sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Última Tentação de Cristo

A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation on Christ, EUA, 1988) – Nota 7,5
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Willem Dafoe, Harvey Keitel, Barbara Hershey, Roberts Blossom, Harry Dean Stanton, Verna Bloom, David Bowie, Barry Miller, Irvin Kershner.

Martin Scorsese nasceu e foi criado no Queens em Nova York. Diz a lenda, que Scorsese em uma entrevista comentou que em seu bairro nos anos cinquenta e sessenta, os jovens tinham três caminhos para escolher: ser bandido, policial ou padre. Scorsese escolheu ser padre, cursou o seminário, mas para sorte dos cinéfilos, desistiu da carreira eclesiástica e se transformou em um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Esta sua vivência no seminário, com certeza influenciou a forma como ele levou às telas a vida de Jesus Cristo. 

O longa tem um roteiro escrito pelo também diretor Paul Schrader (“A Marca da Pantera”, “Temporada de Caça”) sendo baseado em um livro do grego Nikos Kazantzakis, que mostra Jesus Cristo como uma pessoa normal, com dúvidas, medos, desejos e todo tipo de sentimento comum ao ser humano. 

Esta abordagem racional e algumas cenas como a sequência das tentações no deserto e o sonho em que Jesus (Willem Daofe) tem relações com Maria Madalena (Barbara Hershey) causaram revolta em muitos fiéis e na Igreja Católica, que tentou proibir o filme aqui no Brasil sem sucesso. O barulho em torno do filme criou uma grande curiosidade no público, mas não chegou a transformar o longa em sucesso. 

Não o coloco entre os melhores filmes de Scorsese, mas por outro lado, não deixa de ser uma obra interessante e que analisando sem tomar partido de religião, pode ser considerada uma biografia respeitosa, comandada por um católico aparentemente devoto. 

Vale destacar a boa atuação de Willem Dafoe como Cristo e a fotografia do alemão Michael Ballhaus, colaborador habitual de Scorsese.  

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Acho esse um dos melhores de Scorsese, a encenação causa impacto e a trilha de Peter Gabriel também ajuda na criação da atmosfera mística.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - Boa lembrança, a trilha sonora também é muita boa.

Abraço.