segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cisne Negro

Cisne Negro (Black Swan, EUA, 2010) – Nota 8
Direção – Darren Aronofsky
Elenco – Natalie Portman, Vincent Cassel, Mila Kunis, Barbara Hershey, Winona Ryder.

Numa renomada Companhia de Balé, a estrela Beth Macintyre (Winona Ryder) é descartada pela diretor Thomas Leroy (Vincent Cassel), que deseja um novo rosto como figura principal de sua próxima montagem, o famoso “O Lago dos Cisnes”. 

Com a vaga em aberto, Nina (Natalie Portman) vê que esta é sua última chance de se tornar protagonista, porém ela é vista como uma garota frígida por Thomas. Para complicar, Nina precisa disputar a vaga com várias outras bailarinas, inclusive a descolada Lily (Mila Kunis) e lidar com sua controladora mãe (Barbara Hershey), uma ex-bailarina frustrada por ter largado a carreira para cuidar da filha. 

Considero balé algo extremamente chato e por isso demorei para conferir o filme, mas tenho de aceitar que mesmo não gostando das sequências de dança, elas são muito importantes para o desenrolar da trama e entendimento das entrelinhas da história. 

A grande questão para Nina além de lidar com as pressões da mãe, do diretor e das companheiras e conseguir colocar para fora seus traumas para desempenhar o Cisne Negro, situações que criam uma crescente tensão até a sensacional sequência final da apresentação no teatro. 

O grande destaque individual é Natalie Portman, perfeita como a jovem talentosa e insegura, que sofre buscando a perfeição. Fica claro o empenho da atriz nas sequências de dança, o que lhe rendeu um merecido Oscar. 

Além da ótima e criativa direção de Aranofsky, eu destacaria também Vincent Cassel no papel do diretor mulherengo e canalha, que lembrou em parte a interpretação de Roy Scheider em “All That Jazz – O Show Deve Continuar”. 

14 comentários:

Gabriel Neves disse...

Também não gosto muito de ballet, mas fui conferir Cisne Negro na estreia, tanto por Aronofsky quanto por Natalie. E acabei me apaixonando, algo naquele filme mexeu comigo de uma forma incrível, já se tornou meu favorito.
Abraços!

M. disse...

Esse filme é tudo de bom mesmo. Eu gosto de dança, e ver uma história tão angustiada como a de Nina me fez valorizar ainda mais o trabalho de Natalie Portman. Sem dúvida, ela mereceu o Oscar! Abraço.

Edson Cacimiro disse...

PERFEITO. fiz questão de ver pois sou fã do trabalho dela, que por sinal fabuloso!

Roberto Simões disse...

A obsessão pelo perfeccionismo ecoa por todo o filme, na realização por exemplo. É um clássico instantâneo, muito bom.

http://cineroad.blogspot.com/2011/02/cisne-negro-2010.html

Roberto Simões
» CINEROAD «

Amanda Aouad disse...

Esse filme arrebatou meu coração no início do ano, vi no cinema e revi algumas vezes, hehe. Gosto de balé, mas acho que Cisne Negro é muito mais que isso, é a tensão psicológica de Nina enlouquecendo em busca de perfeição.

bjs

! Marcelo Cândido ! disse...

Forte e psicológico ao extremo
!
Ótimo

Rodrigo Mendes disse...

Um grande filme Hugo. Aronofsky demonstra sua importância como cineasta, um dos melhores de sua geração. Portman é perfeita no papel da frígida e louca Nina.

Ótimo vc ter apontado o personagem da obra de Bob Fosse “All That Jazz – O Show Deve Continuar”, tanto que Roy Scheider é praticamente o próprio Fosse!

Abraço.

Rui Luís Lima disse...

Natalie Portman surpreendeu muito boa gente com a sua interpretação, mas deve muito ao cineasta que a dirigiu.
Abraço cinéfilo
Rui Luís Lima

Hugo disse...

A todos - Sem dúvida é um ótimo filme com uma bela interpretação de Natalie Portman.

Abraço

Fernando Fonseca disse...

Um grande filme, que mostra todo vigor da direção do Darren. Porém, é sobre Natalie que cai todo peso do filme. E a cena dela com a Mila é uma das mais sensuais da história do cinema.


PS: Hugo te add no Face!!!

Hugo disse...

Fernando - Já aceitei o convite no Face.

Abraço

talking to the juuh disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Emerson disse...

O filme me surpreendeu de forma positiva, a atuação da bela Natalie Portman realmente é o ponto forte do filme. Achei um filme surreal, os anseios e desejos de Nina aplicados naquilo que ela vê, realmente muito bom!!!

Hugo disse...

Emerson - A interpretação de Natalie Portman casa perfeitamente com as cenas de loucura criadas por Aronofsky.

Abraço