sábado, 31 de dezembro de 2016

Sete Homens e um Destino (1960 e 2016)


Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven. EUA, 1960) – Nota 10
Direção – John Sturges
Elenco – Yul Brynner, Steve McQueen, Eli Wallach, Charles Bronson, Robert Vaughn, James Coburn, Brad Dexter, Horst Buccholz.

Um pequeno vilarejo mexicano é atacado por uma quadrilha liderada pelo temível Calvera (Eli Wallach). Sem ter como se defender, os moradores seguem para a fronteira com os Estados Unidos para contratar pistoleiros. Eles encontram Chris Adams (Yul Brynner) e Vin Tanner (Steve McQueen), que aceitam o desafio, mesmo sabendo que os pobres fazendeiros pouco podem oferecer em troca. No caminho até o vilarejo, eles convocam outros cincos pistoleiros (Charles Bronson, Robert Vaughn, James Coburn, Brad Dexter e Horst Buchholz) para o confronto. 

Clássico absoluto do gênero, este longa é uma versão de “Os Sete Samurais”, clássico japonês de Akira Kurosawa. Além da história sobre lealdade e justiça, o filme tem vários destaques como o elenco recheado de astros, a bela fotografia, as cenas de ação e a trilha sonora marcante, que por muitos anos foi tema de uma marca de cigarros e que é reconhecida até hoje. 

Um dos pontos em que este filme se mostra superior a atual refilmagem é o vilão Calvera, interpretado com maestria e cinismo por Eli Wallach.  

Como triste informação, Robert Vaughn era o último ator do elenco principal que estava vivo. Ele faleceu há pouco mais de um mês.   

Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, EUA, 2016) – Nota 8
Direção – Antoine Fuqua
Elenco – Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, Byung Hun Lee, Manuel Garcia Rulfo, Martin Sensmeier, Haley Bennett, Luke Grimes, Peter Sarsgaard, Matt Bomer, Cam Gigandet.

Bart Bogue (Peter Sarsgaard) é o dono de uma mina de ouro nos arredores da pequena Rose Creek. Para conseguir as terras dos pequenos fazendeiros locais, Bogue e sua quadrilha, ou melhor, quase um exército de mercenários, oferece uma miséria como pagamento. Alguns fazendeiro reagem e terminam assassinados. Para tentar manter sua terras, uma viúva (Haley Bennett) e um jovem (Luke Grimes) seguem para outra cidade em busca de ajuda. 

Eles cruzam o caminho do caçador de recompensas Chisolm (Denzel Washington), que aceita o desafio de defender os fazendeiros. Chisolm busca alguns parceiros para a missão quase impossível. Um vigarista (Chris Pratt), um assassino (Ethan Hawke), um especialista em facas (Byung Hun Lee), um fugitivo mexicano (Manuel Garcia Rulfo), um índio comanche (Martin Sensmeier) e um grandalhão (Vincent D’Onofrio). 

Eu penso que clássicos absolutos jamais deveriam ser refilmados, mas como o que vale é a busca pela bilheteria, com certeza estes remakes continuarão existindo. Neste caso fui surpreendido. O diretor Antoine Fuqua consegue recriar a história de forma divertida, explorando os clichês do gênero com inteligência e entregando ótimas cenas de ação. Até mesmo os diálogos são corretos, sem apelar para as piadinhas que muitos diretores gostam. Os personagens também são bem desenvolvidos, inclusive com as motivações pessoais para a missão. 

Vale destacar que o roteiro é assinado por Nic Pizzolatto, responsável pela sensacional série “True Detective”. 

O original ainda é superior, mas felizmente esta refilmagem também é um ótimo longa.

5 comentários:

Liliane de Paula disse...

Nota 10, Hugo? Pela 1ª vez essa nota.
Vou vê se no Oldflix tem esse de 1960.

Pedrita disse...

só vi o maravilhoso de 1960. uma hora vejo o atual. olha só, eu vi em 2009. tá no blog http://mataharie007.blogspot.com.br/2009/02/sete-homens-e-um-destino.html
beijos, pedrita

Amanda Aouad disse...

Um remake que me surpreendeu também. E temos que lembrar que o "original", na verdade, não é tão original assim, rs. Sendo uma adaptação impecável do filme de Kurosawa. Ainda que aquém da versão de 1960, o que achei mais interessante dessa nova versão foi o fato deles conseguirem surpreender, não tentando apenas recriar a história do passado e fazendo-a funcionar de maneira harmônica. Duas belas obras.

bjs

Liliane de Paula disse...

Hugo, cadê vc?
3 dias sem postagens é de estranhar.

Hugo disse...

Liliane - Para quem gosta de western, o filme de 1960 é imperdível.

Eu tirei alguns dias para viajar e agora voltarei as postagens normais.

Pedrita - Eu assisti o filme de 1960 duas ou três vezes.

Amanda - Foi legal o remake não ter decepcionado. Também já assisti ao original de Kurosawa e inclusive já comentei no blog. É outro filme nota 10.

Bjos