domingo, 9 de junho de 2013

Bem-Vindos à Cidade Maligna

Bem-Vindos à Cidade Maligna (Welcome To Bloody City, EUA / Canadá, 1977) – Nota 5,5
Direção – Peter Sasdy
Elenco – Jack Palance, Keir Dullea, Samantha Eggar, Barry Morse, Hollis McLaren, Chris Wiggins.

Quatro homens e uma mulher acordam no meio do deserto, vestindo uma espécie de uniforme cinza sem saber como chegaram ao local ou nem mesmo lembrando o próprio nome. A única informação que conseguem é através um cartão no bolso de cada um que cita o nome da pessoa. Logo, o grupo é atacado por dois sujeitos que matam um dos homens e violentam a mulher (Hollis McLaren). Em seguida, surge Freedlander (Jack Palance), o xerife de uma cidade ao estilo velho oeste, que leva os sobreviventes como escravos. 

Na estranha cidade existem três grupos: Os pistoleiros que se vestem de preto com uma cruz vermelha no peito onde aparece uma numeração. Outros que usam camisa xadrez e são capangas da elite de pistoleiros e por final os escravos vestindo cinza, que para se tornarem cidadãos precisam matar um pistoleiro. Não demora para o espectador descobrir que o local é na verdade um experimento virtual, com cientistas monitorando e alterando os acontecimentos, sempre a procura de pessoas que se destaquem e possam se tornar líderes no mundo real. 

Do grupo de escravos quem se destaca é Lewis (Keir Dullea de “2001: Uma Odisseia no Espaço”), que passa a receber atenção especial da cientista Katherine (Samantha Eggar de “O Colecionador”), que se sente atraída pelo homem, mas que também sente prazer ao agir como uma espécie Deus, decidindo o destino de cada personagem. 

Esta obscura produção foi lançada apenas em VHS nos anos oitenta e era um daqueles filmes que ficavam escondidos nos cantos empoeirados das locadoras. Vi várias a fita na locadora e sempre deixei de lado, mas acabei encontrando agora na internet uma versão ripada de VHS sem legendas e resolvi conferir. 

A trama de início lembra uma mistura do ótimo “Cubo” com o estranho “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma”, ficção com Yul Brynner, dois filmes que já comentei no blog, porém a sequência da história apresenta algumas ideias que veríamos vinte anos depois em “Matrix”, como o mundo virtual e o vilão interpretado por Jack Palance, que pode ser comparado ao Sr. Smith de Hugo Weaving, principalmente numa sequência próxima ao final quando ele parece se multiplicar para perseguir o personagem de Keir Dullea. 

É uma pena que a interessante premissa se perca no desenrolar da história em uma narrativa lenta, na fraca direção do húngaro Peter Sasdy, que teve praticamente toda a carreira em seriados de tv e na paupérrima produção.
   

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