segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Homem que Mudou o Jogo

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Bennett Miller
Elenco – Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Stephen Bishop, Reed Diamond, Brent Jennings, Ken Medlock, Jack McGee, Nick Searcy, Glenn Morshower.

Início de 2002, Billy Beane (Brad Pritt) é o manager do Oakland Athletics, a equipe de beisebol com menor orçamento da Liga Americana. Desanimado pela sucessão de resultados ruins e a falta de dinheiro que faz o clube perder os melhores jogadores a cada nova temporada, Beane procura novas ideias para remontar o time. 

A novidade surge quando Beane conhece o jovem economista Peter Brand (Jonah Hill), um sujeito gordinho que jamais jogou beisebol, mas que criou uma fórmula matemática para analisar o desempenho individual dos jogadores em cada fundamento. Percebendo que os resultados continuariam ruins se seguisse o caminho normal de contratar jogadores indicados por olheiros na base da intuição, Beane contrata Brand como seu assistente e juntos decidem montar uma nova equipe baseada nas estatísticas de desempenho, o que a princípio é considerado uma loucura pelos “especialistas” do esporte, mas que aos pouco revoluciona a forma de administrar uma equipe. 

Baseado numa história real, este longa de Bennett Miller (“Capote” e “Foxcatcher”) é centrado na vontade do protagonista em deixar um legado para o esporte, como uma espécie de compensação pelo seu fracasso como jogador. Ainda adolescente, enquanto jogava por ligas menores, Billy Beane foi encontrado por um olheiro que lhe ofereceu um contrato para jogar na equipe do New York Mets, dizendo com todas as palavras que ele tinha talento para se tornar um astro do esporte. A previsão não se confirmou e Beane, que desistiu da universidade para ser jogador, sentiu que a forma de escolher atletas estava longe de ser perfeita. O relativo sucesso da análise das estatísticas dos jogadores no caso de Beane, fez com que as outras equipes adotassem o mesmo modelo, hoje utilizado em vários outros esportes, inclusive no futebol.

A história mostrada aqui é um pouco romanceada. Por exemplo, o personagem de Peter Brand é fictício, na verdade, quem auxiliou Billy Beane em parte do processo foi Paul DePodesta, um ex-jogador de futebol americano que entrou em conflito com a produção do longa e por este motivo teve seu nome retirado do personagem, que sofreu várias modificações até ser encarnado por Jonah Hill. Por sinal, as interpretações de Brad Pitt e Jonah Hill merecem elogios, tendo os dois sido indicados aos Oscar. 

Mesmo se você não gosta de esportes, não se preocupe, as cenas de jogos não são exageradas e servem principalmente para dimensionar a emoção e a angústia sentida pelo personagem de Brad Pitt, que não consegue assistir as partidas, preferindo ficar sozinho fazendo outras coisas, enquanto ouve algumas informações pelo rádio ou vê uma ou duas jogadas pela tv.  

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

A direção de Miller é firme e elegante como sempre, mas devo dizer que achei o tema do filme desinteressante e as atuações de Pitt e Hill antipáticas...

Cumps.

Gustavo H. Razera disse...
Este comentário foi removido pelo autor.