terça-feira, 31 de março de 2009

Garras de Aço & Interceptor

Garras de Aço (Flight of Black Angel, EUA, 1991) – Nota 6
Direção – Jonathan Mostow
Elenco – Peter Strauss, William O’Leary, James O’Sulllivan, K. Callan.

Interceptor (Interceptor, EUA, 1992) – Nota 5
Direção – Michael Cohn
Elenco – Andrew Divoff, Jurgen Prochnow, Elizabeth Morehead, J. Kenneth Campbell.

O sucesso de "Top Gun" gerou vários filmes genéricos de ação no ar, alguns razoáveis como "Águia de Aço" e "O Vôo do Intruder" e outros mais humildes como estes dois exemplos.

Em "Garras de Aço" um O piloto de ponta da Forças Aérea Americana Eddie Gordon (William O’Leary) durante um vôo acredita ter recebido uma mensagem de Deus para destruir algumas cidades americanas que estariam repletas de pecadores e com isso resolve roubar um avião com uma bomba nuclear e ameaça atacar estas cidades. O único que pode tentar resolver o problema é o Coronel Matt Ryan (Peter Strauss) que foi o mentor do piloto.

O filme tem algumas cenas de perseguição aérea estilo “Top Gun” e a história lembra o posterior e bem melhor “A Última Ameaça” de John Wood, mas mesmo assim é uma razoável divesão graças a direção de Jonathan Mostow, que faria em seguida bons filmes como “Breakdown”, “U-571 – A Batalha do Atlântico” e “O Exterminador do Futuro III” .

Um dos pontos fracos do filme é o protagonista William O’Leary que com sua cara de bebê não convence como vilão.

Já o "Interceptor" é um caça super moderno que está sendo testado pelo piloto Chris Winfield (Andrew Divoff) para ser utilizado na defesa aérea americana, porém um outro oficial, o Capitão Phillips (Jurgen Prochnow) planeja roubar o avião em pleno ar para usa-lo em um atentado.

Esta fraca aventurar tenta copiar as cenas aéreas de "Top Gun" e com isso procura esconder o fraco roteiro que também lembra "A Última Ameaça", utilizando nos papéis principais dois atores especialistas em interpretar vilões, Andrew Divoff ("Lost") e o sinistro alemão Jurgen Prochnow que fez dezenas de filmes. Como curiosidade, o filme gerou ainda uma continuação.

sábado, 28 de março de 2009

Eu Sou a Lenda & A Última Esperança da Terra


A Última Esperança da Terra (The Omega Man, EUA, 1971) – Nota 8
Direção – Boris Sagal
Elenco – Charlton Heston, Rosalind Cash, Anthony Zerbe, Paul Koslo, Eric Laneuville, Lincoln Kilpatrick.

Eu Sou a Lenda (I Am Legend, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Francis Lawrence
Elenco – Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith, Dash Mihok, April Grace, Emma Thompson.

O roteirista Richard Matheson ficou conhecido na década de sessenta quando escreveu vários episódios do seriado "Além da Imaginação" e depois teve livros e outros roteiros adaptados para o cinema, como "Encurralado" a estréia de Spielberg na direção de um longa e da ficção apocalíptica "Mortos que Andam" com Vincent Price no papel principal, sendo que este longa ganhou duas refilmagens, como não assisti a este original não posso comentar, mas aqui vou escrever sobre as duas outras versões.

Em "A Última Esperança da Terra", Charlton Heston é o Dr. Robert Neville, que após uma guerra biológica que dizimou praticamente toda a população da Terra, conseguiu sobreviver injetando no próprio corpo uma vacina experimental. Um grupo de sobreviventes que ficaram deformados acreditam que a ciência e a tecnologia criadas pelos homens foram as responsáveis pelo que aconteceu e com isso querem punir o único sobrevivente intacto, o Dr. Neville. Bom filme de ficção com atuação eficiente de Heston e um clima de apocalipse que mantém o interesse e o suspense, tendo boas cenas de ação e a ainda a curiosidade de ver Heston perambulando por uma Nova Iorque completamente abandonada e fazendo de tudo para sobreviver.

Já em "Eu Sou a Lenda", o militar e também Dr. Robert Neville (Will Smith) é aparentemente o único sobrevivente da Terra, após três anos que a Dra. Kipprin (Emma Thompson) anunciou ter encontrado a cura do câncer através do vírus modificado do sarampo, porém este mesmo vírus acabou transformando noventa por cento das pessoas do mundo em zumbis. Atormentado por não ter conseguido descobrir a cura e ter perdido sua famíla, Neville continua tentando achar a cura, fazendo testes em animais e em zumbis em sua casa, local que ele transformou em fortaleza e de onde sai apenas durante o dia, quando os zumbis se escondem com medo da luz.

Este filme tem como ponto principal a atuação de Will Smith que consegue segurar uma hora de história apenas em companhia de um cachorro e mantém o filme o interessante, porém considero que o filme de Heston é melhor, principalmente pelo clima de fim do mundo e pelos zumbis, naquele filme eram pessoas maquiadas ao estilo dos longas de George Romero, o que dava um realismo maior, diferente desta nova verão que utiliza personagens digitais e transforma os zumbis em quase personagens de quadrinhos, o que na minha opinião diminui a força da história.


sexta-feira, 27 de março de 2009

Estranha Obsessão

Estranha Obsessão (The Fan, EUA, 1996) – Nota 6,5
Direção – Tony Scott
Elenco – Robert De Niro, Wesley Snipes, Ellen Barkin, John Leguizamo, Benício Del Toro, Patti D'Arbanville, Chris Mulkey, Brandon Hammond, Charles Hallahan, Kurt Fuller, Michael Jace, Frank Medrano, Don S. Davis.

O vendedor Gil Renard (Robert DeNiro) é fanático por beiseball e torcedor do Chicago White Sox, sendo que após o clube contratar o astro Bobby Rayburn (Wesley Snipes), ele se enche de esperança de que o time ganhará o campeonato e até chega a procurar o atleta para apóia-lo. Porém após alguns jogos e em virtude de problemas particulares, além da ascensão do jovem Juan Primo (Benício Del Toro), Rayburn não consegue jogar bem e acaba no banco de reservas, o que aos poucos vai enfurecendo Renard, que junto com seus próprios problemas, como a perda do emprego e a separação da esposa que tenta afasta-lo do filho, além de seu temperamento explosivo, o levam a tomar uma atitude drástica.

O roteiro tenta mostrar como uma grande expectativa seguida de frustação, pode se transformar em obsessão na cabeça de uma pessoa problemática e tem Robert DeNiro perfeito no papel do sujeito irritante e violento que deseja esquecer suas frustações através do sucesso dos outros.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Garoto que Podia Voar e A TV Mágica


O Garoto que Podia Voar (The Boy Who Could Fly, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Nick Castle
Elenco – Jay Underwood, Lucy Deakins, Bonnie Bedelia, Fred Savage, Colleen Dewhurst, Louise Fletcher, Fred Gwynne, Cameron Bancroft, Jason Priestley.

A TV Mágica (Billion for Boris, EUA, 1984) – Nota 5
Direção – Alex Grasshoff
Elenco – Scott Tyler, Mary Tanner, Seth Green, Lee Grant, Tim Kazurinsky.

Podemos considerar os anos oitenta como o início dos filmes estrelados por adolescentes, até antes disto aconteciam apenas casos esporádicos de adolescentes astros, podemos citar Judy Garland nos anos trinta, Elizabeth Taylor e Mickey Rooney nos anos quarenta e alguns outros que faziam filmes para Disney, como Kurt Russell e Jodie Foster por exemplo, que depois de adulto fizeram uma grande carreira. Porém nesta explosão de jovens, apareceram muitos que são famosos até hoje, como Tom Cruise, John Cusack e Charlie Sheen, mas muitos outros estrelaram alguns filmes e depois sumiram. Estas duas obras de fantasia são um exemplo disto.

Em "O Garoto que Podia Voar", um garoto (Jay Undewood) perde os pais num acidente de avião e se fecha para o mundo. Vivendo com o tio alcoólatra (Fred Gwynne da série “Os Monstros”) ele é tratado com um autista, porém no colégio acaba conquistando como amiga uma garota (Lucy Deakins), que com amor e carinho tenta trazer o garoto de volta ao mundo real e nesse processo ele descobre que pode voar. Fantasia adocicada e sensível que mistura em pequenas doses drama e romance e tem como curiosidade o bom elenco de apoio, que tem ainda Bonnie Bedelia e Louise Fletcher, além do garoto Fred Savage de “Anos Incríveis” ainda bem criança.

Já em "A TV Mágica", o garoto Boris (Scott Tyler) ganha uma TV em preto e branco quebrada, porém ao conserta-la ela começa a passar a programação do dia seguinte. Aproveitando do presente mágico, ele junto com a amiga Annabel (Mary Tanner) começam a apostar em corridas de cavalo e ganhar muito dinheiro. Além disso tentam mudar alguns outros acontecimentos e arrumam muita confusão. Comédia simpática com uma dupla de protagonistas que não vingou e a participação de Seth Green ainda bem garoto. Apenas uma sessão da tarde descompromissada.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, EUA, 1986) – Nota 8
Direção - John Hughes
Elenco – Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Gray, Charlie Sheen, Cindy Picket, Lyman Ward, Ben Stein, Kristy Swanson, Max Perlich.

Numa certa manhã o adolescente Ferris Buehler (Matthew Broderick) resolve se fingir de doente para não ir a escola. Utilizando sua lábia, acaba paparicado pelo pai e a mãe e consegue o que quer. Este é o início de um clássico da comédia adolescente dos anos oitenta.

A partir daí ele pega a namorada (Mia Sara) e o amigo hipocondríaco (Alan Ruck) e sai para aproveitar o dia em Nova Iorque. Conversando direto com a câmera e explicando cada novo passo, o personagem de Broderick cria situações engraçadas para curtir o dia, usando de uma grande cara-de-pau para escapar do diretor do colégio que não acredita nele (o impagável Jeffrey Jones), este que por sinal tem cenas engraçadíssimas, principalmente na casa de Buehler, onde ele fica encurralado por um cachorro. O filme tem outras grandes cenas, principalmente a do personagem de Broderick participando de uma parada e cantando “Twist and Shout” dos Beatles.

Esta deliciosa comédia é uma obra do craque para filmes adolescentes John Hughes, que fez a fama nos anos oitenta com outros títulos como “A Garota de Rosa Shocking” e “Clube do Cinco”.

Como curiosidade neste filme, vale prestar atenção em Jennifer Grey (“Dirty Dancing”) como a irmã rebelde de Buehler e Charlie Sheen num pequeno papel como um jovem delinquente.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Garoto

Filme Assistido nº 217
O Garoto (The Kid, EUA, 1921) – Nota 9
Direção – Charles Chaplin
Elenco – Charlie Chaplin, Jackie Coogan, Edna Purviance, Carl Miller.

Uma mãe solteira (Edna Purviance) deixa seu filho no banco traseiro de um carro de luxo acreditando que os donos poderão cria-lo melhor que ela, porém o carro é roubado e por uma ironia do destino o bebê acaba nas mãos de um vagabundo (Chaplin) que a príncipio não aceita, mas no final resolve cuidar do garoto como um filho. Ao mesmo tempo a mãe se arrepende do ato e pensa que nunca mais verá criança.

Comédia com drama era a especialidade de Chaplin e aqui ele utiliza todos os elementos possíveis para fazer a platéia rir e se emocionar na mesma medida, contando ainda com a ajuda do garoto Jackie Coogan.

Um filme indispensável.

domingo, 22 de março de 2009

A Garota do Adeus

Filme Assistido nº 216
A Garota do Adeus (The Goodbye Girl, EUA, 1977) – Nota 7
Direção – Herbert Ross
Elenco – Richard Dreyfuss, Marsha Mason, Quinn Cummings, Paul Benedict, Barbara Rhoades.

A ex-bailarina Paula (Marsha Mason) descobre que seu namorado que é ator viajou para Europa e alugou metade do apartamento onde vivem para outro ator (Richard Dreyfus), um sujeito excêntrico com quem ela terá de conviver e ainda cuidar da filha (Quinn Cummings).

O filme baseado em peça de Neil Simon é uma boa comédia romântica que usa o clichê de mostrar duas pessoas diferentes que tem de conviver por causa do destino e acabam se apaixonando.

O escritor Neil Simon diz ter se baseado no seu próprio casamento com a atriz Marsha Mason para escrever a peça.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Corrida Contra o Destino

Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, EUA, 1971) – Nota 7,5
Direção – Richard C. Sarafian
Elenco – Barry Newman, Cleavon Little, Dean Jagger, Victoria Medlin, Paulo Koslo, Robert Donner, Gilda Texter.

Este cultuado road movie conta em flashbacks a história do piloto Kowalski (Barry Newman), que precisa atravessar os EUA para entregar um carro e o que seria apenas um trabalho se transforma numa corrida contra a polícia de vários estados e contra seus próprios limites. As cenas em flashback explicam a atitude do piloto.

O filme foca também no preconceito, ao mostrar o personagem do DJ negro e cego Super Soul (o ótimo e falecido Cleavon Little) que de uma pequena cidade do oeste americano narra praticamente em tempo real toda a história de Kowalski e acaba perseguido por racistas, mas mesmo assim não se cala.

A obra tem um pé na contra-cultura dos anos sessenta, mostrando além do racismo, a rebeldia da época e transformando o personagem Kowalski em uma espécie de ídolo.

Bom filme que vale como registro de uma época e de um local, o oeste americano nos anos sessenta. Foi refilmado para TV em 1997 com Viggo Mortensen no papel principal.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Gandhi

Filme Assistido nº 215
Gandhi (Gandhi, Inglaterra/Índia, 1982) – Nota 8,5
Direção – Richard Attenborough
Elenco – Ben Kingsley, Candice Bergen, Edward Fox, John Gielgud, Trevor Howard, John Mills, Martin Sheen, Daniel Day Lewis, Ian Charleson, Saeed Jaffrey, Amrish Puri, Roshan Seth, Ian Bannen, Richard Griffiths, Nigel Hawthorne, Michael Hordern, Om Puri, John Ratzenberger.

No início do Século XX o jovem e idealista advogado indiano Ghandi (Bem Kingsley) é expulso da 1º classe de um trem na África do Sul pelos colonizadores britânicos em razão de sua nacionalidade. Este fato faz ele repensar sua vida e alguns anos depois voltando para Índia inicia algumas manifestações pacíficas e com seu grande carisma se torna um líder do povo indiano na luta pela independência do país usando o pacifismo como arma.

O filme segue toda a vida deste grande líder e tem na figura de Ben Kingsley quase uma reencarnação de Ghandi, o que fez ele ganhar merecidamente o Oscar de Melhor Ator, sendo que no total o filme ganhou oito Prêmios Oscar. Merece destaque também o ótimo elenco de coadjuvantes britânicos e indianos, além da americana Candice Bergen e de Martin Sheen.

O filme é longo e detalhista, especialidade do diretor e também ator Attenborough, que dirigiu outras duas ótimas biografias, “Um Grito de Liberdade” sobre a vida de Steven Biko, líder popular na África do Sul nos tempos do Apartheid e “Chaplin” com Robert Downey Jr no papel título, também em uma performance sensacional.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Bombas - Parte III - O Pior de Chuck Norris

Voltando a sessão Bombas, desta vez o alvo é Chuck Norris. Como todo os garotos que cresceram nos anos oitenta, eu também assisti dezenas de filmes de ação da época e um dos quase astros era o ruivo Chuck Norris, um ex-campeão de artes marciais que tentou a sorte no cinema e fez fama e muitos filmes ruins. Na sua carreira tem filmes interessantes como "Comando Delta" e "O Código do Silêncio", mas aqui vou destacar sete bombas protagonizadas pelo herói.

Fúria Silenciosa (Silent Rage, EUA, 1982) – Nota 5,5
Direção – Michael Miller
Elenco – Chuck Norris, Ron Silver, Steven Keats, Tony Kalem, Stephen Furst, William Finlay.
Num cidadezinha americana um assassino modificado geneticamente e aparentemente indestrutível foge de um laboratório e incia a matança, sendo perseguido pelo xerife durão Stevens (Chuck Norris). Filme de ação que imita o clássico “Halloween” pela história e pelo vilão que não morre nunca.

Comboio de Carga Pesada (Breaker! Breaker!, EUA, 1977) – Nota 3
Direção – Don Hulette
Elenco – Chuck Norris, George Murdock, Terry O’Connor.
Um motorista de caminhão (Norris) deixa seu irmão levar um carga pra entrega em outra cidade, porém este desaparece. Então Norris sai a procura do irmão e em busca de justiça. Filme muito fraco que tenta pegar a onda dos road movies da época, principalmente do sucesso “Agarra-me se Puderes” com Burt Reynolds, que é infinitamente melhor.

Octagon (The Octagon, EUA, 1980) – Nota 5
Direção - Eric Karson
Elenco – Chuck Norris, Karen Carlson, Lee Van Cleef, Art Hindle, Richard Norton.
Um campeão de artes marciais (Chuck Norris) atormentado pelas lembranças das violentas lutas que participou, não quer mais saber de lutar, porém quando é procurado por uma viúva em busca de vingança (Karen Carlson), ele acaba descobrindo que o alvo é seu irmão adotivo (o sempre vilão Lee Van Cleef) que comanda um campo de treinamento de terroristas, o Octagon. O pensamento de não violência mudará rapidamente e terminará em muita ação e pancadaria. É assistível pelos razoáveis cenas de ação e por Van Cleef como o vilão.

Um Herói e Seu Terror (Hero and the Terror, EUA, 1988) – Nota 4
Direção – William Tannen
Elenco – Chuck Norris, Bryan Thayer, Jack O’Halloran, Steve James, Billy Drago, Tony DiBenedetto.
Aqui Norris faz um policial que prende um perigoso assassino, porém após alguns anos preso este escapa e aparenta ter morrido em um acidente, porém mortes começam surgir e fazem Norris suspeitar que o vilão ainda está vivo. Outro filmeco policial com pouca história e fracas cenas de ação.

Força Destruidora (A Force of One, EUA, 1979) – Nota 4
Direção – Aaron Norris
Elenco – Chuck Norris, Jennifer O’Neill, Clu Gulager, Ron O’Neal, Eric Laneuville, James Whitmore Jr, Pepe Serna.
Um grupo especial de policiais que combatem o narcotráfico começa a ter seus membros assassinado, o que faz com que chamem o campeão de karatê Logan (Chuck Norris) para ajuda-los. História inverossímil e algumas cenas de ação razoáveis. A curiosidade é ver a bela Jennifer O’Neill que fez sucesso com o seriado “Retrato Falado” no anos oitenta, ainda em começo de carreira.

Vingança Forçada (Forced Vengeance, EUA, 1982) – Nota 5
Direção – James Fargo
Elenco – Chuck Norris, Mary Louise Weller, Camilla Griggs, Michael Cavanaugh, David Opatoshu.
Aqui Norris é um segurança de cassino em Hong Kong que entra em conflito com mafiosos locais, que por sua vez acabam assasinando sua namorada, fazendo com que ele vá em busca de vingança. Como atrativo apenas as cenas de luta e as locações em Hong Kong.

Hitman - Disfarce Perigoso (The Hitman, EUA, 1991) – Nota 5
Direção - Aaron Norris
Elenco – Chuck Norris, Michael Parks, Al Waxman, Alberta Watson, Ken Pogue, William B. Davis.
Novamente o personagem de Norris procura vingança, desta vez ele é um policial honesto que cai na armadilha do parceiro corrupto e acaba sendo dado como morto, porém ele sobrevive e se infiltra na gangue que corrompeu seu parceiro. Mais uma parceria de Chuck Norris com seu irmão Aaron na direção e com resultado fraco.

sábado, 14 de março de 2009

A Fortuna de Ned

A Fortuna de Ned (Waking Ned Devine, Irlanda, 1998) – Nota 8
Direção – Kirk Jones
Elenco – Ian Bannen, David Kelly, Fionnula Flanagan, Susan Lynch, James Nesbitt.

Num minúsculo povoado da Irlanda dois velhos amigos (Ian Bannen e David Kelly) descobrem que o grande prêmio da loteria saiu para um morador do local. Na ânsia de descobrir quem é o ganhador, armam algumas peripécias até descobrirem que o sortudo foi Ned Devine, porém este quando soube do prêmio morreu na hora.

Daí eles resolvem armar um golpe, mas como não conseguem esconder a história, com isso todas as outras pessoas do povoado acabam descobrindo e junto eles escondem o corpo para enganarem o auditor da loteria e receberem o prêmio.

Deliciosa comédia que apesar do golpe e da ganância de alguns personagens, fala de amor, solidariedade e principalmente amizade. É um destes pequenos filmes que nos deixam com um sorriso nos lábios ao final da sessão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fonte da Vida

Fonte da Vida (The Fountain, EUA, 2006) – Nota 6
Direção – Darren Aronofsky
Elenco – Hugh Jackman, Rachel Weisz, Elle Burstyn, Mark Margolis, Stephen MacHattie, Cliff Curtis, Sean Patrick Thomas, Donna Murphy, Ethan Suplee.

O diretor Darren Aronofski acertou a mão em dois ótimos trabalhos, o intrigante “PI” e o pesado drama sobre drogas “Réquiem para um Sonho”, porém neste “Fonte da Vida” o resultado ficou aquém do esperado. O roteiro se baseia na existência da “Árvore da Vida”, onde quem conseguisse encontra-la poderia beber sua seiva e conquistar a vida eterna.

O filme é dividido em duas histórias paralelas, sendo que uma se passa nos dias atuais onde uma cientista (Hugh Jackman) trabalhava a todo vapor para descobrir a cura de um tumor em sua esposa (Rachel Weisz), porém durante as experiências ele descobre um modo de retardar o envelhecimento e terá de enfrentar seus companheiros de trabalho para não desviar o foco de sua pesquisa. A outra história se passa durante a conquista espanhola da América, quando a rainha da Espanha (novamente Rachel Weizs) contrata um conquistador (Hugh Jackman, é claro) para encontrar no Novo Mundo a Árvore de Vida e juntos conquistarem a vida eterna. Ao mesmo tempo Hugh Jackman interpreta uma espécie de alma que estaria cuidando da árvore em uma outra dimensão.

Esta mistura que poderia ser interessante se mostra confusa e insossa nas idas e vindas da história, chegando a um climax frio que deixa a mensagem de que por mais que tentarmos, nunca conseguiremos mudar nosso destino.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Hill Street Blues

Hill Street Blues (Hill Street Blues, EUA, 1981 a 1987)
Criação: Steven Bochco
Produção: Scott Brazil
Elenco - Daniel J. Travanti, Bruce Weitz, Betty Thomas, Michael Warren, Taurean Blacque, Kiel Martin, Charles Haid, Veronica Hamel, James B. Sikking, Joe Spano, Barbara Bosson, Rene Enriques, Ed Marinaro, Robert Hirschfeld, Michael Conrad, Jon Cypher, Ken Olin, Mimi Kuzyk.

Quando comecei a acompanhar a tv por assinatura no final dos anos noventa, o número de canais era bem menor que hoje e aqueles que eram especializados em seriados exibiam na sua maioria temporadas atrasadas e principalmente séries antigas. Neste contexto foi que descobri a série policial “Hill Street Blues”, produzida entre 1981 e 1987, ela mostrava o dia a dia em uma delegacia de policia num violento e pobre bairro de Nova Iorque. Com personagens carismáticos e histórias realistas, que não apelavam para ação espetacular, a série foi um divisor de águas no gênero e base para outras mais violentas como “Nova Iorque Contra o Crime” e “The Shield”, desenvolvidas pela mesma dupla de produtores, Steven Bochco e o falecido Scott Brazil.

Com muitos personagens fixos, cada episódio trazia duas ou três histórias paralelas e quase sempre começava com um reunião matinal onde o Sargento (primeiro Michael Conrad que faleceu durante a série e depois o veterano Robert Prosky) passava as ordens do dia e as prioridades para oficiais e detetives nas ruas. A delegacia era comandada pelo Tenente Frank Furillo (Daniel J. Travanti) sujeito honesto, porém ex-alcoólatra que dividia seu tempo ainda com a complicada ex-mulher (Barbara Bosson) e a namorada atual, a advogada Joyce Davenport (a bela Veronica Hamel). Entre os vários personagens destacam-sem a dupla de patrulheiros Hill e Renko (Michael Warren e Charles Haid) com um amizade de irmãos e problemas na mesma medida, outra dupla, esta de detetives malandros de rua Neal Washington e J.D. (Taurean Blacque e Kiel Martin) e por último o engraçado e ao mesmo tempo sério Mick Belker (Bruce Weitz), que sempre se disfarçava dos mais variados e estranhos tipos para pegar bandidos e era um dos destaques da série.

Nem tão séria ou violenta coma as séries posteriores citadas, “Hill Street Blues” ganhou público e fez sucesso pelo seu realismo e as histórias que mostravam além da vida policial, também os dramas pessoais de cada personagem, além dos erros e acertos que todo ser humano comete não importando qual a sua profissão.

Como curiosidade, esta série chegar a passar na tv aberta durante os anos oitenta com o título de “Chumbo Grosso”.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Operário

O Operário (El Maquinista, EUA, 2004) – Nota 7
Direção – Brad Anderson
Elenco – Christian Bale, Jennifer Jason Leigh, Aitana Sanchez Gijon, John Sharian, Michael Ironside, Larry Gilliard Jr, Reg E. Cathey, Anna Massey, Craig Stevenson.

O esquelético operário Trevor Reznik (Christian Bale) não consegue dormir há um ano e trabalhando com maquinário pesado em uma fábrica, ele comete um erro e seu companheiro de trabalho (Michael Ironside) perde o braço em um acidente.

Após o acontecido Trevor começa e ver um homem chamado Ivan (John Sharian) em vários lugares, inclusive na fábrica e paranóico começar a achar que seus companheiros de trabalho armaram um complô para culpa-lo pelo acidente e assim fazer que ele perca o emprego.

Este drama pesado vale pela ótima interpretação de Christian Bale, que perdeu quase trinta quilos e está assustador de tão magro. Em uma cena onde ele tira a camisa, podemos ver que ele está apenas em pele e osso.

O resultado final é instigante, por mostrar os efeitos da paranóia e da falta de sono em um cara comum e o porquê dele ter chegado a este estado.

domingo, 8 de março de 2009

Krull & Fúria de Titãs

Krull (Krull, Inglaterra, 1983) – Nota 6
Direção – Peter Yates
Elenco – Ken Marshall, Lysette Anthony, Freddie Jones, Francesca Annis, Liam Neeson.

Fúria de Titãs (Clash of the Titans, Inglaterra, 1981) – Nota 7
Direção – Desmond Davis
Elenco – Laurence Olivier, Harry Hamlin, Judi Bowker, Burgess Meredith, Maggie Smith, Ursula Andress, Claire Bloom, Jack Guillin, Susan Fleetwood, Sian Phillips, Flora Robson, Tim Pigott Smith.

Estas duas obras são fantasias rodadas na Inglaterra nos anos oitenta e que fizeram algum sucesso. Sem serem clássicos, tem como trunfos o mesmo tema: Um homem enfrentando um jornada de perigos num mundo cheio de criaturas e monstros para resgatar sua amada e também os bons efeitos efeitos especiais para época, ainda baseados em miniaturas e stop-motion, porém as vezes mais interessantes que a overdose de cenas feitas em computador de muitos filmes atuais.

A tram de "Krull" se passa num planeta indeterminado, onde a paz será selada através do casamento entre os filhos de duas famílias reais, o príncipe Colwyn (Ken Marshall) e a princesa Lissa (Lysette Anthony), porém no momento da celebração o reino é invadido e a princesa é sequestrada para servir de esposa a um monstro chamado “A Fera”. Durante o sequestro as duas famílias são assassinadas, sobrevivendo apenas o príncipe que sai em busca da noiva, mas terá de enfrentar muitos perigos pelo caminho.

Fantasia com bons efeitos especiais e boas cenas de aventura, porém protagonizada por uma dupla principal fraca e uma direção um tanto perdida de Peter Yates, que por sinal dirige a única ficção em sua carreira.

Já "Fúria de Titãs" é uma aventura baseada na lenda de Perseus da Mitologia Grega e tem como grande trunfo os efeitos especiais do grande Ray Harryhausen, que desde a década de cinqüenta criou efeitos para diversos filmes de aventura e ficção, desenvolvendo criaturas e monstros muito antes dos computadores fazerem este trabalho.

O filme conta a história de Perseus (Harry Hamlin) filho mortal do Deus Grego Zeus (o grande Laurence Olivier), que precisa salvar sua amada a princesa Andrômeda (Judi Bowker) das mãos do monstro Kraken, porém para isso vai precisar enfrentar muitos desafios, além de ter de matar a maligna Medusa, com a ajuda de alguns corajosos companheiros.

O resultado é uma fantasia agradável que fez algum sucesso na época, sendo melhor ainda para quem gosta de mitologia grega. É interessante comparar os efeitos especiais da época com os atuais, além do mais o longa está sendo refilmado e será lançado em 2010.

sábado, 7 de março de 2009

S.O.S Saúde

S.O.S. Saúde (Sicko, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Michael Moore
Documentário

O estilo de Michael Moore não agrada a todos, principalmente os poderosos, que alegam que ele conta apenas o lado que deseja da história e por isso o chamam de panfletário, entre outras coisas. Sou da turma que bate palmas para o trabalho dele, sei que ele ficou famoso e ganhou muito dinheiro, mas pouca gente no mundo tem coragem de mexer nos temas que ele mostra em seus documentários.

Aqui Moore desnuda o sistema de saúde americano e o compara aos países onde a saúde é estatal, como na França, Inglaterra e nos vizinhos dos americanos Canadá e Cuba, onde os pacientes nada pagam para serem atendidos e o são digna e humanamente.

Contando histórias absurdas de como os planos de saúde americanos tentam não cobrir as despesas médicas de seus clientes, além de depoimentos de pessoas que trabalharam nesses locais e dizem categoricamente que os médicos que dispensam mais doentes dos tratamentos ganham bônus, ele volta no tempo até o início dos anos setenta quando em um gravação um lobbista poderoso discute com o então presidente americano Richard Nixon a criação das empresas privadas de saúde e consegue apoio deste, além do presidente dizer claramente que “lucraremos muito com este serviço” e no dia seguinte mostrar Nixon defendendo a criação destas empresas em um pronunciamento oficial.

O mais triste nesta história para nós brasileiros é que por aqui foi copiado este mesmo modelo de saúde privada, em contra-partida tendo sido sucateada a saúde pública, passando todo o poder para estas empresas que cobram absurdos para qualquer tratamento e sempre que possível tentar não cobrir o que cliente tem direito.

Este é mais um exemplo entre tantos outros, de que o modelo americano de diversas áreas não é o ideal e como o nosso país escolheu errado, preferiu apenas o capitalismo ao invés de pensar no ser humano.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Fúria

Filme Assistido nº 212
A Fúria (The Fury, EUA, 1978) – Nota 7
Direção – Brian DePalma
Elenco – Kirk Douglas, John Cassavettes, Carrie Snodgress, Charles Durning, Andrew Stevens, Amy Irving, Fiona Lewis, Daryl Hannah, Rutanya Alda, William Finlay.

Este suspense dirigido por Brian DePalma tem uma interessante premissa e mostra como personagem principal Peter Sandza (Kirk Douglas), funcionário do governo americano que tem seu filho Robin (Andrew Stevens) sequestrado por agentes do governo para ser usado em uma experiência em virtude deste ter poderes paranormais.

Revoltado, o pai sai em busca do filho e com a ajuda de uma garota também paranormal (Amy Irving) descobre que a pessoa por trás das experiências é seu amigo Ben (John Cassavettes), mas até chegar em seu filho terá de enfrentar muitos obstáculos.

Tema interessante, porém com um roteiro confuso que mistura paranormalidade e conspiração, mas tendo como trunfos as boas cenas de suspense e as ótimas presenças de Kirk Douglas com o pai desesperado e de John Cassavettes como o vilão.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Jardineiro Fiel

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Fernando Meirelles
Elenco – Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Danny Huston, Bill Nighy, Donald Sumpter, Hubert Koundé, Archie Panjabi, Pete Postlethwaite.

O diplomata Justin Quayle (Ralph Fiennes) conhece e se apaixona pela ativista Tessa (Rachel Weizs) e logo vão viver na África para onde ele é designado, porém Tessa acaba assassinada e acusada de estar traindo Justin. Ao poucos Justin vai percebendo que a história é bem diferente e que na verdade ela havia mexido com poderosos que podem te-la assassinado.

Bom drama com pitadas de romance e denúncia social, que mostra toda a pobreza do continente africano e como ele é explorado pelos países de primeiro mundco e pela grandes corporações, no caso do filme o grande vilão são as indústrias farmacêuticas que visam economizar milhões usando pobres como cobaias.

A boa direção de Fernando Meirelles e o ótimo casal central dão conta do recanto e interpretam uma história forte, baseada num livro de John LeCarré, que mostra toda a pobreza e a falta de perspectiva de vida de milhões de pessoas que precisam enfrentar a fome, o calor, as doenças e as guerras para sobreviver.

terça-feira, 3 de março de 2009

O Fundo do Mar

Filme Assistido nº 211
O Fundo do Mar (The Deep, EUA, 1977) – Nota 6
Direção – Peter Yates
Elenco – Robert Shaw, Jacqueline Bisset, Nick Nolte, Eli Wallach, Louis Gossett Jr, Dick Anthony Williams.

Suspense um tanto frio dirigido por Peter Yates que também fez ótimo e hoje clássico “Bullitt”.

Aqui uma casal (Nick Nolte e Jacqueline Bissett) durante férias em Bermudas, encontram na praia uma ampola de morfina e descobrem que no local existem muito mais delas, além de jóias também, pois ali está um navio naufragado com a preciosa carga. Tentando resgatar a carga eles se unem a um caçador de tesouros não muito confiável (Robert Shaw) e ainda terão no encalço um traficante com o mesmo objetivo (Louis Gossett Jr).

A história é baseada num livro do mesmo escritor de “Tubarão” e aqui o objetivo era conseguir o mesmo sucesso, inclusive utilizando o ator Robert Shaw num papel bem parecido com o personagem que fez em "Tubarão", mas o resultado é apenas mediano.

Destaque para boas seqüências embaixo d’água, além da beleza de Jacqueline Bisset e a música de John Barry.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Fugindo da Máfia & Fugindo Para Viver


Fugindo da Máfia (Hiding Out, EUA, 1987) – Nota 5,5
Direção – Bob Giraldi
Elenco – Jon Cryer, Keith Coogan, Annabeth Gish, Oliver Cotton, Gretchen Cryer, Anne Pitoniak, Tim Quill, John Spencer, Ned Eisenberg, Richar Portnow.

Fugindo Para Viver (Run, EUA, 1991) – Nota 6,5
Direção - Geoff BurrowsElenco Patrick Dempsey, Kelly Preston, Ken Pogue, Sean McCann, Alan C. Peterson, Lochlyn Munro.

Nos anos oitenta Jon Cryer (o irmão de Charlie Sheen no seriado “Two and Half Man”) e Patrick Dempsey ("Grey's Anatomy") foram ídolos adolescentes, junto com atores como Corey Haim, Corey Feldman, Anthony Michael Hall e Michael J. Fox, entre outros.

Nesta "Fugindo da Mafia" Jon Cryer interpreta um jovem corretor da bolsa de valores que se envolve por acaso com a Máfia e tentando escapar se disfarça de estudante punk e volta para o colégio. Comédia ligeira que mostrará as dificuldades normais de um adolescente no colégio e que ao mesmo tempo terá de escapar dos bandidos que o procuram. Apenas uma sessão da tarde sem compromisso.

Em "Fugindo para Viver", Patrick Dempsey é um jovem advogado que é confundido com o assassino do filho de um chefão da máfia e precisa fugir para se salvar e ainda descobrir quem é o culpado. Tentando escapar dos mafiosos e de policiais corruptos, ele consegue ajuda de uma garota (Kelly Preston). Muita correria e o carisma de Patrick Dempsey no auge como galã quase adolescente seguram o filme.

Para quem gosta de comédia romântica, indico dois filmes melhores com estes atores, que são "Namorada de Aluguel" com Patrick Dempsey, filme campeão de aluguel nas locadoras na época e "Um Caso Muito Sério", onde Jon Cryer faz par romântico com uma adolescente Demi Moore.

domingo, 1 de março de 2009

Aguirre - A Cólera dos Deuses

Aguirre – A Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, Alemanha, 1972) – Nota 7,5
Direção – Werner Herzog
Elenco – Klaus Kinski, Helena Rojo, Del Negro, Rui Guerra, Peter Berling, Cecilia Rivera.

No século XVI após a destruição dos Incas no Peru, o desbravador Francisco Pizarro desce pelos Andes até a Amazônia com o objetivo de encontrar o Eldorado, a cidade perdida de ouro. Porém com um grupo muito grande de soldados e de escravos incas, ele resolve dividir o as forças, ficando parado no local a beira do Rio Amazonas enquanto o outro grupo liderado por Don Pedro de Ursua (o cineasta Ruy Guerra) deve descer o rio em jangadas a procura da cidade perdida. Porém durante a descida Dom Lope de Aguirre (Klaus Kinski) lidera um motim e faz os soldados abandonarem Pizarro e seguir a revelia em busca do Eldorado, só que ele não contava com a natureza selvagem e com os índios que aos poucos vão matando um a um dos desbravadores.

Baseado no diário do religioso Gaspar de Carvajal (Del Negro), o filme conta esta saga de homens ambiciosos em busca de uma lenda, que não pouparam esforços e vidas humanas para isso.

Filmado em locação na própria Amazônia, o filme tem belas imagens e a história mostra que Aguirre era ambicioso e sanguinário e aqui em uma interpretação perfeita do polêmico Klaus Kinski, este passa toda a maldade e frieza do personagem.

Esta foi a primeira parceira dos cinco filmes que Herzog e Kinski fizeram juntos.