Charles Bronson foi um dos grandes astros dos anos sessenta, setenta e oitenta. Ele compensava sua falta de talento com uma carismática presença nas telas, tendo marcado sua carreira pelos personagens durões.
No meio dos mais de cinquenta e filmes em que trabalhou, sendo alguns clássicos absolutos como "Os Doze Condenados", "Era Uma Vez no Oeste" e "Sete Homens e um Destino", além do marcante "Desejo de Matar", Bronson também protagonizou algumas bombas, basicamente em duas fases da carreira.
Aqui eu comento de forma rápida cinco filmes fracos que ele estrelou no final do anos sessenta e início do setenta, em sua maioria após seu casamento com a atriz inglesa Jill Ireland, que foi o amor de sua vida e tinha a mesma falta de talento do astro.
A segunda fase ruim foi no final da carreira, quando já estava acomodado e trabalhava sob contrato com a produtora picareta Cannon.
Alguém Atrás da Porta (The Stranger ou Quelqu'un Derrière
la Porte, França, 1971) – Nota 5,5
Direção – Nicolas Gessner
Elenco – Charles Bronson, Anthony Perkins, Jill Ireland,
Henri Garcin.
Laurence (Anthony Perkins) é um neurocirurgião obcecado por
sua pesquisa. Quando descobre que sua bela esposa Frances (Jill Ireland) o está
traindo com um jornalista (Henri Garcien), ele decide se vingar de uma forma
inusitada. Laurence se aproveita de um paciente (Charles Bronson) que tem
distúrbios mentais e sofre de amnésia. Ele leva o desconhecido para sua casa e
o faz acreditar que Frances é sua esposa, para desta forma o estranho assassinar
o jornalista. Este é com certeza o filme mais bizarro da carreira de Charles
Bronson. Um ritmo extremamente arrastado, uma história pra lá de absurda, um
afetado Anthony Perkins e Bronson interpretando um desequilibrado resultam numa obra que quase chega a ser cult de tão estranha.
As Armas do
Diabo (Guns of Diablo, EUA, 1965) – Nota 5,5
Direção –
Boris Sagal
Elenco –
Charles Bronson, Susan Oliver, Kurt Russell, Jan Merlin.
Um sujeito que viaja de trem de forma clandestina (Charles Bronson) cruza o caminho de um adolescente órfão
(Kurt Russell) e se envolve com uma jovem (Susan Oliver) que é casada com o xerife de
uma pequena cidade. Pensando em mudar de vida, o trio se aventura na busca de
uma mina de ouro perdida. A curiosidade desta aventura pouco inspirada é a
inusitada dupla interpretada pelo então astro mirim Kurt Russell e o ícone
Charles Bronson.
Chino ou
Valdez, o Mestiço (Valdez, Il Mezzosangue, Itália / Espanha / França, 1973) –
Nota 5
Direção –
John Sturges
Elenco –
Charles Bronson, Jill Ireland, Marcel Bozzuffi, Vincent Van Patten.
Chino
Valdez (Charles Bronson) é um mestiço que vive isolado para evitar conflitos
por causa do preconceito. Num certo dia, um jovem fugitivo (Vincent Van Patten)
pede abrigo no pequeno rancho de Valdez, que após relutar aceita a presença do
garoto e passa a ensiná-lo tudo sobre cavalos. Quando Valdez se envolve com uma
jovem (Jill Ireland), o preconceito dos moradores da cidade vem à tona. É um
filme extremamente arrastado, que não funciona como drama e nem como western.
Com certeza um dos piores da carreira do diretor John Sturges.
Três Horas Para Matar ou O Proscrito e a Dama (From Noon
Till Three, EUA, 1976) – Nota 6
Direção –
Frank D. Gilroy
Elenco –
Charles Bronson, Jill Ireland, Douglas Fowley.
Graham (Charles Bronson) faz parte de uma quadrilha que
planeja assaltar um banco. Ele desiste do crime para seduzir a bela Amanda
(Jill Ireland), porém seus comparsas seguem o plano que acaba falhando. Graham
acaba na cadeia, enquanto Amanda escreve um livro sobre o rápido relacionamento
que se transforma em sucesso. Ao sair da prisão, Graham volta para procurar
Amanda que mudou completamente de vida. Este western romântico com pitadas de
comédia é um pouco melhor que os demais filmes desta postagem, principalmente
por causa da inusitada mistura de gêneros.
Cidade Violenta (Cittá Violenta, Itália / França,
1970) – Nota 5,5
Direção – Sergio Sollima
Elenco – Charles Bronson, Jill Ireland, Telly
Savalas, Umberto Orsini.
Jeff (Charles Bronson) é um matador de aluguel que
pretende se aposentar e levar a namorada (Jill Ireland) para uma viagem
romântica na América Central. O problema é que ele não sabe que está sendo seguido. Após ser traído, ele acaba preso. Quando sai da prisão, Jeff parte em busca de vingança e encontra sua namorada vivendo com o chefe da organização
criminosa a qual ele pertencia, Al Weber (Telly Savalas). O desenvolvimento do
filme é lento e cansativo, com a melhor sequência senda a de uma perseguição de
automóveis pelas ruas estreitas de uma cidade indefinida na América Central.