sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Marido Era o Culpado (Sabotagem) & O Agente Secreto



Nesta postagem escrevo sobre dois filmes baseados no mesmo livro de Joseph Conrad, a primeira versão dirigida por Hitchcock nos anos trinta, ainda na fase inglesa do diretor e a segunda produzida nos anos noventa, sessenta anos depois.

O Marido Era o Culpado ou Sabotagem (Sabotage, Inglaterra, 1936) – Nota 7
Direção – Alfred Hithcock
Elenco – Sylvia Sidney, Oskar Homolka, John Loder, Desmond Tester.

Em Londres ocorre um blecaute causado pelo Sr. Verloc (Osakar Homolka), dono de um cinema e casado com a jovem Sylvia (Sylvia Sidney). O acontecimento tinha como objetivo levar terror a cidade, porém não causa o efeito desejado e um grupo de homens para quem Sr. Verloc trabalha, somente pagará o prometido pelo trabalho após outro ataque que dê resultado. Desta vez o objetivo é detonar uma bomba na famosa Picadilly Circus. A situação é complexa por que um agente da Scotland Yard, o Sargento Ted Spencer (John Loder) trabalha disfarçado de vendedor ao lado do cinema e usa a esposa do Sr. Verloc para vigiar o suspeito. 

Este filme ainda da fase inglesa de Hitchcock é uma obra menor, mas mesmo assim seu talento para criar suspense está aqui, principalmente na ótima sequência em que o irmão de Sylvia, o garoto Stevie (Desmond Tester) atravessa a cidade de Londres com dois rolos de filme e um bomba dentro de um pacote, com o garoto não tendo a mínima idéia de que está sendo usado pelo cunhado para entregar o artefato explosivo. As novas gerações com certeza acharão o filme lento e cansativo em algumas passagens, mas vale como curiosidade para o cinéfilo que gosta de raridades. 

Como curiosidade, na tv a cabo o longa ganhou o título de “Sabotagem”. Não confundir com outro longa de Hithcock produzido nos EUA em 1942 e chamado “Sabotador”, título original “Saboteur”.

O Agente Secreto (The Secret Agent, Inglaterra, 1996) – Nota 7
Direção – Christopher Hampton
Elenco – Bob Hoskins, Patricia Arquette, Gerard Depardieu, Robin Williams, Jim Broadbent, Christian Bale, Eddie Izzard, Julian Wadham, Peter Vaughan.

Em 1880 na cidade de Londres, a jovem Winnie (Patricia Arquette) se casa com um homem mais velho, o Sr. Verloc (Bob Hoskins) pensando em garantir seu futuro e o do irmão mais novo Stevie (Christian Bale) que tem problemas mentais, porém ela não imagina que o sujeito faz parte de uma organização terrorista que planeja um atentado na cidade, além disso o Sr. Verloc pensa em utilizar o jovem cunhado no ataque. 

Este adaptação do livro de Joseph Conrad  é bem diferente da versão de Hitchcock, mas no geral os filmes se equivalem na qualidade. O público atual com certeza gostará mais desta versão, pela ritmo mais ágil e principalmente pelo elenco, que tem ainda nomes como Depardieu, Jim Broadbent e Robin Williams como o professor especialista em montar bombas. 

O diretor Christopher Hampton que fez ainda “Carrington – Dias de Paixão” é mais conhecido como roteirista de filmes como “O Segredo de Mary Reilly”, “A Americano Tranquilo” e “Desejo e Reparação”.

5 comentários:

pseudo-autor disse...

Eu vi esse segundo com o Bob Hoskins e gostei bastante. Já o do Hitchcock eu preciso conferir!

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Dan disse...

Oi Hugo,

Tem prêmio prá você no Falha de Obi Wan, passe lá.

Abraços e bom final de semana

Hugo disse...

Pseudo-autor - São filmes semelhantes na qualidade, mas bem diferentes no estilo.

Dan - Obrigado amigo, vou passar por lá.

Abraço a todos

Elton Telles disse...

"O Marido era o Culpado"... me abstenho de comentar esse título pavoroso! Da filmografia do mestre Hitchcock da década de 30, assisti apenas 2 filmes que são esse "Sabotagem" e, curiosamente, outro chamado "O Agente Secreto". Os 2 são filmes menores, mas era onde o diretor inglês estava se estabelecendo. Embora não sejam referências, é obrigatório para qualquer um que goste de cinema.

Quanto a este do Bob Hoskins, não conheço não sabia de sua existência, mas prefiro ficar com o Hitchcock mesmo. Aquela cena da bomba no trem é um espetáculo!


abs!

Hugo disse...

Elton - Este título mostra que as traduções horríveis já vem de muito tempo aqui no Brasil.

Abraço