terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Homem que Copiava & Meu Tio Matou um Cara



O Homem que Copiava (Brasil, 2003) – Nota 7
Direção – Jorge Furtado
Elenco – Lázaro Ramos, Leandra Leal, Pedro Cardoso, Luana Piovani, Júlio Andrade, Carlos Cunha Junior, Paulo José.

Em Porto Alegre, André (Lázaro Ramos) é funcionário de uma copiadora e sonha em conquistar a jovem Silvia (Leandra Leal), que trabalha numa loja próxima. Para se aproximar da garota, André precisa conseguir dinheiro. Apaixonado cegamente, André e o amigo Cardoso (Pedro Cardoso) tem a ideia de utilizarem as máquinas da copiadora para “fabricar” dinheiro. O desejo de Cardoso é ficar com a sensual Marinês (Luana Piovani). Com o sucesso no primeiro passo dentro do mundo do crime, a dupla elabora um plano para assaltar um carro forte. 

O sucesso que o longa fez na época se deve bastante a interpretação de Lázaro Ramos, que de uma forma simpática narra a história e repete diversas vezes que seu “cargo” seria de “operador de fotocopiadora”. Seus diálogos com Pedro Cardoso também são outro ponto alto, que por seu lado faz o papel de otário metido a malandro. 

Como opinião pessoal, o filme perde alguns pontos a partir da sequência do assalto, mas no geral é uma divertida sessão da tarde.

Meu Tio Matou um Cara (Brasil, 2004) – Nota 6
Direção – Jorge Furtado
Elenco – Lázaro Ramos, Darlan Cunha, Ailton Graça, Dira Paes, Déborah Secco, Sophia Reis, Renan Gioelli, Júlia Andrade.

Eder (Lázaro Ramos) confessa ter assassinado um sujeito. Seu sobrinho Duca (Darlan) acredita que o tio está mentindo para proteger sua namorada Soraya (Déborah Secco), que é ex-mulher da vítima. Para elucidar o caso, Duca contrata um detetive (Júlio Andrade). Em paralelo, Duca tenta conquistar uma amiga de escola (Sophia Reis) que se mostra mais interessada em outro garoto (Renan Gioelli). 

Esta mistura de comédia e romance peca pela história novelesca e os personagens caricatos. Diferente de “O Homem Que Copiava” que tinha falhas que eram compensadas pelo ótimo protagonista, aqui em momento algum o espectador percebe carisma nos personagens. 

Em comparação com as comédias brasileiras atuais, este longa é superior, mas analisando em relação a um quadro maior, infelizmente o resultado deixa a desejar. 

5 comentários:

Pedrita disse...

adoro esses dois filmes, são divertidos e inteligentes. beijos, pedrita

Amanda Aouad disse...

Pois é, Meu Tio Matou um Cara tenta seguir no rastro do primeiro e acaba tendo vários problemas. Mas, gosto bastante de O Homem que Copiava, mesmo depois do assalto, acho que a revelação do ponto de vista da personagem de Leandra Leal dá um plus à resolução.

bjs

Liliane de Paula disse...

Raramente consigo gostar de um filme nacional.
Mas sou louca e encantada com as novelas da TV Globo.

Não tive interesse em assistir o Homem que copiava.

Quero vê A senhora da Van e acho que vc já deve ter comentado.

Sim, diga se achou o final do Remember(Memorias Secretas) previsível.

Gustavo H. Razera disse...

O primeiro soa bom (lembro de a Revista SET tê-lo elogiado no lançamento), mas fico recalcitrante com comédias.

Cumps.

Hugo disse...

Pedrita - São filmes leves.

Amanda - O Homem que Copiava é superior, muito pelo carisma dos personagens.

Liliane - Estranho, vc gosta de novelas e muitos filmes brasileiros atuais são bem parecidos com novelas.

Eu esperava uma surpresa para o final de "Memórias Secretas", mas pensei em algo diferente do que ocorreu. O final foi impactante.

Gustavo - Eu também estou cansado de comédias, as atuais brasileiras eu passo longe. Das americanas eu prefiro as independentes, aqueles que misturam comédia e drama.

Abraço