quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Godzilla (1998 e 2014)


Godzilla (Godzilla, EUA / Japão, 1998) – Nota 5,5
Direção – Roland Emmerich
Elenco – Matthew Broderick, Jean Reno, Maria Pitillo, Hank Azaria, Kevin Dunn, Michael Lerner, Harry Shearer, Doug Savant, Vicky Lewis.

Na sequência inicial, vemos os testes nucleares realizados na Polinésia em 1954 e um lagarto com seus ovos. Décadas depois, o governo americano encontra enormes pegadas no Panamá, que não se assemelham a animal algum conhecido. Para analisar as pegadas é enviado o cientista Niko Tatopoulos (Matthew Broderick), especialista em mutações de DNA. Logo, ele descobre que o animal está seguindo em direção a Nova York. No rastro do animal, seguem o cientista, uma aspirante a jornalista (Maria Pitillo) e um cinegrafista (Hank Azaria), além do exército liderado por um oficial linha dura (Jean Reno). 

Massacrado pela crítica, este blockbuster tem o estilo Roland Emmerich de cinema, com uma explosão de efeitos especiais, muito barulho, correria e diálogos engraçadinhos, além de personagens mal desenvolvidos. Apesar de Matthew Broderick ser um bom ator, seu habitat natural é a comédia. Sua escolha para ser o protagonista de uma ficção de ação foi um grande erro. Não se pode esquecer também dos constrangedores “Bebês Godzillas”. 

É um filme totalmente esquecível.

Godzilla (Godzilla, EUA / Japão, 2014) – Nota 6
Direção – Gareth Edwards
Elenco – Aaron Taylor Johnson, Ken Watanabe, Bryan Cranston, Elizabeth Olsen, Sally Hawkins, Juliette Binoche, David Straithairn, Richard T. Jones, Victor Rasuk.

Em 1999, um grupo de cientistas liderados pelo Dr. Serizawa (Ken Watanabe) descobre o corpo de um enorme animal pré-histórico em uma ilha das Filipinas. Aparentemente, o animal deu a luz a um filhote que desapareceu no mar. No mesmo período, um terremoto atinge uma usina nuclear no Japão. Quinze anos depois, Joe Brody (Bryan Cranston), um dos sobreviventes da tragédia da usina, ainda investiga o caso. Obcecado em descobrir a verdade, Joe praticamente arrasta seu filho Ford (Aaron Taylor Johnson) para ajudá-lo. 

Esta nova versão de “Godzilla” começa muito bem, com um clima de tensão e suspense durante o desastre da usina, em sequências valorizadas pelas ótimas presenças de Bryan Cranston e Juliette Binoche. Por sinal, o personagem de Cranston é o melhor do filme. 

Infelizmente, a sequência da história é repleta de furos, situações absurdas e personagens mal desenvolvidos. O talentoso japonês Ken Watanabe e a ótima inglesa Sally Hawkins são totalmente desperdiçados. A parte final melhora um pouco quando a ação se torna o ponto principal e o Godzilla o protagonista. 

O resultado é mais um blockbuster vazio.

3 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Pra mim, o Godzilla de 2014 é uma obra-prima perto do de Emmerich. Aliás, mesmo sem comparação, acho o de Edwards uma grande ficção científica, com um modo de ser filmado reminiscente de Jurassic Park e sem piadinhas bobocas a todo instante.

Cumps.

Rodrigo Mendes disse...

É ruim, mas eu gosto. O divertimento e distração estão presentes em ambas as produções, aliás, em qualquer filme do Godzilla até mesmo os trash japoneses. Emmerich exagera é verdade, mas é um diretor que entende de escala tanto quanto Gareth Edwards. A versão recente me agrada mais do que a de 1998 porque se leva mais a sério. Acredito que Edwards entregará um trabalho a altura no primeiro derivado de "Star Wars" que aguardo ansiosamente.
Pra mim não são tão esquecíveis. Filme ruim pode ser inesquecível, rs

Grande Abraço.

Hugo disse...

Gustavo - O filme de Gareth Edwards pode satisfazer pelo início e pela lutas entre os monstros no final, mas o roteiro é bem ruim, assim como as interpretações.

Rodrigo - Concordo que podemos nos divertir com filmes ruins, são vários exemplos, mas nestes dois casos não me agradem muito.

Abraço