quinta-feira, 30 de abril de 2015

Vida de Adulto & Geração Prozac


Vida de Adulto (Adult Word, EUA, 2013) – Nota 6,5
Direção – Scott Coffey
Elenco – Emma Roberts, John Cusack, Evan Peters, Armando Riesco, Cloris Leachman, John Cullum, Catherine Lloyd Burns, Reed Birney, Shannon Woodward.

Após se formar na universidade, Amy (Emma Roberts) tem certeza que se tornará uma grande escritora e poetisa, porém ao enfrentar o mundo real, descobrirá a imensa dificuldade em publicar seus textos ou até mesmo em conseguir um emprego. Sem dinheiro, com uma dívida estudantil e a pressão dos pais, Amy aceita trabalhar como balconista em um sex shop. O destino faz com que ela cruze o caminho de Rat Billings (John Cusack), um escritor que teve como único sucesso seu primeiro livro, mas que Amy considera seu ídolo. A jovem sonhadora tenta a todo custo se aproximar do sarcástico escritor, que não demonstra interesse algum nas obras da garota. 

O ponto principal do roteiro é mostrar a diferença entre os sonhos da juventude e realidade da vida adulta. A personagem de Emma Roberts é cheia de energia e extremamente ingênua, semelhante a milhares de jovens que acreditam na teoria aprendida na universidade e que ficam frustrados ao se deparar com as dificuldades da vida real. 

Por outro lado, o personagem de John Cusack é o sujeito calejado, que experimentou o sucesso e depois foi obrigado a aceitar o sistema para sobreviver na carreira. 

Está longe de ser um grande filme, mas vale a sessão por alguns diálogos interessantes e pelos personagens curiosos, inclusive os coadjuvantes que gravitam pelo sex shop. 

Geração Prozac (Prozac Nation, EUA / Alemanha / Canadá, 2001) – Nota 6,5
Direção – Erik Skjoldbjaerg
Elenco – Christina Ricci, Jason Biggs, Anne Heche, Michelle Williams, Jonathan Rhys Meyers, Jessica Lange, Jesse Moss, Nicholas Campbell.

Em 1985, Elizabeth (Christina Ricci) entra para a Universidade de Yale para estudar jornalismo. Com um histórico de depressão, Elizabeth acredita que possa superar o problema entrando de cabeça nos estudos, no trabalho e na diversão. Um texto sobre o cantor Lou Reed abre as portas da revista Rolling Stone para a jovem, que é contratada para outros trabalhos. Em paralelo, Elizabeth curte festas, bebidas, drogas e sexo com os amigos, até perceber que não está conseguindo escrever. A depressão volta junto com mudanças de humor, mentiras e explosões de raiva, potencializadas pelo complicado relacionamento com a mãe (Jessica Lange) e a distância do pai ausente (Nicholas Campbell). 

Baseado num livro da jornalista Elizabeth Wurtzel, este longa, pelo título dá a impressão de ser uma crítica ao uso indiscriminado dos antidepressivos, porém na verdade é a história de um período da vida da garota, que coincide com o surgimento do medicamento Prozac, que se tornou um grande auxílio para amenizar seu problema. 

A personagem principal narra a sua própria história, dando ênfase aos vários conflitos causados por seu distúrbio psicológico e as consequências nos relacionamentos com amigos, com o namorado (Jason Biggs) e a família. 

Apesar de ser não admirador da atriz Christina Ricci, aqui é ela defende muito bem o papel da jovem que alterna momentos de fúria, em que destila crueldade nas palavras, com outros em que se mostra fragilizada. 

É um filme em que muitas pessoas irão se identificar com as situações, principalmente quem sofre ou quem convive com alguém que tenha este tipo de problema. 

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