terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Navigator - Uma Odisseia no Tempo

Navigator – Uma Odisseia no Tempo (The Navigator: A Mediaeval Odyssey, Austrália / Nova Zelândia, 1988) – Nota 8
Direção – Vincent Ward
Elenco – Bruce Lyons, Chris Haywood, Hamish McFarlane.

No século XIV na região da Cumbria (onde hoje é a Inglaterra), um pequeno povoado de mineradores sofre com a provável chegada da Peste Negra que assola toda a Europa. Um dos mineradores é Connor (Bruce Lyons), que foi enviado para analisar o alcance da doença e voltou rapidamente dizendo que ela está próxima. 

O desespero das pessoas faz com que acreditem nas visões do garoto Griffin (Hamish McFarlane), o irmão mais novo de Connor, que diz que a única saída para salvar o povoado da doença é cavar um túnel numa caverna que levará até uma cidade do outro lado do mundo. Griffin diz ainda que será necessário fincar uma cruz no topo de uma determinada igreja. Os mineradores aceitam cavar o túnel e para surpresa eles chegam em Auckland na Nova Zelândia em pleno século XX. 

A grande sacada do roteiro do próprio diretor Vincent Ward é mostrar as reações dos homens medievais frente ao mundo atual, tendo de enfrentar automóveis, pessoas e até um submarino para chegar ao objetivo, em situações que misturam drama, ficção e comédia. 

A produção de baixo orçamento não atrapalha a criatividade do diretor, que provavelmente teve carta branca para criar as curiosas sequências e incluir ainda pitadas de religião, viagem no tempo e uma narrativa diferente, quase poética em algumas sequências. 

Vale destacar a interpretação de Hamish McFarlane como o estranho garoto profeta, ator que não fez carreira. 

O longa se transformou em sucesso cult na época e fez o diretor Ward ser contratado para dirigir “Alien³”, porém ele acabou substituído por David Fincher e os novos roteiristas apenas usaram sua história como base para desenvolver o roteiro. 

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