florentine
Elenco – Antonio Banderas, Paz Vega, Karl Urban, Johnathon Schaech, Robert Forster.

Frank Valera (Antonio Banderas) é um bem sucedido advogado que fez carreira defendendo criminosos. Quando sua esposa e filha são assassinadas, Frank se entrega a culpa e a bebida. Um determinado fato faz com que ele procure retomar o rumo de sua vida com o objetivo de encontrar o assassino de sua família. 

Os clichês cinematográficos as vezes são bem explorados como no filme que comentei acima, mas quase sempre são sinônimos de falta de criatividade do diretor e do roteirista. Este “Assassinos Múltiplos” se encaixa na segunda opção. A jornada do protagonista vivido por Antonio Banderas do sucesso profissional até o fundo do poço, seguido pelo reviravolta em busca da vingança, além de previsível está recheada de absurdos, incluindo alcoolismo, brigas clandestinas e autoajuda para superar o trauma. 

Uma verdadeira salada russa dirigida pelo péssimo Isaac Florentine e uma enorme bola fora na carreira de Antonio Banderas.

domingo, 10 de junho de 2018

Escrito nas Estrelas

Escrito nas Estrelas (Serendipity, EUA, 2001) – Nota 7,5
Direção – Peter Chelsom
Elenco – John Cusack, Kate Beckinsale, Jeremy Piven, Bridget Moynahan, Molly Shannon, Eugene Levy, John Corbett.

Alguns dias antes do Natal, Jonathan (John Cusack) e Sara (Kate Beckinsale) se cruzam numa famosa loja de departamentos em Nova York. Mesmo estando em outros relacionamentos, Jonathan e Sara passam algumas horas juntos pela cidade. 

Como Sara acredita no destino, ela cria algumas situações que terão de se confirmar para os dois poderem trocar telefones e voltarem a se ver. Os desafios dão errado e eles perdem o contato. 

Anos depois, Jonathan está se preparando para casar com Halley (Bridget Moynahan), enquanto Sara também está prestes a casar com o músico Lars (John Corbett). Mesmo assim, os dois ainda sonham em se reencontrar. A partir daí, eles precisarão novamente da ajuda do destino. 

Esta simpática comédia romântica bebe na fonte de sucessos dos anos noventa como “Mensagem Para Você” e “Enquanto Você Dormia”, com a diferença de explorar o destino como cupido. Este é o ponto principal que o espectador deve aceitar para se divertir com a história. 

Por mais que seja absurdo, o roteiro foca nas pequenas pistas que influenciam nas decisões de cada pessoa. Pode ser um objeto, um local ou uma música que nos faça lembrar de alguém ou ainda escolher algo de acordo como nossa intuição.  

Tudo isso ganha pontos pelas simpáticas interpretações e pela química entre John Cusack e a belíssima Kate Beckinsale. Vale destacar ainda as divertidas participações de Molly Shannon e Eugene Levy. 

Filme indicado para quem curte uma comédia romântica.

sábado, 9 de junho de 2018

Columbus Circle

Columbus Circle (Columbus Circle, EUA, 2012) – Nota 6
Direção – George Gallo
Elenco – Selma Blair, Amy Smart, Jason Lee, Giovanni Ribisi, Beau Bridges, Kevin Pollak, Jason Antoon, Robert Guillaume, Samm Levine.

Uma idosa é assassinada dentro do próprio apartamento em um edíficio de luxo no bairro de Columbus Circle em Nova York. A vizinha da frente é a reclusa Abigail (Selma Blair), que não sai do apartamento há anos. 

Quando um casal (Amy Smart e Jason Lee) muda para o apartamento da vítima, Abigail cria um laço de amizade com a garota que sofre com os abusos do marido. 

Enquanto uma dupla de detetives (Giovanni Ribisi e Jason Antoon) investiga a morte da idosa, Abigail não imagina que ela mesma pode ser um novo alvo do criminoso. 

A primeira parte do longa prende a atenção enquanto detalha aos poucos a causa do isolamento da protagonista e também as falsas aparências de alguns personagens. Infelizmente na parte final o roteiro cria uma reviravolta cheia de furos. 

Personagens como o detetive interpretado por Giovanni Ribisi e o amigo da protagonista vivido por Beau Bridges são mal desenvolvidos. 

O resultado é um suspense que deixa a desejar.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O Jantar

O Jantar (The Dinner, EUA, 2017) – Nota 5,5
Direção – Oren Moverman
Elenco – Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan, Rebecca Hall, Michael Chernus, Seamus Davey Fitzpatrick.

Paul Lohman (Steve Coogan) e sua esposa Claire (Laura Linney) são convidados para jantar em um restaurante de luxo com o irmão dele, o candidato a governador Stan (Richard Gere) e sua mulher Katelyn (Rebecca Hall). 

Paul é um professor de história cínico que fala o que vem a cabeça, que aparentemente é tratado com carinho pela esposa, porém desprezado pelo filho adolescente (Seamus Davey Fitzpatrick). 

O que Paul ainda não sabe é o porquê do convite do irmão, com quem tem um relação complicada e que esconde um problema a ser resolvido. Assim que os casais se encontram no restaurante, os conflitos surgem e o motivo do jantar vem à tona. 

A premissa do roteiro escrito pelo diretor Oren Moverman, que se baseou em livro, tem um bom potencial, porém a montagem é confusa e a narrativa cansativa. As discussões no restaurante são intercaladas por uma narrativa que explora dois flashbacks. A primeira mostra o fato que envolve os filhos de cada casal e que causou o encontro, enquanto a segunda detalha os problemas enfrentados pelo personagem de Steve Coogan. 

A participação do ator inglês é curiosa. Sua atuação é a melhor do elenco, mas ao mesmo tempo seu personagem é insuportável. 

A tentativa do diretor em fazer uma crítica social aos hábitos da classe alta e dos jovens sem limites se perde nos erros citados anteriormente. É uma pena, o material tinha tudo para render um filme bem melhor.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Cobra Kai

Cobra Kai (Cobra Kai, EUA, 2018)
Elenco – Ralph Macchio, William Zabka, Courtney Henggeler, Xolo Maradueña, Tanner Buchannan, Mary Mouser, Jacob Bertrand, Nichole Brown, Griffin Santopietro, Gianni Decenzo.

Esta série é com certeza a maior surpresa do ano. Quem poderia imaginar que trinta e quatro anos depois, a franquia “Karatê Kid” renasceria com uma história divertida, com pitadas de drama e as clássicas lutas de karatê. 

A história começa mostrando Johnny Lawrence (William Zabka), que foi derrotado na adolescência por Daniel LaRusso (Ralph Macchio), hoje como um sujeito fracassado que perdeu o emprego, está divorciado e tem um péssimo relacionamento com o filho Robby (Tanner Buchannan). 

Em paralelo, Daniel é dono de uma rede de concessionárias de automóveis, tem uma bela esposa (Courtney Henggeler) e um casal de filhos (Mary Mouser e Griffin Santopietro). 

A vida de Johnny começa a mudar quando cruza o caminho do jovem latino Miguel (Xolo Maradueña). Mesmo relutante, ele aceita ajudar o garoto a aprender karatê para se defender dos valentões da escola. Quando Daniel descobre que Johnny pretende reabrir o dojo Cobra Kai, os conflitos do passado entre os dois voltam à tona. 

O roteiro praticamente atualiza a história de Karatê Kid, brincando com as diferenças entre as gerações, com o politicamente correto e deixando claro que personagem algum é perfeito. 

A série também é um renascimento para os atores Ralph Macchio e William Zabka. Macchio foi um grande astro com os três filmes “Karatê Kid” e com o cult “A Encruzilhada”, porém sua carreira praticamente acabou nos anos oitenta, tendo somente papéis esporádicos nos anos seguintes. 

Zabka tem semelhanças com seu personagem aqui. Ele sempre foi um desconhecido, sua carreira jamais decolou após “Karatê Kid”, tendo apenas papéis pequenos nos últimos trinta anos. Por uma estranha curiosidade, o personagem de Zabka aqui é mais interessante do que o de Macchio, assim como sua interpretação é melhor também. 

Por enquanto foram dez episódios de trinta minutos cada, porém um gancho enorme e o surpreendente sucesso com certeza renderão uma merecida segunda temporada.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Serpico

Serpico (Serpico, EUA, 1973) – Nota 8
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Al Pacino, John Randolph, Jack Kehoe, Tony Roberts, Cornelia Sharp, Biff McGuire, James Tolkan, M. Emmet Walsh, Kenneth McMillan, F. Murray Abraham, Allan Rich, Barbara Eda Young.

Na sequência inicial, o detetive Frank Serpico (Al Pacino) é levado para a emergência de um hospital após ser baleado. A trama volta para o final dos anos sessenta, quando Serpico se formou na academia e iniciou sua carreira na polícia. 

Não demora para ele perceber a corrupção que domina a polícia de Nova York. Ao se recusar de participar da arrecadação de dinheiro extorquido pelos parceiros, Serpico se torna persona non grata dentro da corporação. 

Sua relação com Leslie (Cornelia Sharpe) o leva a conhecer a contracultura e sua rebeldia vem à tona, fato que dificulta ainda mais sua relação com os colegas. Com o passar do tempo, Serpico sofre ao ter que decidir se denuncia a corrupção ou se fecha os olhos e segue sua vida. 

Dois anos antes do diretor Sidney Lumet e o astro Al Pacino entregarem o clássico “Um Dia de Cão”, a dupla fez este ótimo longa sobre a corrupção policial baseado num livro de Peter Maas. 

Esqueçam a Manhattan globalizada dos dias atuais, aqui vemos a ameaçadora Nova York dos anos setenta, uma cidade suja, repleta de traficantes, prostitutas e policiais corruptos. 

O roteiro escrito por Waldo Salt detalha de uma forma humana o sofrimento do honesto protagonista em meio a tentação do dinheiro do fácil e a pressão dos parceiros. São várias situações em que Serpico é tratado com desprezo por outros policiais, enganado por superiores e forçado a mudar de delegacia imaginando encontrar um mundo melhor. 

O resultado é um filme obrigatório.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Marcando Território

Marcando Território (Standoff, EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Adam Alleca
Elenco – Thomas Jane, Laurence Fishburne, Ella Ballentine, Jim Watson, Joanna Douglas.

Durante um funeral em um cemitério isolado, um assassino profissional (Laurence Fishburne) mata a viúva, o padre e dois seguranças que acompanhavam a cerimônia. 

Antes de fugir, ele percebe que uma garotinha (Ella Balletine) tirou fotos do crime. O assassino mata o tio da menina, que foge até chegar a uma casa numa pequena fazenda. 

A garota é recebida pelo dono (Thomas Jane), que a leva para o primeiro andar, enquanto o assassino chega a térreo. Os dois homens trocam tiros e ficam feridos, iniciando uma terrível disputa física e psicológica. 

A guerra entre apenas dois homens se tornou comum no cinema após o sucesso do clássico “Inferno no Pacífico” dirigido por John Boorman em 1968. O tema foi explorado com diversas variações, até mesmo em um conflito em outro planeta no ótimo “Inimigo Meu”. 

A simplicidade deste tipo de trama funciona de acordo com a criatividade do diretor e a qualidade dos diálogos. Neste filme que comento, o acerto está em colocar uma garota como estopim do conflito e inserir um trauma do passado na vida do personagem de Thomas Jane. 

As cenas de ação são bem filmadas, porém o pouco espaço do local limita a criatividade para algo diferente neste tipo de sequência. Os diálogos e o climax são previsíveis. 

O resultado é um filme que prende a atenção para quem não exigir muito.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Relógio Verde & Envolto nas Sombras


O Relógio Verde (The Big Clock, EUA, 1948) – Nota 8
Direção – John Farrow
Elenco – Ray Milland, Charles Laughton, Maureen O’Sullivan, George Macready, Rita Johnson, Elsa Lanchester.

George Stroud (Ray Milland) é um executivo de uma grande editora que planeja sair de férias com sua esposa Georgette (Maureen O’Sullivan) após anos de trabalho sem descanso para o empresário Earl Janoth (Charles Laughton). 

Especialista em encontrar pessoas que se escondem por causa de escândalos ou que são foragidas da lei, George é pressionado por Janoth para aceitar mais um trabalho ao invés de sair de férias. A crise que se instala entre os dois aumenta quando a bela atriz Pauline (Rita Johnson), que é amante de Janoth, decide se aproximar de George. 

Este ótimo longa noir tem como ponto principal a rocambolesca trama, em que o protagonista vivido por Ray Milland utiliza toda sua inteligência e criatividade para resolver um crime que ocorre no meio da história. 

Destaque também para o trabalho do esquecido diretor John Farrow, que consegue imprimir um ritmo ágil e criar soluções divertidas para manter o suspense, com a maioria destas cenas filmadas dentro do edifício da editora. 

As atuações de Ray Milland e do grande Charles Laughton são outros positivos, com o segundo perfeito como o empresário arrogante. 

É uma ótima opção para que gosta de longas antigos do gênero.

Envolto nas Sombras (The Dark Corner, EUA, 1946) – Nota 7
Direção – Henry Hathaway
Elenco – Mark Stevens, Lucille Ball, Clifton Webb, William Bendix, Kurt Krueger, Cathy Downs.

Após cumprir dois anos de prisão, Bradford Galt (Mark Stevens) tenta retomar a vida como detetive particular. Ao ser seguido por um estranho (William Bendix), Galt acredita que o sujeito esteja trabalhando para seu antigo parceiro Tony Jardine (Kurt Krueger). 

Quando Jardine é assassinado, Galt se torna o principal suspeito. Com a ajuda de sua secretária (Lucille Ball), o detetive precisa descobrir quem encomendou o assassinato e assim provar sua inocência. 

Este competente longa de estilo noir inclui ainda um velho milionário (Clifton Webb) e sua jovem esposa interesseira (Cathy Downs), resultando numa trama repleta de mentiras, traições e violência. 

O diretor Henry Hathaway era uma verdadeiro operário de Hollywood. Dos anos trinta até o início dos setenta, Hathaway dirigiu quase setenta filmes, a maioria deles policiais e westerns, com destaque para “Os Filhos de Katie Elder” e o original “Bravura Indômita”, os dois protagonizados por John Wayne. 

A curiosidade neste longa que comento é a participação da atriz Lucille Ball em um papel sério. Ela que no início dos anos cinquenta, ainda nos primórdios da tv, ficaria famosa com o seriado “I Love Lucy”. Ela repetiu a personagem Lucy em diversos filmes para a tv e em cinco versões do seriado em épocas diferentes. 

domingo, 3 de junho de 2018

Em Busca da Terra do Nunca

Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, EUA / Inglaterra, 2004) – Nota 8
Direção – Marc Forster
Elenco – Johnny Depp, Kate Winslet, Julie Christie, Radha Mitchell, Dustin Hoffman, Freddie Highmore, Joe Prospero, Ian Hart, Kelly Macdonald.

Londres, 1903. O escritor J. M. Barrie (Johnny Depp) procura novas ideias para uma peça de teatro após sua última adaptação ser recebida de forma fria pelo público. A inspiração surge quando Barrie cruza o caminho da viúva Sylvia (Kate Winslet) e de seus quatro filhos pequenos. 

Desiludido com seu casamento com Mary (Radha Mitchell), Barrie cria uma relação quase paternal com os filhos de Sylvia, principalmente com o sensível e inteligente Peter (Freddie Highmore), que ainda sofre bastante pela perda do pai. A convivência do escritor com as crianças resulta na criação do clássico da literatura infantil “Peter Pan”. 

Misturando drama e fantasia, o diretor Marc Forster entrega um longa de extrema sensibilidade baseado numa história que foca nas relações familiares, no sofrimento pela perda e na busca da felicidade. 

As brincadeiras lúdicas entre o escritor e as crianças recriam um tipo de infância que praticamente não existe mais, onde a imaginação e a criatividade eram os pontos principais. As sequências de fantasia são destaque, principalmente na parte final com a encenação da peça. 

As atuações de Johnny Depp, Kate Winslet e do então garoto Freddie Highmore são outros destaques. Mesmo entendendo que possivelmente a relação entre os personagens de Depp e Winslet tenha sido mais íntima na vida real, deixar isso de lado em momento algum atrapalha o resultado. 

É um filme mais do que recomendado.

sábado, 2 de junho de 2018

Wheelman: Motorista de Fuga

Wheelman: Motorista de Fuga (Wheelman, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Jeremy Rush
Elenco – Frank Grillo, Caitlin Carmichael, Garrett Dillahunt, Wendy Moniz, Shea Whigham, John Cenatiempo, Slaine.

Um sujeito (Frank Grillo) negocia a compra de um carro roubado em um local ermo. Em seguida, ele dá carona para dois homens que estão armados e preparados para assaltar um banco. 

Enquanto os ladrões entram no banco, o motorista recebe uma ligação de um desconhecido. O estranho diz que os ladrões irão matá-lo e que ele precisa abandonar os sujeitos e fugir com o dinheiro. O motorista segue a dica e logo percebe que entrou numa grande enrascada. 

Este filme de baixo orçamento e curta duração é uma agradável surpresa para quem gosta de tramas policiais que envolvem automóveis. Praticamente todo o filme se passa com o personagem de Frank Grillo dentro do carro, com direito a algumas boas sequências de perseguição e diálogos tensos repletos de palavrões e ameaças através de celulares. 

A história acontece durante algumas horas numa mesma noite, lembrando um pouco o estilo de filmar do diretor Michael Mann. Gosto bastante de filmes que exploram a fotografia noturna urbana, geralmente resultando em um ótimo clima para tramas policiais e de suspense. 

Para quem tiver curiosidade, a produção deste longa é da Netflix.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

La Casa de Papel

La Casa de Papel (La Casa de Papel, Espanha, 2017)
Criador – Álex Pina
Elenco – Úrsula Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Paco Tous, Pedro Alonso, Alba Flores, Miguel Herran, Jaime Lorente, Esther Acebo, Darko Peric, Enrique Arce, Kiti Manver.

Oito ladrões invadem a Casa da Moeda em Madrid na Espanha. Usando máscaras de Salvador Dali, eles tomam como reféns os funcionários e um grupo de estudantes que estava em excursão no local. 

A polícia e o serviço secreto espanhol rapidamente cercam o local liderados pela inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño) e passam a negociar com um sujeito que se intitula “O Professor” (Álvaro Morte). 

O diferencial é que o homem na verdade está escondido em outro local comandando o assalto através de uma parafernália tecnológica e dando suporte aos parceiros que estão na Casa do Moeda. É o início de uma longa negociação. 

Por mais que tramas de roubos mirabolantes sejam comuns no cinema, esta ótima série inova na questão do que realmente eles pretendem roubar e na forma que isso será feito. A série tem vários pontos positivos. A tensão crescente entre os próprios ladrões e alguns reféns, as relações que se criam entre vários personagens, as cenas de ação, as reviravoltas e principalmente a criatividade fora do comum do Professor. A narração em off da personagem Tokio (Úrsula Corberó) é outro acerto, assim como as cenas em flashback que detalham a preparação do roubo. 

O sucesso merecido vai render uma nova temporada, o que me deixa com um pé atrás. A trama aqui é praticamente fechada, uma sequência tende a ser completamente diferente, o que pode afetar a qualidade e tirar o interesse do espectador. 

Enquanto isso, assistam esta ótima primeira temporada. Mesmo levando em conta alguns furos e exageros, a série é um belíssima diversão para quem gosta do gênero.