sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bombas - Filmes com Psicopatas

De volta a seção Bombas, desta vez destaco um tipo de filme que é quase um subgênero dentro do suspense. Os filmes com psicopatas já renderam grandes obras como "O Silêncio dos Inocentes" e o clássico "O Mensageiro do Diabo", mas também um imensa quantidade de filmes B, além de longas que contavam com nomes famosos no elenco e na direção, mas que fracassaram merecidamente.


Nunca Fale com Estranhos (Never Talk to Strangers, EUA / Canadá / Alemanha, 1995) – Nota 5
Direção – Peter Hall
Elenco – Rebecca De Mornay, Antonio Banderas, Dennis Miller, Len Cariou, Harry Dean Stanton, Eugene Lipinski, Martha Burns, Beau Starr.

Sarah Taylor (Rebecca De Mornay) é uma psiquiatra que precisa analisar se um sujeito condenado tem ou não problemas mentais. Durante o processo, ela conhece em um mercado o enigmático Tony Ramirez (Antonio Banderas), com quem se envolve rapidamente. Os problemas começam quando Sarah acredita estar sendo perseguida, mas não sabe o porquê.

Fica difícil escrever mais sobre esta confusa trama que tem um roteiro cheio de furos e onde alguns personagens desaparecem sem explicação. Foi estranha a escolha do inglês Peter Hall para direção, que na época já tinha sessenta e cinco anos e pouco filmes no currículo, em sua maioria trabalhos para a tv. Foi por escolhas como esta que Rebecca De Mornay nunca se firmou na carreira.

Medo (Fear, EUA, 1996) – Nota 5,5
Direção – James Foley
Elenco – Mark Wahlberg, Reese Witherspoon, William Peterson, Alyssa Milano, Amy Brenneman, Christopher Gray.

Em Seattle, a família Walker vive tranquilamente até que a filha Nicole (Reese Whiterspoon) começa a namorar com David (Mark Wahlberg). Aos poucos David se mostra violento e ameaça a paz do casal, fazendo com que o pai Steve (William Petersen) e a mãe Laura (Amy Brenneman) fiquem perdidos sem saber como ajudar a filha. 

O diretor James Foley tem melhores filmes em seu currículo, como “Caminhos Violentos” e “O Sucesso a Qualquer Preço”, sendo que aqui entrega um suspense com roteiro previsível e cara filme para tv. Apesar do elenco hoje famoso, Reese Whiterspoon que faz a mocinha apaixonada não se destaca e Mark Wahlberg estava apenas começando na carreira, longe de ser o bom ator que é hoje em dia. 

O Observador (The Watcher, EUA, 2000) – Nota 5
Direção – Joe Charbanic
Elenco – James Spader, Keanu Reeves, Marisa Tomei, Ernie Hudson, Chris Ellis.

O detetive Campbell (James Spader) deixou o psicopata Griffin (Keanu Reeves) escapar e se culpa pelo fato. Uma segunda chance aparece quando Griffin volta a atacar utilizando a mesma tática anterior. Ele tira várias fotos de sua próxima vítima e envia ao detetive Campbell que tem pouco tempo para localizar a pessoa antes dela ser assassinada. Campbell fica ainda mais obcecado em prender o maluco quando este lhe envia fotos de sua terapeuta (Marisa Tomei), que será seu próximo alvo. 

A premissa é até interessante, porém quase todo o restante do filme é equivocado. O roteiro é fraco e previsível, a trilha sonora irritante e os bastidores foram confusos. A bagunça começou porque Keanu Reeves assinou o contrato para estrelar o filme acreditando que seria um trabalho independente de baixo orçamento e ajudaria a carreira de diretor do seu amigo Joe Charbanic, porém o projeto foi vendido para a Universal, que contratou atores com salários maiores que o de Reeves, que não pode rescindir o contrato e por isso se negou a divulgar o filme. O resultado ficou claro nas telas e manteve o diretor Charbanic no ostracismo, já que este acabou sendo seu único filme. 

Mata-me de Prazer (Killing me Softly, EUA / Reino Unido, 2002) – Nota 5,5
Direção – Chen Kaige
Elenco – Heather Graham, Joseph Fiennes, Natascha McElhone, Ultich Thomsen, Ian Hart.

A jovem Alice (Heather Graham) vive em Londres tranquilamente com o namorado, até que numa certa manhã cruza com o enigmático alpinista Adam Tallis (Joseph Fiennes), com quem embarca numa jornada de sexo durante alguns dias. Logo abandona o namorado e vai morar com o sujeito, mesmo sabendo pouco sobre ele. Alice rapidamente é acolhida também pela irmã de Adam, Deborah (Nastascha McElhone) e por seus amigos. Os problemas começam quando Alice recebe cartas anônimas alertando para ela tomar cuidado com Adam. Ela conta sobre as cartas para o namorado, mas acaba acreditando na história contada por ele, inclusive aceitando se casar. 

O diretor chinês Chen Kaige estava em alta após o êxito do filme “Adeus Minha Concubina” e foi convidado para dirigir este longa de suspense no ocidente. O resultado deixa claro porque acabou sendo seu único filme do lado de cá do mundo. O roteiro utiliza todos os clichês do gênero, como a mocinha delicada que se apaixona pelo sujeito misterioso, a interpretação canastrona de Joseph Fiennes e a reviravolta final que não é tão surpresa assim. Até mesmo as cenas quentes prometidas no título são poucas, apesar de bem filmadas, tendo como destaque a bela e desinibida Heather Graham. 

3 comentários:

Celo Silva disse...

na sua maioria ruins mesmo, mas pelo menos NUNCA FALE COM ESTRANHOS tem a Rebeca bem sensual

Gilberto Carlos disse...

Também adoro a Rebecca Demornay. Pena que ela está meio sumida ultimamente.

Hugo disse...

Celo - Só vale a sensualidade de Recebba De Mornay, porque o resto do filme é berm ruim.

Gilberto - A carreira dela teve um grande declínio.

Abraço