domingo, 25 de outubro de 2009

Nosferatu

Nosferatu (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens, Alemanha, 1922) – Nota 8
Direção – F. W. Murnau
Elenco – Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schroeder, Alexander Granach.

Numa pequena cidade da Alemanha, o corretor de imóveis Hutter (Gustav von Wangenheim) recebe a missão de viajar até os Montes Cárpatos na Romênia para visitar em um castelo o Conde Orlok (Max Schreck), que deseja comprar uma casa na cidade onde vive Hutter, porém o pobre corretor não imagina que o Conde é um vampiro e tem o objetivo de espalhar a peste, além de estar interessado pela esposa do pobre homem (Greta Schroeder).

Esta é a primeira versão da história de Drácula para o cinema, tendo como base o romance de Bram Stoker, o que fez com que a viúva do escritor entrasse na justiça para proibir a exibição do filme. Os produtores para tentar resolver o problema mudaram os nomes do personagens, mas mesmo assim grande parte das cópias foram interditadas e destruídas pela justiça, porém por sorte, algumas cópias já rodavam o mundo e salvaram está pérola dos primórdios do cinema.

Outras lendas cercam este longa, como a história de que o estranho ator Max Schreck seria um vampiro de verdade e que aparecia no set de filmagens apenas a noite e já caracterizado no personagem. Esta lenda serviu de inspiração para o longa “A Sombra do Vampiro”, onde o diretor E. Elias Merhige dirige Willem Dafoe como Schreck e John Malkovich como Murnau e mostra que apenas este sabia que Schreck era uma vampiro e nada contou para os outros envolvidos com a esperança de dar um maior realismo ao filme. Um longa diferente e interessante.

Tenho de confessar que não foi fácil acompanhar um filme mudo, estamos muito acostumados com o som, mas mesmo assim o longa merece ser visto por todo cinéfilo em razão do clima soturno, das imagens que com certeza eram assustadoras na época e sinistra atuação de Max Schreck.

Como curiosidade, o longa foi refilmado em 1979 por Werner Herzog, com Klaus Kinski no papel principal, porém este eu ainda não conferi.

11 comentários:

Paulo Roberto Montanaro disse...

parabéns por ter retomado este que o grande clássico dos filmes de vampiro de todos os tempos, não só pela genialidade ainda inocente do primeiro cinema, mas por toda a simbologia e estética do cinema alemão expressionista. O jogo de sombras e o trabalho com a atuação e o cenário são fantásticos e referência mesmo hoje para qualquer cineasta que pensa em fazer terror.

Se me permite, discordo um pouquinho da nota. Para mim, este é um dos poucos filmes da história do cinema que merece a nota máxima com louvor, pensando em seu contexto e em tudo o que criou.

Recomendo, nessa mesma linha, O Gabinete do Dr. Caligari e todos os filmes expressionistas da época. Valem a pena.

Há braços
Paulo

→ cleber . disse...

Eu sou louco para ver este, mas ainda não tive a oportunidade!

Amanda Aouad disse...

O que dizer de um clássico? Adoro o expressionismo alemão e Nosferatu é um belo exemplar deste.
abraços

Hugo disse...

Paulo - Como escrevi, foi estranho assistir a um filme mudo, provavelmente por isso é que minha nota foi menor que a sua. Assim que tiver chance vou procurar assistir "O Gabinete do Dr. Caligari" e "Metropolis" tb.

Cléber - Se tiver chance, assista.

Amanda - Muito do que foi criado neste longa é usado até hoje no cinema.

Gema disse...

Este é um daqueles filmes que adorava imenso ver... mas não consigo encontrar á venda em lado nenhum :(
Bjs

Ricardo Martins disse...

Sempre tive a curiosidade de ver um filme mudo, ainda mais de TERROR, deve ser inusitado para quem é anos 2000!

E achei interessante essa curiosidade do ator já ser um vampiro, que LENDA!

O filme mais antigo que vi foi Oliver de 1968! E olha lá!

Hugo disse...

Gema - Eu assisto na tv a cabo aqui no Brasil.

Ricardo - Existem centenas de filmes bons antigos. Pesquise e procure assistir, você vai descobrir obras de primeira.

Abraço

Gema disse...

A sério? Que inveja, aqui não costumam passar filmes desse género mais antigos :(

Hugo disse...

Gema - Aqui no Brasil existem pelos menos dois canais a cabo que sempre passam filmes antigos. Um deles é especializado nisso e em seriados antigos também.

Bjos

Kátia Lopes disse...

Tinha a maior curiosidade de ver esse filme e adorei, gosto de filmes antigos, mudos ou não e esse é um clássico. Em Fortaleza é difícil encontrar esse filme para alugar, tive sorte.

Hugo disse...

Kátia - Eu consegui assistir em uma sessão no Telecine Cult.

Bjos