segunda-feira, 22 de abril de 2013

Westworld - Onde Ninguém Tem Alma

Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (Westworld, EUA, 1973) – Nota 6,5
Direção – Michael Crichton
Elenco – Yul Brynner, Richard Benjamin, James Brolin, Dick Van Patten, Alan Oppenheimer.

No futuro próximo, uma grande corporação criou uma espécie de parque de diversões adulto, onde o cliente paga mil dólares para participar de uma aventura no Velho Oeste, na Era Medieval ou durante o Império Romano. A grande atração destes três cenários são robôs idênticos aos humanos, que interagem com os clientes, seja em tiroteios, brigas e até para o sexo. O ambiente é todo controlado por computadores e cientistas que monitoram as ações do robôs. Dois amigos (Richard Benjamin e James Brolin) escolhem o Velho Oeste e se divertem com brigas, tiroteios e prostitutas, porém quando um falha atinge os robôs, estes passam a atacar os clientes de forma real, sendo que um robô pistoleiro (Yul Brinner) sai na caça da dupla de amigos. 

Esta curiosa produção que mistura western com ficção foi dirigida pelo falecido escritor Michael Crichton, que adaptou seu próprio livro para as telas. O ponto principal é a questão abordada em vários longas de ficção sobre como o avanço da tecnologia pode se virar contra o ser humano, aqui representado pela ótima interpretação de Yul Brynner, que provavelmente serviu de inspiração para o exterminador feito por Robert Patrick em “O Exterminador do Futuro II”. O rosto sem expressão e o andar duro e rápido com os braços para baixo quase sem se mover, são muito semelhantes nas duas interpretações. 

O roteiro falha em inserir um casal que decide se aventurar na Era Medieval, criando algumas sequências que parecem destoar do ponto principal, além de pouco mostrar o parque do Império Romano. A sensação é que se o longa foca-se apenas na trama do Velho Oeste seria mais coeso. 

Finalizando, são interessantes também as falsas entrevistas mostradas no início do filme, onde um repórter colhe depoimentos de clientes satisfeitos, no estilo das propagandas vagabundas que passam na tv durante a madrugada. 

2 comentários:

Fernando Terroso disse...

Não conhecia esse filme, parece interessante.

Hugo disse...

Fernando - É uma ficção bem diferente.

Abraço