terça-feira, 30 de junho de 2009

Lost - Qual Será o Final?

Lost (EUA, 2004)
Criação: J. J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof
Elenco - Naveem Andrews, Matthew Fox, Jorge Garcia, Josh Holloway, Daniel Dae Kim, Yunjin Kim, Evangeline Lilly, Terry O'Queen, Emily De Ravin, Dominic Monaghan, Michael Emerson, Harold Perrineau, Henry Ian Cusick, Elizabeth Mitchell, Nestor Carbonell, Maggie Grace, Ian Somerhalder, Malcolm David Kelly, Ken Leung, Jeremy Davies, Ian Somerhalder, Adewale Akinnouye Agbaje, Michelle Rodriguez, Rodrigo Santoro.

Desde que comecei o blog esta é a primeira vez que estou escrevendo sobre "Lost", provavelmente por ler tanto sobre a série em outros blogs e sites fiquei sem saber o que escrever, mas depois de assistir ontem ao último episódio da quinta e provavelmente penúltima temporada fui obrigado e colocar algumas palavras.

Você podem ver a lista enorme de nomes do elenco que listei e mesmo assim ainda deixei muita gente de fora, pois nessas cinco temporadas uma infinidade de atores e atrizes passaram pela ilha e pela história (inclusive Rodrigo Santoro) e praticamente todos deixaram sua marca e foram importantes para os milhares de pontos que foram sendo amarrados.

O episódio final de ontem foi ótimo como toda a quinta temporada e deixou um gosto de quero mais na boca e a ansiedade em ter de aguardar alguns meses para assistir o desfecho desta série que com certeza é uma marco.

Até agora a série não é perfeita apenas pela enrolada terceira temporada, que pelo que li, o grande problema foi J. J. Abrams ter se afastado para dirigir "Missão Impossível III" e os roteiristas acabaram esticando a trama na questão da luta entre sobreviventes e "outros", mas ainda bem que a história voltou aos eixos na quarta e quinta temporadas e com certeza promete um final espetacular, pelo menos é que eu e os mlhões de fãs esperam.

Vários são os fatores do sucesso da série, mas destaco o carisma dos personagens, praticamente todos os principais tem o mesmo nível de importância e são extremamente bem delineados, o que seria da série sem o maluco Locke, sem as visões e previsões de Hurley e Desmond ou a beleza esperta de Kate e a malandragem de Sawyer.

Outro fator é a história que está sendo muito bem amarrada, diferente de "Arquivo X" por exemplo, que a cada episódio jogava mais uma pergunta no ar e nunca dava a resposta, culminando numa última temporada decepcionante, "Lost" pelo contrário apesar das cententas de perguntas que estavam no ar, a maioria está sendo respondida e posso estar errado, mas sinto que tudo será resolvido na última temporada de modo inteligente.

Agora é esperar até 2010 para conferir o final deste série viciante e torcer para os roteiristas e produtores continuarem acertando a mão.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Hora da Zona Morta

A Hora da Zona Morta (The Dead Zone, EUA, 1983) – Nota 8
Direção – David Cronenberg
Elenco – Christopher Walken, Brooke Adams, Herbert Lom, Martin Sheen, Tom Skerritt, Colleen Dewhurst, Anthony Zerbe, Nicholas Campbell.

O professor de literatura Johnny Smith (Christopher Walken) leva uma vida tranquila, com casamento marcado com Sarah (Brooke Adams), porém um acidente de carro o deixa em coma por cinco anos. Quando ninguém mais espera ele acorda e encontra tudo modificado ao seu redor, seu emprego não existe mais e sua noiva se casou com outro homem, mas a grande mudança acontece nele mesmo. Em algumas situações após tocar uma pessoa ele tem visões do futuro e a princípio ficando assustado com o novo dom e depois em dúvida se deve ou não intervir com os acontecimentos do futuro, ele enfrentará um grande dilema após apertar a mão de um candidato a presidência (Martin Sheen) e ver que este homem será eleito e dará início a uma guerra nuclear.

Uma das melhores adaptações de Stephen King para o cinema, esta história deixa o terror explícito de lado e foca na assustadora premissa do que seria uma pessoa prever uma guerra que poderia acabar com o mundo e não saber como alterar este destino.

Os pontos altos são a ótima direção de Cronenberg, que nos entrega um suspense muito bem elaborado e a interpretação de Christopher Walken, que passa todo o pesadelo de alguém que teve um segunda chance na vida, mas que descobre ter perdido tudo o que era importante e ainda ser uma ferramenta para tentar salvar o mundo de uma tragédia.

A história gerou um série que foi ao quase vinte depois do filme e teve seis temporadas entre 2002 e 2007, com Anthony Michael Hall no papel principal.

sábado, 27 de junho de 2009

Guardiões da Noite & Guardiões do Dia









Guardiões da Noite (Night Watch, Rússia, 2004) – Nota 7
Direção – Timur Bekmambetov
Elenco – Konstantin Khabensky, Vladimir Menshov, Dmitry Martynov, Viktor Verzhbitsky, Galina Tyunina, Mariya Poroshina.

Guardiões do Dia (Day Watch, Rússia, 2006) – Nota 5
Direção – Timur Bekmambetov
Elenco – Konstantin Khabensky, Vladimir Menshov, Dmitry Martynov, Viktor Verzhbitsky, Galina Tyunina, Mariya Poroshina, Dmitriy Martynov, Valerriy Zolotukhin.

Estes dois longas de ficção são obras do diretor russo Timur Bekmambetov (que estreou nos EUA como diretor com “Procurado”), que com um orçamento alto para os padrões do seu país, usou e abusou dos efeitos especiais, de primeira qualidade por sinal e deixou o ocidente curioso apresentando um trailer sem diálogos, onde eram apresentadas apenas imagens com uma trilha sonora de rock pesado ao fundo e fez com que muita gente assistisse o filme e o transformasse em sucesso. Apesar disso a história que se completa no segundo longa é “o samba do russo doido”, que mistura profecias apocalípticas, criaturas do bem e do mal e personagens estranhos numa salada que a princípio se mostra interessante no primeiro longa, mas que aos poucos vai cansando até a interminável e mais confusa ainda que a segunda parte.

A história começa com “Guardiões da Noite”, onde em Moscou nos dias atuais, criaturas das luzes e das trevas vivem uma paz de mil anos, até que uma profecia se realiza com o aparecimento de um humano especial, Anton (Konstantin Khabensky) que sem saber dá início a uma guerra entre estas criaturas. Apesar da trama confusa, o filme se segura pelo suspense criado no trailer e pela curiosidade de se assistir a uma produção russa com cara de filme americano. No geral é até interessante, com ótimas cenas de ação, apesar de muitas sem muito sentido com a trama.

Na segunda parte, “Guardiões do Dia”, o herói Anton agora é um dos guardiões que trabalham para Boris Ivanovich ou melhor, Geser (Vladimir Menshov) que comanda os seres da luzes, porém após o assassinato de um ser das trevas, o seu líder Zavulon (Viktor Verzhbitsky) dá início ao que seria o fim do mundo, para isso utilizando o filho de Anton, Yegor (Dmitriy Martynov) como ferramenta de destruição, mas que terá de enfrentar Svetlana (Mariya Poroshina) namorada de Anton. Esta trama é contada de modo extremamente maluco, com diversos personagens no meio desta disputa e um giz mágico que todos desejam para poder mudar o mundo a sua maneira. Infelizmente esta confusão estraga uma história que poderia ser bem mais interessante se tivesse um roteiro enxuto e um diretor menos pretensioso.

Para quem pensou no final da série, o diretor já está em pré-produção do terceiro longa, chamado de "Twilight Watch" e desta vez parece que pretende encerrar a história. Espero que com uma história menos confusa.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Mágico Inesquecível - Homenagem a Michael Jackson

O Mágico Inesquecível (The Wiz, EUA, 1978) – Nota 6
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Diana Ross, Michael Jackson, Nipsey Russell, Ted Ross, Lena Horne, Richard Pryor.

Falar sobre a vida de Michael Jackson seria lugar comum, por isso prefiro destacar sua mais importante participação no cinema, fazendo o papel do Espantalho em “O Mágico Inesquecível”, refilmagem do clássico “O Mágico de Oz” e com o curioso detalhe de ter sido dirigido por Sidney Lumet, especialista em filmes fortes como “Um Dia de Cão” e “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”. Aqui ele comanda este musical com elenco todo de atores negros, tendo grandes nomes como a cantora Diana Ross como Dorothy, o comediante Richard Pryor como o Mágico de Oz e a produção musical de Quincy Jones que fez a trilha de vários filmes, entre eles “A Cor Púrpura. Jones seria ainda o responsável pela produção do primeiro disco solo de Jackson, lançado no ano seguinte, em 1979 que fez um grande sucesso e o transformou em grande astro.

Tendo competentes números músicais interpretados pelos atores, o filme vale como registro de uma refilmagem que reinventa com qualidade um clássico e marca o período mais fértil da carreira de Michael Jackson, que em seguida se tornaria o grande astro da música pop e na minha opinião isso seguiria até a primeira metade dos anos oitenta. Após este tempo e acredito que a partir do lançamento do álbum “Bad” em 1987, sua carreira e vida mudam de foco, se tranformando nesta figura estranha e complicada que conhecemos nos últimos anos e por mais que os fãs o idolatrem, suas músicas nestes últimos vinte anos não chegam sequer próximas da qualidade de seu trabalho no início de carreira.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Sacrifício Final - O Adeus a Farrah Fawcett

O Sacrifício Final (Small Sacrifices, EUA, 1989) – Nota 7
Direção – David Greene
Elenco – Farrah Fawcett, Ryan O’Neal, John Shea, Gordon Clapp, Emily Perkins.

A atriz faleceu hoje aos 62 anos após vários anos de luta contra sua doença e podemos dizer que deixou seu namorado de idas e vindas durante anos, o também ator Ryan O'Neal, com que tem um filho, que por sinal é complicado como a relação dos país e foi preso há pouco tempo.

O grande papel da carreira de Farrah e que a levou a fama foi no seriado "As Panteras", seriado este que foi sucesso nos anos setenta, mas visto hoje tem o estilo e as histórias datadas e envelhecidas.

No cinema ela fez algumas filmes conhecidos como a ficção "Saturno 3" e o polêmico drama "Seduzida ao Extremo", além disso podemos destacar o drama para a TV chamado "Cama Ardente", sobre uma mulher que assassina o marido violento vivido por Paul Le Mat.

Esta minissérie que destaco na postagem é baseada na história real de Diana Downs (Farrah Fawcett), que em 1983 chegou a um hospital no Estado do Oregon com os três filhos feridos a bala e dizendo ter sido atacada por um homem em uma estrada, sujeito este que seria o autor dos disparos. Porém sua falta de sentimento em relação ao acontecido com as crianças chamou a atenção do detetive Doug Welch (Gordon Clapp da série “Nova Iorque Contra o Crime”) e este começou a investigar e desencavou o complicado passado da mulher, que vai desde um affair com um homem casado (Ryan O’Neill), até vários testemunhos de abuso contra as crianças.

Este foi o último papel principal de destaque da carreira de Farrah, que acabou atuando depois apenas em pequenos papéis de coadjuvante no cinema e principalmente na TV.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Honra do Poderoso Prizzi

A Honra do Poderoso Prizzi (Prizzi’s Honor, EUA, 1985) – Nota 7,5
Direção – John Huston
Elenco – Jack Nicholson, Kathleen Turner, Anjelica Huston, Robert Loggia, William Hickey, John Randolph, CCH Pounder, Lee Richardson, Michael Lombard, Lawrence Tierney, Dick O’Neill.

O matador Charley Partanna (Jack Nicholson) é homem de confiança da família de mafiosos Prizzi, sendo ela comandada pelo idoso Don Corrado (William Hickey), mas na realidade tendo a frente seu filho Eduardo (Robert Loggia), este que por sinal contrata outra matadora de aluguel, Irene (Kathleen Turner) para apagar um integrante da família que é suspeito de estar desviando dinheiro, porém ao mesmo tempo em que a matadora e Charley se apaixonam, o serviço acaba dando errado e coloca a família de mafiosos e a polícia atrás do casal.

O resultado final é agradável, com uma boa química entre o casal Nicholson e Kathleen Turner, ela que estava no auge da fama e da beleza e a boa direção de John Huston, sendo este é seu penúltimo trabalho e aqui conseguindo ajudar sua filha Anjelica a ganhar o Oscar de Atriz Coadjuvante, se tornando um feito para a família Huston, pois John já havia conseguido vencer os Oscar de Direção e Roteiro pelo clássico “O Tesouro de Sierra Madre” e neste mesmo longa feito em 1948, seu pai Walter Huston ganhou também o Oscar de Ator Coadjuvante.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Letra e Música

Letra e Música (Music and Lyrics, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Marc Lawrence
Elenco – Hugh Grant, Drew Barrymore, Brad Garrett, Kristen Johnston, Campbell Scott, Haley Bennett, Jason Antoon, Assif Mandvi.

O astro pop dos anos oitenta Alex Fletcher (Hugh Grant) vive de pequenos shows onde canta suas músicas do passado, diferente de seu parceiro de sucesso que partiu para carreira solo e ficou milionário. Porém isso parece não o incomodar, até que a jovem e mimada cantora que faz sucesso no momento, Cora Corman (Haley Bennet), o convida para escrever sua próxima música, o problema é que ele não cria nada há muito tempo. Sua sorte parece mudar quando ele conhece Sophie (Drew Barrymore), que aparece em seu apartamento para cuidar das plantas e por acaso mostra ter uma criatividade incrível para criar letras de músicas.

A batida história do galã engraçadinho com garota talentosa mais atrapalhada tem aqui seu charme, principalmente nas piadas sobre os anos oitenta e para quem viveu na época, com certeza irá curtir ainda mais. Outro ponto forte é a simpática relação entre Grant e Barrymore, que mostram serem craques neste tipo de comédia.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Homem Vestido de Papai Noel

O Homem Vestido de Papai Noel (The Man in the Santa Claus Suit, EUA, 1979) – Nota 5
Direção – Corey Allen
Elenco – Fred Astaire, Gary Burghoff, John Byner, Nanette Fabray, Bert Convy, Harold Gould.

O grande dançarino Fred Astaire após o fim da era de ouro do musicais, passou a ser um ator que se dedicou mais a TV. Seu último bom papel no cinema foi de coadjuvante no clássico “Inferno na Torre”.

Aqui neste drama misturado com comédia feito para a TV, ele interpreta um misterioso dono de uma loja de fantasias, que aluga a mesma roupa de Papai Noel para três homens diferentes: Um professor que deseja se aproximar da amada, um dono de restaurante que precisa de dinheiro e procura mafiosos e um político que vai visitar um escritor e sua esposa.

O filme foca na participação do personagem de Fred Astaire nas três histórias, que procuram usar o espírito de natal como motivo para resolução de pendências dos demais personagens.

Como curiosidade, este longa foi repetida a exaustão pelo SBT e acabou sendo penúltimo filme da carreira de Fred Astaire.

domingo, 21 de junho de 2009

A Conquista da Honra

A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, EUA, 2006) – Nota 7,5
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Ryan Phillippe, Jesse Bradford, Adam Beach, John Benjamin Hickey, John Slattery, Barry Pepper, Jamie Bell, Paul Walker, Robert Patrick, Neal McDonough, Melanie Lynskey, Thomas McCarthy, Chris Bauer, Judith Ivey, Joseph Cross, Benjamin Walker, Scott Reeves, Harve Presnell, George Hearn, Len Cariou, George Grizzard, Beth Grant, David Patrick Kelly, Jon Polito, Ned Eisenberg, Gordon Clapp, Tom Verica, Jason Gray Stanford, David Rasche, David Clennon.

A versão do lado americano na Batalha de Iwo Jima durante a 2º Guerra Mundial é contada por Clint Eastwood mais como um drama do que como um filme de guerra, apesar das ótimas cenas de batalha, principalmente o desembarque dos americanos na ilha.

O filme se baseia na história real de uma famosa foto onde seis soldados erguem a bandeira americana numa pequena montanha na ilha e esta acaba sendo usada como propaganda da vitória e os três soldados sobreviventes da foto são tratados como heróis e levados em uma turnê por todo os EUA para ajudar na arrecadação de dinheiro, fazendo a população comprar os famosos bônus de guerra. Os soldados são o enfermeiro John “Doc Bradley (Ryan Phillippe), o ambicioso Rene Gagnon (Jesse Bradford) e o índio Ira Hayes (Adam Beach), com cada um enfrentando os traumas da guerra a sua maneira.

Apesar de ser inferior a “Cartas de Iwo Jima”, novamente Eastwood nos entrega um belo drama, com boas atuações, principalmente de Adam Beach como o sujeito que se torna alcoólatra e as ótimas cenas de batalha na ilha, batalha esta que na realidade teve um valor mais simbólico do que útil no resultado final da guerra.

sábado, 20 de junho de 2009

Um Beijo a Mais

Um Beijo a Mais (The Last Kiss, EUA, 2006) – Nota 7
Direção – Tony Goldwyn
Elenco – Zach Braff, Jacinda Barrett, Casey Affleck, Rachel Bilson, Michael Weston, Eric Christian Olsen, Marley Shelton, Lauren Lee Smith, Blythe Danner, Tom Wilkinson, Harold Ramis.

Michael (Zach Braff da série "Scrubs") e Jenna (Jacinda Barrett) vivem juntos há algum tempo e parecem se amar, porém ao mesmo tempo que ela anuncia que está grávida, todos ao redor do casal estão cheios de problemas em seus relacionamentos, como o amigo Chris (Casey Affleck), casado e com uma filha, tem uma esposa que briga com ele a todo momento, já outro amigo do casal, Izzy (Michael Weston), acabou de ser deixado pela namorada de longa data e não consegue superar, além disso a felicidade de Jenna vai afetar o relacionamento de seus país (Blythe Danner e Tom Wilkinson), além é claro de Michael, que mesmo amando Jenna, parece sentir que está prestes a perder sua liberdade assim que nascer a criança.

Esta ciranda de relacionamentos é contada de um modo muito próximo da realidade, onde dizer apenas que ama alguém não é o suficiente para manter uma relação, mas sim praticar atos que mostre esse amor, além de amizade, compreensão e perdão. Talvez o único senão do filme seja a parte final que descamba um pouco para o melodrama, mas mesmo assim não atrapalha o bom resultado final da obra.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Barrela

Barrela (Brasil, 1990) – Nota 6
Direção – Marco Antonio Cury
Elenco – Paulo César Peréio, Cláudio Mamberti, Marcos Palmeira, Chico Diaz, Cosme dos Santos, Roberto Bomtempo, Marcos Winter, Antonio Pitanga, David Pinheiro, Elisa Lucinda.

Numa cela de delegacia seis homens estão presos, tendo o veterano assassino Bereco (Paulo César Peréio) como uma espécie de xerife do lugar e o único que tem uma cama para dormir. Os demais quando não estão cochilando deitados pelo chão, passam o tempo se confrontando com ameaças de morte e de violência sexual, porém são sempre controlados por Bereco, até que um garoto de classe média (Marcos Winter) é levado para cela por ter se metido numa briga de bar e vira alvo dos detentos que pretendem violenta-lo.

Esta versão para o cinema da obra do dramaturgo marginal Plínio Marcos, escrita no final dos anos cinquenta e baseada num fato real, tem um resultado final apenas mediano. O ótimo elenco (principalmente Cláudio Mamberti e Marcos Palmeira que travam várias discussões) consegue dar vida a personagens violentos e imorais, porém a direção de Marco Antonio Cury, que tenta estender a duração do longa (são apenas 70 minutos) e praticamente repete várias cenas do personagem do garoto sendo escoltado, não ajuda no desenvolvimento da trama, que foca nas fortes discussões entre os presos e na violência e deixa claro sua origem teatral.

A palavra “Barrela” é uma gíria para violência sexual nas cadeias e na época (antes da lei das visitas conjugais) era fato rotineiro.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um Homem, uma Mulher e uma Criança

Um Homem, uma Mulher e uma Criança (Man, Woman and Child, EUA, 1983) – Nota 5,5
Direção – Dick Richards
Elenco – Martin Sheen, Blythe Danner, Craig T. Nelson, David Hemings, Sebastian Dungan.

Um professor universitário (Martin Sheen), leva uma vida tranquila ao lado da esposa (Blythe Danner) e de suas duas filhas adolescentes, porém sua vida muda quando recebe a notícia de que tem um filho de 10 anos fruto de um caso com uma francesa e esta acaba de falecer.

A notícia abala a família no início, principalmente sua relação com a esposa, mas mesmo assim eles assumem a criança e o desafio de superar a traição e a o ciúme das outras filhas.

Drama familiar estilo filme para TV, mas com um bom elenco e uma história que coloca a famíla em primeiro lugar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Última Cartada

A Última Cartada (Smokin’ Aces, EUA, 2006) – Nota 4
Direção – Joe Carnahan
Elenco – Ryan Reynolds, Ray Liotta, Andy Garcia, Joseph Ruskin, Jeremy Piven, Ben Affleck, Peter Berg, Martin Henderson, Alex Rocco, Common, Alicia Keys, Taraji P. Henson, Nestor Carbonell, Chris Pine, Kevin Durand, Maury Sterling, Curtis Armstrong, David Proval, Jason Bateman, Matthew Fox.

O diretor Joe Carnahan estreou bem no cinema com ótimo “Narc”, mas parece que o sucesso subiu a cabeça. Após ser dispensado por Tom Cruise no início das filmagens de “Missão Impossível III”, ele nos apresenta este confuso filme.

Aqui um mágico metido a gângster (Jeremy Piven) é preso pelo FBI e pressionado para entregar toda a máfia de Las Vegas, mas enquanto isso diversos assassinos saem a sua caça para receber uma recompensa pelo seu coração.

Um grande desperdício de elenco (Ryan Reynolds, Andy Garcia, Peter Berg, Rya Liotta), num filme que não se decide entre a ação séria e a paródia.

Com litros de sangue derramados e diálogos que tentam ser engraçados e passam longe disso, o diretor Carnahan erra feio a mão e entrega uma imitação vagabunda de “Pulp Fiction”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Como Enlouquecer Seu Chefe

Como Enlouquecer Seu Chefe (Office Space, EUA, 1999) – Nota 7
Direção – Mike Judge
Elenco – Ron Livingston, Jennifer Aniston, David Herman, Ajay Naidu, Diedrich Bader, Stephen Root, Gary Cole, Richard Riehle, John C. McGinley, Orlando Jones.

O programador de computadores Peter Gibbons (Ron Livingston) trabalha numa empresa onde vive estressado e cansado da rotina, convivendo com personagens comuns neste tipo de cenário, o nerd Michael Bolton (David Herman), homônimo do cantor brega, o medroso Tom (Richard Riehle) e o estrangeiro Samir (Ajay Naidu), além do chefe almofadinha e arrogante (Gary Cole) e da garçonete Joanna (Jennifer Aniston) por quem ele tem atração, mas falta coragem para agir.. Tudo muda quando ele é hipnotizado e relaxa, não cumpre mais o horários e nem dá a mínima atenção ao chefe, ao mesmo tempo um consultor contratado para mandar pessoas para rua, vê na atitude de Peter um novo conceito e enquanto dispensa vários funcionários, promove Peter.

Resolvi escrever sobre este filme hoje para representar algo pessoal, em virtude de que os amigos e amigas que passam pelo blog sabem que escrevo sobre cinema, mas pouco sabemos sobre o que cada um de nós faz. Adoro cinema e futebol, são duas paixões (não posso esquecer da esposa e da família também) que me dão prazer e alegria, porém algo que muitas vezes me irrita é o trabalho, sou formado em Administração e trabalhei em diversas empresas, já tendo visto de tudo neste mundo corporativo e atualmente caí de para-quedas numa empresa que no mínimo é autoritária e cada dia percebo como esta minha área é desvalorizada e mal tratada.

Resumindo, eu trabalhava em uma grande empresa cheia de problemas, mas onde pelo menos existia liberdade com responsabilidade, há pouco mais de um ano todo o meu departamenteo foi terceirizado, duzentas e cinquenta foram demitidas e recontratadas com a promessa de que tudo seria igual, porém nestes casos dois e dois podem ser cinco. Esta nova empresa se preocupa desde obrigar os “colaboradores” a marcar ponto, passando por cortar o acesso a internet, controle de papéis, corte de benefícios, além de regras e mais regras.

Sinceramente tudo isso me deixa desanimado, tenho um segundo trabalho com minha esposa que vai muito bem e provavelmente será minha saída para carreira solo em breve, pois é um sentimento horrível a falta de tesão para trabalhar e este filme de Mike Judge, o criador de “Beavis and Butt Head”, mesmo sem ser memorável, deixa claro como o mundo corporativo é cruel e ao mesmo tempo idiota, pois o mesmo cara que cria regras imbecis é o que quer ser seu amigo após o expediente. Desculpem pelo desabafo.

domingo, 14 de junho de 2009

Adrenalina

Adrenalina (Crank, EUA, 2006) – Nota 7
Direção – Mark Neveldine & Brian Taylor
Elenco – Jason Statham, Amy Smart, Jose Pablo Cantillo, Efren Ramirez, Dwight Yoakam, Carlos Sanz, Reno Wilson.

O assassino profissional Chev Chelios (Jason Statham) acorda e descobre que foi envenenado com um droga chinesa e tem poucas horas de vida. Desesperado para se vingar de seu algoz, ele começa uma corrida contra o tempo, sendo informado por seu médico meio picareta (Dwight Yoakam) que deve continuar se mexendo e manter sua adrenalina alta para sobreviver, se parar morre.

Essa premissa que lembra o bom suspense policial dos anos oitenta “Morto ao Chegar”, onde Dennis Quaid é um professor que tem poucas horas para descobrir quem o envenenou, aqui é se transforma num filme de ação absurdo, descerebrado e alucinante, onde o personagem de Statham durante sua corrida desenfreada enfrenta traficantes, invade um hospital e participa de uma perseguição maluca pelas ruas de Los Angeles. Apesar do absurdo da história e de muitas cenas malucas, o filme é divertido para quem não o levar a sério e acreditem, sua continuação já foi filmada e será lançada em 2009.

sábado, 13 de junho de 2009

A Trilogia da Vingança de Chan Wook Park










Mr. Vingança (Sympathy for Mr. Vengeance, Coréia do Sul, 2002) – Nota 7 Direção – Chan Wook Park Elenco – Kang Ho Song, Ha Kyun Shin, Du Na Bae, Ji Eun Lin.

Old Boy (Oldboy, Coréia do Sul, 2003) – Nota 8
Direção – Chan Wook Park Elenco – Min Sik Choi, Ji Tae Yu, Hye Jeong Kang.

Lady Vingança (Sympathy for Lady Vengeance, Coréia do Sul, 2005) – Nota 7,5
Direção – Chan Wook Park
Elenco – Yeong Ae Lee, Min Sik Choi, Byeong Ok Kim, Yea Young Kwon.

O diretor Chan Wook Park praticamente apresentou o cinema da Coréia do Sul ao mundo com esta violenta trilogia e abriu as portas para outros diretores, como Joon Ho Bong e seu "O Hospedeiro".

Tudo começou com "Mr. Vingança", onde somos apresentados ao surdo-mudo Ryu (Ha Kyun Shin) que está desesperado porque sua irmã (Ji Eun Lin) precisa de um transplante de rim e pode morrer esperando um doador. Ryu tentando resolver as coisas acaba se envolvendo com traficantes de órgãos humanos e posteriomente junto com sua namorada militante política (Du Na Bae que trabalhou em “O Hospedeiro”) no sequestro da filha de um empresário (Kang Hi Son protagonista de “O Hospedeiro” também).

Todos estes fatos misturados com a violência habitual dos filmes de Chan Wook Park, leva os dois personagens principais a buscar vingança, cada um tentando reparar os erros que causaram tragédias, sendo a vingança e a redenção temas utilizados em toda a filmografia do diretor.

Já "Old Boy" se tornou o filme mais famoso do diretor. Aqui durante quinze anos Dae Su Oh (Min Sik Choi) foi mantido preso num local indefinido, sem saber por qual motivo e quem o prendeu naquele lugar, até que um dia, sem mais nem menos é libertado e resolve descobrir quem foi o responsável pelo seu sofrimento, porém o a descoberta será tão dolorosa quanto seu cativeiro.

O diretor Chan Wook Park nos apresenta a um obra com um protagonista que fala pouco e precisa se adaptar a um modo de vida completamente diferente da época em que estava livre e ainda buscar em seu passado os pecados que podem ser os causadores de seu sofrimento, além de fortes cenas de violência, incluindo uma sessão de tortura arrepiante.

A trilogia foi finalizada com "Lady Vingança", onde a garota Geum Ja Lee (Yen Ae Lee) é condenada a prisão por seqüestrar e assassinar um garoto de cinco anos. Libertada após cumprir uma pena de treze anos, ela que se mostrou um anjo durante sua estada na cadeia, conta que durante todo este tempo presa planejou uma vingança minuciosamente.

Com uma narração e vários flashbacks, são apresentados os verdadeiros fatos que ocasionaram sua prisão e as conseqüências disto, sempre marcado pelo sentimento de culpa e vingança da protagonista, temas que são especialidade do diretor Chan Woo Park, além das fortes cenas de violência. Novamente o ator Min Sik Choi que foi o protagonista de “Old Boy” tem um personagem importantíssimo neste fechamento da trilogia.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Homem que Virou Suco

O Homem que Virou Suco (Brasil, 1981) – Nota 6
Direção – João Batista de Andrade
Elenco – José Dumont, Célia Maracajá, Ruthinéa de Moraes, Denoy de Oliveira, Dominguinhos, Ruth Escobar, Renato Master, Luiz Alberto Pereira.

Este drama com título estranho é um dos poucos bons filmes brasileiros feitos nos nos oitenta, sem ser especial, ele ao menos tenta retratar a dura vida dos nordestinos que deixam suas cidades e vão tentar a sorte nas grandes metrópoles.

Aqui o personagem principal é Deraldo (José Dumont) que chegando em São Paulo sobrevive vendendo suas poesias de cordel em folhetos nas ruas, porém sua vida vira de ponta cabeça quando um operário, que é seu sósia, assassina o patrão. Daí em diante Deraldo terá de fugir deixando muita coisa para trás e ainda irá sofrer na pele todo o preconceito por suas raízes pobres.

O filme mostra como a cidade grande pode esmagar o sonho de pessoas humildes que chegam com a esperança de ganhar a vida, mas acabam ficando a margem da sociedade, sendo relegados a sub-empregos e a uma vida sem perspectivas.

O longa foi o grande vencedor do Festival Gramado naquele ano e tem com um dos pontos fortes a ótima interpretação de José Dumont, que com seu corpo franzino e sotaque carregado, dá vida com realismo a um sujeito que luta para alcançar seus sonhos apesar das enormes dificuldades.

Como curiosidade, pouco tempo depois do lançamento do filme e em plena época de recessão e desemprego no país, um sujeito (provavelmente um engenheiro desempregado) criou uma casa de sucos chamada “O Engenheiro que Virou Suco”, casa esta que funcionou por muitos anos na Avenida Paulista em São Paulo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jogos Mortais II

Jogos Mortais II (Saw II, EUA, 2005) – Nota 7
Direção – Darren Lynn Bousman
Elenco – Donnie Wahlberg, Frank G, Glenn Plummer, Beverley Mitchell, Dina Meyer, Emmanuelle Vaugier, Erik Knudsen, Shawnee Smith, Tobin Bell.

Nesta sequência do sucesso “Jogos Mortais”, o psicopata calculista Jigsaw (Tobin Bell) sequestra oito pessoas que aparentemente não tem ligação alguma entre si e as prende dentro um local onde terão de seguir pistas e escapar das armadilhas, além é claro de serem obrigados a matarem uns aos outros para tentarem conseguir escapar com vida. Ao mesmo tempo o detetive Eric Matthews (Donnie Wahlberg) investiga os desaparecimentos, mas terá de enfrentar uma supresa desagradável.

Apesar do fator supresa de quem é vilão não mais existir, este filme tem um número maior de personagens e por consequência mais mortes, todas em cenas bem elaboradas.

Para quem assistiu ao terror canadense “Cubo” feito em 1997, verá que este “Jogos Mortais II” copia boa parte da história, mas mesmo assim o filme cumpre bem o papel de suspense, tendo uma pequena surpresa final e ainda deixa em aberto a história para outra sequência.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ladrão de Corações

Ladrão de Corações (Thief of Hearts, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Douglas Day Stewart
Elenco – Steven Bauer, Barbara Williams, John Getz, David Caruso, Christine Ebersole, George Wendt, Alan North.

O charmoso ladrão Scott Muller (Steven Bauer) é especialista em roubar casas e num destes trabalhos encontra o diário da dona da casa Mickey Davis (Barbara Williams) e o leva consigo. O ladrão começa a ler o diário e descobre que Mickey está insatisfeita com o seu casamento com Ray (John Getz) e escreve como gostaria que fosse sua vida com o marido e o modo que ela desejaria ser seduzida. Intrigado com o que leu, Scott resolve conquistar a mulher utilizando o diário como um guia de sedução.

Este simpático drama romântico passou direto pelos cinemas brasileiros na época, mas descoberto quando lançado em VHS, fez grande sucesso nas locadoras.

Os pontos fortes do longa são a boa história de sedução e a química entre o par principal, Steven Bauer que vinha do sucesso como o parceiro de Al Pacino em “Scarface” e Barbara Williams.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Homem que Saiu do Gelo

O Homem que Saiu do Gelo (Coming Out of the Ice, EUA, 1982) – Nota 6
Direção – Waris Hussein
Elenco – John Savage, Willie Nelson, Ben Cross, Francesca Annis, Peter Vaughan.

Este filme feito para a TV é baseado na autobiografia de Victor Herman, aqui vivido por John Savage (que estava no auge da carreira, ainda aproveitando a fama do clássico “O Franco-Atirador”), que vivendo na União Soviética nos anos trinta, se tornou um ótimo atleta, mas sendo americano é pressionado pelos governo soviético para renunciar a sua cidadania e se naturalizar russo, porém ele se nega e quando pretende voltar para América acaba sendo detido, julgado e condenado a prisão perpétua na Sibéria, onde passará muitos anos até conseguir escapar.

O interessante deste filme é que a injustiça acontece antes da Segunda Guerra Mundial, nos primeiros anos após a Revolução Comunista, onde a Guerra Fria ainda não havia começado, mas o regime soviético já era de opressão a quem se mostrasse contra qualquer ordem emitida pelos governantes.

A saga de sofrimento do personagem de John Savage na prisão lembra um pouco o clássico “O Expresso da Meia-Noite”, porém com resultado inferior mas ainda assim satisfatório.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cold Case

Cold Case (EUA, 2003)
Criação: Meredith Stiehm
Produção: Jerry Bruckheimer
Elenco – Kathryn Morris, Danny Pino, John Finn, Jeremy Ratchford, Thom Barry, Tracie Thoms.

Produzida por Jerry Bruckheimer, esta série é um drama policial que está na sexta temporada e tem Lily Rush (Kathryn Morris) no papel principal, se passando na Divisão de Casos Encerrados sem Solução (o “Cold Case” do título). Lily tem como parceiro Scott Valens (Danny Pino, o Armadillo Quintero de “The Shield”), além de trabalhar junto com os detetives Vera (Jeremy Ratchford) e Jeffreys (Thom Barry), a detetive Miller (Tracie Thoms) e o Capitão John Stillman (John Finn).

Os episódios seguem sempre o mesmo esquema, um assassinato antigo não resolvido volta a tona através de alguma nova pista que abre um leque de suspeitos e dá inicio a investigação, sempre com várias entrevistas onde algum suspeito conta sua versão e esta é mostrada em flashbasck aparentando indicar o culpado, mas que na verdade é descoberto apenas na reviravolta final.

Os roteiristas tentam enxertar dramas na vida pessoal de cada personagem para reforçar o contexto, porém os pontos altos são a produção impecável e os personagens que muitas vezes são interpretados por duas pessoas diferentes, uma na época do crime e outra nos dias atuais, sempre utilizando atores/atrizes extremamente parecidos, que passam realismo e ajudam a dar consistência as tramas.

domingo, 7 de junho de 2009

O que Você Faria?

O que Você Faria? (El Metodo, Argentina / Espanha / Itália, 2005) – Nota 7,5
Direção – Marcelo Piñeyro
Elenco – Eduardo Noriega, Najwa Nimri, Eduard Fernandez, Pablo Echarri, Ernesto Alterio, Natalia Verbeke, Adriana Ozores, Carmelo Gomez.

Em Madrid no mesmo dia em que uma multidão protesta contra o FMI e a globalização, um grupo de sete pessoas participa de uma seleção para contratação de um executivo em um grande empresa. Confinados em uma sala, com um computador a sua frente, eles preenchem um formulário onde assinam um documento aceitando participar do processo através do “Método Gronhom”, o que ninguém sabe a que se refere. Aos poucos eles começam a receber informações pelo computador sobre os candidatos e qual a próxima tarefa, que irá eliminando um a um, numa espécie de Big Brother Corporativo.

O tema é interessante e atual, por exemplo quem nunca participou de um processo seletivo? Praticamente todo mundo pelo menos uma vez na vida e sabemos como este tipo de processo é estressante, na maioria das vezes injusto e tem a cara do mundo em que vivemos, onde todos defendem o seu lado e quase sempre sem se preocupar com as consequências para o próximo.

O filme em si é o retrato bruto do mundo corporativo atual, onde as pessoas lutam pelo “sucesso” (quer dizer, dinheiro, poder e status) e mostra como estas pessoas vão sendo levadas ao limite neste processo de seleção tão selvagem quanto uma caçada.

Os personagens são esteriótipos, mas muito bem delineados, temos o jovem motivado, a moça que age como homem para passar respeito, o cara inseguro que tenta agradar a todos, o veterano canalha, a mulher na casa dos quarenta anos que tenta esconder a idade e o executivo desempregado que é visto como queimado pelo mercado.

Resumindo, é um bom filme que mostra toda a hipocrisia das grandes empresas e das pessoas que se sujeitam a criar um personagem para tentar se adequar a este mundo.

sábado, 6 de junho de 2009

Homem de Ferro

Homem de Ferro (Iron Man, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jon Favreau
Elenco – Robert Downey Jr, Terence Howard, Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow, Leslie Bibb, Shaun Toub, Faran Tahir, Clark Gregg, Bill Smitrovich, Sayed Badreya, Peter Billinsgley, Tim Guinee, Jon Favreau.

O cientista Tony Stark (Robert Downey Jr) está sendo escoltado por soldados americanos no Afeganistão após apresentar um novo míssil que a suas industrias produziram para o exército, quando seu comboio é atacado e ele acaba refém de terroristas. Preso em uma espécie de laboratório dentro de um caverna, junto com outro cientista também refém (Shaun Toub), ele é obrigado a montar o míssil para os bandidos, porém acaba usando os aparatos do local para criar uma armadura e fugir. Depois de conseguir ao voltar para América, ele resolve mudar o foco da empresa, mesmo desgradando seu amigo oficial do exército Rhodey (Terence Howard) e seu quase sócio Obadiah Stane (Jeff Bridges), porém isso acabará se tornando um grande ainda maior.

O filme segue a linha das adaptações de quadrinhos, com uma primeira parte mostrando como “nasce” o herói e daí partindo para a porrada e o inevitável duelo final com o vilão. Apesar da estrutura esquemática, o filme tem boas cenas de ação e o grande talento de Robert Downey Jr no papel principal, que cria um Tony Stark cínico e carismático. O filme tem ainda Gwyneth Paltrow no papel da assistente apaixonada por Tony. O resultado é uma boa diversão e com certeza melhor ainda para os fãs de quadrinhos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Kung Fu - O Adeus a David Carradine

Kung Fu (Kung Fu: The Movie, EUA, 1986) – Nota 6,5
Direção – Richard Lang
Elenco – David Carradine, Brandon Lee, Kerrie Keane, Mako, Luke Askew, William Lucking, Martin Landau, Paul Michael Chan.

Ontem em Bangkok, capital da Tailândia, morreu o veterano ator David Carradine aos 72 anos de modo mal explicado, porém vou me concentrar em sua carreira

Filho do ator John Carradine, que fez mais de cem filmes e trabalhou dos anos trinta até a segunda metade dos oitenta, David foi o primogênito de uma famíla de artistas, que seguiram os irmãos Keith e Robert Carradine, o meio-irmão Michael Bowen e a sobrinha Martha Plimpton, filha de Keith com a também atriz Blythe Danner. Além disso David que foi casado cinco vezes, viveu e teve um filho com a atriz Barbara Hershey.

Começando a carreira com pequenos papéis nos anos sessenta, ele alcançou o sucesso quando conseguiu o papel principal do seriado "Kung Fu" (papel que Bruce Lee queria mas acabou preterido) que durou de 1972 a 1975 e o transformou em astro, onde vivia um jovem lutador de Kung Fu que após ver seu mestre Po (Keye Luke) ser assassinado, se vinga do culpado e foge para os EUA com a cabeça a prêmio, porém continuará tendo o apoio agora do espírito do mestre morto, que o apelidará de "Gafanhoto".

Aproveitando o sucesso, ele teve a melhor fase de sua carreira, protagonizando filmes como "Esta Terra é Minha Terra" de Hal Ashby, provavelmente seu melhor papel no cinema, onde interpretou o cantor Woody Guthrie, personagem real que viveu durante a depressão americana nos anos trinta, fez ainda "Ano 2000: Corrida da Morte" e "O Ovo da Serpente" de Ingmar Bergman, além de um papel de coadjuvante em "Caminhos Perigosos" de Scorsese.

Sua carreira declinou nos anos oitenta e noventa, quando protagonizou vários filmes de ação de baixo orçamento, intercalando com papéis de vilão em produções maiores como "Alta Tensão" com Mel Gibson e "McQuade - O Lobo Solitário" com Chuck Norris. As coisa mudaram no início do século XXI quando apareceu Quentin Tarantino em sua vida e deu a ele o papel do assassino Bill em "Kill Bill", o que o fez renascer e voltar a ter sucesso, pena que por pouco tempo.

Este filme que citei no início produzido para a TV em 1986 dá continuação a série "Kung Fu", marcando a volta de Kwai Chan Caine (David Carradine) a América e o destino (com a ajuda de um vilão, é claro) acaba fazendo com que ele lute contra seu próprio filho, vivido pelo até então desconhecido Brandon Lee (que também teve uma morte trágica) e abre o caminho para uma nova série que foi ao ar de 1993 a 1997 chamada “Kung Fu: The Legend Continues”, onde o papel do filho passou a ser interpretado por Chris Potter.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mar Aberto

Mar Aberto (Open Water, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Chris Kentis
Elenco – Blanchard Ryan, Daniel Travis, Saul Stein, Michael Williamson.

Este longa é baseado numa história real ocorrida na Austrália em 1998, sendo um tipo de filme que o grande público ama ou odeia, porém ficarei no meio termo.

Um casal (Blanchard Ryan e Daniel Travis) saem de férias e chegando a um paraíso tropical, ondem pegam um barco com mais 20 pessoas para megulhar em alto mar. Tudo corre bem, até que por um erro na contagem das pessoas que mergulharam, o responsável pelo barco acredita que todos já subiram a bordo e resolve voltar para terra firme, porém esquece o casal no fundo do mar. Assim que os dois sobem a tona percebem que foram deixados para trás e aí começa o desespero.

O diretor Chris Kentis e sua esposa Laura Lau bancaram o projeto do próprio bolso e conseguiram vender o longa para um grande estúdio, o Lions Gate, que com uma grande campanha de marketing alardeando sobre o pequeno orçamento, transformou o filme em sucesso.

O longa em si é interessante, porém é um fiapo de história e mesmo nos poucos 79 minutos de exibição acaba se tornando cansativo em alguns momentos, ficando claro que o diretor enxertou várias cenas para aumentar o tempo. Pode parecer estranho, mas acredito que 60 minutos seria o suficiente para mostrar o desespero do casal abandonado no meio do oceano, a mercê de diversas ameaças, entre elas os tubarões.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um Homem Fora de Série

Um Homem Fora de Série (The Natural, EUA, 1984) – Nota 7,5
Direção – Barry Levinson
Elenco – Robert Redford, Robert Duvall, Glenn Close, Kim Basinger, Wilford Brimley, Barbara Hershey, Robert Prosky, Richard Farnsworth, Joe Don Baker, Michael Madsen, Darren McGavin.

O promissor jogador de beisebol Roy Hobbs (Robert Redford) leva um tiro e é obrigado a abandonar o esporte. Dezesseis anos depois surge a oportunidade de jogar por um pequeno time e ele não desperdiça a segunda chance, porém até onde chegará aquele homem que ainda sente dores desde o ocorrido quando era jovem?

Esta pergunta é respondida neste bom drama sobre superação e que usa o esporte nacional americano, o beisebol, como ponto principal em uma fábula que é contada de modo épico pelo diretor Barry Levinson e que concorreu a quatro prêmios Oscar, inclusive de Atriz Coadjuvante para Glenn Close.

Levinson teve o mérito de fazer um dos primeiros filme sobre beisebol que fez sucesso em muito tempo e abriu caminho para outras obras como “O Campo dos Sonhos”, “Fora da Jogada” e “Uma Equipe Muito Especial”.

O ótimo elenco de apoio (Robert Duval, Kim Basinger, Barbara Hershey e Glenn Close) ajuda a elevar a qualidade do filme, junto com o ótimo desempenho de Redford.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Homem do Sapato Vermelho

O Homem do Sapato Vermelho (The Man wiht One Red Shoe, EUA, 1985) – Nota 6
Direção – Stan Dragoti
Elenco – Tom Hanks, Lori Singer, Dabney Coleman, Charles Durning, James Belushi, Carrie Fisher, Edward Herrmann, Gerrit Graham, David Ogden Stiers, Tom Noonan, Art LaFleur.

Nos anos oitenta Tom Hanks ficou famoso estrelando várias comédias, inclusive concorrendo ao Oscar de Melhor Ator por “Quero Ser Grande” e este “O Homem do Sapato Vermelho” é uma destas obras.

Aqui Hanks é um violinista da Filarmônica de Washington que no aeroporto é confundido com um agente secreto, pois um amigo (um jovem James Belushi) fez uma brincadeira e ele teve de usar dois sapatos diferentes, sendo um pé vermelho, o que seria uma código para que o FBI descobrisse quem era o agente disfarçado. Esse é o início de várias confusões e desencontros, com agentes do bem e do mal tentando se aproximar do violinista.

O filme vale pelo bom elenco de apoio, que tem a bela e hoje sumida Lori Singer como par romântico de Hanks, a eterna Princesa Leia de “Guerras nas Estrelas” Carrie Fisher e James Belushi.

O diretor Stan Dragoti fez poucos filmes na carreira, mas somente comédias razoáveis, como “Amor a Primeira Mordida”, uma sátira aos filmes de Drácula e “Dona de Casa por Acaso” com Michael Keaton.

O longa é um refilmagem de um sucesso do cinema francês, por sinal um moda na época, pois Três Solteiros e um Bebê” e “Os Três Fugitivos” também foram refilmagens de comédias francesas.