domingo, 31 de maio de 2020

Um Novo Amor & Refém da Paixão


Um Novo Amor (At Middleton, EUA, 2013) – Nota 7,5
Direção – Adam Rodgers
Elenco – Andy Garcia, Vera Farmiga, Taissa Farmiga, Spencer Rocco Lofranco, Nicholas Braun, Tom Skerritt, Peter Riegert, Mirjana Jokovic, Daniella Garcia Lorido, Stephen Borrello.

George (Andy Garcia) é um cirurgião cardíaco que está levando seu filho Conrad (Spencer Rocco Lofranco) para visitar a Universidade de Middleton. Edith (Vera Farmiga) também acompanha sua filha Audrey (Taissa Farmiga). Conrad não demonstra interesse nesta universidade, mas Audrey está animada em conhecer um famoso escritor que é professor no local.

Enquanto os filhos seguem um monitor em uma excursão pelo campus, George e Edith terminam se separando do grupo. Mesmo tendo vidas bem diferentes, os dois parecem reencontrar a felicidade enquanto conversam e se aventuram pela universidade. 

Esta simpática comédia com toques de drama foca em momentos opostos da vida, de um lado os pais que precisam enfrentar a vida real cheia de frustrações e do outro os jovens que estão começando a vida e que acreditam saber tudo, quando na verdade não sabem praticamente nada. 

O ponto alto do longa é a química entre os personagens de Andy Garcia e Vera Farmiga. Diálogos espirituosos despertam sentimentos que estavam represados há muito tempo. Como se eles voltassem a ser jovens por um dia, tendo pelo menos a esperança de que a vida poderia ser diferente. 

Vale citar que as atrizes Vera e Taissa Farmiga que interpretam mãe e filha na verdade são irmãs. Ela tem onze anos de diferença na idade.

Refém da Paixão (Labor Day, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – Jason Reitman
Elenco – Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Tobey Maguire, Tom Lipinski, Maika Monroe, Clark Cregg, James Van Der Beek. J.K. Simmons, Brooke Smith, Lucas Hedges.

Em 1987, numa pequena cidade na divisa com o Canadá, a divorciada Adele (Kate Winslet) e seu filho adolescente Henry (Gattlin Griffith) são abordados por Frank (Josh Brolin), um presidiário que fugiu do hospital após passar por uma cirurgia.

A depressiva Adele aceita esconder Frank em sua casa por uma noite. Aos poucos, o fugitivo cria um laço com Henry e se mostra um sujeito completamente diferente do que se espera de um criminoso. Em rápidos flashbacks surgem pistas de qual crime Frank cometeu.

O roteiro adaptado de um livro de sucesso pelo diretor Jason Reitman foca em personagens solitários que por um pequeno espaço de tempo acreditam que possam formar uma nova família. A protagonista vivida por Kate Winslet é depressiva, enquanto o filho tenta substituir o papel do pai que abandonou a família. O personagem de Josh Brolin é a esperança de uma nova vida.

O filme ganha pontos por não apelar para violência ou heroísmos, o foco principal acaba sendo os sentimentos de cada personagem. Vale citar a narração em off do personagem Henry já adulto, vivido por Tobey Maguire.

sábado, 30 de maio de 2020

Dois Lados de um Crime

Dois Lados de um Crime (A Crooked Somebody, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Trevor White
Elenco – Rich Sommer, Clifton Collins Jr., Joanne Froggatt, Ed Harris, Amy Madigan, Amanda Crew, Randee Heller, Paul Ben Victor, Greg Audino, Michael Mosley.

Michael Vaughan (Rich Sommer) é um médium picareta que engana as pessoas fazendo elas acreditaram que ele recebe mensagens dos mortos. 

Após uma palestra, Michael é sequestrado pelo atormentado Nathan (Clifton Collins Jr.), que anos atrás assassinou um homem. Nathan acreditou nas mentiras de Michael e agora deseja que o médium envie uma mensagem para a filha da vítima. 

Tudo fica ainda mais complicado e também interessante para Michael, quando este descobre que o crime de Nathan se refere a um famoso caso em que o corpo da vítima jamais foi encontrado. 

Esta produção sem grandes expectativas acerta em cheio ao entregar uma trama atual que explora a desonestidade de um profeta charlatão com a sede da mídia por tragédias. 

O talento do protagonista em manipular as pessoas cria uma situação bizarra que gera pelo menos duas reviravoltas, chegando até um final cheio de cinismo e hipocrisia. 

Sem grande nomes no elenco, a curiosidade fica para as pequenas participações de Ed Harris e Amy Madigan que interpretam os pais do protagonista e que são casados na vida real desde 1983, além de trabalharem juntos em diversos filmes.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Partida Fria

Partida Fria (The Coldest Game, Polônia / EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Lukasz Kosmicki
Elenco – Bill Pullman, Lotte Verbeek, James Bloor, Robert Wieckiewicz, Aleksey Serebryakov, Corey Johnson, Nicholas Farrell, Evgeniy Sidikhin, Cezary Kosinski.

Em meio a chamada “Crise dos Mísseis de Cuba” em 1962, uma partida de xadrez entre os campeões americano e russo está marcada para Varsóvia, na Polônia. 

A morte inesperada do campeão americano leva o governo a “raptar” o antigo jogador Joshua Mansky (Bill Pullman), hoje um professor entregue a bebida. Ele aceita o desafio, sem imaginar que estará se envolvendo em uma complexa trama de espionagem, que vai muito além disputa de xadrez. 

O roteiro escrito pelo diretor polonês Lukasz Kosmicki utiliza a a história real da Crise dos Mísseis para criar uma trama de espionagem com toques de cinismo, ironia e violência. O filme tem traições, agentes duplos e poucas cenas de suspense. As sequências dos jogos de xadrez acabam ficando em segundo plano. 

Bill Pullman interpreta um personagem atormentado que lembra seu papel na série “The Sinner”, enquanto o destaque fica para o polonês Robert Wieckiewicz como o gerente do hotel que também adora beber e que leva o protagonista para um passeio noturno por Varsóvia. 

Como curiosidade, realmente ocorreu uma partida de xadrez entre o campeão americano Bobby Fischer e o russo Boris Spassky, porém na Islândia em 1972, tema que inclusive rendeu o filme “O Dono do Jogo” em 2014. 

O resultado aqui é um filme mediano, correto e esquecível.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Ad Astra: Rumo às Estrelas

Ad Astra: Rumo às Estrelas (Ad Astra, EUA, 2019) – Nota 7
Direção – James Gray
Elenco – Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga, Donald Sutherland, Kimberly Elise, Loren Dean, John Ortiz, Donnie Keshawarz, John Finn, Lisagay Hamilton, Sean Blakemore, Bobby Nish, Liv Tyler.

Em um futuro próximo, os humanos criaram estações espaciais, sendo uma delas na lua. 

Quando estranhas rajadas elétricas começam a atingir a Terra, o governo convoca o astronauta Roy McBride (Brad Pitt) para uma complicada missão de encontrar um foguete que desapareceu há dezesseis anos que era comandado por seu pai (Tommy Lee Jones). 

O governo acredita que esta espaçonave desaparecida é a responsável pelas alterações na Terra. A nova missão é a chance Roy tentar reencontrar o pai e também salvar o planeta. 

Esta ficção foi claramente inspirada nos sucessos de “Perdido em Marte” e  “Interestelar”, porém sem a mesma qualidade no desenvolvimento da história. 

O roteiro escrito pelo diretor James Gray tenta criar um clima “filosofal” através da narrativa do protagonista vivido por um angustiado Brad Pitt, mas no fundo esconde uma história simples de filho que deseja conseguir a atenção do pai. 

A narrativa irregular e os personagens atormentados são comuns na filmografia de Gray, a curiosidade é transportar este estilo para uma ficção científica. 

Os destaques ficam para a produção caprichada e para as poucas, porém boas sequências de tensão. 

O resultado é interessante, indicado para quem gosta de ficção misturada com drama.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A Chave de Sarah

A Chave de Sarah (Elle S'Appelait Sarah, França, 2010) – Nota 7
Direção – Gilles Paquet Brenner
Elenco – Kristin Scott Thomas, Mélusine Mayance, Niels Arestrup, Frederic Pierrot, Aidan Quinn, Michel Duchuassoy, Dominique Frot.

Paris, 2009. Ao pesquisar para escrever um artigo sobre a colaboração francesa com os nazistas em 1942, quando milhares de judeus foram detidos e enviados para campos de concentração, a jornalista Julia (Kristen Scott Thomas) fica perplexa ao descobrir que o apartamento herdado por seu marido (Frederic Pierrot) pode ter sido o lar de uma família judia que teve seus bens tomados pelo governo na época. 

Enquanto Julia se aprofunda na busca pela verdade, uma segunda narrativa em flashbacks detalha como uma família foi expulsa deste apartamento e a filha pré-adolescente Sarah (Mélusine Mayance) ficou obcecada em salvar o irmão menor. 

Baseado em um livro de ficção, este longa explora um tema pouco visitado pelo cinema, a triste história da “França de Vichy” em que o Marechal Philippe Pétain liderou a rendição para os nazistas entregando os próprios cidadãos franceses que eram de origem judaica, que a princípio foram detidos no velódromo da cidade que foi transformado em uma prisão temporária. 

As histórias paralelas prendem a atenção, mesmo com uma certa frieza nas narrativas e com algumas soluções fáceis, como por exemplo a fuga do campo de concentração e a sequência no trem de passageiros. 

É um bom filme, sem grandes surpresas e que agradará ao público fã de adaptações de livros. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

O Caminho de Volta & Arremesso de Ouro


O Caminho de Volta (The Way Back, EUA, 2020) – Nota 7
Direção – Gavin O’Connor
Elenco – Ben Affleck, Al Madrigal, Janina Gavankar, Michaela Watkins, Brandon Wilson, John Aylward, Matthew Glave, Glynn Turman, T.K. Carter, Jeremy Ratchford, Dan Lauria.

Jack (Ben Affleck) foi um astro do basquete colegial que na vida adulta enfrenta a separação no casamento após a morte do filho. Descontando a frustração na bebida, Jack se surpreende ao receber o convite do colégio católico em que estudou para treinar a equipe de basquete. Ao lado de um auxiliar (Al Madrigal), ele tenta transformar o catado de garotos do colégio em um verdadeiro time, mas também precisa vencer seus próprios demônios.

Ao mesmo tempo em que este longa segue a cartilha das histórias de superação, o roteiro consegue entregar um final um pouco diferente e mais realista do que as obras similares. Temos os altos e baixos do protagonista, os problemas de relacionamento, mas também a mensagem de que aceitar um choque de realidade pode ser fundamental para quem deseja colocar a vida nos trilhos.

Mesmo longe de ter uma grande atuação, Ben Affleck não chega a atrapalhar o resultado. O diretor Gavin O’Connor e o astro Ben Affleck também trabalharam juntos no superior “O Contador”.

Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Craig Gillespie
Elenco – Jon Hamm, Aasif Mandvi, Suraj Sharma, Madhur Mittal, Pitobash, Lake Bell, Alan Arkin, Bill Paxton, Gregory Allan Williams, Allyn Rachel, Tzi Ma.

Los Angeles, 2008. JB Bernstein (Jon Hamm) é um agente de atletas profissionais que passa por uma fase complicada, praticamente sem clientes. Ao ver pela tv uma partida de críquete na Índia, JB tem a ideia de transformar atletas deste esporte em lançadores de beisebol. O objetivo também é abrir o mercado naquele país para vender produtos ligados ao esporte. Ele consegue um patrocinador (Tzi Ma) e segue para Índia onde promove um concurso para encontrar novos jogadores. 

Produzido pela Disney, este longa baseado numa história real segue o estilo das obras do gênero ao explorar uma premissa incomum que se tornou um êxito de superação. Não se pode deixar de citar que a premissa está muito mais ligada a questão financeira e comercial do que esportiva, mesmo com o roteiro amenizando esta situação e criando uma pequena mudança na personalidade do agente vivido por Jon Hamm. 

A grande força da história está nos jogadores indianos (Suraj Sharma e Madhur Mittal) e no intérprete (Pitobash), faltando ao filme o clímax comum ao gênero. As duas sequências de testes no final são apenas corretas, sem grande emoção. 

É um filme que prende a atenção pela simpatia da história e nada mais.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ozark

Ozark (Ozark, EUA, 2017 a 2020)
Criadores – Bill Dubuque & Mark Williams
Elenco – Jason Bateman, Laura Linney, Sofia Hublitz, Skylar Gaertner, Julia Garner, Lisa Emery, Charlie Tahan, Jordana Spiro, Jason Butler Harner, Peter Mullan, Carson Holmes, Janet McTeer, Kevin L. Johnson, Trevor Long, Marc Menchaca, McKinley Belcher III, Nelson Bonilla, Harris Yulin, Esai Morales, Tom Pelphrey, Jessica Frances Dukes, Felix Solis, Michael Mosley, Joseph Sikora, John Bedford Lloyd.

No episódio inicial, descobrimos que o especialista em investimentos Marty Byrde (Jason Bateman) utiliza seu conhecimento para lavar dinheiro de um cartel de drogas mexicano. 

Um determinado fato obriga Marty a mudar com sua esposa Wendy (Laura Linney) e o casal de filhos Charlotte (Spfia Hublitz) e Jonah (Skylar Gaertner) de Chicago para a pequena cidade de Ozark no Missouri, local conhecido pelos lagos que são visitados por turistas no verão. 

Para provar ao cartel que ainda é confiável e assim salvar sua vida e de sua família, ele precisa lavar uma enorme quantidade de dinheiro em pouco tempo. 

Esta ótima série que até agora tem três temporadas com dez episódios cada guarda algumas semelhanças com a já clássica “Breaking Bad”, principalmente por colocar uma família aparentemente normal tentando sobreviver no violento mundo do tráfico de drogas. 

Diferente de “Breaking Bad” que explorava bastante o humor negro e tinha como destaques os personagens peculiares, esta “Ozark” segue uma linha mais séria. O roteiro desenvolve a história criando em todo episódio algum problema urgente e as vezes de vida ou morte a ser resolvido pelo protagonista e por sua esposa. 

Eles não conseguem respirar tranquilidade, muito por causa dos ótimos coadjuvantes, praticamente todos desonestos de alguma forma. Este emaranhado de situações e reviravoltas prendem a atenção do espectador em todos os episódios. 

O roteiro explora ainda os problemas familiares causados pela profissão do pai e como este “trabalho” influencia no destino de outros personagens, com destaque para Ruth (Julia Garner), a jovem infratora que se torna parceira dos protagonistas. Conte ainda com uma grande dose de violência. 

Agora é esperar a quarta temporada.

domingo, 24 de maio de 2020

Cinzas da Vingança

Cinzas da Vingança (Into The Ashes, EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Aaron Harvey
Elenco – Luke Grimes, Robert Taylor, James Badge Dale, Frank Grillo, Marguerite Moreau, Brady Smith, David Maldonado, Andrea Frankle.

Após sair da cadeia, Sloan (Frank Grillo) se junta a dois comparsas em busca de vingança. O alvo é Nick (Luke Grimes), um ex-parceiro que abandonou a vida de crimes, mudou para uma cidade distante e casou com Tara (Marguerite Moreau), que é filha do xerife do local (Robert Taylor). 

O roteiro escrito pelo diretor Aaron Harvey explora o tema comum da vingança a qualquer preço, seja por conta da lealdade entre bandidos ou da defesa da família. 

Ele tenta ainda dar um ar cult ao inverter algumas sequências, entregando primeiro as consequências, para depois mostrar como tudo chegou naquele ponto. 

A sequência de tiroteio no motel é bem filmada e as locações no interior americano em estradas isoladas, rodovias e floresta ajudam a criar um clima de decadência. 

O resultado é um filme razoável e sem surpresas.

sábado, 23 de maio de 2020

Sieranevada

Sieranevada (Sieranevada, Romênia / França / Bósnia / Croácia / Macedônia, 2016) – Nota 7,5
Direção – Cristi Puiu
Elenco – Mimi Branescu, Ana Branescu, Marin Grigore, Bogdan Dumitrache, Tatiana Iekel, Mara Elena Andrei, Ilona Brezoianu.

Uma família romena católica se reúne em um apartamento para uma cerimônia em homenagem ao patriarca recentemente falecido. O que seria um almoço, se transforma em um interminável dia à partir do momento em que o padre que faria uma oração se atrasa. 

Enquanto esperam, familiares discutem sobre assuntos aleatórios como os atentados de 11 de Setembro e o comunismo na antiga Romênia. Com o passar do tempo as discussões ficam mais fortes quando vem à tona problemas nos relacionamentos, frustrações e pequenas desavenças. 

O diretor e roteirista romeno Cristi Puiu é conhecido por filmes de longa duração que exploram os problemas e as peculiaridades da sociedade romena. Seu filme mais famoso é “A Morte do Sr. Lazarescu”. 

Este “Sieranevada” tem duas horas e quarenta e cinco minutos de duração passados quase todo dentro do apartamento. São várias sequências longas em que Puiu segue os personagens com a câmera pela casa, entrando e saindo de cômodos, discutindo e esperando para almoçar. 

São apenas três sequências na rua em que um dos casais que está na festa discute a princípio sobre coisas triviais de casamento, até uma explosão de sentimentos. 

Não é um filme fácil, a longa duração e o excesso de diálogos com certeza desagradará quem busca um cinema ágil. A proposta aqui é mostrar como uma reunião de família é complicada em qualquer parte do mundo.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Cold Mountain

Cold Mountain (Cold Mountain, Inglaterra / Itália / Romênia / EUA, 2003) – Nota 7
Direção – Anthony Minghella
Elenco – Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Eileen Atkins, Brendan Gleeson, Philip Seymour Hoffman, Natalie Portman, Giovanni Ribisi, Donald Sutherland, Ray Winstone, Kathy Baker, James Gammon, Charlie Hunnan, Jackie White, Ethan Suplee, Jena Malone, Melora Walters, Lucas Black, Taryn Manning, Tom Aldredge, James Rebhorn, Emily Deschanel, Cillian Murphy.

Pouco tempo antes da Guerra da Secessão, o Reverendo Monroe (Donald Sutherland) e sua filha Ada (Nicole Kidman) compram uma fazenda na Carolina do Norte, em um local conhecido como Cold Mountain. 

Não demora para Ada se apaixonar pelo carpinteiro Inman (Jude Law), que logo é enviado para guerra. Três anos depois, enquanto Ada tenta manter a fazenda funcionando, Inman é feriado durante combate e decide desertar. 

Ele inicia uma longa jornada de volta para casa, tendo de escapar de caçadores de recompensa, soldados confederados e de seus antigos colegas de farda. 

Este longa dirigido pelo falecido Anthony Minghella (“O Paciente Inglês”) segue o estilo dos antigos clássicos que misturam drama, romance e guerra. 

Esta escolha do diretor funciona em parte, principalmente nas sequências de ação e violência em que o protagonista vivido por Jude Law é obrigado a enfrentar. 

O drama em relação a fazenda e mesmo o romance seguem o modelo água com açúcar comum a muitas adaptações de best sellers. 

O filme acaba sendo um pouco cansativo por causa da longa duração.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Projeto X & Finalmente 18


Projeto X: Uma Festa Fora de Controle (Project X, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Nima Nourizadeh
Elenco – Thomas Mann, Oliver Cooper, Jonathan Daniel Brown, Dax Flame, Kirby Bliss Danton, Brady Hender, Alexis Knapp, Miles Teller, Peter Mackenzie, Caitlin Dulany, Martin Klebba.

No dia de seu aniversário de dezessete anos, Thomas (Thomas Mann) é forçado pelos amigos Costa (Oliver Cooper) e JB (Jonathan Daniel Brown) a fazer uma grande festa em sua casa (o Projeto X do título), aproveitando que seus pais irão viajar.

Enquanto Thomas deseja algo para poucas pessoas, Costa prepara uma festa enorme com bebidas, drogas, DJ e até um amigo (Dax Flame) que filmará tudo o que acontecer durante o dia até o final da noite. O que Costa não imagina é que as coisas sairão totalmente fora do controle.

Este longa é um dos mais divertidos dos últimos tempos para quem gosta do gênero de festas malucas com adolescentes. O diretor inglês Nima Nourizadeh criou uma mistura de “Superbad” com o clássico “Clube dos Cafajestes”, o primeiro em relação aos diálogos recheados de palavrões, piadas sobre sexo e a preparação da festa, enquanto o segundo foi a inspiração para o explosivo final.

Os trinta minutos finais durante a festa é um festival de loucuras pontuadas por uma trilha sonora barulhenta e personagens insanos, como o traficante, a dupla de seguranças, o baixinho nervoso (Martin Klebba) e a presença do ator Miles Teller interpretando ele mesmo.

Para um gênero batido como a comédia adolescente, um filme para funcionar tem que ser tão maluco e engraçado como este.

Finalmente 18 (21 & Over, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – Jon Lucas & Scott Moore
Elenco – Miles Teller, Skylar Astin, Justin Chon, Sarah Wright, Jonathan Katz, François Chau, Russell Hodgkinson.

No dia em que está completando vinte e um anos, o estudante de medicina Jeff Chang (Justin Chon) recebe a visita de seus amigos de colégio Miller (Miles Teller) e Casey (Skylar Astin) que o pressionam para comemorar o aniversário. 

O problema é que Jeff também está sendo pressionado pelo pai, que no dia seguinte o levará para uma importante entrevista de emprego. Jeff decide sair com os amigos, dando início a uma noite de loucuras. 

Este divertido longa é praticamente uma versão jovem de “Se Beber, Não Case!”. Ao invés de Las Vegas, aqui os jovens passam a noite por bares e fraternidades universitárias, cometendo uma loucura atrás da outra. Este tipo de filme que funciona quando os absurdos são engraçados e os personagens carismáticos. 

Os destaques do elenco ficam para o irresponsável vivido por Miles Teller e pelo maluco Justin Chon, que passa pelo menos três quartos do filme totalmente bêbado. 

Boa diversão para quem gosta do estilo.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Thelma

Thelma (Thelma, Noruega / França / Dinamarca / Suécia, 2017) – Nota 6,5
Direção – Joachim Trier
Elenco – Eili Harboe, Kaya Wilkins, Henrik Rafaelson, Ellen Dorrit Petersen.

Thelma (Eili Harboe) é uma jovem criada por pais religiosos (Henrik Rafaelson e Ellen Dorrit Petersen) que ao entrar para universidade precisa se adaptar a uma nova vida. 

Ela se envolve com outra garota (Kaya Wilkins), ao mesmo tempo em que demonstra ter o poder involuntário de criar pequenos eventos sem explicação durante o sono. Em flashbacks, vemos os problemas criados por seu poder em confronto com a religiosidade dos pais. 

A premissa deste longa é interessante, lembrando um pouco o clássico “Carrie, a Estranha”, porém com o diretor Joachin Trier, filho de Lars Von Trier, entregando uma narrativa lenta que atrapalha o desenvolvimento da história. 

A ideia de utilizar simbolismos deixa tudo ainda mais estranho na mistura entre sexo, religiosidade, opressão e liberdade. A atuação da protagonista também não é das melhores. 

É um filme que em momento algum empolga.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Mate-Me Mais uma Vez

Mate-Me Mais uma Vez (Kill Me Three Times, EUA / Austrália, 2014) – Nota 6,5
Direção – Kriv Stenders
Elenco – Simon Pegg, Alice Braga, Sullivan Stapleton, Teresa Palmer, Luke Hemsworth, Bryan Brown, Callan Mulvey, Steve Le Marquand.

Em uma cidade litorânea na Austrália, vários personagens se envolvem numa sequência de atos de violência por causa de ganância, dívida e traição. 

Explorando o estilo de Quentin Tarantino de entrecortar a narrativa com idas e vidas na história detalhadas por ângulos diferentes e criar personagens desonestos que tentam passar a perna uns nos outros, o diretor australiano australiano Kriv Stenders entrega um divertido longa de humor negro. 

Stenders não tem o mesmo talento de Tarantino e o único personagem carismático é o do assassino profissional vivido por Simon Pegg, mas mesmo assim o filme ganha pontos por ser curto e ter uma narrativa ágil pontuada por uma marcante trilha sonora. As sequências de violência também são criativas, apesar dos efeitos especiais serem bem fracos. 

É um filme simples, que cumpre a promessa de agradar a quem curte o gênero.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Vermelho Sol

Vermelho Sol (Rojo, Argentina, 2018) – Nota 5,5
Direção – Benjamin Naishtat
Elenco – Dario Grandinetti, Andrea Frigerio, Alfredo Castro, Diego Cremonesi, Laura Grandinetti, Claudio Martinez Bell, Mara Bestelli, Rafael Federman.

Argentina, 1976. Em uma província no interior do país, o advogado Claudio (Dario Grandinetti) se envolve numa discussão tola em um restaurante, que como consequência termina em tragédia. 

Três meses depois, tentando seguir a vida, Claudio aceita participar de uma negociata com um amigo, ao mesmo tempo em que um famoso investigador (Alfredo Castro) chega na cidade para buscar pistas sobre o desaparecimento de um sujeito. 

O roteiro escrito pelo diretor Benjamin Naishtat segue o estilo semelhante ao de muitos cineastas brasileiros que criam uma premissa interessante e a desperdiçam ao tentar fazer um paralelo com a ditadura militar. Ele tenta mostrar de forma simplista que os atos violentos de pessoas comuns são iguais as ações perpetradas pelos agentes do Estado. 

O roteiro falha também nas pequenas tramas que não chegam a lugar algum, como a questão do complicado namorado da filha do protagonista. A sequência no deserto perto do final é outra escolha pretensiosa e vazia. 

O resultado é um longa argentino que deixa bastante a desejar.

domingo, 17 de maio de 2020

Maus Modos

Maus Modos (Ill Manors, Inglaterra, 2012) – Nota 7,5
Direção – Ben Drew (Plan B)
Elenco – Riz Ahmed, Ed Skrein, Lee Allen, Keef Coggins, Anouska Mond, Nick Sagar, Eloise Smyth.

Periferia de Essex, Inglaterra. Os traficantes Aaron (Riz Ahmed) e Ed (Ed Skrein) vivem de pequenas vendas em meio a uma região tomada por vários traficantes. 

Chris (Lee Allen) é um deles, que foi criado por Kirby (Keef Coggins), que após passar vários anos na cadeia retornou a região para tentar conseguir novamente seu espaço no tráfico. Uma série de acontecimentos levará todos os personagens a uma noite cheia de violência. 

Este é o único longa dirigido pelo ator e diretor Ben Drew, que seguiu carreira comandado episódios de seriados e assinando como “Plan B”. A narrativa imposta por Drew é extremamente criativa, descrevendo passagens na vida dos personagens através do rap, como se fosse uma narração. 

Ele acerta também na fotografia que explora bastante a noite em meio aos cenários decadentes repletos de drogados, traficantes e ladrões. O emaranhado de situações detalhadas pelo roteiro deixam claro como a violência do tráfico é um ciclo sem fim, em que mudam apenas as peças (prisão ou cadeia), mas o jogo continua o mesmo. 

É um filme indicado para quem gosta de obras sobre o submundo.

sábado, 16 de maio de 2020

The Outsider

The Outsider (The Outsider, EUA, 2020) – Nota 7,5
Direção – Jason Bateman, Andrew Bernstein, Charlotte Brandstom, J.D. Dillard, Karyn Kusama, Igor Martinovic & Daina Reid
Elenco – Ben Mendelsohn, Cynthia Erivo, Bill Camp, Jeremy Bobb, Mare Winnigham, Yul Vazquez. Paddy Considine, Julianne Nicholson, Marc Menchaca, Jason Bateman, Derek Cecil, Hettienne Park, Michael Esper, Max Beesley.

Em uma pacata cidade da Georgia, um garoto de nove anos é brutalmente assassinado em um bosque. As pistas levam o policial Ralph Anderson (Ben Mendelsohn) até Terry Maitland (Jason Bateman), que é o treinador de uma equipe infantil de beisebol e muito conhecido na cidade. 

Enquanto a vida de Terry, sua esposa (Julianne Nicholson) e suas filhas é destruída, surgem novas provas de que ele estaria em outra cidade no momento do ataque. Sem saber como explicar porque a mesma pessoa estaria em dois lugares diferentes na mesma hora, o caso se torna um verdadeiro enigma. 

Baseado em um livro de Stephen King, esta minissérie em dez episódios começa com os dois primeiros de forma sensacional, por coincidência dirigidos pelo ator Jason Bateman, protagonista e responsável também por vários episódios da ótima série "Ozark", que comentarei em breve. 

A tensão antes da prisão do treinador em meio a uma partida de beisebol e as consequências até a sequência na entrada do fórum são perfeitas. Do terceiro episódio em diante a trama se volta para o sobrenatural com a entrada em cena da investigadora vivida por Cynthia Erivo, por sinal uma personagem marcante. 

Os capítulos seguintes apresentam altos e baixos, com algumas situações sendo alongadas mais do que o ideal, chegando a um explosivo episódio final. 

Acredito que com dois episódios a menos e um pouco mais de tensão, a série tinha tudo para ser ainda melhor. Mesmo assim, o resultado é acima da média.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Vingança Redentora & Marcas da Vida


Vingança Redentora (Dead Man's Shoes, Inglaterra, 2004) – Nota 7
Direção – Shane Meadows
Elenco – Paddy Considine, Gary Stretch, Toby Kebbell, Stuart Wolfenden, Neil Bell, Jo Hartley, Paul Hurtsfield.

O ex-militar Richard (Paddy Considine) volta para sua cidade natal no interior da Inglaterra com o irmão Anthony (Toby Kebbell), que tem a mentalidade de uma criança. Não demora para o espectador entender que Richard pretende se vingar de uma grupo de traficantes liderados por Sonny (Gary Stretch) que abusou de Anthony.

Este filme dirigido por Shane Meadows, da ótima série “This is England”, segue o estilo cru e seco do diretor que lembram as produções americanas dos anos setenta. Ele divide a história em duas narrativas. A principal detalha a violenta vingança planejada pelo protagonista e a segunda mostra o abuso sofrido pelo jovem em flashbacks, levando até uma surpresa antes da forte sequência final.

Destaque para a atuação de Paddy Considine, que também escreveu o roteiro em parceria com Meadows.

Marcas da Vida (Red Road, Inglaterra / Dinamarca, 2006) – Nota 6,5
Direção – Andrea Arnold
Elenco – Kate Dickie, Tony Curran, Martin Compston, Natalie Press, Paul Higgins.

Glasgow, Escócia. Jackie (Kate Dickie) trabalha monitorando câmeras de segurança pela cidade. Qualquer situação estranha ou fora da lei, ela aciona a polícia. Num certo dia, ao ver pelas câmeras um homem (Tony Curran) andando por uma região chamada Red Road, Jackie fica transtornada. Ela passa a seguir o sujeito, que está ligado a algo trágico em seu passado. 

O roteiro escrito pela diretora Andrea Arnold segue o estilo de filmes em que uma personagem busca vingança, porém o desenvolvimento da narrativa é frio e bastante irregular. Várias sequências em que a protagonista monitora e depois segue o homem são mais cansativas do que instigantes. 

O filme cresce quando ela se aproxima do alvo, resultando em uma sequência forte e ousada. Depois que todas as respostas vem à tona, fica a impressão de que uns vinte minutos a menos deixaria o filme na duração ideal.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, EUA, 2019) – Nota 5
Direção – David Leitch
Elenco – Dwayne Johnson, Jason Statham, Idris Elba, Vanessa Kirby, Ryan Reynolds, Helen Mirren, Eiza Gonzalez, Eddie Marsan, Kevin Hart, Eliana Sua, Cliff Curtis, Lori Pelenise Tuisano.

O agente da CIA Hobbs (Dwayne Johnson) e o agente do MI-6 Shaw (Jason Statham) precisam deixar suas diferenças de lado para enfrentar uma ameaça global. 

O roubo de um vírus mortal pode desencadear a Terceira Guerra Mundial. O vírus está no corpo da irmã de Shaw, Hattie (Vanessa Kirby) que está sendo perseguida pelo vilão Brixton (Idris Elba). 

Este spin-off de “Velozes e Furiosos” é mais um exemplo de como a franquia se transformou em um caça-níquel. A única ligação do roteiro com a franquia são os protagonistas, pois a história é totalmente absurda. É uma mistura de ação exagerada com uma trama de ficção em que o personagem de Idris Elba é uma variação dos vilões dos longas de super heróis. 

Um filme exagerado pode funcionar quando não se levar a sério e entregar diálogos divertidos, diferentes daqui em que as conversas são vergonhosas, recheadas de piadinhas de quinta série. 

Entendo que é um estilo de filme que tem seu publico cativo. No meu caso foram duas horas jogadas no lixo.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Pátria Educadora


Pátria Educadora (Brasil, 2020) – Nota 9
Direção – Brasil Paralelo
Documentário

Produzido pela equipe do site Brasil Paralelo, este documentário dividido em três episódios detalha a história da Educação no Brasil e o porquê dos péssimos resultados dos estudantes em testes internacionais, além é claro da própria consequência do despreparo destes jovens ao chegaram na vida adulta. 

O primeiro episódio, que é o mais curto, foca na história da Educação no mundo e como ela foi dominada pela Igreja Católica e posteriormente pelas monarquias e governos. A segunda parte aborda a evolução da Educação dentro do nosso país à partir da criação do MEC (Ministério da Educação) em 1930 por Getúlio Vargas. 

O foco principal deste segundo episódio acaba sendo a influência de Paulo Freire e de intelectuais da esquerda que dominaram as Universidades através do discurso baseado na chamada “Pedagogia do Oprimido”, livro escrito por Freire que defendia um ensino em que os estudantes eram agentes de transformação e que deveriam cobrar da classe média e das elites uma dívida fantasiosa, ou seja, a transformação seria utilizar os jovens com soldados revolucionários. 

A consequência de anos com este tipo de doutrinação dentro de sala de aula é o ponto principal do episódio final, que destrincha uma rede de órgãos públicos que dominam o fluxo de dinheiro para a Educação, distribuindo verbas para pesquisa, cursos de pós-graduação e compra de livros apenas para aqueles que seguem a doutrina socialista/comunista. 

O resultado disso tudo é que uma grande parte da sociedade que apesar de saber ler e escrever, não tem capacidade para entender um texto básico ou fazer uma simples conta de matemática, mas por outro lado acredita ter a solução para todo tipo de problema somente através da crítica.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Deadwater Fell

Deadwater Fell (Deadwater Fell, Inglaterra, 2020) – Nota 6
Direção – Lynsey Miller
Elenco – David Tennant, Cush Jumbo, Matthew McNulty, Anna Medeley, Maureen Beattie, Stuart Bowman.

Em uma pequena vila no interior da Escócia, um incêndio mata Kate (Anna Medeley) e sua três filhas pequenas. 

O marido, o médico Tom (David Tennant) é salvo pelo policial Steve (Matthew McNulty), que é seu amigo e casado com Jess (Cush Jumbo). 

O que a princípio parecia ser um acidente, se mostra algo criminoso quando a perícia revela que as vítimas foram dopadas, inclusive Tom, que se torna o maior suspeito. 

A investigação do crime mostra que a aparente relação cordial entre os moradores esconde várias mentiras. 

Esta minissérie inglesa em quatro capítulos peca pelo roteiro que falha ao tentar deixar o espectador em dúvida sobre a identidade do criminoso. 

A narrativa irregular exagera nos flashbacks que mais enrolam a trama do que explicam. 

Tirando a habitual qualidade técnica na produção das minisséries ingleses, o resultado fica bem abaixo da premissa.

domingo, 10 de maio de 2020

Névoa no Mar

Névoa no Mar (Haemoo, Coreia do Sul, 2014) – Nota 7
Direção – Sung Bo Shim
Elenco – Yoon Seok Kim, Yoo Chun Park, Yeri Han, Seong Kun Mun, Sang Ho Kim, Hee Joon Lee, In Gi Jeong.

Kang (Yoon Seok Kim) é o capitão de um velho barco de pesca que passa por uma grande dificuldade financeira.

Precisando de dinheiro, Kang decide transportar imigrantes ilegais vindos da China. Assim que os imigrantes são “despejados” no barco, inicia-se um conflito entre eles e a rude tripulação. A tensão aumenta e resulta em uma terrível consequência. 

O título nacional e o cartaz levam a crer de forma equivocada de que seria um filme de terror ou algo sobrenatural. Na verdade o filme começa como um drama, flerta com o suspense e termina como uma violenta aventura. Este tipo de reviravolta é comum no cinema sul-coreano, ao entregar um clímax violento e explosivo. 

O roteiro ainda insere uma trama paralela de um romance entre um tripulante (Yoo Chun Park) e uma jovem chinesa (Yeri Han), o que se torna um dos estopins para a violência. 

Não está entre os melhores filmes produzidos naquele país, mas mesmo assim é uma obra de boa qualidade.

sábado, 9 de maio de 2020

A Nossa Espera

A Nossa Espera (Nos Batailles, Bélgica / França, 2018) – Nota 6,5
Direção – Guillaume Senez
Elenco – Romain Duris, Basile Grunberger, Lena Girard Voss, Lucie Debay, Laure Calamy, Laetitia Dosch, Dominique Valadié.

Olivier (Romain Duris) trabalha como supervisor em uma fábrica e está casado com Laura (Lucie Debay), que é vendedora em uma loja de roupas. 

Eles tem um casal de filhos (Basile Grunberger e Lena Girard Voss) e parecem levar uma vida normal. Tudo mundo quando Laura desaparece. Ela levou suas roupas e outros pertences, deixando Olivier sozinho com as crianças. 

O pobre sujeito tenta encontrar a esposa, descobrir porque foi abandonado, criar os filhos que sentem falta da mãe e ainda enfrentar vários problemas no trabalho. 

O roteiro foca em um curto período de tempo em que o protagonista tem sua vida virada de ponta cabeça. Algumas pistas são jogadas na tela deixando público e protagonista ainda mais curiosos e confusos em relação a motivação da mulher.

O roteiro destaca também dois outros pontos interessantes. As interpretações das crianças passam a sensação de abandono comum a situação, porém de uma de forma sóbria. O outro ponto são os problemas no trabalho, principalmente ao mostrar como muitas empresas tratam as pessoas como descartáveis.

É um filme que não chega a decolar, mas entrega uma história triste no geral, com pequenos momentos de alegria e os pés na realidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Wonderful World, A Despedida de Joshy & Before I Disappear


Wonderful World (Wonderful World, EUA, 2009) – Nota 6,5
Direção – Josh Goldin
Elenco – Matthew Broderick, Sanaa Lathan, Michael Kenneth Williams, Philip Baker Hall, Jesse Tyler Ferguson, Jodelle Ferland, Ally Walker.

Ben Singer (Matthew Broderick) é um sujeito divorciado e frustrado com a vida. Sua jeito resmungão afeta sua relação com a filha (Jodelle Ferland). Quando seu companheiro de quarto Ibu (Michael Kenneth Williams) entra em coma por causa da diabetes, Ben acaba se envolvendo com Khadi (Sanaa Lathan), que veio do Senegal para esperar a recuperação do irmão.

A proposta do roteiro escrito pelo diretor Josh Goldin é mostrar como cada pessoa enfrenta a vida de uma forma diferente. Aos poucos descobrimos que os percalços enfrentados pelo protagonista o transformaram em uma pessoa amarga. Sua visão de vários situações não estão erradas, mas o levam a sofrer ainda mais. Esta discussão quase filosófica sobre a vida não chega a ser aprofundada pelo roteiro, que prefere seguir o caminho da redescoberta do protagonista.

O resultado é um filme simpático.

A Despedida de Joshy (Joshy, EUA, 2016) – Nota 6
Direção – Jeff Baena
Elenco – Thomas Middleditch, Adam Pally, Alex Ross Perry, Nick Kroll, Brett Gelman, Jenny Slate, Lauren Graham, Aubrey Plaza, Joe Swanberg, Kris Swanberg, Alison Brie, Paul Weitz, Jake Johnson, Paul Reiser, Lisa Edelstein.

No dia de seu aniversário, Josh (Thomas Middleditch) encontra o corpo de sua noiva que cometeu suicídio. Quatro meses depois, Josh decide convidar os amigos para um final de semana em uma casa de veraneio, local que estava reservado para sua despedida de solteiro. Quatro amigos aparecem para aproveitar, cada um deles trazendo seus próprios problemas. 

O roteiro escrito pelo diretor Jeff Baena foca no lado complicado de homens na casa dos trinta anos que precisam lidar com relacionamentos, sendo que no caso do protagonista com algo totalmente fora do comum. As situações variam entre pequenas festas regadas a bebidas e drogas com discussões sobre os problemas pessoais. 

É uma fórmula que já foi explorada em diversos filmes, sendo que o diferencial seria a empatia com o elenco. Isto é algo que acaba faltando aqui. O protagonista vivido por Thomas Middleditch é inexpressivo e os demais são estereótipos (o casado, o nerd, o festeiro e o maluco separado). 

É um filme apenas razoável e totalmente esquecível.  

Before I Disappear (Before I Disappear, EUA / Inglaterra, 2014) – Nota 6,5
Direção – Shawn Christensen
Elenco – Shawn Christensen, Fatima Ptacek, Emmy Rossum, Paul Weskey, Ron Perlman, Richard Schiff.

Richie (Shawn Christensen) é um sujeito perdido na vida que decide cometer suicídio. No momento em que está sangrando na banheira, ele recebe a ligação de sua irmã (Emmy Rossum), que ele não vê há anos. Ela pede para Richie buscar sua filha Sophia (Fatima Ptacek) no colégio, enquanto resolve um problema sério. Ele encontra a sobrinha e descobre que terá de ficar com ela por uma noite. 

Este drama independente escrito, dirigido e protagonizado por Shawn Cristensen (“O Desaparecimento de Sidney Hall”) se desenrola durante um dia e uma noite que serão decisivas na vida do personagem principal. Enquanto o ponto alto está na história de recuperar sua vida ou se entregar a morte, por outro lado demora para o espectador criar empatia com o protagonista.

Ele é um sujeito derrotado, com personalidade complicada e até apático em vários momentos, em contraste com a sobrinha que age como adulto. Uma determinada situação que cria uma subtrama entre dois personagens marginais deixa um pouco a desejar.

Termina sendo um filme curioso e mediano.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Chapter 27

Capítulo 27 (Chapter 27, Canadá / EUA, 2007) – Nota 5
Direção – J.P. Schaefer
Elenco – Jared Leto, Lindsay Lohan, Judah Friedlander.

O roteiro escrito pelo diretor J.P. Schaefer é baseado em um livro que descreve os três dias em que Mark David Chapman (Jared Leto) rondou o edifício Dakota em Nova York para encontrar John Lennon, até assassiná-lo na noite do terceiro dia. 

A escolha de mostrar apenas estes dias, sem explicação alguma sobre o passado de Chapman diminui bastante o conteúdo e principalmente o interesse do espectador. 

O estranho Chapman cruza o caminho de algumas pessoas nestes três dias, com mais importância para a fã de Lennon vivida por Lindsay Lohan e o fotógrafo interpretado por Judah Friedlander. 

Para deixar o filme ainda pior, pelo menos dois terços da narrativa focam numa narração em off do protagonista comentando seus pensamento malucos. O destaque único fica para Jared Leto que engordou bastante para ficar parecido com o assassino real. 

O resultado é um filme cansativo e totalmente descartável, mesmo tendo uma curta duração.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Lost Girls

Lost Girls (Lost Girls, EUA, 2020) – Nota 7
Direção – Liz Garbus
Elenco – Amy Ryan, Thomasin McKenzie, Gabriel Byrne, Lola Kirke, Oona Laurence, Dean Winters, Molly Brown, Miriam Shor, Reed Birney, Kevin Corrigan.

Ellenville, subúrbio de Nova York, 2011. Mari Gilbert (Amy Ryan) e suas filhas adolescentes Sherre (Thomasin McKenzie) e Sarra (Oona Laurence) ficam preocupadas quando a irmã mais velha Shannan não aparece para visitá-las e não atende ligações. 

A garota que morava sozinha em New Jersey, trabalhava como prostituta, fato que somente a mãe sabia. Ao seguir a pista da Shannan, Mari e suas filhas chegam até Long Island, local onde ela foi vista pela última vez. 

A princípio a polícia trata o caso com desprezo, mesmo com Mari cobrando uma investigação. Tudo muda quando um fato inusitado leva a polícia a localizar quatro corpos em um local isolado. 

Baseado numa sinistra história real, este longa foca na questão de quanto a “importância” da vítima é levada em conta pela polícia para investigar ou não um caso. 

Nesta história envolvendo prostitutas a investigação nasceu quando ficou claro que existiria pelo menos um criminoso perigoso na região. O roteiro detalha as falhas da investigação e a luta da mãe para tentar encontrar o assassino da filha. 

Não chega a ser um grande filme, mas vale a sessão para quem gosta de dramas investigativos.

terça-feira, 5 de maio de 2020

A Estrada Interior

A Estrada Interior (The Road Within, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Gren Wells
Elenco – Robert Sheehan, Dev Patel, Zoe Kravitz, Robert Patrick, Kyra Sedgwick.

Após a morte da mãe e sofrendo com a terrível Síndrome de Tourette, o jovem Vincent (Robert Sheehan) é internado pelo pai (Robert Patrick) em uma clínica experimental. 

Vincent é colocado no quarto de Alex (Dev Patel), que é obcecado por limpeza. Os dois terminam fugindo do local quando Marie (Zoe Kravitz), que é outra interna, rouba o carro da administradora (Kyra Sedgwick). É o início de uma complicada viagem de descobertas. 

O grande acerto deste longa é tratar um assunto tão delicado como uma distúrbio mental de forma leve, sem apelar para exageros dramáticos. O filme tem sequências mais tristes, porém o foco da história é mostrar que é possível ter uma vida normal mesmo com os tais distúrbios, principalmente quando existe apoio familiar e de amigos. 

O que deixa o filme mais leve são as sequências em que as atitudes estranhas dos personagens resultam em situações patéticas e engraçadas. É uma misto de comédia e drama que diverte e humaniza personagens complicados.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Superman

Superman: O Filme (Superman, EUA, 1978) – Nota 10
Direção – Richard Donner
Elenco – Christopher Reeve, Marlon Brando, Gene Hackman, Margot Kidder, Jackie Cooper, Glenn Ford, Phillys Taxter, Trevor Howard, Ned Beatty, Susannah York, Valerie Perrine, Terence Stamp, Maria Schell, Marc McClure.

Com o planeta Kripton prestes a ser destruído, Jor-El (Marlon Brando) envia seu filho bebê em uma cápsula com destino à Terra. O bebê é encontrado por um casal de fazendeiros (Glenn Ford e Phillys Taxter). 

Batizado como Clark Kent, desde criança ele demonstra uma força descomunal. Ao chegar na vida adulta, Clark (Christopher Reeve) se torna repórter de um jornal, ao mesmo tempo em que esconde sua identidade de Superman para enfrentar bandidos. 

Este sensacional longa tem que ser analisado de acordo com a época em que foi produzido e como praticamente deu início a um gênero que se tornaria comum apenas vinte anos depois. 

Filmes de super heróis praticamente não existiam, o que transformou os mais de cinquenta milhões de dólares investidos aqui em um enorme risco que foi compensado com o sucesso. 

Grande parte do dinheiro serviu para a criação de efeitos especiais inovadores e para a escalação dos astros Marlon Brando e Gene Hackman que deram um ar de seriedade a produção. A direção de Richard Donner que vinha do sucesso de “A Profecia” foi outro acerto. Mesmo longe de ser um grande ator, o falecido Christopher Reeve tinha carisma e com certeza é até hoje a “cara” do Superman.

Superman II: A Aventura Continua (Superman II, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Richard Lester & Richard Donner
Elenco – Christopher Reeve, Gene Hackman, Ned Beatty, Margot Kidder, Jackie Cooper, Valerie Perrine, Susannah York, E. G. Marshall, Terence Stamp, Sarah Douglas, Jack O’Halloran, Clifton James, Marc McClure.

Além do sempre inimigo Lex Luthor (Gene Hackman) e de seu romance com Lois Lane (Margot Kidder), Clake Kent/Superman (Christopher Reeve) precisa lidar também com o General Zod (Terence Stamp) e seus dois parceiros (Sarah Douglas e Jack O’Halloran) que eram prisioneiros em seu planeta de origem e conseguiram escapar fugindo para Terra. 

Esta sequência do grande sucesso de dois anos antes teve problemas durante as filmagens. O diretor Richard Donner não aceitava as interferência dos produtores Alexander e Ilya Salking e mesmo com grande parte das cenas filmadas acabou demitido, sendo substituído por Richard Lester. 

Apesar do grande sucesso de bilheteria e mesmo de crítica, o filme fica alguns degraus abaixo na comparação com o original. Uma certa irregularidade na narrativa e algumas pitadas de comédia tiraram pontos. Por outro lado, as cenas de ação são o destaque. 

O que o público não imaginava é que os filmes seguintes seriam muitos piores do que este.

Superman III (Superman III, EUA, 1983) – Nota 5
Direção – Richard Lester
Elenco – Christopher Reeve, Richard Pryor, Annette O’Toole, Margot Kidder, Robert Vaughn, Jackie Cooper, Marc McClure.

O investidor milionário Ross Webster (Robert Vaughn) contrata o gênio maluco da informática Gus Gorman (Richard Prior) para manipular um satélite meteorológico e assim criar catástrofes na Terra para lucrar. Quando Superman (Christopher Reeve) impede o plano, Ross obriga Gus a utilizar o satélite para encontrar criptonita que deverá ser utilizada contra o novo inimigo. 

Este terceiro longa praticamente afundou a franquia. Os problemas começaram no filme anterior quando o diretor Richard Donner foi dispensado. O fato desagradou Gene Hackman que se negou a voltar ao papel de Luthor e também Margot Kidder, que provavelmente por contrato teve que aceitar ver seu papel diminuído nesta sequência. 

A ideia de explorar mais a comédia escalando Richard Pryor como co-protagonista foi outro erro enorme. Seu personagem está totalmente deslocado do universo do Superman. A punição a Margot Kidder levou também a um roteiro em que Clark Kent volta para uma reunião de alunos em sua cidade e reencontra um antigo amor vivido por Annette O’Toole. Pouca coisa funciona. O fracasso de crítica foi inevitável. 

Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Ques For Peace, EUA, 1987) – Nota 4
Direção – Sidney J. Furie
Elenco – Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder, Mariel Hemingway, Jackie Cooper, Marc McClure, Jon Cryer, Sam Wanamaker, Jim Broadbent.

Com uma nova direção no Planeta Diário e tudo mudando ao seu redor, Clark Kent/Superman (Christopher Reeve) está desmotivado, até receber uma carta de um garoto pedindo para o Superman destruir todas as armas nucleares do mundo. Ele decide realizar o desejo, porém ao mesmo tempo Lex Luthor (Gene Hackman) é resgatado da prisão por seu sobrinho Lenny (Jon Cryer), pronto para se vingar do antigo inimigo. 

O fracasso do longa anterior fez com o que os produtores Alexander e Ilya Salkind vendessem os direitos do personagem para a produtora Cannon comandada pelos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus. 

Especializada em filmes de ação e ficção, a Cannon sempre foi marcada por minimizar os gastos a todo custo, resultando em produções complicadas. Fiz um post completo sobre a história da Cannon neste link

Com os direitos na mão, eles conseguiram contratar quase todo o elenco do original, inclusive trazendo Gene Hackman de volta. Os acertos pararam por aí. O péssimo roteiro que apresentava uma premissa boba foi picotado quando a produtora entrou numa enorme crise financeira e decidiram diminuir a duração para apenas uma hora e meia, deixando de filmar diversas cenas previstas no projeto inicial. O filme foi um grande fracasso, empurrando para o buraco a Cannon e a franquia Superman. 

domingo, 3 de maio de 2020

A Cor que Caiu do Espaço

A Cor que Caiu do Espaço (Color Out of Space,  Malásia / Portugal / EUA, 2019) – Nota 5
Direção – Richard Stanley
Elenco – Nicolas Cage, Joely Richardson, Madeleine Arthur, Elliott Knight, Tommy Chong, Brendan Meyer, Julian Hilliard.

Nathan (Nicolas Cage), sua esposa Theresa (Joely Richardson) e os três filhos vivem numa casa em uma região isolada de New England. 

Numa certa noite, um meteorito cai no local deixando o chão de terra com uma estranha cor púrpura. O que a princípio se mostra um fenômeno curioso, aos poucos passa a atormentar a família. Eles começam a ter atitudes estranhas, desencadeando uma série de acontecimentos sinistros. 

Baseado em um conto de H.P. Lovecroft, este longa foca em um gênero chamado por muitos de “horror cósmico”, em que algo vindo do espaço é o agente causador de uma tragédia. A história tem uma premissa semelhante ao clássico “O Enigma do Outro Mundo” de John Carpenter, porém sendo muito inferior na comparação. 

O terror aqui resulta em comédia involuntária em algumas sequências, muito pelas péssimas interpretações. Nicolas Cage e Joely Richardson entregam atuações pra lá de canastronas, enquanto os filhos são inexpressivos. O personagem mais curioso é o do hippie vivido pelo veterano Tommy Chong. 

Vale citar que o diretor sul-africano Richard Stanley chegou a ser elogiado pela crítica no início dos anos noventa pelos bizarros longas de ficção “Hardware: O Destruidor do Futuro” e “O Colecionador de Almas”, antes de seguir uma carreira sem destaque.

sábado, 2 de maio de 2020

1917

1917 (1917, EUA / Inglaterra / Índia / Espanha / Canadá, 2019) – Nota 10
Direção – Sam Mendes
Elenco – George Mackay, Dean Charles Chapman, Colin Firth, Mark Strong, Benedict Cumberbatch, Richard Madden, Daniel Mays, Richard McCabe.

Abril de 1917. Primeira Guerra Mundial. Os cabos Blake (Dean Charles Chapman) e Schofield (George Mackay) recebem a ordem para uma missão suicida a ser cumprida. 

Eles precisam atravessar a linhas inimigas dos alemães para chegar até uma região da França e assim avisar um general de que uma ofensiva deverá ser abortada. Eles tem apenas um dia para chegar ao local. É o início de uma verdadeira saga em meio a terrível guerra. 

Apesar de não ter sido tão explorada no cinema quanto a Segunda Guerra, a Primeira Guerra também tem muitas histórias que poderiam render clássicos. E este é um filme que nasce clássico. Baseado em uma história real de perseverança e coragem, este longa é um belíssimo exercício cinematográfico. 

O diretor inglês Sam Mendes entrega algumas sequências sensacionais, como as duas dentro das trincheiras, sendo a primeira no início do filme e a segunda mostrando o desespero de um dos protagonistas na parte final. A sequência nas corredeiras e a correria em meio as ruínas de uma cidade são outras de tirar o fôlego. 

O grande destaque fica para a sóbria atuação do pouco conhecido George Mackay, que teve um bom papel em “Capitão Fantástico”, mas que aqui entrega uma atuação que pode levá-lo ao primeiro time do cinema mundial. 

Para os fãs de filmes de guerra, esta obra é obrigatória.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

The Operative

The Operative (The Operative, França / Alemanha / Israel / EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Yuval Adler
Elenco – Diane Kruger, Martin Freeman, Cas Anvar, Rotem Keinan, Yohanan Herson.

Thomas (Martin Freeman) é um agente aposentado do Mossad, o serviço secreto de Israel, que recebe uma ligação de sua antiga pupila Rachel (Diane Kruger) pedindo ajuda. Em seguida ele é procurado por outros ex-companheiros que alegam que Rachel está prestes a revelar segredos contra o Mossad. 

Enquanto Thomas entender o que está acontecendo, a narrativa explora flashbacks detalhando a carreira de Rachel e sua missão em Teerã, local em que se envolveu romanticamente com um empresário iraniano (Cas Anvar) vigiado pelo Mossad. 

A premissa foca no o tema comum do agente secreto que se torna alvo dos seus parceiros e que precisa salvar a própria vida. O problema é que o roteiro é confuso, com uma explicação bagunçada a respeito da missão da protagonista. 

Além disso, a narrativa perde muito tempo no romance entre a agente e o empresário, passando a impressão de querer mostrar detalhes demais a respeito dos segredos da sociedade iraniana. 

Apesar de uma ou duas sequências um pouco mais tensas, o suspense não empolga. O diretor ainda entrega um final em aberto. É uma pena, a história poderia render um filme muito melhor.