sábado, 19 de outubro de 2013

Comédias Românticas com Adolescentes

Dez Coisas Que Eu Odeio Em Você (10 Things I Hate About You, EUA, 1999) – Nota 7,5
Direção – Gil Junger
Elenco – Julia Stiles, Heath Ledger, Joseph Gordon Levitt, Larisa Oleynik, Larry Miller, Allison Janney, David Krumholtz, Gabrielle Uninon, Daryl Chill Mitchell.

A adolescente Bianca (Larisa Oleynik) está na fase em que deseja namorar, porém seu pai (Larry Miller) considera que ela é ainda muito nova. Depois de muita insistência, o pai diz que aceitará que ela namore desde que sua irmã mais velha Kat (Julia Stiles) também arrume um namorado. O problema é que Kat é uma feminista rabugenta que afasta os homens. Para tentar resolver a situação e conseguir namorar com Bianca, Cameron (Joseph Gordon Levitt) contrata o rebelde Patrick Verona (Heath Leadger) para domar Kat e assim conseguir a liberação do futuro sogro. 

Baseado livremente na peça ”A Megera Domada” de Shakespeare, esta adaptação para os dias atuais consegue criar momentos engraçados utilizando a chamada “guerra dos sexos”, principalmente pelo competente elenco jovem. O falecido Heath Leadger já mostrava seu talento, Julia Stiles está perfeita no papel da jovem de personalidade forte, além do sempre competente Joseph Gordon Levitt e do engraçado David Krumholtz como o amigo que tenta ajudá-lo a conquistar a garota. 

Digam o que Quiserem (Say Anytyhing..., EUA 1989) – Nota 7,5
Direção – Cameron Crowe
Elenco – John Cusack, Ione Skye, John Mahoney, Lily Taylor, Joan Cusack, Loren Dean, Jeremy Piven, Eric Stoltz, Kim Walker, Bebe Neuwirth.

Ao final do colegial, Lloyd (John Cusack) ainda não tem a minima ideia de qual universidade cursar, tendo como único objetivo no momento conquistar a bela Diane (Ione Skye). Diane foi a melhor aluna do colégio e já está com viagem marcada para Inglaterra onde irá estudar. Nada disso importa para Lloyd, que fará de tudo para ficar com a garota. 

Este ótimo longa romântico foi a estreia de Cameron Crowe na direção. Ele era repórter da revista Rolling Stone e tinha apenas vinte e dois anos quando conseguiu levar às telas seu próprio roteiro, que diferente das comédias românticas habituais, cria personagens bem próximos da realidade, sem apelar para conflitos com namoradas rivais ou maldade entre adolescentes. 

O destaque é o elenco, além de John Cusack, a bela e hoje sumida Ione Skye está perfeita como a jovem dividida e o veterano John Mahoney cria um pai que muitas pessoas gostariam de ter. Como curiosidade, no mesmo ano Ione Skye estrelou outra comédia romântica marcante chamada “Namoros Eletrônicos”, dividindo a tela com o inglês Dexter Fletcher.

A Coisa Certa ou Garota Sinal Verde (The Sure Thing, EUA, 1985) – Nota 7
Direção – Rob Reiner
Elenco – John Cusack, Daphne Zuniga, Anthony Edwards, Tim Robbins, Boyd Gaines, Lisa Jane Persky, Nicolette Sheridan, Viveca Lindfors.

Walter (John Cusack) é o calouro de uma universidade na costa leste americana que sofre em não conseguir se relacionar com as garotas, que em sua maioria são jovens mimadas da classe alta. Quando chegam as férias, Walter é convidado por seu amigo de colégio Lance (Anthony Edwards) para visitá-lo na Califórnia, local onde ele cursa a universidade e diz ter mulheres aos montes. Lance instiga Walter ao enviar a foto de uma garota (Nicolette Sheridan) que diz ser a “a coisa certa” para ele. 

Para atravessar o país, Walter pega carona com um casal extremamente chato (Tim Robbins e Lisa Jane Persky), que levam ainda a jovem Alison (Daphne Zuniga), que deu um fora no pobre Walter. Lógico que durante a viagem os jovens vão se conhecer melhor, mas antes enfrentarão  vários conflitos. 

Este foi o segundo longa de Rob Reiner como diretor. Ele que era conhecido como ator pelo seriado “All in the Family” e por ser filho de Carl Reiner, estreou com o cult “This Is Spinal Tap” e em seguida comandou esta simpática comédia que se apoia na química entre John Cusack e Daphne Zuniga, além dos divertidos diálogos. 

É mais um filme que vale como curiosidade para ver ainda bem jovens atores como Tim Robbins e Anthony Edwards, além do casal de protagonistas, com Cusack tendo aqui seu primeiro papel principal. 

O Rei da Paquera (The Pick-up Artist, EUA, 1987) – Nota 6,5
Direção – James Toback
Elenco – Molly Ringwald, Robert Downey Jr, Dennis Hopper, Danny Aiello, Mildred Dunnock, Harvey Keitel, Lorraine Bracco, Vanessa Williams, Polly Draper.

Jack (Robert Downey Jr) é um sujeito metido a conquistador que usa sua lábia para conquistar garotas na rua. Numa destas investidas, Jack acaba se apaixonando por Randy (Molly Ringwald), uma garota que age diferente da maioria e que instiga Jack por tentar mantê-lo afastado. O problema é que Randy precisa cuidar do pai alcoólatra (Dennis Hopper) que para piorar ainda deve grana a um agiota (Harvey Keitel). Jack decide então tentar ajudar Randy a salvar o pai. 

Com uma temática mais adulta que os filmes protagonizados por Molly Ringwald nos anos oitenta, este longa tenta misturar pitadas de drama um pouco mais pesado com a história de amor entre os protagonistas. Molly Ringwald ficou famosa pelo carisma, pois ela não era bonita e nem mesmo grande atriz, o que se comprovou quando sua carreira não progrediu após a fase adolescente. Enquanto isso, Robert Downey Jr já mostrava seu talento carregando boa parte do filme nas costas com seu jeito de conquistador picareta.

Que Garota, Que Noite (Mistery Date, EUA, 1991) – Nota 6,5
Direção – Jonathan Wacks
Elenco – Ethan Hawke, Teri Polo, Brian McNamara, Fisher Stevens, B. D. Wong, James Hong, Victor Wong, Don S. Davis.

O adolescente Tom (Ethan Hawk) é apaixonado pela bela vizinha Geena (Teri Polo), porém a timidez atrapalha a tentativa de aproximação. Quando as coisas dão certo e a garota aceita sair com Tom, o rapaz imagina uma noite perfeita. Para isso, Tom pede ajuda a seu irmão mais velho Craig (Brian McNamara), que empresta seu carrão e até mesmo roupas para a grande noite. O que Tom não sabe é que o irmão está envolvido com a máfia chinesa e que no porta-malas do carro ele carrega um cadáver. 

Esta divertida comédia com pitadas de filme policial e romance, estilo comum em longas da época, tem como curiosidade apresentar o astro Ethan Hawke e a bela Teri Polo ainda bem jovens.

Mais ou Menos Grávida (For Keeps?, EUA, 1988) – Nota 5,5
Direção – John G. Avildsen
Elenco – Molly Ringwald, Randall Batinkoff, Kenneth Mars, Conchata Ferrell, Miriam Flynn, Pauly Shore.

Darcy (Molly Ringwald) e Stan (Randall Batinkoff) namoram e estão no último do ano de colégio, já se preparando para a universidade. A vida do casal vira de ponta cabeça quando Darcy descobre estar grávida, situação que pode fazer com que eles tenham de desistir da universidade. A mãe de Darcy (Miriam Flynn) que a criou sozinha não quer que a filha abandone os estudos e os país católicos de Stan pensam a mesma coisa, gerando discussões sobre abortar ou dar a criança para adoção, pressionando o casal para uma difícil decisão. 

O longa é mais focado no drama da difícil decisão do casal que se ama, do que numa história de amor adolescente convencional, talvez por isso ele tenha fracassado. Esta foi uma das tentativas de alavancar a carreira adulta da então estrela adolescente Molly Ringwald, porém assim como o filme, a carreira da atriz não decolou. A mão pesada do diretor John G. Avildsen de “Rocky – Um Lutador” e “Karatê Kid” também não ajudou.

4 comentários:

Amanda Aouad disse...

Coleção de filmes "talvez um dia", rsrs.


bjs

Hugo disse...

manda - Minha lista de "talvez um dia" também é enorme...rs

Bjos

Silvia Freitas disse...

Vixe, tô nessa tbm de talvez um dia, pois a maioria aí eu ainda não vi!

Hugo disse...

Silvia - São filmes que assisti há algum tempo e que dificilmente veria nos dias de hoje.

Abraço