segunda-feira, 11 de junho de 2012

Planeta dos Macacos (1968 e 2001)


O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, EUA, 1968) – Nota 9
Direção – Franklin J. Schaffner
Elenco – Charlton Heston, Roddy McDowall, Kim Hunter, Maurice Evans, Linda Harrison, James Whitmore.

A Nasa envia uma expedição espacial com quatro astronautas com o objetivo de provar de que no espaço o tempo passar mais devagar que na Terra. Dezoito meses depois, os tripulantes que estavam hibernando, acordam e descobrem que se passaram dois mil anos na Terra. Apesar de provar a teoria, a nave tem um problema e acaba caindo no mar de um planeta desconhecido. 

Apenas três astronautas sobrevivem, porém ao sair da nave encontram humanos vivendo como selvagens, inclusive sem falar. Para piorar, em seguida surgem macacos montados a cavalo perseguindo os humanos, o que causa a morte de alguns deles, inclusive dois astrounautas, restando vivo apenas Taylor (Charlon Heston) que é capturado pelos macacos. Levado a uma vila onde os macacos falam e vivem como os humanos da Terra, Taylor é entregue para ser estudado pelo casal de cientistas Zira e Cornelius (Kim Hunter e Roddt McDowall) que se assustam em ver o humano falando. 

Este clássico da ficção é baseado num livro Pierre Boulle e tem um roteiro extremamente inteligente ao criticar a sociedade, o comportamento humano em geral e a estupidez da guerra, tudo isso enquanto os EUA se preocupavam com a Guerra do Vietnã e a conquista do espaço. 

Como cinema puro, outros destaques são a ótima caracterização dos macacos, que na época foram uma sensação e a tensão crescente da trama, culminando na sensacional e reveladora cena final. 

O filme gerou quatro sequências nos anos setenta, além de uma série de tv. 

Planeta dos Macacos (Planet of th Apes, EUA, 2001) – Nota 7,5 
Direção – Tim Burton 
Elenco – Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham Carter, Michael Clarke Duncan, Paul Giamatti, Estella Warren, Cary Hiroyuki Tagawa, David Warner, Kris Kristofferson, Erick Avary, Evan Parke. 

Em 2029, o astronauta Leo Davidson (Mrk Wahlberg) está a bordo de uma nave especial junto com o chimpanzé Péricles. Quando Péricles sai numa pequena nave em uma missão de rotina, ela é sugada por um tempestade espacial, o que faz Leo tentar resgatá-lo, porém sua nave, a Oberon, acaba também sendo engolida pela tempestade. 

A nave segue centenas de anos a frente e cai num planeta desconhecido, onde rapidamente Leo é capturado por macacos que agem como humanos. Junto com Daena, outra humana, Leo é vendido por um macaco comerciante (Paul Giamatti) para um Senador, porém a filha deste, Ari (Helena Bonham Carter) luta pelos direitos dos humanos e ajuda Leo a fugir, que passa a ser perseguido pelo violento General Thade (Tim Roth) e seu braço direito Attar (Michael Clarke Duncan). 

Utilizando apenas parte da ideia do clássico de 1968, esta versão de Tim Burton modifica a trama, os personagens e cria novas situações, até mesmo um quase triângulo amoroso entre Leo, Daena e a macaca Ari. Todas estas mudanças, junto com o inexplicável final feito provavelmente para dar início a uma franquia, fizeram a crítica detonar o filme e abortar qualquer tipo de sequência. 

Os pontos altos são a maquiagem, aqui a cargo do mago Rick Baker, que criou macacos com a feição dos personagens, ficando fácil identificar por exemplo Helena Bonham Carter e Paul Giamatti por debaixo da maquiagem pesada. O roteiro também é interessante, assim como a caracterização quase selvagem do personagem de Tim Roth e a violência bem mais explicíta que no original. 

Diferente do original em que a sequência final se tornou clássica, aqui o clímax deixou apenas dúvidas e dezenas de teorias por parte dos fãs. 

5 comentários:

Gonga disse...

O filem de 1968 é sem duvida magico, aquele final é soberbo

Amanda Aouad disse...

É, o filme original é um clássico mesmo. Aquela cena final é incrível. Impactante, bem feita, dolorosa "eles destruíram tudo" e com uma crítica bem embasada.

Já o filme de Tim Burton, não me agradou em nada. Prefiro a nova versão de A Origem do Planeta do Macaco.

bjs

Hugo disse...

Gonga e Amanda - O filme original é um clássico absoluto, já a versão de Burton não é ruim, o problema é a comparação com o original e o final controvertido.

Abraço

Bússola do Terror disse...

Eu classifico esse filme novo como um ´pseudo-remake` (até usei esse termo quando fiz um post no meu blog em que mencionei o filme), pois não tem quase nada a ver com o original dos anos 60.

Rogério Marques disse...

O original ainda é um ótimo filme apesar de ter sofrido com a ação do tempo em termos técnicos. Mas tem coisas interessantíssimas como a sociedade símia com valores religiosos e preconceituosos em relação aos humanos.

Não considero o de Tim Burton um remake, mas uma versão da história original. Achei uma boa ideia que os produtores tenham optado por fazer uma nova história e não refilmar o original. O que não seria totalmente ruim tendo em vista que só acho remakes ''necessários'' se o original for muito antigo.

Geralmente o Tim Burton escorrega na direção quando realiza produções milionárias. Ele se dá melhor quando faz filmes de menor orçamento. Mas, seu Planeta dos Macacos é bem equilibrado e bem feito. Os macacos da versão de 2001 somos nós.