sábado, 22 de setembro de 2018

Beirute

Beirute (Beirut, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Brad Anderson
Elenco – Jon Hamm, Rosamund Pike, Dean Norris, Shea Whigham, Mark Pellegrino, Larry Pine, Johnny Coyne, Idir Chender, Kate Fleetwood.

Beirute, Líbano, 1972. Mason Skiles (Jon Hamm) trabalha para o governo americano como negociador. Durante uma festa, um grupo terrorista sequestra o garoto Karim e mata sua esposa. O menino estava para ser adotado pelo casal, que não sabia que ele tinha um irmão terrorista. 

Dez anos depois, Skiles trabalha nos Estados Unidos, vive sozinho e abusa da bebida. Ele recebe uma proposta de uma agência do governo para voltar ao Líbano. Mesmo relutante, ele aceita a missão de participar da negociação para resgatar um antigo amigo feito refém pelo mesmo grupo terrorista que assassinou sua esposa. 

O roteiro escrito por Tony Gilroy (diretor de “Duplicidade” e “O Legado Bourne”) não apresenta surpresas, o cinéfilo que acompanha o gênero vai encontrar rapidamente as respostas de boa parte da história. 

O que faz o filme ser interessante são a narrativa ágil que prende a atenção, as poucas e boas cenas de ação, além dos cenários de uma Beirute destruída, bem parecida com o que ocorreu na cidade durante a guerra civil dos anos setenta e oitenta. 

Jon Hamm defende bem o papel do sujeito frustrado com a vida, enquanto a curiosidade fica para a peruca de Dean Norris. 

É uma diversão passageira com uma trama política que agradará os fãs do gênero.

4 comentários:

Liliane de Paula disse...

Gosto muito do John Hamm, Hugo. Sempre associo ele com Mad Men.
Mas sei que ele já fez muitos outros filmes.
Acho que tenho interesse de vê o filme com imagens, tristes imagens certamente, de uma cidade destruída.

Ontem vi um Documentário de 2018, sobre Robin Williams.
Em seguida vi o filme: "Férias no trailler", com ele.
Detesto comédias.

Hugo disse...

Liliane - Não me interessei por "Mad Men". Este documentário sobre a vida de Robin Williams ainda pretendo conferir.

Luli Ap disse...

Gostei do filme, uma linha narrativa interessante que prende a atenção.
Curioso como certos momentos e decisões podem mudar destinos.
Quando o garotinho é levado pelo irmão no começo do filme.
Quando ele e o protagonista se reencontram, ele se tornou um terrorista, mas como disse, naquele momento lá no começo do filme, ele não era.
Bjs Luli

Hugo disse...

Luli - Isso mesmo. Muitas vidas se modificam completamente a partir de determinadas decisões ou situações inesperadas.

Bjs