Caché (Caché, França / Áustria / Alemanha / Itália, 2005) – Nota 8Direção – Michael Haneke
Elenco – Daniel Auteuil, Juliette Binoche, Maurice Benichou, Annie Girardot, Lester Makedonsky, Walid Afkir.
Em Paris, o casal Georges Laurent (Daniel Auteuil) e Anne (Juliette Binoche) vivem aparentemente muito bem com o filho adolescente Pierrot (Lester Makedonsky), ele sendo apresentador de um programa de TV sobre literatura e ela trabalhando como editora, até que em um certo dia eles recebem uma fita vhs onde o conteúdo é uma filmagem estática da frente de sua casa por algumas horas. Intrigados, eles começam a pensar quem seria o responsável por aquilo e a situação piora quando recebem outras fitas e alguns cartões com um determinado desenho.
Esta situação inusitada é o início de um jogo que parece ter como objetivo destruir a vida do casal e principalmente ser uma vingança contra Georges e a cada novo movimento ficamos com a clara impressão de que aquela família distinta tem alguns segredos escondidos (Caché do título significa Escondido em francês), segredos que o diretor Haneke tenta manipular com as fitas entregues ao casal e assim desestrutura-los.
Um detalhe importante da trama é que não vemos praticamente gesto algum de carinho entre o casal, além de um distanciamento do filho, que demonstra saber dos pecados dos pais mas não tem a mínima intenção de discutir o assunto. Haneke manipula com inteligência também o espectador, que fica sempre a espera da revelação, mas terá de se contentar em analisar as camadas abaixo da superfície.

6 comentários:
Hugo, Caché é um grande filme. Faz parte de um ciclo, acredito eu, de Haneke sobre video e vida em familia. Você já assistiu a Benny's Vídeo, do mesmo diretor, nele existe o mesmo distanciamento na relação pais e filhos e como o nome já diz fala de video também.
Grande lembrança.
opaa filmes de varios paises em..hehhe
parce legal
abraço
Não embarquei no espírito do filme, apesar de ter achado interessante.
Dan - Este foi o primeiro filme de Haneke que assisti, mas vou procurar outros. Gostei do estilo do diretor.
Airton - Tem ótimos filmes feitos pelo mundo inteiro.
Pedro - Não é filme fácil de gostar. Vc disse bem, tem que entrar no espírito da obra.
Abraço a todos
Comprei o filme recentemente mas ainda não consegui ver. Gostei muito do Funny Games do mesmo realizador. Espero que este não me desiluda.
Abraço
Fifeco - Não é um filme para todos os gostos, mas só assistindo para ter uma opinião. Estou esperando um chance para assistir "Funny Games".
Abraço
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