quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Grande Hotel Budapeste

O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, EUA / Alemanha / Inglaterra, 2014) – Nota 8
Direção – Wes Anderson
Elenco – Ralph Fiennes, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Jude Law, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Bill Murray, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Tom Wilkison, Owen Wilson, Larry Pine, Bob Balaban, Fisher Stevens, Waris Ahluwalia, Wallace Wolodarsky.

Até o ótimo “Moonrise Kingdom”, eu considerava Wes Anderson apenas um cineasta excêntrico, que gostava de histórias diferentes e personagens estranhos, mas após este “O Grande Hotel Budapeste” vejo que ele é um dos diretores mais originais que surgiram na última década. Lembrando um pouco o estilo visual das obras de Tim Burton, Anderson cria uma espécie de realidade paralela, em que o espectador que aceitar a ideia verá um ótimo espetáculo. 

A trama se passa em quatro épocas diferentes, começando nos dias atuais com uma adolescente lendo um livro chamado “O Grande Hotel Budapeste” e prestando uma homenagem ao autor colocando um determinado objeto na estátua do sujeito . Em seguida, a trama volta para 1985 e mostra o escritor (Tom Wilkinson) contando como soube da história do hotel e escreveu o famoso livro. 

Após estas duas passagens rápidas, voltamos a 1964 quando o escritor ainda jovem (agora vivido por Jude Law) está hospedado no hotel, na época um local decadente e acaba conhecendo o dono, o Sr. Zero Moustafa (F. Murray Abraham), que o convida para jantar e conta como se transformou em dono do hotel. 

Novamente a trama volta no tempo e chega em 1932, quando o hotel vivia seu auge e o adolescente Zero (interpretado por Tony Revolori) é contratado para ser mensageiro e se torna o protegido de Gustave (Ralph Fiennes), o administrador do local, sujeito que seduz velhas senhoras ricas. Zero ajudará Gustave numa disputa que envolverá uma herança e uma famoso quadro.

Além do belíssimo visual e da originalidade, vale destacar o ótimo roteiro, que em paralelo ao crescimento e posterior decadência do hotel, apresenta detalhes das transformações na Europa da época, como o avanço do fascismo e do nazismo e a consequente Segunda Guerra Mundial. 

Finalizando, o elenco é um show a parte, destacando ainda Edward Norton como um oficial do exército, Willem Dafoe como um sinistro assassino, Harvey Keitel como um presidiário totalmente careca, além da pequena participação de Bill Murray e o veterano F. Murray Abraham (vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Amadeus”) tendo um raro bom papel depois de anos trabalhando em produções menores. 

5 comentários:

Pedrita disse...

eu quero muito ver, mas acho q vou ter q esperar ir para a tv a cabo. estou em uma correria enorme. não li o post em detalhe. qd assistir volto pra ler. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - É melhor ler depois de assistir mesmo.

Beijos

Gustavo disse...

Uma comédia completa, refinada - e, como vc bem notou, de visual incrível. Se não for indicado ao Oscar de desenho de produção, mandem fechar a Academia.

Hugo disse...

Gustavo - Com certeza merece um indicação ao Oscar pelo belíssimo visual.

Abraço

Pedrita disse...

é muito genial. eu adorei como inserem os conflitos de guerra na trama. absolutamente inteligente. tudo é genial. não vi moonrise, preciso ver. o elenco todo é fantástico.