terça-feira, 28 de abril de 2015

A Teoria de Tudo

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, Inglaterra, 2014) – Nota 7,5
Direção – James Marsh
Elenco – Eddie Redmayne, Felicity Jones, Charlie Cox, David Thewlis, Harry Lloyd. Emily Watson, Simon McBurney, Maxine Peake.

Biografias são sempre complicadas, primeiro porque transportam para a tela uma versão da história e segundo porque esta versão muitas vezes não é a do biografado, mas de alguém que conviveu com ele ou mesmo de algum escritor que colheu testemunhos diversos. 

Esta biografia do físico Stephen Hawking (Eddie Redmayne) é baseada no livro de sua ex-esposa Jane Hawking (Felicity Jones), que conviveu com ele durante mais de vinte anos. Por este motivo, fica a sensação de que as crises entre o casal foram amenizadas, numa espécie de lembrança poética. Além disso, o foco principal no relacionamento do casal deixa a carreira de Hawking com suas teorias revolucionárias em segundo plano. 

A trama começa em 1963, quando Hawking está prestes a finalizar seu doutorado e durante uma festa conhece a jovem Jane. Os dois começam a namorar, mas não demora para Hawking demonstrar os primeiros sinais de uma doença degenerativa, diagnosticada por um médico que projeta apenas mais dois anos de vida para o então estudante. Mesmo sabendo do terrível problema que terão de enfrentar, Jane e Hawking se casam, com a esperança de superar a doença. 

O filme mostra apenas parte das dificuldades enfrentadas pelo casal durante o tempo em que viveram juntos, emocionando em alguns momentos, mas sem grandes exageros. Cenas como a do jantar onde Hawking não consegue segurar os talheres ou a sequência em que tenta subir a escada se arrastando, são exemplos das dificuldades que poderiam ter transformando o físico em alguém revoltado com o mundo, porém vemos o contrário, ele prefere sempre seguir em frente. 

A magnífica interpretação física de Eddie Redmayne é um dos pontos altos do filme e rendeu merecidamente o Oscar de Melhor Ator. 

É basicamente uma história de superação.

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Fiquei com raiva de Redmayne por ter tirado o Oscar de Keaton, mas não há como negar que o filme é um bom trabalho e envereda pelo lado pessoal do doutor em vez de se ater ao seu trabalho científico.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - A atuação de Keaton também foi ótima, mas ainda prefiro a de Redmayne.

O grande azar de Keaton é que dificilmente ele terá outra chance de ganhar o Oscar.

Abraço

Amanda Aouad disse...

O problema do filme filme é mesmo ser baseado no livro de Jane Hawking. Fica passional demais, e tende a glorificar a ela, seu esforço, sua superação. Não quero dizer que seu papel não seja digno e fundamental para a trajetória de Hawking, mas o filme exagera em tentar demonstrar isso a todo momento.

bjs

Hugo disse...

Amanda - É a vida de Hawking pelo olhar de Jane, por isso acredito que os conflitos entre o casal tenham sido amenizados mo filme.

Bjos