quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hitchcock

Hitchcock (Hithcock, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Sacha Gervasi
Elenco – Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Danny Huston, Toni Collette, Michal Stuhlbarg, Michael Wincott, Jessica Biel, James D’Arcy, Richar Portnow, Kurtwood Smith, Ralph Macchio, Wallace Langham.

Misturando os bastidores da produção do clássico “Psicose” com ficção, o diretor estreante Sacha Gervasi cria um simpático longa, principalmente para os fãs do diretor Alfred Hitchcock.

Tudo começa em 1959 após o lançamento de “Intriga Internacional”, quando alguns críticos questionaram se não estava na hora de Hitchcock (Anthony Hopkins) se aposentar. Chateado com a situação, Hitchcock passa a procurar uma ideia para um novo filme e descobre o livro “Psicose”, baseado na história real do psicopata Ed Gein, que matou várias mulheres e desenterrou a própria mãe para viver com ela.

O sinistro tema desagrada os críticos e o chefão da Paramount, que não aceita produzir o filme. Com apoio da esposa Alma (Helen Mirren) e de seu agente (Michael Stuhlbarg), Hitch decide bancar o filme com o próprio dinheiro, num investimento extremamente arriscado. Além dos problemas comuns de uma produção de cinema, a vida de Hitch fica ainda mais complicada com o flerte do escritor picareta Whitfield Cook (Danny Huston) em cima de sua esposa.

Um dos acertos do roteiro é mostrar Hitchcock como um sujeito comum cheio de manias e problemas, de uma forma até engraçada em alguns momentos, como a briga com a esposa para não fazer dieta, os diálogos irônicos com o censor (Kurtwood Smith) ou a obsessão em encarar as belas atrizes, principalmente Janet Leigh interpretada por Scarlett Johansson, sem contar os diálogos imaginários com o personagem do próprio assassino Ed Gein (Michael Wincott).

Um ponto que deixou um pouco a desejar foi a maquiagem, mesmo entendendo a dificuldade que seria “recriar” alguém com a silhueta do diretor, a transformação de Anthony Hopkins parece estranha em várias sequências.

O filme vale também por várias curiosidades, entre elas as citações de outros trabalhos do diretor, como a mágoa que ele tinha da atriz Vera Miles (Jessica Biel), o pássaro que pousa no seu ombro na sequência final e algumas cenas em que Hitch espia uma bela loira pelo persiana de seu escritório nos estúdios da Paramount. Esta loira com porte de modelo é uma citação a Tippi Hedren (mãe de Melanie Griffith), que trabalhava no estúdio e praticamente não tinha experiência como atriz, mas que acabou descoberta pelos olhos de Hitch e escolhida para protagonizar “Os Pássaros” e “Marnie – Confissões de uma Ladra”.

Finalizando, vale ainda conferir a pequena participação de Ralph Macchio, o eterno “Karatê Kid” como o perturbado roteirista de "Psicose".

6 comentários:

Alan Raspante disse...

Achei um bom filme, mas, de fato, não fez "jus" àquela buzz todo que teve antes da estreia... Enfim, faltou algo. Só isso.

Hugo disse...

Alan - Eu gostei, mas concordo que para ser um grande filme faltou algo.

Abraço

Fernando Terroso disse...

Sou fã do Hitchcok, esse é um filme certo que tenho que ter. Abs

Hugo disse...

Fernando - Os fãs do diretor precisam assistir.

Abraço

renatocinema disse...

Amigo não sei se eu estava amargo....pois não gostei do filme.

Não vi simpatia e não curti o que foi produzido.

abraços

Hugo disse...

Renato - É um filme mais sobre a pessoa do que o diretor.

Abraço