Na semana passada, o cinema perdeu o comediante Gene Wilder, que estava aposentado do cinema há mais de vinte e cinco anos. Com um carreira praticamente toda voltada para comédia, Wilder tem como seu filme mais popular, o divertido "A Dama de Vermelho", grande sucesso de bilheteria nos anos oitenta.
Além deste trabalho, vale destacar as parceiras com Mel Brooks e com Richard Pryor. Com Brooks, Wilder protagonizou três clássicos da comédia: "Primavera Para Hitler", "Banzé no Oeste" e "O Jovem Frankenstein".
Ao lado do grande Richard Pryor, seu melhor filme foi "O Expresso de Chicago" de 1976. Eles ainda trabalharam juntos em "Loucos de Dar Nó", "Cegos, Surdos e Loucos" e "Um Sem Juízo, Outro Sem Razão", estes dois últimos quando Pryor já estava bastante debilitado por causa da esclerose múltipla.
Por sinal, o próprio Gene Wilder abandonou o cinema após este último trabalho com Pryor. Ele fez ainda alguns filmes para TV e protagonizou uma série antes de se retirar de vez.
Nesta postagem comentou três filmes em que o ator foi protagonista.
O Rabino e o Pistoleiro (The Frisco Kid, EUA, 1979) – Nota 7
Direção – Robert Aldrich
Elenco – Gene Wilder,
Harrison Ford, William Smith, Ramon Bieri, George DiCenzo.
Em 1850, o rabino polonês Avram (Gene Wilder) chega a Filadélfia mas não
consegue entrar no navio que o levaria para San Francisco. Sem conhecer o país,
o ingênuo rabino aceita viajar com os irmãos Diggs (William Smith e George
DiCenzo), não imaginando que o sujeitos são ladrões. Após ser abandonado e
passar por alguns apuros, Avram termina por se associar a outro pistoleiro,
Tommy Lillard (Harrison Ford), que promete levá-lo até seu destino.
Este
divertido western cômico foi o penúltimo trabalho do grande diretor Robert
Aldrich, que explora um roteiro repleto de piadas sobre judeus, além da inusitada
química entre um então ascendente Harrison Ford e o já famoso Gene Wilder.
Hanky Pank – Uma Dupla em Apuros (Hanky Panky, EUA, 1982) – Nota 6
Direção – Sidney Poitier
Elenco – Gene Wilder, Gilda Radner, Richard Widmark, Kathleen Quinlan,
Robert Prosky, Josef Sommer, Jay O. Sanders.
Estando a trabalho em Nova York, o arquiteto Michael Jordon (Gene Wilder)
é surpreendido ao ser abordado em um táxi por uma bela jovem (Kathleen
Quinlan), que o entrega um pacote e diz que o encontrará no hotel. Atraído pela
garota, ela entra no jogo, mas se arrepende ao reencontrá-la morta no hotel.
Suspeito de ser o assassino e perseguido por estranhos que desejam o pacote, a
única ajuda que Michael terá será da estranha Kate (Gilda Radner), seu contato
de trabalho na cidade.
A premissa de misturar suspense com comédia é
interessante, assim como algumas sequências de correria, o problema é que as
risadas são poucas e o desenrolar da história previsível. O filme tem algumas curiosidades.
É uma das poucas comédias em que atuou o veterano Richard Widmark. O astro
Sidney Poitier dirigiu Gene Wilder e Richard Pryor dois anos antes em outra
comédia mediana chamada “Loucas de Dar No”. E este também foi o filme em que
Gene Wilder e Gilda Radner se conheceram. Eles se casaram em 1984, mas
infelizmente a atriz faleceu muito cedo em 1989.
O Maior Amante do Mundo (The
World's Greatest Lover, EUA, 1977) – Nota 5,5
Direção – Gene Wilder
Elenco – Gene Wilder, Carol Kane,
Dom DeLuise, Fritz Feld.
Em 1920, Rudy Hickman (Gene
Wilder) e sua esposa Annie (Carol Kane) partem de Milwaukee em direção a
Hollywood. O objetivo de Rudy é entrar para o cinema. Ele acaba aprovando em
teste do produtor Adolph Zitz (Dom DeLuise), que sonha em encontrar um
concorrente para o então astro Rudolph Valentino. A situação fica complicada quando a jovem Annie se apaixona pelo verdadeiro Valentino.
Após vários
sucessos nos anos setenta, esta comédia foi o primeiro fracasso do astro Gene
Wilder. A tentativa de criar uma comédia de erros explorando os bastidores de
Hollywood dos anos vinte rendeu poucas risadas. É um dos trabalhos mais fracos
de Wilder.