sábado, 31 de outubro de 2009

Pague Para Entrar, Reze Para Sair

Pague Para Entrar, Reze Para Sair (The Funhouse, EUA, 1981) – Nota 6
Direção – Tobe Hooper
Elenco – Cooper Huckabee, Elizabeth Berridge, Shawn Carson, Jeanne Austin, Jack McDermott, Kevin Conway, William Finlay, Largo Woodruff, Miles Chapin.

Numa pequena cidade, dois casais de namorados visitam um estranho e decadente parque de diversões e resolvem passar a noite dentro da casa do “Trem Fantasma” (a “funhouse” do título original), porém acabam presenciando um assassinato e são perseguidos pelo sinistro mestre de cerimônias do parque (Kevin Conway) e seu filho deformado que usa uma máscara de Frankenstein.

O filme tem a cara do diretor Hooper e lembra um pouco o seu clássico “O Massacre da Serra Elétrica”, porém ao invés de uma fazenda, o filme se passa neste parque de diversões.

Novamente Hooper utiliza personagens estranhos, deformações e muita violência, além de um elenco jovem e pouco conhecido.

Não é seu melhor trabalho como “Poltergeist”, mas mesmo assim está acima de seus últimos filmes feitos nos anos noventa.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Uma Loucura de Casamento

Uma Loucura de Casamento (Very Bad Things, EUA, 1998) – Nota 6
Direção – Peter Berg
Elenco – Jon Favreau, Christian Slater, Cameron Diaz, Leland Orser, Jeremy Piven, Daniel Stern, Jeanne Tripplehorn.

Cinco amigos se reúnem para a despedida de solteiro de um deles, Kyle Fisher (Jon Favreau) que está com casamento marcado com a mimada e insegura Laura (Cameron Diaz). Os amigos então partem para a uma noite de bebidas, drogas e contratam ainda uma prostituta para animar a festa num quarto de hotel em Las Vegas, porém um dos amigos, Michael (Jeremy Piven) exagera na dose e acaba matando a prostituta em um acidente. Este é o começo do desespero do grupo, que piora quando um segurança do hotel entra no quarto para verificar o barulho, descobre o corpo da garota morta e acaba sendo assassinado pelo maluco do grupo, Boyd (Christian Slater) que irá liderar e persuadir todos a ajudarem a enterrar os dois corpos no deserto. O que parece uma solução, será o estopim para a desconfiança entre os amigos se tornará uma loucura.

O filme começa como uma daquelas histórias onde temos certeza que as coisas não acabarão bem, com a primeira metade do longa sendo interessante e prendendo a atenção, desde o relaciomento confuso dos amigos até quando a consciência de um deles (Daniel Stern) começa a pesar, mas a partir daí o roteiro toma um rumo de se aprofundar no humor negro, deixando de lado o clima de desconfiança e paranóia entre os amigos e partindo para violência e vários assassinatos até o final de extremo mau gosto.

O resultado irregular é a cara do diretor e ator Peter Berg, que fez o interessante “O Reino” e o péssimo “Bem-Vindo à Selva”.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Klute - O Passado Condena

Klute – O Passado Condena (Klute, EUA, 1971) – Nota 7
Direção – Alan J. Pakula
Elenco – Jane Fonda, Donald Sutherland, Charles Cioffi, Roy Scheider, Dorothy Tristan.

O policial John Klute (Donald Sutherland) investiga o desaparecimento de um homem numa cidade pequena e a única pista é um carta que o leva até a prostituta Bree (Jane Fonda ) em Nova Iorque. Encontrando a garota, o policial descobre que ela tem recebido telefones e cartas ameaçadoras que podem ser de um assassino de prostitutas. E como em todo filme que bebe na fonte do noir, o policial Klute irá sentir-se atraído pela prostituta e tentará protege-la.

Este foi o segundo longa dirigido pelo falecido diretor Alan J. Pakula e aqui já mostra todo o seu talento no gênero policial e suspense, sem utilizar muita ação, focando principalmente no clima da história e nos diálogos, assim como no clássico “Todos os Homens do Presidente” e no suspense “A Trama”, ótimos filmes dos anos setenta.

Aqui o grande destaque é a interpretação de Jane Fonda como um prostituta de luxo fria, que tem a aspiração de se tornar atriz, mas acaba virando alvo de um assassino. Ela venceu o Oscar de Melhor Atriz com este papel.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Na Mira do Chefe

Na Mira do Chefe (In Bruges, Bélgica / Inglaterra, 2008) – Nota 7,5
Direção – Martin McDonagh
Elenco – Colin Farrell, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes, Jordan Prentice, Clemence Poesy, Zeljko Ivanek, Eric Godon, Jeremie Renier, Ciaran Hinds.

Dois matadores irlandeses, o veterano Ken (Brendan Gleeson) e o novato Ray (Colin Farrell) são enviados pelo chefe Harry (Ralph Fiennes) para Bruges na Bélgica, esperando que a situação em Dublin na Irlanda se acalme depois de Ray ter matado por acidente um garoto quando também assassinou um padre (Ciaran Hands).

O bruto Ray acaba odiando a pequena cidade belga e pensa em voltar rapidamente para sua casa, porém seu parceiro Ken acaba gostando da tranquilidade e dos monumentos do local. Esta situação inusitada se complica quando Ken recebe ordens do chefe para matar Ray.

O interessante do longa é a relação entre os matadores Ken e Ray, enquanto o veterano fica dividido entre a fidelidade ao chefe e ter que matar o jovem, Ray ao mesmo tempo sente um grande remorso pela morte do menino e se aproxima de um anão drogado (Jordan Prentice) que trabalha como ator em um filme na cidade e da bela Chloe (Clemence Poesy) que vende drogas.

O diretor McDonagh acerta ao misturar violência, personagens estranhos e até um pouco de comédia nesta obra diferente que coloca a bela e antiga cidade de Bruges como um dos personagens principais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um Golpe à Italiana & Uma Saída de Mestre

Este é um caso em que original e refilmagem praticamente se equivalem, apesar de algumas diferenças. O original leva um pouco de vantagem na questão do humor tipicamente inglês inserido na trama e a dupla de atores principais, o grande Michael Caine e o escritor Noel Coward. A refilmagem é um bom filme de ação que prende a atenção e que terá uma sequência lançada em breve.

Um Golpe à Italiana (The Italian Job, Inglaterra, 1969) – Nota 7
Direção – Peter Collinson
Elenco – Michael Caine, Noel Coward, Benny Hill, Raf Vallone, Tony Beckley, Rossano Brazzi, Maggie Blye

O ladrão inglês Charlie Croker (Michael Caine) arma um mirabolante plano para assaltar um banco e causas um congestionamento gigante na cidade de Turim, enquanto grande parte da população estará assistindo a uma partida de futebol entre Itália e Inglaterra. Para montar sua equipe ele acaba sendo patrocinado por um educado lorde inglês (Noel Coward) que está preso mas tem o hábito de financiar grandes roubos.

Deliciosa comédia que tem como destaques Michael Caine no papel de um ladrão esperto e educado que planeja o roubo do século e do escritor Noel Coward impagável como lorde corrupto, uma espécie de presidente da cadeia onde está “hospedado”. E como as boas comédias inglesas, esta brinca com o destino dos personagens e do produto do roubo, num final cheio de humor negro tipicamente inglês.

Uma Saída de Mestre (The Italian Job, EUA, 2003) – Nota 7
Direção – F. Gary Gray
Elenco – Mark Wahlberg, Charlize Theron, Edward Norton, Donald Sutherland, Jason Statham, Seth Green, Mos Def, Franky G, Boris Krutonog, Olek Krupa, Gawtti.

O especialista em roubos Charlie Croker (Mark Wahlberg) após um trabalho em Veneza é enganado pelo sócio Steve (Edward Norton) que foge com um cofre cheio de ouro. Para tentar recuperar o conteúdo do roubo e se vingar do ex-sócio, ele e sua quadrilha composta pelo especialista em computadores (Seth Green), o motorista habilidoso (Jason Stathan), o homem dos explosivos (Mos Def), um veterano arrombador de cofres (Donald Sutherland) e sua bela filha (Charlize Theron), armam um roubo onde planejam parar a cidade de Los Angeles com um gigantesco congestionamento.

Os destaques aqui são as perseguições nas mini-coopers e o clima de golpe infálivel. Além disso o elenco parece se divertir com a brincadeira, o que faz até o ótimo Edward Norton relaxar e ter uma atuação exagerada como o vilão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Kika

Kika (Kika, Espanha / França, 1993) – Nota 7
Direção – Pedro Almodovar
Elenco – Veronica Forqué, Victoria Abril, Peter Coyote, Bibi Andersern, Alex Casanovas, Rossy DePalma.

A maquiadora Kika (Veronica Forqué) é casada com Ramon (Alex Casanovas), porém tem um caso com Nicholas (Peter Coyote) que é padastro de Ramon. Quando sua empregada Juana (a estranha Rossy DePalma) descobre o caso, começa a ameaçar a patroa. Enquanto isso após uma gravação feita as escondidas por Ramon, Kika vira também alvo da apresentadora de um programa sensacionalista de tv chamada Andrea Caracortada (Victoria Abril com uma tremenda cicatriz no rosto).

Esta miscelânia de acontecimentos e personagens estranhos tem a cara dos filmes de Almodovar, que aqui critica as relações vazias da atualidade e a invasão de privacidade dos programas de tv, que na época ainda não eram tão ousados como agora, mas que o filme dá uma prévia do que estava para acontecer.

Para quem é grande fã de Almodovar e seu estilo peculiar vai adorar, para o público comum é um longa crítico e diferente.

domingo, 25 de outubro de 2009

Nosferatu

Nosferatu (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens, Alemanha, 1922) – Nota 8
Direção – F. W. Murnau
Elenco – Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schroeder, Alexander Granach.

Numa pequena cidade da Alemanha, o corretor de imóveis Hutter (Gustav von Wangenheim) recebe a missão de viajar até os Montes Cárpatos na Romênia para visitar em um castelo o Conde Orlok (Max Schreck), que deseja comprar uma casa na cidade onde vive Hutter, porém o pobre corretor não imagina que o Conde é um vampiro e tem o objetivo de espalhar a peste, além de estar interessado pela esposa do pobre homem (Greta Schroeder).

Esta é a primeira versão da história de Drácula para o cinema, tendo como base o romance de Bram Stoker, o que fez com que a viúva do escritor entrasse na justiça para proibir a exibição do filme. Os produtores para tentar resolver o problema mudaram os nomes do personagens, mas mesmo assim grande parte das cópias foram interditadas e destruídas pela justiça, porém por sorte, algumas cópias já rodavam o mundo e salvaram está pérola dos primórdios do cinema.

Outras lendas cercam este longa, como a história de que o estranho ator Max Schreck seria um vampiro de verdade e que aparecia no set de filmagens apenas a noite e já caracterizado no personagem. Esta lenda serviu de inspiração para o longa “A Sombra do Vampiro”, onde o diretor E. Elias Merhige dirige Willem Dafoe como Schreck e John Malkovich como Murnau e mostra que apenas este sabia que Schreck era uma vampiro e nada contou para os outros envolvidos com a esperança de dar um maior realismo ao filme. Um longa diferente e interessante.

Tenho de confessar que não foi fácil acompanhar um filme mudo, estamos muito acostumados com o som, mas mesmo assim o longa merece ser visto por todo cinéfilo em razão do clima soturno, das imagens que com certeza eram assustadoras na época e sinistra atuação de Max Schreck.

Como curiosidade, o longa foi refilmado em 1979 por Werner Herzog, com Klaus Kinski no papel principal, porém este eu ainda não conferi.

sábado, 24 de outubro de 2009

Na Natureza Selvagem

Na Natureza Selvagem (Into the Wild, EUA, 2007) – Nota 8,5
Direção – Sean Penn
Elenco – Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Catherine Keener, Brian Dierker, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook, Zack Galifianakis, Thure Lindhardt, Signe Egholm Olsen.

No início dos anos noventa, o jovem Chris McCandless (Emile Hirsch) após se formar no colégio com altas notas, ao invés de ir para a universidade, resolve largar sua confortável vida e cair na estrada sem avisar os pais ou a irmã. Ele começa a viagem com pouco dinheiro e sem os documentos, trocando seu nome para Alexander Supertramp e durante dois anos atravessa os EUA até conseguir seu principal objetivo, ir para o Alasca e viver por alguns meses apenas com os recursos da natureza. Durante esta jornada ele cruzará com diversas pessoas que terão suas vidas mudadas ao conviver com o jovem cheio de idéias sobre liberdade.

Baseado numa história real que foi transformada em livro pelo jornalista Jon Krakauer, este longa dirigido com sensibilidade pelo ator Sean Penn, confirma seu talento também atrás das câmeras e tem diversos pontos de destaque. As interpretações de todo o elenco, principalmente de Emile Hirsch no papel principal, que convence em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis de sua jornada e do veterano Hal Holbrook, que interpreta um militar aposentado e que mesmo sendo uma boa pessoa, viveu ao contrário do que o garoto prega, sempre preocupado e preso ao seu mundo, com a convivência com Chris percebe que o mundo e a vida são maiores do que ele pensa. Inclusive Holbrook foi indicado ao Oscar pelo papel.

Outros pontos importantes são a fotografia de Eric Gautier, que nos brinda com belas imagens de diversas partes dos EUA e a sensível trilha sonora de Eddie Veder vocalista do “Pearl Jam”.

Filme obrigatório para todos os cinéfilos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

King Kong

A história do gorila gigante King Kong já foi levada ao cinema em quatro oportunidades, sendo a primeira ainda a melhor, produzida em 1933 e refilmada com talento e doses extras de violência por Peter Jackson em 2003. Entre estes longas, existe uma versão apenas razoável de 1976, que serviu para revelar a bela e também boa atriz Jessica Lange e uma rídicula continuação em 1986. Vou escrever um pouco sobre os quatro filmes.

King Kong (King Kong, EUA, 1933) – Nota 8,5
Direção – Merian C. Cooper & Ernest B. Shoedsack
Elenco – Fay Wray, Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher, Sam Hardy, Noble Johnson

King Kong (King Kong, EUA, 2003) – Nota 8
Direção – Peter Jackson
Elenco – Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Colin Hanks, Andy Serkis, Evan Parke, Jamie Bell, Kyle Chandler, Lobo Chan.

Os dois longas contam a mesma história. Uma equipe de filmagens viaja para uma ilha desconhecida e descobre uma civilização primitiva que oferece mulheres para sacrifício a um gorila gigante. As coisas se complicam quando a estrela do filme, Ann Darrow (Fay Wray no original e Naomi Watts na refilmagem) é sequestrada pelos nativos e entregue ao gorila. O diretor do filme, Carl Denham (Robert Armstrong e Jack Black) e alguns homens de sua equipe, entre eles Jack Driscoll (Bruce Cabot e Adrien Brody) entram na espécie de santuário onde vive o gorila para tentar resgatar a jovem, o que conseguem, mas Denham vê isso como uma chance de capturar o animal e ficar rico o transformando numa atração de circo.

Por ser a original e ter sido produzida nos primórdios no cinema, merece ser considerada a melhor versão, pelos ótimos efeitos especiais feitos com miniaturas que incrementaram as cenas de ação e que até hoje são interessantes, além da curiosa relação de amor entre o gorila e a bela Fay Wray, com certeza uma grande novidade na época.

Esta versão de Peter Jackson sem dúvida é a mais violenta, com muita ação em uma ilha repleta de animais primitivos que a equipe que terá de enfrentar para resgatar a garota e capturar o gorila. Como destaque posso destacar a qualidade técnica, marca registrada dos filmes do diretor.

King Kong (King Kong, EUA, 1976) – Nota 6,5
Direção – John Guillermin
Elenco – Jeff Bridges, Jessica Lange, Charles Grodin, John Randolph, Rene Auberjonois, Julius Harris, Jack O’Halloran, Ed Lauter.

Um navio de uma companhia está a procura de novas jazidas de petróleo quando um fotógrafo que está como clandestino (Jeff Bridges) vê uma garota à deriva em um bote. A garota (Jessica Lange) é resgatada e diz ter sobrevivido a um naufrágio. Seguindo viagem, o navio chega a uma ilha onde ao mesmo tempo em que os ocupantes descobrem uma nova fonte de petróleo mas que não poderá ser explorada, encontram uma tribo primitiva que oferece mulheres a um gorila gigante. Os nativos sequestram a garota e o líder da expedição (Charles Grodin) vê na chance de resgatar a garota e capturar o animal o sucesso que precisa para compensar o petróleo perdido.

Esta versão produzida pelo italiano Dino de Laurentiis é a mais fraca das três, que apesar do bom elenco, perde em comparação a ação tanto do original quando da violenta versão de Peter Jackson.

King Kong II (King Kong Lives, EUA, 1986) – Nota 3
Direção – John Guillermin
Elenco – Brian Kerwin, Linda Hamilton, John Ashton, Peter Michael Goetz.

Uma das continuações mais picaretas da história do cinema, nesta sequência produzida novamente pelo italiano Dino de Laurentiis, ele utilizou os direitos que tinha sobre a história para tentar capitalizar algum lucro, numa época em que filmes de ação, ficção e terror estavam em alta e a maioria de seus filmes fracassavam nas bilheterias. O filme começa onde parou a versão de 1976, com King Kong morto sendo levado a um laboratório onde cientistas implantam um coração mecânico, mas para ressuscitar o monstro seria necessário encontrar sangue de outra criatura da mesma espécie. Uma expedição encontra uma fêmea na floresta amazônica e a leva para os EUA, desta vez criando uma história de amor entre os dois gorilas, que inclusive terão um filhote.

O filme é uma vergonha para a boa carreira do diretor John Guillermin (“Inferno na Torre”, “A Ponte da Remagem”) e para Linda Hamilton que vinha do sucesso de “O Exterminador do Futuro” e fez a péssima escolha de protagonizar este longa e ainda ter como par o fraco Brian Kerwin.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Southland Tales - O Fim do Mundo

Southland Tales – O Fim do Mundo (Southland Tales, EUA, 2006) – Nota 3
Direção – Richard Kelly
Elenco – Dwayne “The Rock” Johnson, Seann William Scott, Sarah Michelle Gellar, Miranda Richardson, John Larroquette, Holmes Osbone, Nora Dunn, Jon Lovitz, Curtis Armstrong, Janeane Garofalo, Beth Grant, Wood Harris, Christopher Lambert, Bai Ling, Mandy Moore, Cheri Oteri, Amy Poehler, Lou Taylor Pucci, Zelda Rubinstein, Will Sasso, Wallace Shawn, Kevin Smith, Justin Timberlake.

Fica difícil acreditar que o cineasta por trás do ótimo e cultuado “Donnie Darko” tenha feito também este longa irritante, com história sem sentido e pretensioso ao extremo, dando a impressão que tentou fazer outro filme cult, porém este rótulo é uma consequência de um trabalho diferenciado, nunca podendo ser um objetivo. Fica difícil até fazer uma sinopse da trama, mas vou tentar.

O astro de filmes de ação com amnésia Boxer Santaros (Dwayne Johnson) se envolve com uma atriz pornô (Sarah Michelle Gellar) que apresenta um reality show, ao mesmo tempo o policial Roland Taverner (Seann William Scott) tenta encontrar seu irmão gêmeo e uma corporação que conta com cientistas e políticos lança uma máquina que utiliza a água do oceano para gerar energia. Enquanto isso um grupo neomarxista tenta sabotar o projeto e chantagear a corporação através de um vídeo polêmico com o ator Boxer Santaros, que na verdade é casado com a filha de um político.

Traduzindo, são tantas pontas na história e personagens que se cruzam numa trama sem pé nem cabeça que fica impossível explicar o desenrolar, por sinal os personagens são absurdos e os diálogos uma piada. Além disso o estranho elenco está recheado de comediantes de tv, e sabe-se lá porque, muitos saídos do programa “Saturday Night Live”, como Cheri Oteri, Nora Dunn, Amy Poehler, Will Sasso, Janeane Garofalo e Jon Lovitz, além de outros como John Larroquette e Curtis Armstrong. Neste caso parece que Richard Kelly tentou ser cult até no elenco, trazendo a tona também o outrora famoso Christopher Lambert para um papel que nada diz a trama e o absurdo de escalar Dwayne “The Rock” Johnson no papel principal, que na minha opinião funciona apenas em filmes de ação e nada mais. Resumindo, um grande desperdício de tempo e dinheiro, uma decepção.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Jogos do Poder

Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Mike Nichols
Elenco – Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Ned Beatty, John Slattery, Om Puri, Denis O’Hare, Ken Stott, Shaun Toub, Jud Tyler, Brian Markinson.

Quem acreditaria que um político beberrão e mulherengo (Tom Hanks), uma rica dondoca texana (Julia Roberts) e um mal visto agente da CIA (Philip Seymour Hoffman), seriam os responsáveis pela ajuda americana ao povo afegão na década de oitenta, quando estes lutaram contra os soviéticos que haviam invadido o país e por consequência responsáveis também pelo treinamento dos que hoje os americanos consideram terroristas.

O filme começa em 1980 quando o político Charlie Wilson (Tom Hanks) mesmo sendo investigado por ter participado de um festa regada a drogas e prostitutas, acaba se interessando pela situação no Afeganistão e como membro de um comitê, ajuda a elevar a verba para uma espécie de ajuda por debaixo dos panos dos EUA para situações de guerra em outros países. Isto chama a atenção da milionária Joana Herring (Julia Roberts), defensora do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão, para onde os refugiados estavam fugindo dos soviéticos, causando um grande problema. Ao mesmo tempo o agente da CIA Gust Avrakotos (Philip Seymour Hoffman) é deixado de lado em uma promoção por seu chefe e encarregado de cuidar das questões do Afeganistão, situação sem interesse do governo naquele momento. O destino une estes três personagens que costuram um maluco acordo não-oficial entre Egito, Paquistão e Israel, acreditem, para fornecerem armas e treinamento aos rebeldes no Afeganistão, tudo isso patrocinado pelo governo americano extra-oficialmente. Eles apenas não contavam que estavam criando o futuro Talebã, mas isso é outra história.

O filme é baseado na história real, que veio a público muitos anos depois dos fatos ocorridos e tem no trio principal, no roteiro e nos diálogos afiados, os grandes destaques do longa, sem contar é claro a sempre boa direção de Mike Nichols, que mostra mais uma vez ser craque na direção de atores e utiliza ainda imagens de arquivo para mostrar algumas atrocidades de outra guerra estúpida.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

C. Thomas Howell










O ator C. Thomas Howell estreou no cinema como um dos garotos em "E.T. - O Extraterrestre" para logo em seguida ficar famosa ao estrelar o hoje clássico "Vidas Sem Rumo", longa que Francis Ford Coppola dirigiu em 1983 e lançou para o cinema outros grandes astros, como Tom Cruise, Patrick Swayze, Matt Dillon, Ralph Macchio, Rob Lowe e Emilio Estevez. Com o sucesso destes filmes ele seguiu carreira e novamente acertou com a boa comédia romântica "Admiradora Secreta" e com o grande suspense "A Morte Pede Carona" (refilmado há pouco tempo), porém vou citar quatro longas que mostram como a carreira de Howell foi numa descendente, através de escolhas ruins e que hoje se mantém como ator de filmes de pequeno orçamento e pontas em seriados de TV. Uma pena para um ator que outrora mostrou talento.

Uma Escola Muito Louca (Soul Man, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Steve Miner
Elenco – C. Thomas Howell, Rae Dawn Chong, Arye Gross, James Earl Jones, Leslie Nielsen, Melora Hardin, Ann Walker, James B. Sikking, Max Wright, Julia Louis Dreyfus, Wallace Langham.
O estudante Mark Wayson (C. Thomas Howell) não consegue ser aceito na Universidade de Harvard. Desesperado, ele com a ajuda de um amigo (Arye Gross) toma algumas pílulas para bronzeamento e acaba sendo aceito utilizando as cotas para negros da Universidade. O problema começa quando ele tenta se passar por quem não e precisa enfrentar todo o racismo velado do dia a dia. Ela terá ainda a ajuda de um professor (James Earl Jones) e de sua namorada (Rae Dawn Chong). É uma comédia com algumas idéias engraçadas e interessante em tentar criticar o preconceito racial de modo leve. Foi aqui que Howell conheceu a atriz Rae Dawn Chong (filha de Thomas Chong, da dupla "Cheech e Chong") quem foi casado.

Curiosidade Mata? (Curiosity Kills, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – Colin Bucsey
Elenco – C. Thomas Howell, Rae Dawn Chong, Jeff Fahey, Courteney Cox, Paul Guilfoyle.
Suspense onde um fotógrafo (C. Thomas Howell) e sua namorada (Rae Dawn Chong) resolvem investigar por conta pr´pria o assassinato de um artista plástico dentro do prédio onde moram. E como diz o título do filme, a curiosidade pode ser fatal, principalmente quando tentarem chegar perto do violento assassino (Jeff Fahey). Filme apenas mediano feito para TV e dirigido pelo inglê Bucksey sem grandes novidades. Como detalhe, pouco tempo após o longa Howell e Chong se separaram e a carreira dele iniciou o declínio.

Kid (Kid, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – John Mark Robinson
Elenco – C. Thomas Howell, Sarah Triger, Brian Austin Green, Dale Dye, Michael Bowen, Michael Cavanaugh.
Kid (C. Thomas Howell) volta para uma pequena cidade onde nasceu e também é o local onde seus pais foram assassinados, para ser vingar dos culpados. O longa lembra os faroestes de Clint Eastwood, onde um estranho voltar para procurar vingança. Aqui o personagem de Howell se liga a uma garota (Sarah Triger), para desagrado de outro jovem (Brian Austin Green de “Barrados no Baile”), além é claro de ter de enfrentar os vilões do passado. Filme razoável, produzido numa época em que Howell ainda tinha alguma fama e procurava se consolidar na carreira, o que infelizmente não conseguiu.

Um Salto Para o Perigo (The Big Fall, EUA, 1996) – Nota 5
Direção – C. Thomas Howell
Elenco – C. Thomas Howell, Sophie Ward, Titus Welliver, Jeff Kober, Kane Hodder.
Um detetive (C. Thomas Howell) é contratado por uma garota (Sophie Ward) para encontrar seu irmão desaparecido. Durante a investigação ele descobrirá que o desaparecimento tem ligação com um grande roubo efetuado por uma quadrilha especializada em bungee-jump e logicamente ele ainda terá tempo de se envolver com a garota. Filme policial repleto de clichês que tenta usar um esporte radical que na época era novidade, para dar uma cara diferente, mas o resultado final não surpreende. Neste mesmo ano Howell dirigiu outros dois outros longas que também se perderam no tempo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The Kids Are Alright

The Kids Are Alright (The Kids Are Alright, Inglaterra, 1979) – Nota 8,5
Direção – Jeff Stein
Elenco – Roger Daltrey, Pete Townshend, John Entwistle, Keith Moon, Ringo Star, Steve Martin, Tom Smothers.

No final dos anos setenta o jovem Jeff Stein procurou o empresário da Banda The Who com a idéia de um documentário. Mesmo sem experiência, o garoto que era grande fã da banda teve ajuda do grupo e garimpou todo o tipo de registro deles entre os anos de 1965 e 1979, com diversas gravações em estúdio, shows e até programas de tv, porém sem ordem cronológica, com passagens extremamente interessantes e algumas apresentações malucas, como na aparição do grupo no programa de Tom Smothers em 1967 quando após tocarem o sucesso “My Generation”, os componentes da banda começam a destruir os instrumentos, culminando com o maluco e falecido bateirista Keith Moon explodindo seu equipamento, algo que eles haviam planejado sem que a produção do programa soubesse. Entre as muitas gravações, destaque para os diversos shows, como a presença do grupo em Woodstock.

Como curiosidade, o vocalista Roger Daltrey se aventurou algumas vezes no cinema em filmes como “Espião por Engano” e “McVicar”, além de participações em seriados omo “Highlander” e “C.S.I” e estrelou ainda a famosa ópera-rock “Tommy”, delírio cinematográfico baseado num álbum do “The Who” dirigido por Ken Russell.

Este documentário é registro obrigatório para os fãs de rock, mesmo aqueles que não sejam grandes apreciadores do The Who.

domingo, 18 de outubro de 2009

O Preço da Coragem

O Preço da Coragem (A Mighty Heart, EUA/Inglaterra, 2007) – Nota 7
Direção – Michael Winterbottom
Elenco – Angelina Jolie, Dan Futterman, Archie Pajanbi, Irrfan Khan, Denis O’Hare, Will Patton, Mohammed Afzal.

O diretor inglês Michael Winterbottom conta aqui a história do seqüestro e assassinato do jornalista Daniel Pearl no Paquistão em Janeiro de 2002, baseando-se no livro da esposa de Daniel, Marianne Pearl vivida aqui por Angelina Jolie.

O filme tem um ar de documentário, também especialidade de Winterbom que fez “O Caminho para Guantanamo” e começa no dia anterior ao seqüestro de Daniel (Dan Futterman), que iria embora do país com a esposa em seguida, mas resolveu fazer uma última entrevista com um suspeito de terrorismo chamado Sheik Gilani, porém algo maior estava acontecendo e o jornalista não percebeu.

A história vai sendo contada aos poucos através da investigação liderada por um capitão de polícia (Irrfan Khan), com a ajuda de jornalistas e diplomatas, que irá esclarecer o porquê do sequestro e o seu desenrolar até o trágico final.

sábado, 17 de outubro de 2009

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (Brasil, 1967) – Nota 7,5
Direção – José Mojica Marins
Elenco – José Mojica Marins, Tina Wohlers, Nádia Freitas, Antônio Fracari.

Josefel Zanatas, o agente funerário Zé do Caixão (José Mojica Marins) sobrevive as alucinações do final do filme original e depois de ser absolvido pelas mortes na cidade, volta a assustar os moradores e por em prática seu plano de encontrar a mulher perfeita para gerar seu filho. Desta vez ele sequestra seis mulheres para tortura-las até descobrir qual será a escolhida. Mesmo assim ele acaba se interessando pela filha do coronel da cidade, que deseja ser a mãe de seu filho.

Esta continuação é inferior ao original, porém tem cenas interessantes, como a que começa com Zé do Caixão sendo arrastado de sua cama por um enviado do capeta, vivido por ele mesmo e levado ao inferno, onde as cenas foram filmadas em cores mostrando um local sinistro.

Apesar do baixo orçamento e da precariedade, a criativade de Mojica dever ser aplaudida, além das cenas no inferno, o restante do longa em preto e branco é bem filmado, com cenas estranhas em que as mulheres precisavam encarar cobras e aranhas verdadeiras e uma boa sequência final onde a população da cidade caça Zé do Caixão pela mata.

Para quem gosta do gênero terror, as obras de Mojica são obrigatórias.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Grande Ilusão

A Grande Ilusão (All the King’s Men, EUA, 2006) – Nota 7,5
Direção – Steve Zaillian
Elenco – Sean Penn, Jude Law, Anthony Hopkins, Kate Winslet, Mark Ruffalo, Patricia Clarkson, James Gandolfini, Jackie Earle Haley, Kathy Baker, Talia Balsam, Kevin Dunn, Frederic Forrest, Glenn Morshower.

O livro que deu origem a este longa se baseou na história do Governador da Louisiana Huey P. Long, mas com nomes trocados o filme conta a história do político Willie Stark (Sean Penn), um caipira de uma pequena cidade que por ser tesoureiro da prefeitura e por obra do acaso, acabou sendo financiado por uma espécie de lobbista (James Gandolfini) para concorrer ao Governo da Louisiana, até quando descobriu ser apenas um fantoche para desviar o foco de outro candidato, mudou de tática e começou a dizer verdades e defender o povo, chegando a ser eleito.

A história é contada pelo personagem Jack Burden (Jude Law), um jornalista que o segue em todo o governo e percebe todos os erros e defeitos do personagem principal, que começa como um político até certo ponto ingênuo, mas que vai sendo dominado pela ilusão do poder e perde o rumo.

O elenco é um diferencial, com Sean Penn competente como sempre e destaque para o sinistro Jackie Earle Haley como seu guarda-costas.

Com curiosidade, o diretor Steve Zaillian foi o roteirista de “A Lista de Schindler”.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Karatê Kid - A Trilogia

Karatê Kid – A Hora da Verdade (The Karate Kid, EUA, 1984) – Nota 8
Direção – John G. Avildsen
Elenco – Ralph Macchio, Pat Morita, Elisabeth Shue, Randee Heller, Martin Kove, William Zabka, Chad McQueen.

Karatê Kid II – A Hora da Verdade Continua (The Karate Kid, Part II, EUA, 1986) – Nota 7
Direção – John G. AvildsenElenco – Ralph Macchio, Pat Morita, Nobu McCarthy, Yuji Okumoto, Danny Kamekona, Martin Kove.

Karatê Kid III – O Desafio Final (The Karate Kid, Part III, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – John G. Avildsen
Elenco – Ralph Macchio, Pat Morita, Robin Lively, Thomas Ian Griffith, Martin Kove.

Praticamente todo fã de cinema já assistiu a este filme despretensioso que fez um sucesso espetacular na década de oitenta e gerou duas continuações. O longa ainda fez a fama do jovem Ralph Macchio que com sua cara de bom moço e sem tanto talento assim, não conseguiu fazer uma boa carreira longe do personagem e do na época já veterano e hoje saudoso Pat Morita como seu mestre. Um dado importante é que o filme foi lançado em 1984, um dos anos com o maior números de sucessos da história do cinema, como "Um Tira da Pesada", "O Exterminador do Futuro", "Indiana Jones e o Templo da Perdição" e "Os Caça-Fantasmas". Vale ressaltar que nesta época as vendas de video cassete ainda estavam começando a se popularizar e os ingressos de cinema eram baratos, além das salas de cinema que tinham grande capacidade e viviam lotadas.

O original e um clássico absoluto dos anos oitenta, este longa deu fama a Ralph Macchio no papel do jovem Daniel Larusso, que se muda com a mãe (Randee Heller) para a Califórnia e com dificuldades de se ambientar, acaba se aproximando da bela Ali (Elisabeth Shue), porém o ex-namorado da garota (William Zabka) e seus amigos que praticam karatê na escola de um professor sem escrúpulos (Martin Kove), cercam Daniel que é salvo por um velho japonês, o Sr. Miyagy (Pat Morita) que passa a ser o mestre do garoto e praticamente um substituto do pai. Lógico que o treinamento levará o jovem Daniel a um confronto final com seu inimigo. A química entre Macchio e Morita é um dos destaques deste longa dirigido pelo responsável por “Rocky – Um Lutador

Após o sucesso inicial, uma sequência era obrigatória e aqui (sem Elisabeth Shue), o Sr. Miyagi precisa voltar ao Japão para visitar seu pai que está doente e leva consigo o jovem Daniel. Chegando ao Japão, ao mesmo tempo em que Daniel se aproxima de uma jovem (Nobu McCarthy), Miyagi é desafiado por um antigo inimigo. Novamente dirigido por Avildsen, o longa é muito parecido com o original em seu desenrolar, apenas mudando o cenário para o Japão, mas mesmo assim o resultado é competente e mantém o nível. Apesar de não ter feito tanto sucesso quanto o primeiro, ainda gerou um terceiro episódio.

A parte III é sem dúvida o filme mais fraco da série. De volta à Los Angeles, Daniel é forçado a entrar em um torneio para vencer um lutador (Thomas Ian Griffith) que pretende derrotar o jovem e humilhar o mestre Miyagi. A questão é que Miyagi se recusa a treinar Daniel por afirmar que karatê é uma filosofia, não um meio de ganhar fama como lutador. Aqui a namorada de Daniel é vivida por Robin Lively. Já sem a força e a surpresa do original e apesar do trio Macchio/Morita/Avildsen, o resultado não é dos melhores e encerrou a franquia, que tentou ser ressuscitada cinco anos depois pelo diretor Christopher Cain, que foi buscar Pat Morita para treinar um garota em “The Next Karate Kid” que fracassou completamente. A curiosidade do longa é que a garota foi vivida por uma jovem Hilary Swank.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Awake - A Vida por um Fio

Awake – A Vida por um Fio (Awake, EUA, 2007) – Nota 6
Direção – Joby Harold
Elenco – Hayden Christensen, Jessica Alba, Terrence Howard, Lena Olin, Christopher McDonald, Sam Robards, Arliss Howard, Fisher Stevens, Gerogina Chapman.

O jovem empresário Clay Beresford Jr. (Hayden Christensen) herdou um império de seu pai, vive um romance escondido com Samantha (Jessica Alba) que trabalha com secretária de sua possessiva mãe (Lena Olin), mas tem um problema maior. Precisa de um transplante de coração. Quando aparece um doador compatível e tudo indica que sua agonia irá terminar, na verdade começará seu pesadelo. A cirurgia ficará a cargo de sua amgo, Dr. Jack (Terrence Howard), mas por algum motivo a anestesia apenas o paralisa, deixando o rapaz consciente e desesperado com a conversa da equipe médica, que esconde um terrível segredo.

A premissa é muito interessante, mostrar o sentimento de alguém que descobre algo terrível mas não pode se mexer, além da questão de ficar acordado na própria cirurgia que pode tirar sua vida, agora o desenrolar da trama deixa a desejar. A primeira parte é a melhor, sendo interessante até o momento do início do desespero do personagem de Christensen, mas a partir daí a história tenta seguir um caminho para o suspense e criar uma pequena conspiração, mas acaba se tornando completamente inverossímil.

Outro detalhe é a inexpressivade de Christensen, que na minha opinião ainda não conseguiu mostrar ser bom ator, mesmo após ter sido o protagonista da segunda trilogia "Star Wars".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Do Outro Lado

Do Outro Lado (Auf der Anderen Seite, Alemanha / Turquia, 2007) – Nota 8
Direção – Fatih Akin
Elenco – Nurgul Yesilçay, Baki Davrak, Tuncel Kurtiz, Hanna Schygulla, Patrycia Ziolkowska, Nursel Kose.

Em Bremen na Alemanha o professor universitário Nejat (Baki Davrak) vive solitário e tem contato apenas com o pai, que um certo dia leva para casa a prostituta Yeter (Nursel Kose), que aceita morar com o velho em virtude de turcos radicais a ameaçarem caso continue levando uma vida de pecado. Ao mesmo tempo a filha de Yeter, Ayten (Nurgul Yesilçav) foge da Turquia onde é procurada por terrorismo e vai em busca da mãe na Alemanha, porém ela pensa que a mãe trabalha numa loja de sapatos enquanto a mãe pensa que a filha é estudante na Turquia. Chegando na Alemanha, Ayten terá ajuda de Lotte (Patrycia Ziolkowska) que se apaixonará por ela, para desagrado da mãe da garota, Susanne (a veterana Hanna Schygulla). Estes personagens terão as vidas cruzadas e modificadas em razão de duas mortes e vários desencontros.

O diretor turco Fatih Akin divide o filme em passagens pela Alemanha e Turquia, mostrando a diferença de vida nesses países e com os personagens procurando seu verdadeiro caminho e onde realmente seriam seus lares.

O filme lembra obras como “Babel”, com o destino influênciando a vida de vários personagens que se cruzam, geralmente ligados por alguma tragédia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aos Treze

Aos Treze (Thirteen, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Catherine Hardwicke
Elenco – Holly Hunter, Evan Rachel Wood, Nikki Reed, Jeremy Sisto, Brady Corbet, Sarah Clarke, Deborah Karan Unger, Kip Pardue, Vanessa Hudgens, D. W. Moffett.

A garota Tracy (Evan Rachel Wood) aos treze anos ainda se veste com roupas de crianças e dorme com bichinhos de pelúcia e por esse motivo começa a se sentir rejeitada no escola e resolve fazer a amizade com a garota mais popular e também mais falsa da escola, Evie (Nikki Reed). Por influência da nova amiga ela muda seu comportamento e começa a beber, furtar roupas em lojas, usar drogas e experimentar sexo, tudo isso causando um grande conflito com sua mãe, a cabeleireira Melanie (Holly Hunter), que separada do marido vive com a garota e o outro filho (Brad Corbett) e com o namorado drogado (Jeremy Sisto).

O roteiro do longa é assinado pela diretora Catherine Hardwicke e pela atriz Nikki Reed, que faz o papel da garota falsa e problemática que ajuda a desvirtuar a confusa Tracy. Na realidade o filme tenta mostrar como uma família desestruturada atrapalha no desenvolvimento psicológico dos filhos adolescentes e como estes estão a mercê dos perigos e das ilusões que o mundo oferece. É um bom drama, com alguns momentos um pouco exagerados, assim como é a própria adolescência.

domingo, 11 de outubro de 2009

Bravura Indômita & Justiceiro Implacável









Bravura Indômita – (True Grit, EUA, 1969) - Nota 7
Direção – Henry Hathaway
Elenco John Wayne, Glenn Campbell, Kim Darby, Dennis Hopper, Jeremy Slate, Robert Duvall, Strother Martin, Jeff Corey.

Justiceiro Implacável (Rooster Cogburn, EUA, 1975) – Nota 7
Direção – Stuart Miller
Elenco – John Wayne, Katharine Hepburn, Anthony Zerbe, Richard Jordan, Strother Martin, John McIntire, Paul Koslo, Lane Smith.

Estes dois longas foram uma exceção na longa carreira de John Wayne, onde ele representa o mesmo personagem, o xerife caolho Rooster Cogburn, fato que não era comum ao gênero. O longa "Bravura Indômita" foi o último da sua parceria com o grande diretor Howard Hawks, com que fez "A Conquista do Oeste" e "Os Filhos de Katie Elder". Já "Justiceiro Implacável" foi o penúltimo filme de carreira e quase que sua despedida do cinema.

Em "Bravura Indômita" o veterano xerife Rooster Cogburn (John Wayne) é contratado por uma garota (Kim Darby) para matar os homens que assassinaram seu pai. Porém ela quer participar da caçada. Faroeste mediano mas competente, feito já no final da era de ouro do gênero, dirigido pelo veterando e grande diretor Henry Hathaway. A curiosidade são as participações de Robert Duvall em início de carreira e Dennis Hopper vindo do clássico “Sem Destino”.

Na sequência "Justiceiro Implacável", Rooster Cogburn (John Wayne) tem seu distintivo caçado por um juiz (John McIntire) em virtude de matar vários bandidos em serviço, porém logo ele é chamado de volta ao cargo para combater uma quadrilha que pretende roubar um carregamento de ouro e que assassinou um reverendo. A filha do reverendo (Katharine Hepburn) também procura o xerife para ele caçar os assassinos e vingar a morte de seu pai.

Aqui Wayne tem a seu favor a ótima companhia de Katharine Hepburn como parceira, o que eleva o nível deste faroeste mediano feito numa época em que reinava as cópias italianas do gênero, os chamados Western Spaghetti.

sábado, 10 de outubro de 2009

O Albergue

O Albergue (Hostel, EUA, 2005) – Nota 7
Direção – Eli Roth
Elenco – Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nedeljakova, Jan Vlasak, Rick Hoffman.

Um verdadeiro açougue humano, esta pode ser a definição desta obra produzida por Quentin Tarantino e dirigida pelo especialista Eli Roth.

Dois mochileiros americanos Paxton e Josh (Jay Hernandez e Derer Richardson) estão viajando pela Europa quando conhecem o islandês Oli (Eythor Gudjonsson) em Amsterdam e juntos saem a caça de garotas. Numa noite eles encontram um outro sujeito que indica um albergue em Bratislava na Eslováquia, que estaria cheio de belas garotas dispostas a muito sexo. Chegando na cidade, a princípio eles conseguem o procuram, mas quando o islandês Oli desaparece e os outros dois amigos saem a sua procura, descobrem que existe algo aterrador naquele local.

Para quem criticou “Turistas” por mostrar o Brasil como local perigoso para viajantes, este “O Albergue” consegue assustar qualquer um que tenha pretensão em viajar para Eslováquia. Um detalhe curioso e que deixa dúvidas é se o roteirista brincou para enganar o público e os personagens mochileiros ou se foi mesmo um erro, quando um personagem cita que naquele país existem mais mulheres que homens em virtude da guerra. Pelo que sei houve guerra na Eslovênia, país que pertencia a antiga Iugoslávia. Apesar deste erro e das cenas sanguinolentas quase doentias, o filme cumpre o seu papel como terror e suspense e prende a atenção até o final.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bombas - Parte VII - Astros Errando Feio

Voltando a sessão Bombas, desta vez destaco quatro longas estrelados por astros que acabaram naufragando nas telas e deixando uma pequena marca em suas carreiras. Apesar dos nomes envolvidos, são filmes para serem esquecidos. Os famosos escolhidos são John Travolta, Demi Moore, Will Smith e Keanu Reeves.


A Reconquista (Battlefield Earth: A Saga of ther Year 3000, EUA, 2000) – Nota 2
Direção – Roger Christian
Elenco – John Travolta, Barry Pepper, Forest Whitaker, Kim Coates, Richard Tyson, Sabine Karsenti, Kelly Preston.
Baseado no livro de L.Ron Hubbard, o criador da Cientologia, religião a qual John Travolta é adepto (assim como outros famosos como Tom Cruise), o grande astro resolveu ajudar na adaptação da história para o cinema. O longa se passa no ano 3000 quando a Terra é dominada po alienígenas gigantes liderados por Terl (o próprio Travolta) e os humanos vivem como escravos, até que Johnny (Barry Pepper) se torna uma espécie de salvador e comanda os humanos em uma revolta para derrubar os invasores. Rídicula ficção que erra em praticamente tudo, desde o elenco que parece perdido, principalmente Pepper como o herói, passando pela história sem pé nem cabeça, as cenas que tentam usar truques de câmera para mostrar os alienígenas como superiores em tamanho aos humanos e por fim o visual dos invasores, que usam dreadlocks como cantores de reagge. Muito dinheiro jogado no lixo.

Striptease (Striptease, EUA, 1996) – Nota 2
Direção – Andrew Bergman
Elenco – Demi Moore, Burt Reynolds, Ving Rhames, Armand Assante, Robert Patrick, Rumer Willis, Paul Guilfoyle, Stuart Pankin.
Este longa não leva nota 0 pelo sensacional corpo de Demi Moore. Este é o único fator que pode fazer alguém assistir este drama que acaba beirando a comédia em virtude de várias cenas ridículas. A história tem Moore como um secretária do FBI que perde o emprego por culpa do marido picareta (Robert Patrick), o que a faz trabalhar como stripper para não perder a guarda da filha (Rumer Willis, filha dela na vida real com Bruce Willis). Ela ainda terá tempo de se envolver com um policial (Armand Assante) e com um político tarado (Burt Reynolds em um papel vergonhoso), além de várias exibições quentes no seu trabalho na boate.

As Loucas Aventuras de James West (Wild Wild West, EUA, 1999) – Nota 3
Direção – Barry Sonnenfeld
Elenco – Will Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh, Salma Hayek, Ted Levine, M. Emmet Walsh, Bai Ling, Rodney A. Grant, Musetta Vander, Ling Bai, Sofia Eng, Frederique Van Der Wal, Garcelle Beauvais.
Sem dúvida este é o pior blockbuster estrelado por Will Smith. Baseado no seriado que fez sucesso nos anos sessenta e misturava western, aventura e ficção com criatividade e o carisma da dupla Robert Conrad e Ross Martin, aqui sem transforma numa roleta russa de engenhocas e efeitos especiais que tentam suprir a falta de história. É incrível que gente de talento como Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh e o diretor Sonnenfeld tenham entrado nesta fria.

Johnny Mnemonic – O Cyborg do Futuro (Johnny Mnemonic, EUA, 1995) – Nota 5,5
Direção – Robert Longo
Elenco – Keanu Reeves, Dina Meyer, Dolph Lundgreen, Ice T, Takeshi Kitano, Henry Rollins, Barbara Sukowa, Dennis Akayama, Udo Kier, Tracy Tweed.
Num futuro próximo o mundo está todo conectado pela internet e desta forma se espalha através de ondas eletromagnéticas uma espécie de vírus que afeta metade da população. Como esperança, um andróide (Keanu Reeves) carrega a possível cura num chip implantado em seu cérebro, porém ele tem apenas um dia para salvar a si mesmo e o mundo, além de precisar escapar de um um grupo que deseja roubar seu chip. O filme é baseado num conto de William Gibson e na época houve muita expecativa no lançamento do longa, mas a decepção foi grande. O filme pode ser considerado um pré-Matrix também estrelado por Reeves, mas extremamente confuso, que tem como destaque apenas o eclético elenco, com o rapper/ator Ice T, o cultuado ator/diretor japonês Takeshi Kitano, o roqueiro Henry Rollins e Dolph Lundgreen no papel de um fanático religioso.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Verdade Nua

A Verdade Nua (Where the Truth Lies, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Atom Egoyan
Elenco – Kevin Bacon, Colin Firth, Alison Lohman, David Hayman, Rachel Blanchard, Maury Chaykin, Beau Starr, Kristin Adams.

Na década de cinquenta a dupla cômica Lanny (Kevin Bacon) e Morris (Colin Firth) estão no auge, isto até a véspera da apresentação do Teleton, quando um camareira é encontrada morta na banheiro do quarto de hotel onde eles estavam hospedados. Após o programa a dupla se separa. Quinze anos depois a jovem jornalista Karen (Alison Lohman) tem carta branca da editora onde trabalha para escrever um livro com as memórias de Morris e ela como grande fã da dupla, vê a chance de descobrir a verdade sobre a morte da garota e a separação. No final ela e o espectador descobrirão os bastidores da vida da dupla, regado a sexo e drogas, além de pitadas de chantagem e uma estranha ligação com um mafioso (Maury Chaykin).

O filme é baseado num livro sobre os bastidores do show business, mas boatos dizem que a escritor se baseou na parceria e separação da dupla Jerry Lewis e Dean Martin. Não é fácil acreditar que tudo o que é mostrado no longa tenha acontecido com a famosa dupla, mas com certeza os personagens de Kevin Bacon e Colin Firth lembram e muito Lewis e Martin.

O diretor egípcio Atom Egoyan (“Exotica” e “O Doce Amanhã”) acerta em cheio ao mostrar personagens desajustados e manipuladores em cenas fortes e sem pudor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Josey Wales - O Fora da Lei

Josey Wales – O Fora da Lei (The Outlaw Josey Wales, EUA, 1976) – Nota 8
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Clint Eastwood, Chief Dan George, Sondra Locke, Bill McKinney, John Vernon, Sam Bottoms, Will Sampson, Matt Clark.

No início da Guerra Cívil Americana, o fazendeiro sulista Josey Wales (Clint Eastwood) tem sua família assassinada por uma milícia pró-União (Os Jayhawkers, grupo mostrado também em “Cavalgada com o Diabo” de Ang Lee) e dado como morto acaba sendo deixado para trás. Recuperado, ele se une a uma milícia sulista por pouco tempo, até todos os integrantes serem assassinados, porém mais uma vez Josey escapa e incia sua vingança contra todos que cruzarem o seu caminho, sempre em busca dos assassinos de sua família. Nesta jornada ele terá de ajudar uma idosa e sua neta (Sondra Locke, com quem Clint viveu por muitos anos), além de um velho índio e outra mulher índia, entrando em conflito também com o chefe comanche Ten Bears (Will Sampson).

Este violento faroeste aumentou o cartaz de Eastwood como diretor, deixando claro em muitas cenas tudo o que ele aprendeu com o mestre do gênero Sergio Leone.

O resultado é um filme onde a vingança é o tema principal.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu os Declaro Marido e... Larry

Eu os Declaro Marido e... Larry (I Now Pronounce You Chuck & Larry, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Dennis Dugan
Elenco – Adam Sandler, Kevin James, Jessica Biel, Dan Aykroyd, Ving Rhames, Steve Buscemi, Nicholas Turturro, Allen Covert, Rachel Dratch, Richard Chamberlain, Rob Schneider, Chandra West, David Spade, Matt Winston, Gary Valetine.

Nem sempre as comédias de Adam Sandler agradam, mas esta acerta em cheio no roteiro escrito pelo bom diretor Alexander Payne (“Sideways”) e principalmente pelo elenco de apoio e a química entre Sandler e Kevin James.

No filme os dois são bombeiros, Sandler é o mulherengo Chucky e Kevin James o viúvo com um casal de filhos chamado Larry e quando este necessita dar entrada no seguro social da esposa, descobre que perdeu o tempo e que precisaria casar novamente para receber a grana com rapidez. Sem ter uma pretendente, resolver convidar o amigo Chucky para se passar por seu noivo, formarem um casal gay e receber o dinheiro sem que ninguém saiba, mas como mentira tem perna curta, quando a história vaza é o início de uma sucessão de piadas e acontecimentos engraçados.

Sem dúvida um dos pontos altos são os coadjuvantes, com o veterano comediante Dan Aykroyd como o chefe dos bombeiros, Steve Buscemi como uma espécie de fiscal do governo para detectar falsos casais gays e o inacreditável Rob Schneider como um chinês que celebra casamentos.

Como curiosidade temos a participação do outrora galã Richard Chamberlaind, que apenas há poucos assumiu que é gay e provavelmente despedaçou o coração de suas antigas fãs.

Ótima comédia, degraus acima da maioria das produções do gênero atualmente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Jogos de Guerra

Jogos de Guerra (War Games, EUA, 1983) – Nota 7,5
Direção – John Badham
Elenco – Matthew Broderick, Ally Sheedy, Dabney Coleman, John Wood, Barry Corbin.

Um adolescente (Matthew Broderick) expert em computadores se conecta por acidente no sistema de defesa americano e imaginando estar participando de um jogo, provoca um estado de alerta no governo que imagina estar sendo atacado por algum inimigo. Quando o jovem percebe que está jogando contra um supercomputador e este programando para defender o país, pode dar início a Terceira Guerra Mundial lançando uma bomba nuclear, ele junto com a namorada (Ally Sheedy) sai a procura do cientista criador deste computador para tentar evitar o pior.

Este foi apenas o segundo filme da carreira de Matthew Broderick e fez um grande sucesso, principalmente por tocar em temas ainda presentes na época, como espionagem e Guerra Fria, a questão nuclear que vira e mexe vem à tona, além de ter o computador como um dos destaques, quando as pessoas comuns nem imaginavam que no futuro ele seria um produto comum como televisão e rádio.

O diretor John Badham fez vários bons filmes como “Tocaia”, “Alta Tensão” e “Tempo Esgotado”.

domingo, 4 de outubro de 2009

Quadrilha de Sádicos

Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, EUA, 1977) – Nota 7
Direção – Wes Craven
Elenco – Susan Lanier, Robert Houston, Martin Speer, Dee Wallace, Russ Grieve, John Steadman, Michael Berryman, James Whitworth, Janus Blythe.

Um família que viaja em um trailer para California, resolve procurar uma antiga mina e desviando do caminho entra em uma pequena estrada no deserto, que passa por um local de testes do exército e após sofrerem um acidente são atacados por uma família de canibais que vive nas colinas do local.

Filme de terror de pequeno orçamento, sendo o segundo longa de Wes Craven, que aqui nos apresenta a uma história violenta, cheia de personagens sinistros, num terror cru ao estilo do clássico original “O Massacre da Serra Elétrica”.

O único rosto conhecido do elenco é o de uma ainda jovem Dee Wallace, que faria a mãe de Henry Thomas em “E.T.”, mas este é apenas um detalhe que pouco vale num filme que tem como único objetivo assustar, os espectadores e os viajantes.

Como curiosidades, Craven dirigiu uma continuação em 1985 e Alexandre Aja refilmou o longa com competência em 2006.

sábado, 3 de outubro de 2009

Planeta Terror

Planeta Terror (Planet Terror, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Robert Rodriguez
Elenco – Rose McGowan, Freddy Rodriguez, Josh Brolin, Marley Shelton, Jeff Fahey, Michael Biehn, Bruce Willis, Naveen Andrews, Julio Oscar Mechoso, Stacy Ferguson, Nicky Katt, Tom Savini, Carlos Gallardo, Quentin Tarantino, Michael Parks, Danny Trejo, Cheech Marin.

Robert Rodriguez e Quentin Tarantino se juntaram para produzir um longa cada e lança-los em sessão única. Tarantino fez “À Prova de Morte” e Rodriguez este sanguinolento “Planeta Terror”.

Inspirado nos filmes B dos anos cinquenta, a história começa com um engenheiro químico picareta (Naveen Andrews, o Said de “Lost”) vendendo uma arma biológica para terroristas, porém um militar (Bruce Willis fazendo paródia dos tipos durões que costuma interpretar) e seu grupo acabam atrapalhando o negócio e liberando o gás que transforma as pessoas em zumbis. Vários personagens são apresentandos e vão se cruzando durante o filme, até quando sobram poucos em um pequeno local para tentar se salvar.

O resultado é também uma sátira aos filmes de zumbis estilo George Romero e copiados a exaustão por jovens cineastas, com toneladas de sangue jorrando até mesmo nas câmeras. A graça da piada está na participação de vários rostos conhecidos, como o próprio Tarantino como um militar estuprador, Josh Brolin como um médico estranho e os quase astros dos anos oitenta Michael Biehn (“Exterminador do Futuro”) e Jeff Fahey (“Passageiro do Futuro”) como irmãos.

Vale ressaltar a perna postiça de Rose McGowan e o falso trailer que é mostrado no início do filme chamado “Machete”, em que Danny Trejo faz o papel de um justiceiro mexicano extremamente violento.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Casa da Noite Eterna

A Casa da Noite Eterna (The Legend of Hell House, Inglaterra, 1973) – Nota 7,5
Direção – John Hough
Elenco – Roddy McDowall, Pamela Franklin, Clive Revill, Gayle Hunnicut, Roland Culver, Peter Bowles.

Um milionário (Roland Culver) desafia um cientista cético (Clive Revill) e três médiuns (Roddy McDowall, Pamela Franklin e Gayle Hunnicut) a passar alguns dias numa mansão considerada mal assombrada, em virtude de no passado, o local ter sido palco de órgias, vampirismo e canibalismo. O personagem de Roddy McDowall é o único que já havia participado de outra experiência no local quando morreram várias pessoas, porém este fato faz ele entrar em conflito com o cientista que não acredita em fantasmas interpretado por Clive Revill.

Este bom filme de terror clássico não apela para o sangue, mas sim para a sugestão e a criação de um clima de inesperado, sem esquecer é claro das aparições e de personagens sendo possuídos ou agindo de modo estranho.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Jogando com a Vida

Jogando com a Vida (Jinxed, EUA, 1982) – Nota 5
Direção – Don Siegel
Elenco – Bette Midler, Ken Wahl, Rip Torn, Val Avery, Jack Elam.

A cantora de boate Bonita (Bette Midler) namora com seu empresário Harold (Rip Torn), porém em um cassino eles conhecem um jovem jogador de cartas (Ken Wahl), com quem Bonita acaba tendo um caso e armando um plano para usa-lo no assassinato do namorado.

O tema de um triângulo amoroso que acaba em assassinato é algo mostrado no cinema desde os anos quarenta e já foi contado com maestria diversas vezes, mas aqui é duro aguentar Bette Midler no papel principal, uma atriz especialista em personagens insuportáveis que funcionam apenas em comédias. Seu par no filme é o jovem na época Ken Wahl, que ficou famoso como o Vinnie Terranova do seriado “O Homem da Máfia” e depois acabou sumindo.

O fato triste é ver o grande diretor Don Siegel encerrar sua carreira com este drama fraco e sem carisma. Ele que deixou grandes filmes como “Alcatraz – Fuga Impossível”, “Perseguidor Implacável” e “Vampiros de Almas”, entre outros, além de ser o grande mestre de Clint Eastwood, faleceu em 1991 e mereceria ter uma melhor despedida do cinema.