quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Poltergeist - A Trilogia


Poltergeist – O Fenômeno (Poltergeist, EUA, 1982) – Nota 8
Direção – Tobe Hooper
Elenco – Craig T. Nelson, Jobeth Williams, Beatrice Straight, Dominique Dunne, Oliver Robins, Heather O’Rourke, Zelda Rubinstein, James Karen.

A família Freeling se muda para uma bela casa em um novo condomínio. A alegria pelo novo lar rapidamente se transforma em preocupação quando começam ocorrer estranhos eventos. Objetos se movem sozinhos e a televisão não sintoniza canal algum. A filha caçula Carol Anne (Heather O’Rourke) passa a conversar com algo que está dentro da tv e acaba desaparecendo. O incrédulo pai (Craig T. Nelson) e a mãe (Jobeth Williams) ficam desesperados quando percebem que a voz da filha pequena parece vir de dentro da tv para pedir socorro. O casal chama uma paranormal (Zelda Rubinstein) para descobrir o paradeiro da menina. 

Este clássico do terror dos anos oitenta pode ser considerado muito mais um filme de Steven Spielberg (que escreveu o roteiro e participou da montagem) do que de Tobe Hooper. No mesmo período Spielberg preparava “ET” e por este motivo deixou a direção a cargo de Hooper, que ficou famoso com o clássico “O Massacre da Serra Elétrica”. O problema é que os estilos dos diretores eram extremamente opostos, enquanto Spielberg pensava em enfatizar a luta da família, Hooper tinha intenção de criar um longa totalmente de terror, mas como não tinha controle total sobre o projeto, acabou cedendo e deixando a palavra final com Spielberg. Analisando os péssimos trabalhos posteriores de Hooper, a decisão de Spielberg foi acertada ao misturar suspense, terror e a questão familiar. 

O filme fez merecido sucesso, várias cenas prendem o espectador na cadeira, como os galhos da árvore que invadem o quarto, o boneco do palhaço que tenta agarrar o garoto (Oliver Robins) e a piscina de cadáveres na sequência final. 

Como curiosidade trágica, algumas mortes transformaram a trilogia em maldita para muitas pessoas. Quando este filme foi lançado, a atriz Dominique Dunne que interpretava a filha mais velha do casal foi assassinada pelo namorado. Durante as filmagens do segundo longa, o ator Julian Beck que interpretava um sinistro padre faleceu e o ator Will Sampson (o índio de “Um Estranho no Ninho”) morreu durante uma cirurgia no ano seguinte. Para completar a sinistra coincidência, a garotinha Heather O’Rourke faleceu ao final das filmagens da parte III. 

Poltergeist II – O Outro Lado (Poltergeist II: The Other Side, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Brian Gibson
Elenco – Craig. T. Nelson, Jobeth Williams, Heather O'Rourke, Oliver Robbins, Zelda Rubinstein, Will Sampson, Julian Beck, Geradine Fitzgerald.

Após sobreviveram aos ataques do espírito maligno no filme anterior, a família Freeling se muda para uma nova casa (sem a filha mais velha, já que atriz havia falecida) tentando reconstruir a vida. Logo o inferno recomeça, quando o espírito reaparece reencarnado num sinistro padre (Julian Beck), que tem o objetivo de levar a pequena Carol Anne (Heather O’Rourke) para o outro lado. Novamente a paranormal Tangina (Zelda Rubinstein) é chamada para intervir, assim como a participação de um índio (Will Sampson), uma espécie de curandeiro que terá papel importantíssimo na trama. 

Sem Spielberg no projeto, o filme caiu no colo do falecido diretor inglês Brian Gibson que pouco pode fazer com o confuso roteiro que mistura mistérios do passado do padre, cenas de terror explícitas como quando o personagem de Craig T. Nelson vomita o espírito e até tenta transformar a mãe interpretada por Jobeth Williams em vidente. 

O filme fez sucesso pela curiosidade dos fãs em conferir a sequência da história, além dos bons efeitos especiais para época, que inclusive concorreram ao Oscar.

Analisando hoje, o longa até assusta em alguns momentos em comparação com vários filmes atuais do gênero, mas mesmo assim é pouco para ser
considerado um bom filme.

 Poltergeist III (Poltergeist III, EUA, 1988) – Nota 5
Direção – Gary Sherman
Elenco – Tom Skerritt, Nancy Allen, Heather O'Rourke, Zelda Rubinstein, Lara Flynn Boyle, Richard Fire, Nathan Davis.

Os pais de Carol Anne (Heather O’Rourke) a enviam para passar um tempo com os tios (Tom Skerritt e Nancy Allen) em Chicago e estudar em uma escola especial. Carol Anne é levada a um terapeuta (Richard Fire) que tenta curar os traumas da garota, mas acaba fazendo com que o espírito maligno do padre (interpretado agora por Nathan Davis) volte atormentar a menina. 

Esta terceira parte pode ser considerada um caça-níquel em que o diretor picareta Gary Sherman tinha a intenção de manter a franquia viva para produzir pelo menos mais um filme, o que foi abortado pela morte da garota Heather O’Rourke. 

Sherman que também escreveu o roteiro, improvisou inventando a história dos tios porque Craig T. Nelson e Jobeth Williams não quiseram voltar aos papéis e para modificar um pouco mais, ele transportou a ação das casas de subúrbio dos filmes anteriores para um edifício de vidro. 

O resultado é um longa totalmente dispensável que enterrou a franquia. Mesmo assim, nos anos noventa Sherman ainda produziu uma série de tv chamada “Poltergeist – O Legado”, que tinha uma trama completamento diferente e apenas utilizava o nome do famoso filme. 

7 comentários:

CINE31 disse...

Gosto tanto do 1º, que há muitos anos tomei a decisão de nunca ver as sequelas. Espero nunca ceder à tentação, tenho quase a certeza que me vou arrepender :D

renatocinema disse...

Deveria ter feito como meu amigo acima.....errei e fiz a besteira de ver a primeira sequência......triste......triste., na minha visão.
Raras são as parte 2 que merecem elogios. raridade total eu diria.

CINE31 disse...

:) @renatocinema : só vendo é que sabemos se são boas :D ás vezes há boas surpresas. alguns exemplos de boas sequelas: Terminator 2, Scream 2, X-Men 2, Aliens,... na minha opinião até superiores aos originais.
mas a grande maioria só piora :D

KA disse...

Acho o primeiro um clássico. São várias as sequências que se tornaram antológicas, marcando o subconsciente de quem viu o filme. Acho que o impacto maior ficou para quem era criança na época - como eu. Impossível ver tv com chuvisco e não lembrar de Carol Anne...A música também é marcante, uma referência para os filmes de terror...
A sequência de mortes reais reforçou o mito - coincidências fatídicas.
As sequências são ruins mesmo. O terceiro tem ainda a marca macabra da morte da garottinha, que teve morreu durante as filmagens. Se reparar bem, tem cenas em que foi usada uma dublê...tão macabro!
abs

Hugo disse...

Cine31 - As duas sequências são dispensáveis e concordo que existem sequências até melhores que os originais, porém isso acontece quando a premissa é respeitada e geralmente quando o diretor do original continua a frente da franquia.

Renato - Muitas vezes os envolvidos nas sequências não tem ligação alguma com o original e o interesse é apenas em lucrar. Nestes casos o resultado é sempre ruim.

Ka - Também assisti quando era adolescente e realmente algumas cenas assustavam. A música é de Jerry Goldsmith, responsável por outros filmes de sucesso como Rambo.

Abraço

Bússola do Terror disse...

Outro filme de terror famoso do Tobe Hooper foi Pague Para Entrar, Reze Para Sair. Mas aí é um slasher, né? Já é outro tipo de terror que pede mesmo cenas mais brutais.
Bom, é interessante lembrar que o 1º filme da trilogia aqui é uma sátira (inclusive, ninguém morre ali). A parte do pai botando a televisão pra fora na última cena é inegavelmente pra rir.rs
O 2º filme, apesar de apelar pro terror mais do que o 1º, também não chega a ser tããããão apavorante assim. Tem algumas coisas meio assustadoras, como você disse, mas fica nisso. Mas achei legal.
E o 3º filme, embora complete a história, parece mesmo uma parte meio desconexa das 2 primeiras. E a última cena dá a entender que a história vai continuar. Mas ficou por ali mesmo.
Já falei sobre Poltergeit lá no meu blog.

Hugo disse...

Bússola - Pague para Entrar, Reze para Sair tem toda a cara de Hooper, diferente de Poltergeist. É um slasher bem legal.

Uma nova sequência de Poltergeist morreu com o fracasso da fraca parte III.

Não duvido que em breve algum produtor queira fazer um reboot.

Abraço