sexta-feira, 15 de junho de 2012

Charles Bronson & J. Lee Thompson


Em meados dos anos setenta, o astro Charles Bronson fez seu primeiro filme com o diretor inglês J. Lee Thompson. O interessante "Cinco Dias de Conspiração" foi o primeiro dos nove filmes em que a dupla trabalhou junto. Em sua maioria foram trabalhos apenas razoáveis, deixando a impressão da dupla estar acomodada com a carreira, talvez muito pela idade, já que Bronson estava na casa dos sessenta anos e Thompson com setenta. 

A carreira da Bronson é extremamente conhecida, enquanto Thompson possa parecer um desconhecido para as novas gerações, vale destacar que ele fez grandes filmes como "O Círculo do Medo", "Os Canhões de Navarone" e "O Ouro de Mackenna".

Nesta postagem comento quatro filmes da dupla, trabalhos de mediano para fraco, que mostra mais o final de carreira da dupla. Como informação, J. Lee Thompson faleceu em 2002 e Bronson em 2003.

Caboblanco (Caboblanco, EUA / México, 1980) – Nota 5,5
Direção – J. Lee Thompson
Elenco – Charles Bronson, Jason Robards, Dominique Sanda, Fernando Rey, Simon MacCorkindale.

Gilford Hoyt (Charles Bronson) é um ex-soldado americano que vive na pequena cidade litorânea de Caboblanco no Peru. A calmaria do local muda quando um explorador que procurava um tesouro perdido em um navio afundado é assassinado. Ao mesmo tempo, um navio chega ao local trazendo novas pessoas, entre elas a bela Marie Claire (Dominique Sanda) que se envolve com Gilford e um ex-oficial nazista (Jason Robards) que pode estar ligado a morte do explorador. 

O roteiro claramente bebe na fonte do clássico “Casablanca”, inclusive no nome do local onde se passa a trama, porém a lentidão da narrativa deixa o filme há milhas de distância da qualidade do clássico. Por mais que Bronson tenha feito uma boa carreira, fica impossível comparar ele e Dominique Sanda com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

Justiça Selvagem (The Evil That Men Do, EUA / México / Inglaterra, 1984) – Nota 5
Direção – J. Lee Thompson
Elenco – Charles Bronson, Theresa Saldana, José Ferrer, Raymond St Jacques, René Enriquez, John Glover.

Holland (Charles Bronson) é um assassino profisional aposentado, que volta à ativa quando um amigo é morto numa missão. Holland terá como alvo um médico (José Ferrer) responsável por torturar presos políticos num país da América Central. Para entrar no país sem ser notado, ele leva a viúva do amigo (Theresa Saldana) como disfarce. 

O roteiro utiliza a questão das ditaduras na América Latina como pano de fundo para uma história rasa, que não funciona como trama política e como filme de ação é apenas razoável, com Bronson repetindo o papel de assassino, sua especialidade.

O Mensageiro da Morte (Messenger of Death, EUA, 1988) – Nota 5,5
Direção – J. Lee Thompson
Elenco – Charles Bronson, Trish Van Devere, Laurence Luckinbill, Daniel Benzali, Charles Diekorp, Marilyn Hasset, Jeff Corey, John Ireland, Gene Davis.

Numa comunidade mórmom, uma família é assassinado. Mãe e filhos são mortos brutalmente e o pai (Charles Diekorp) se cala sobre o ocorrido. A polícia acredita que o massacre tenha acontecido por motivos religiosos. Ao mesmo tempo, o jornalista Garret Smith (Charles Bronson) passa a investigar o crime, se aproximando do pai da família. 

Este penúltimo filme da parceira entre Bronson e Thompson tem uma boa premissa, deixando no ar o mistério sobre os crimes, porém o desenrolar da trama é apenas razoável, chegando até o inevitável clímax com Bronson novamente partindo para a ação.

Kinjite – Desejos Proibidos (Kinjite: Forbidden Subjects, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – J. Lee Thompson
Elenco – Charles Bronson, Perry Lopez, Juan Fernandez, James Pax, Peggy Lipton, Sy Richardson, Bill McKinney, Amy Hathaway, Marion Yue, Nicole Eggert.

O Tenente Crowe (Charles Bronson) teve sua filha (Amy Hathaway) molestada em um ônibus por empresario japonés (James Pax), porém por ironia do destino, pouco tempo depois a filha do empresario é sequestrado por um traficante (Juan Fernandez) e Crowe acaba designado para investigar o caso. 

O último filme da parceria entre Bronson/Thompson é um pouco melhor que os trabalhos dos últimos anos. Apesar de ser um filme policial sem surpresas, o roteiro amarra bem a trama que mostra o submundo da prostituição e das drogas e as sequências de ação são razoáveis.


2 comentários:

Celo Silva disse...

Boa recordação. Bronson habitou minha aurora cinéfila. Gosto de Kinjite, mas no mais, são em sua maioria, filmes medianos.

Hugo disse...

Celo - Os melhores filmes de Bronson são os dos anos sessenta e setenta.

Desta lista, "Kinjite" é o melhor.

Abraço