quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Êxodo: Deuses e Reis

Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods ands Kings, Inglaterra / EUA / Espanha, 2014) – Nota 6,5
Direção – Ridley Scott
Elenco – Christian Bale, Joel Edgerton, John Turturro, Aaron Paul, Ben Mendelsohn, Maria Valverde, Sigourney Weaver, Ben Kingsley, Isaac Andrews, Hiam Abbas, Indira Varna, Ewen Bremner, Golshifeth Farahani.

Após mais de quatrocentos anos vivendo como escravos no Egito, o povo hebreu ainda espera a chegada de um salvador para guiá-los de volta à Terra Prometida. 

Neste contexto, quando Faraó Seti (John Turturro) adoece e seu filho Ramses (Joel Edgerton) se prepara para sucedê-lo, o então general de guerra Moisés (Christian Bale) descobre ser filho de escravos e ter sido adotado pela irmã do Faraó. Mesmo criados como irmãos, o fato transforma Ramses e Moisés em inimigos, com o segundo sendo expulso para viver no deserto, local onde encontrará seu caminho planejado por Deus. 

Quando se fala em gênero épico, logo vem à cabeça dos cinéfilos os grandes filmes dos anos cinquenta e sessenta. Há mais ou menos dez anos, várias produções reativaram o gênero com razoável sucesso de público e quase nenhum de crítica. Inclusive o diretor Ridley Scott se aventurou no mediano “Cruzada”. Esta nova incursão de Scott ao gênero resulta também numa obra apenas razoável. 

É interessante notar que os filmes épicos antigos demandavam um trabalho extremamente complicado para o diretor e a equipe técnica. Imagine lidar com centenas de figurantes nas batalhas ou nas cenas em que reis e faraós discursavam para o povo, ou ainda, em como criar cenas como a abertura do Mar Vermelho em “Os Dez Mandamentos”. 

Como opinião pessoal, a maioria dos épicos atuais não passam realismo algum nas grandes batalhas anabolizadas pelo CGI e quando a narrativa é longa e irregular, como acontece neste trabalho de Ridley Scott, o filme perde boa parte de sua força. 

O roteiro abrange os fatos mais importantes na vida de Moisés, porém o transforma num misto de gladiador e profeta, talvez para tentar agradar tanto os que gostariam de uma história mais próxima da bíblia, como para as novas gerações que desejam ver cenas de ação. 

Não é uma bomba como “Noé” por exemplo, mas se o cinéfilo quiser ver um grande filme sobre a vida de Moisés, “Os Dez Mandamentos “ continua imbatível. 

2 comentários:

Amanda Aouad disse...

Pois é, Os Dez Mandamentos ainda tem seu lugar. Acho que o principal problema do filme é não se definir entre o mito e o realismo. Mas, não é de fato uma bomba.

bjs

Hugo disse...

Amanda - Infelizmente o filme no meio do caminho entre mito e realismo, afetando o resultado.

Bjos