sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Homem do Prego


O Homem do Prego (The Pawnbroker, EUA, 1964) – Nota 7,5
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Rod Steiger, Geraldine Fitzgerald, Brock Peters, Jaime Sanchez, Raymond St Jacques, Thelma Oliver.

Sol Nazerman (Rod Steiger) é um judeu que sobreviveu ao campo de concentração e hoje é dono de uma loja de penhores num bairro pobre de Nova Iorque. Sujeito extremamente ressentido pelo que sofreu na guerra, onde perdeu sua família, Sol trata todos a sua volta sem o menor sentimento, sejam as pessoas humildes que penhoram seus objetos por uma miséria, passando pela namorada e o sogro a quem ele trata com frieza e chegando ao seu empregado, o latino Jesus Ortiz (Jaime Sanches), um jovem com alegria de viver, que namora uma prostituta e tenta sair da vida de pequenos roubos a que estava acostumado. Toda esta frieza de Sol é um escudo criado para tentar esquecer o passado e estas atitudes o levarão a uma nova tragédia. 

Dirigido por Lumet no mesmo ano em que ele fez o clássico contra a guerra “Limite de Segurança”, este drama é um interessante relato das conseqüências na vida dos sobreviventes do Holocausto. O personagem de Rod Steiger é um exemplo de que como uma situação extrema e a tragédia podem mudar o comportamento de uma pessoa e neste caso numa cena no metrô fica claro que o personagem sofre o que é hoje é conhecido como “Síndrome do Pânico”, além de outras atitudes típicas de uma pessoa com depressão. 

Não é uma história fácil de acompanhar, principalmente pelos personagens problemáticos e a margem da sociedade, mas vale para conhecer um filme menor na carreira do ótimo Lumet.

4 comentários:

Jenifer Torres disse...

Com certeza vale a pena ser visto.

Amanda Aouad disse...

Parece mesmo interessante.

Rodrigo Mendes disse...

Lumet é um artesão que encara todo tipo de filme.

Preciso rever este!

Abs.

Hugo disse...

Jenifer - É um filme simples e eficiente.

Amanda - É um tema interessante, apesar de parecer um pouco datado hoje em dia.

Rodrigo - A direção de Lumet é sempre perfeita.

Abraço a todos