sábado, 13 de setembro de 2008

Conspiração Atômica

Filme Assistido nº 113
Conspiração Atômica (Spontaneous Combustion, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – Tobe Hooper
Elenco – Brad Dourif, Cynthia Bain, William Prince, Melinda Dillon, Jon Cypher, Dey Young, Dale Dye, Stacy Edwards, Brian Bremer.

O diretor Tobe Hooper é um dos caras que revolucionou o cinema de terror nos anos setenta quando fez o clássico “O Massacre da Serra Elétrica” com pouco dinheiro e muita imaginação. Em seguida ainda com pouco dinheiro fez o interessante “Pague Para Entrar, Reze Para Sair” e seu melhor filme, “Poltergeist, o Fenômeno” este produzido por Spielberg.

Em seguida ele resolveu assinar um contrato com a hoje falida produtora Cannon para dirigir dois filmes qua acabaram fracassando. O primeiro foi o caro e até legal “Força Sinistra” e o segundo a péssima continuação de “O Massacre da Serra Elétrica”, sendo que ele acusou os produtores (Golan & Globus) de terem modificado a montagem de seus filmes. Com isso ele resolveu voltar para os filmes de baixo orçamento e fez este “Conspiração Atômica”, filme que começa bem mas vai se perdendo no decorrer da história, chegando a um resultado aquém do que prometia e para nossa tristeza este foi o provalvemente o último suspiro de alguma qualidade nos filmes de Hooper, pois seus trabalhos seguintes são muito fracos.

Aqui a história começa nos anos cinqüenta quando um casal (Brian Bremer e Stacy Edwards) são escolhidos para participar de uma experiência onde receberão altas doses de radiação. A experiência é um sucesso e os dois resolvem se casar, gerando um filho que parece normal, mas aos poucos acabam acontecendo acidentes com fogo e em um deles o casal acaba morrendo. Já adulto, agora com o nome de Sam (Brad Dourif) ele leva uma vida normal até que novamente começam a acontecer acidentes e aos poucos ele mesmo começa a produzir fogo e vai se desfigurando após cada novo surto.

A “Combustão Espontânea” é quase uma lenda urbana, existem vários livros e relatos sobre o assunto, mas nada foi provado até hoje sobre como uma pessoa poderia produzir fogo a partir do calor do corpo e se incendiar totalmente.

Como curiosidade, este é talvez o único papel principal do ator Brad Dourif, especialista em personagens de filmes de terror e assassinos, ele já fez dezenas de trabalhos no gênero, desde filmes de grande orçamento como “O Senhor dos Anéis” até filmes B, além de ser o espírito e a voz do boneco Chucky na série “Brinquedo Assassino”.

6 comentários:

Wally disse...

Interessante. O filme parece mesmo ser um exercício competente dentro do gênero. O diretor por sí só já merece algum respeito.

Ciao!

Ibertson Medeiros disse...

Acredito que já vi esse filme no Cine Trash, mas não me lembro muito.
Do Tobe Hooper só vi O Massacre original e sua sequência risível mesmo. Nem Poltergeist eu cheguei a assistir todo.

Hugo disse...

Wally - O diretor tem bom currrículo, pena que os últimos trabalhos são ruíns.

Ibertson - Vc precisa assistir "Poltergeist", é imperdível para quem gosta de terror.

Pedro Henrique disse...

Não vi o filme, Hugo!

E o bicho vai pegar no brasileiro a partir de agora hein!!!!

Abraço!!!

Gabriel Leite disse...

Deixa eu te perguntar:
como você decide quais filmes vai assistir?
Você fez uma lista antes de tudo ou vai escolhendo aleatoriamente? Ou pegando de um livro... Sei lá. rs

Fiquei curioso com esse esquema.

Abraço

Hugo disse...

Pedro - O filme é legal para quem gosta de terror e ficção.

Gabriel - Deixei uma explicação no seu blog.

Abraço