segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sr. Holmes

Sr. Holmes (Mr. Holmes, Inglaterra / EUA / Japão, 2015) – Nota 7,5
Direção – Bill Condon
Elenco – Ian McKellen, Laura Linney, Milo Parker, Hiroyuki Sanada, Hattie Morahan, Patrick Kennedy, Roger Allam.

Com mais de noventa anos de idade, o aposentado detetive Sherlock Holmes (Ian McKellen) vive em uma casa numa vila do litoral inglês, tendo apenas a companhia de uma governanta (Laura Linney) que tem uma filho pré-adolescente chamado Roger (Milo Parker). 

Sofrendo com os problemas da idade, principalmente com falhas na memória, Holmes tenta relembrar os detalhes de seu último caso, para entender porque abandonou a carreira. 

O diretor Bill Condon e o astro Ian McKellen repetem aqui a parceria do ótimo “Deuses e Monstros” que eles fizeram em 1998. Os dois longas tem algumas semelhanças, principalmente ao mostrar o final da vida de personagens que foram famosos, além do relacionamento do protagonista com a governanta e o flerte com a juventude perdida. 

Neste longa, a narrativa se divide em três pontos. A primeira segue a velhice de Holmes (no caso, meados dos anos setenta) e sua luta contra as dificuldades da perda de memória. A segunda narrativa volta alguns meses e descreve a viagem que Holmes fez ao Japão à procura de uma erva que ajudaria no seu problema de memória. A terceira trama se passa em 1947 e em flashbacks desvenda o fatídico caso que marcou a vida do detetive, envolvendo um casal em crise. 

Depois de encher o bolso dirigindo dois filmes da saga ”Crespúsculo”, Bill Condon decidiu investir em um tema muito mais interessante, entregando uma sensível obra valorizada pela marcante interpretação de Ian McKellen e pela ótima reconstituição de época, inclusive nas cenas no Japão.  

6 comentários:

Pedrita disse...

é incrível esse filme. com atuações magistrais, até do garoto. os choques elétricos ainda são usados. há médicos que ainda acham que em alguns casos se justificam. dopar também é um outro artifício para se "livrar" do problema tirando o paciente da ação. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - Eu pensava que os choques elétricos tinham acabado nestas instituições.

Bjos

Liliane de Paula disse...

Esse eu vi e gravei. Revejo quando tiver tempo.
Vc faz comentários que não lembro.

Quando recém formada(após a Residência Médica)trabalhei, como Clinica) num Hospital Psiquiátrico.
Foi uma experiencia horrível.
E vi se fazer eletrochoque.
O paciente, "acordava", outro.
E tinha indicação.
As pessoas não imaginam o que é um paciente psiquiátrico.
Falam sem saber.
Não sei se ainda fazem. Mas sei que faziam porque tinha indicação.

Hugo disse...

Liliane - O pouco que sabemos é que um local no mínimo deprimente. Os choques são uma verdadeira aberração.

Gustavo H. Razera disse...

Também acho que o filme seja o mais interessante que Condon fez desde a obra-prima Deuses e Monstros, mas interessante na ideia do que na execução, que me pareceu demasiado singela.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - A ideia foi amenizar e humanizar a figura de Holmes.

Abraço