sábado, 1 de outubro de 2011

À Procura de Eric

À Procura de Eric (Looking for Eric, Inglaterra / França / Itália / Bélgica / Espanha, 2009) – Nota 8
Direção – Ken Loach
Elenco – Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, Gerard Kearns, Stefan Gumbs, Lucy-Jo Hudson.

O carteiro Eric Bishop (Steve Evets) vive deprimido e não consegue se relacionar com os dois enteados que foram abandonados pela mãe, que fora sua segunda esposa. Seus amigos de trabalho tentam animá-lo de todas as formas, inclusive numa improvisada sessão de terapia em grupo, mas a única alegria de Eric é relembrar os grandes momentos de seu time, o Manchester United, principalmente as jogadas de Eric Cantona, o maior ídolo da equipe dos últimos trinta anos e também o mais polêmico. 

Para amenizar sua dor, Eric rouba um pouco de maconha de um dos enteados e ao fumar a droga o próprio Cantona aparece para lhe dar conselhos e passar confiança, quase sempre utilizando engraçados provérbios, o que ajudará inclusive ele a se reaproximar de sua primeira esposa, a doce Lily (Stephanie Bishop), a quem ele abandonou com uma filha pouco tempo depois de casar. 

O diretor Ken Loach e o roteirista Paul Laverty acertam ao criar uma história que mistura drama e comédia de modo sensível, utilizando a figura emblemática de Eric Cantona como uma espécie de consciência adormecida do protagonista vivido pelo quase desconhecido Steve Evets, que tem uma bela interpretação como o sujeito sofrido que carrega um grande peso pelos erros do passado. 

Os diálogos entre Evets e Cantona são engraçados em algumas passagens e ao mesmo tempo são uma homenagem ao ex-jogador e aos torcedores do Manchester, que poderão rever jogadas inesquecíveis de sua carreira. 

O roteiro também não esquece de criticar as mudanças no futebol, principalmente em alguns diálogos entre os amigos de Eric que discutem sobre as camisas que ficaram desfiguradas quando começaram a estampar as marcas de diversos patrocinadores e os preços dos ingressos na Inglaterra, que aumentaram muito e afastam cada vez mais a classe trabalhadora dos estádios. 

O resultado é um bom filme que utiliza com inteligência a paixão pelo futebol para contar uma sincera história familiar.


3 comentários:

Celo Silva disse...

ainda tó para ver esse filme, gosto do cinema de Loach, apesar desse parecer mais leve em sua filmografia.

Rodrigo Mendes disse...

Vou conferir, interessante. Eu vi pouco do Loach.

Abs.

Hugo disse...

Celo - Vc está correto, é um filme mais leve Loach.

Rodrigo - Também assisti pouco coisa de Loach.

Abraço