sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Encarnação do Demônio


Encarnação do Demônio (Brasil, 2008) – Nota 8
Direção – José Mojica Marins
Elenco – José Mojica Marins, Jece Valadão, Adriano Stuart, Milhem Cortaz, Rui Resende, José Celso Martinez Correa, Cristina Aché, Helena Ignez, Débora Muniz, Thaís Simi, Giulio Lopes, Luís Melo.

Após décadas na prisão, o agente funerário Josefel Zanatas, o Zé do Caixão, é solto e com ajuda do corcunda Bruno (Rui Resende) e alguns outros seguidores, volta a procurar a mulher perfeita para gerar seu filho. Ele irá se interessar por Maíra (Thais Simi), mas suas duas tias ciganas farão de tudo para atrapalhar os planos de Zé do Caixão. Além disso ele se instala em uma favela e acaba entrando em conflito com bandidos do local e com a polícia, principalmente após atacar o Capitão Oswaldo (Adriano Stuart) lider de um esquadrão da morte. Ao mesmo tempo outro policial, o Capitão Miro (o falecido Jece Valadão) que tem contas a acertar com Zé do Caixão, se une ao Padre Eugênio (Milham Cortaz), que também deseja se vingar do assassino de seu pai. 

Este retorno de José Mojica Marins ao personagem Zé do Caixão visa fechar a trilogia iniciada nos anos sessenta, com os clássicos “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” e “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” e que demorou todos estes anos para ser completada em virtude de vários motivos: A censura pesada na época, depois problemas financeiros, principalmente a dificuldade para conseguir um produtor nos anos oitenta e por último a paralisação da produção nacional na Era Collor. Após a retomada do cinema em meados dos anos noventa, os produtores continuaram a ignorar o talento de Mojica e apenas depois do sucesso do documentário “Maldito” de André Barcinski, que contava a vida de José Mojica Marins, ele conseguiu alguém para financiar outro longa. 

Para quem conhece e gosta do cinema de Mojica e do gênero terror, com certeza verá o melhor filme da trilogia, que conta com coadjuvantes de primeira, um bom roteiro que fecha bem a história de Zé do Caixão e a produção que propiciou boas condições para Mojica criar seu mundo de terror recheado de cenas violentas e muito sangue. Espero que o talento de Mojica seja explorado para novos filmes de terror, um gênero onde ele é o grande mestre no cinema nacional.    

5 comentários:

Mari Figueiredo (Camera Cine) disse...

VIVA A SEXTA 13
hahaha

Marcio Melo disse...

Realmente é um ótimo trabalho, pena que aqui no Brasil ninguém dê o devido valor a Mojica!

Chegou a ganhar vários prêmios lá fora com este filme, mas aqui no Brasil nada, no máximo ficou 1 ou 2 semanas em exibição.

Uma lástima.

Rodrigo Mendes disse...

Lindamente horripilante, macabro e sanguenolento.Este trash salta as víceras e mostra um excelente trabalho do grande Mojica.

A trilogia do Zé Do Caixão é uma relíquia que o cinema brasileiro ainda não sabe!

Abs,
Rodrigo

Marcelo Augusto Cetreus disse...

Não consigo encarar, rs!
Adorei a temática para esse dia!

Abraços!

Hugo disse...

Mari - Grande dia para o cinema de horror.

Marcio - É uma pena, nunca deram valor ao trabalho dele. Se ele fosse americano teria até mais fama do que os grandes do terror, como John Carpenter, George Romero e Wes Craven.

Rodrigo - Mojica é de uma criatividade impar, o que ele conseguiu criar nos filmes anteriores mesmo sem dinheiro é sensacional. Nesta produção com mais grana, o cara mostrou que não perdeu o jeito com o passar dos anos.

Marcelo - O gênero horror não agrada a todos.

Abraço