sábado, 4 de julho de 2015

Dívida de Honra

Dívida de Honra (The Homesman, França / EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Tommy Lee Jones
Elenco – Tommy Lee Jones, Hilary Swank, Grace Gummer, Miranda Otto, Sonja Richter, John Lithgow, Barry Corbin, William Fichtner, David Dencik, Jesse Plemmons, Evan Jones, Tim Blake Nelson, James Spader, Meryl Streep.

Durante a colonização do oeste americano, em um pequeno povoado, três mulheres enlouquecem ao mesmo tempo. Uma após perder os três filhos mortos pelo tifo, a segunda uma norueguesa que sofre pela morte da mãe e a terceira assassina o próprio bebê após os animais de sua fazenda morrerem. 

Os três maridos se reúnem com o pastor (John Lithgow) e decidem enviar suas esposas de volta para o leste aos cuidados de uma igreja. O problema é que os três homens se negam a levar as mulheres. A complicada tarefa é abraçada pela solteirona Mary Bee Cuddy (Hilary Swank), que vive sozinha em um rancho. Antes de iniciar a viagem, Mary Bee salva um desconhecido (Tommy Lee Jones) que está prestes a ser enforcado, em troca de que o homem a acompanhe na viagem. O sujeito chamado George aceita e juntos com as três mulheres seguem viagem pelo deserto, enfrentando perigos como bandidos e índios. 

O diretor e ator Tommy Lee Jones escreveu o roteiro baseado em um livro sobre a colonização americana que tinha como foco o papel da mulher neste duro cenário. As mulheres eram vistas apenas como procriadoras e cuidadoras da casa, sendo que muitas migraram do leste para o oeste com os maridos em busca de uma vida melhor e terminaram por enfrentar solidão, pobreza, doenças e violência. Quando uma mulher mais forte se destacava, como a personagem de Hilary Swank, era vista com desconfiança e afastava os homens comuns que queriam casar com uma submissa. 

O contexto é interessante, o problema está na narrativa arrastada que deixa a impressão de que a história não avança. Algumas situações também são bizarras, como a forma com que a dupla precisa tratar as mulheres malucas, além da surpresa que ocorre antes da meia-hora final. 

É um filme indicado para um público específico que tenha curiosidade pelo tema.

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Devo dizer que fiquei cativado com o filme, mesmo que ele realmente seja lento. Ele tem uma tristeza, uma aspereza palpável.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - O roteiro aborda um tema triste, a dureza da vida das mulheres no velho oeste.

Abraço

Pedrita disse...

eu gostei bastante. realmente fazer um filme que mostra a dureza da vida das mulheres naquele ambiente é muito acertado. muito triste todas as histórias. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - O oeste americano era uma realidade bruta demais para as mulheres.

Bjos